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sábado, 30 de abril de 2016

COVER DO SÁBADO

Wave (também conhecida como "Vou te Contar") é a primeira música de um álbum de mesmo nome de 1967, composta por Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim). Já foi interpretada por diversos artistas, como Elis Regina, Gal Costa, Frank Sinatra, João Gilberto, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson. Em sua versão original, recebeu arranjo de Claus Ogerman. A letra em inglês foi adicionada pelo próprio Tom Jobim em novembro de 1969 e cantada por Frank Sinatra no álbum Sinatra & Company, lançado no ano seguinte. 


"Tom Jobim - Os anos 60" é o décimo primeiro álbum de estúdio da cantora Joyce, lançado em 1987, pela gravadora EMI. Wave é a segunda faixa.

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FRASE DO DIA

sexta-feira, 29 de abril de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Dorival Caymmi nasceu em 1914, em Salvador. Em 1935, começou a participar de alguns programas na Rádio Clube da Bahia. No mesmo ano, o radialista Gilberto Martins, que tinha ido a Salvador com o cantor Leo Vilar, iniciou nova fase no rádio baiano que até então só irradiava discos. Gilberto assumiu a direção da Rádio Clube, lançando o compositor com o programa "Caymmi e suas canções praieiras". No ano seguinte, venceu o concurso de músicas para o carnaval baiano, com o samba "A Bahia também dá". Em 1938, estreou na Rádio Tupi, interpretando de sua autoria, o samba "O que é que a baiana tem?", cuja composição foi iniciada ainda em Salvador e concluída já no Rio de Janeiro. Nessa mesma época, teve o samba incluído na trilha sonora do filme "Banana da terra", de Wallace Downey, interpretado por Carmem Miranda, que recebeu instruções suas para dançar a música.

Foi apresentado por Almirante ao diretor Wallace Downey, seguindo indicação dos amigos Alberto Ribeiro e Assis Valente. Rodadas as cenas iniciais, preparavam-se para filmar duas importantes sequências em que Carmem Miranda cantaria "Boneca de piche" e "Na baixa do sapateiro", ambas as composições de Ary Barroso. Por desentendimentos financeiros entre Ary e a produção do filme, seu samba "O que é que a baiana tem?" foi utilizado em substituição às canções de Ary Barroso, por sugestão do compositor Alberto Ribeiro. Ainda em 1938, foi convidado por Newton Teixeira para gravar na Odeon.

Somente em 1954 lançou pela Odeon seu primeiro LP, intitulado "Canções praieiras", no qual regravou sucessos como "O mar", "É doce morrer no mar" e "A jangada voltou só", além da inédita "O bem do mar". É desse disco também a bela “A Lenda do Abaeté”.


A Lenda do Abaeté
Dorival Caymmi

No Abaeté tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
Ô de areia branca
Ô de areia branca
De manhã cedo
Se uma lavadeira
Vai lavar roupa no Abaeté
Vai se benzendo
Porque diz que ouve
Ouve a zoada
Do batucajé
O pescador
Deixa que seu filhinho
Tome jangada
Faça o que quisé
Mas dá pancada se o seu filhinho brinca
Perto da Lagoa do Abaeté
Do Abaeté
A noite tá que é um dia
Diz alguém olhando a lua
Pela praia as criancinhas
Brincam à luz do luar
O luar prateia tudo
Coqueiral, areia e mar
A gente imagina quanta a lagoa linda é
A lua se enamorando
Nas águas do Abaeté
Credo, Cruz
Te desconjuro
Quem falou de Abaeté
No Abaeté tem uma lagoa escura
Com Dicionário Cravo Albin

FRASE DO DIA

quinta-feira, 28 de abril de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

HERALDO DO MONTE - 1980 - HERALDO DO MONTE

Quinto álbum do compositor e multi instrumentista pernambucano Heraldo do Monte, que, ao lado de Airto Moreira, Theo de Barros e Hermeto Pascoal, formou o Quarteto Novo, com o qual gravou, em 1967, um LP homônimo.


Participaram das gravações do disco, dentre outros, Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Cláudio Bertrami e Edson José Alves, que dividiram os arranjos das canções com Heraldo. No disco, o compositor demonstra todo o seu virtuosismo na guitarra, no bandolim e no cavaquinho.


Lado A 
1. Forrozim (heraldo do Monte)
Cláudio Bertrami : Baixo Elétrico 
Dirceu : Bateria
Edson José Alves : Violão
Heraldo do Monte : Guitarra
Hermeto Pascoal : Flauta
Ubiraci de Oliveira : Percussão

2. Lamento (Pixinguinha - Vinícius de Moraes)
Dirceu : Bateria
Edson José Alves : Violão
Gabriel Jorge Bahlis : Contrabaixo
Heraldo do Monte : Bandolins
Pirituba : Percussão
Severino Gomes da Silva : Trombone 
Theo da Cuíca : Percussão 
Ubiraci de Oliveira : Percussão 
Walter Batista Azevedo : Trombone

3. Serenata (Hermeto Pascoal)
Edson José Alves : Violão 
Heraldo do Monte : Bandolim 
Heraldo do Monte : Cavaquinho

4. Pau de Arara (Guio de Moraes - Luiz Gonzaga)
Cláudio Bertrami : Baixo Elétrico
Dirceu : Bateria
Dominguinhos : Acordeon
Heraldo do Monte : Guitarra
Heraldo do Monte : Viola
Ubiraci de Oliveira : Percussão

 
Lado B
1. Chuva Morna (Heraldo do Monte)
Dirceu : Bateria
Dorival Auriani (Buda) : Trompete
Edson José Alves : Violão
Gabriel Jorge Bahlis : Contrabaixo
Geraldo Auriani (Felpudo) : Trompete
Heraldo do Monte : Guitarra 
Sebastião José Gilberto (Botinão) : Trompete
Severino Gomes da Silva : Trombone
Walter Batista Azevedo : Trombone
2. Bebê (Hermeto Pascoal)
Cláudio Bertrami : Baixo Elétrico
Dirceu : Bateria
Edson José Alves : Quarteto de Flautas
Edson José Alves : Violão 
Edson José Alves : Violão Ovation 
Heraldo do Monte : Guitarra 
Hermeto Pascoal : Órgão
Ubiraci de Oliveira : Percussão

3. Alienadinho (Heraldo do Monte)
Cláudio Bertrami : Baixo Elétrico
Dirceu : Bateria
Edson José Alves : Violão 
Heraldo do Monte : Guitarra
Hermeto Pascoal : Flauta
Ubiraci de Oliveira : Percussão

O MUNDO MONGO


Comentário de uma leitora, no site globo.com, sobre a morte do jornalista Fernando Faro:

Quem ??? Nunca ouvi falar nesse fulano...aliás, quem é que ouve MPB hoje em dia ? Só quem é brega e parou no tempo...

LUIGGI ESCREVE


Eu já tinha visto pedirem pão “moreninho”, “clarinho”, perguntarem se tá “fresquinho”... Mas, hoje inovaram: “Tá crocantezinho?”. 

Puta que pariu...

FRASE DO DIA

quarta-feira, 27 de abril de 2016

FAZ TODO SENTIDO

GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

"I've killed women and children. I've killed just about everything that walks or crawled at one time or another. And I'm here to kill you, Little Bill, for what you did to Ned."

(Já matei mulheres e crianças. Já matei tudo que anda e rasteja e estou aqui para matar você Little Bill pelo que fez com Ned.)
William "Bill" Munny (Clint Eastwood) - Unforgiven (Os Imperdoáveis) - 1992

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

O pernambucano Di Melo chegou em São Paulo no final dos anos 60, quando começou a tocar na noite paulistana. Em 1975, suas músicas foram lançadas pela EMI-Odeon no disco que leva seu nome e que  conta com as participações de Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte e Cláudio Bertrami. O álbum teve canções de sucesso, como "Kilariô", "A Vida em Seus Métodos Diz Calma" e "Se o mundo Acabasse em Mel".


Na década de 90, as músicas do álbum voltaram a tocar nas pistas. A redescoberta de seu trabalho se deu por DJs ingleses, quando a música "A Vida em Seus Métodos Diz Calma" apareceu na coletânea "Blue Brazil 2", da BlueNote. O seu disco chegou a ser relançado em CD, em 2002, dentro da coleção Odeon 100 anos, coordenada por Charles Gavin. Ele foi também objeto do documentário "Di Melo: O Imorrível", de Alan Oliveira e Rubens Pássaro, e seu disco teve uma rápida aparição no videoclipe da canção "Don't Stop the Party", do Black Eyed Peas.

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FRASE DO DIA

terça-feira, 26 de abril de 2016

PAUTA EXTRA

BREGA CHIQUE

Genival Lacerda, nasceu em Campina Grande em 1931. Na década de 50, foi morar em Pernambuco, e em 1955 gravou seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa "Coco de 56". 

Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" tornou-se o mais popular do compositor. Graças a essa composição, de sua autoria e João Gonçalves, ele vendeu cerca de 800 mil cópias.

Seus principais sucessos foram "Severina Xique Xique", "De quem é esse jegue?" e "Radinho de Pilha". Ao longo da carreira, gravou mais de 70 discos.


Quem não conhece Severina Xique Xique
Que botou uma boutique para a vida melhorar
Pedro Caroço, filho de Zé Fagamela
Passa o dia na esquina fazendo aceno pra ela
Ele tá de olho é na boutique dela...

Antigamente Severina
Coitadinha, era muito pobrezinha
Ninguém quis lhe namorar
Mas hoje em dia só porque tem uma boutique
pensando em lhe dar trambique
Pedro quer lhe paquerar
Ele tá de olho é na boutique dela...

A Severina não dá confiança a Pedro
Eu acho que ela tem medo de perder o que arranjou
Pedro Caroço é insistente, não desiste
Na vontade ele persiste, finge que se apaixonou
Ele tá de olho é na boutique dela...

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FRASE DO DIA

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PÉROLA JORNALÍSTICA


g1.globo:

Mulher dá à luz o 3º filho em pé em varanda após sentir contrações em MS

WEATHER REPORT

Não ouvi o Cléo Kuhn hoje. Não sei se a umidade continuará atuando com força sobre o estado ou se ela se dissipará. Também não sei se haverá ocorrência de chuvas. Mesmo que esparsas. 

Resumindo, não sei se boto a roupa pra lavar ou não.

CORREIO DO CORVO

Fernando Faro
(1927 - 2016)

CORREIO DO CORVO

Billy Paul
(01/12/1934 - 24/04/2016)

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

LIKE A ROLLING STONE* (1995) THE ROLLING STONES

Sérgio Luiz Gallina


Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say,
"Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.
----
You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?
----
You never turned around
to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people
get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse
with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.
----
Princess on the steeple and all the pretty people
They're drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you'd better lift your diamond ring,
you'd better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags
and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now,
you got no secrets to conceal.

--------------------
*Bob Dylan

FRASE DO DIA

"Segunda-feira pode ser o pior dia pra trabalhar, mas a marmita é a melhor da semana."
Anônimo

domingo, 24 de abril de 2016

DO FUNDO DO BAÚ

Alegria, Alegria é uma canção composta por Caetano Veloso que foi o marco inicial do movimento tropicalista em 1967. O single foi lançado (com Remelexo no lado B) em 1967 e também integrou o álbum Caetano Veloso, do mesmo ano.


Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras. No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.

Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Tornou-se uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais nacionalistas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.

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EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

LEITURA DE DOMINGO (A CRÔNICA DO CAJO)

Bela, recatada e do lar

                      Cajo
E a bela, recatada e do lar Penélope ficou anos esperando por seu amado Ulisses, que havia partido para lutar na Guerra de Tróia. 

Em uma de suas aventuras guerreiras, Ulisses se depara com Circe, a deusa do amor físico e das feitiçarias. A própria, havia enfeitiçado alguns de seus homens e transformado-os em porcos. Ulisses, avisado por Hermes (mensageiro), preparou-se para o encontro com ela e, não caindo em suas armadilhas, conseguiu que a deusa desfizesse o encanto, dando como garantia a certeza de que ficaria com ela em seus aposentos por um tempo. 

Enquanto isso, Penélope tecia um sudário, dizendo que quando o terminasse se casaria com um dos pretendentes, já que não sabia se Ulisses estava vivo ou não. Seu amor pelo marido, entretanto, fazia com que aquilo que ela tecia durante o dia fosse desfeito durante a noite. Então, ela, dona esposa do golpista mor, bela, recatada e do lar, enquanto ele andava às voltas com suas Circes, transforma-nos em porcos. 

Um pouco de Chico Buarque ilustra um pouco tudo isso.

Mulheres de Atenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos

FRASE DO DIA

"As pessoas têm medo das mudanças; eu tenho medo de que as coisas nunca mudem."
Chico Buarque

sábado, 23 de abril de 2016

RETRATO IMAGINÁRIO DO MARQUÊS DE SADE

O artista americano Man Ray, mais conhecido por suas fotografias experimentais, é o pintor de Retrato Imaginário do Marquês de Sade. Obra bem menos conhecida do que suas fotografias.


O Marquês de Sade, que aparece como referência na obra, teve diversos textos condenados durante o século XIX, mas encontrou novos leitores na vanguarda parisiense nas primeiras décadas do século XX. O Marquês escrevia sobre sexualidade e tinha preferências pelo sadomasoquismo. A obra apresentada hoje é um reconhecimento da dívida de Man Ray com o famoso pornógrafo.

Como não existe retrato autenticado de Sade, Man Ray inventou sua aparência livremente. O resultado costuma ser comparado à imagem de André Breton quando velho, mas, estranhamente, considerando o fascínio do pintor pelo Marquês, o retrato é impassível e vasio, sem referências eróticas ou de sadomasoquismo.

Apenas os lábios cheios e vermelhos de Sade têm um toque de sensualidade, enquanto o resto da imagem foi pintada como se fosse construída com blocos de pedra, fazendo eco com a fachada da Bastilha, onde Sade esteve preso por vários anos.

O marquês é pintado de perfil e de seu ombro sai um caminho que leva até a Bastilha. A obra parece conter uma referência à tumultuada tomada da fortaleza no ano de 1789 e à sua posterior demolição, na forma de pedras lançadas ao chão por guindastes de madeira.

Segundo o folclore local, O Marquês de Sade incitou os acontecimentos daquele verão gritando de sua janela que os prisioneiros encarcerados na fortaleza estavam sendo assassinados, fator que teria provocado a rebelião. Depois disso o marquês foi transferido para o asilo de doentes mentais de Charenton, na noite anterior à tomada da Bastilha.

5 detalhes de Retrato Imaginário do Marquês de Sade se destacam:

1. Rosto do marquês:
Apresentado como uma estátua, apenas os olhos injetados de sangue e os lábios vermelhos de Sade humanizam o rosto, que por sua vez aparece rachado e abatido, como o edifício. São exibidas marcas de bala na fronte do ícone, o que o torna histórico e devastado.

2. Direção do olhar:
Pela linha de visão de Sade, parece que ele não olha para a Bastilha, mas sim que o marquês dirige um olhar imparcial para o céu acima das torres da fortaleza.

3. Bandeira da França:
Embora não esteja na pintura de maneira efetiva, o azul dos olhos de Sade contrasta com o branco tingido de sangue, evocando a bandeira tricolor da França e atraindo o olhar do espectador para o centro da composição.

4. Repetição de vermelho:
O vermelho do olho se repete nos lábios de Sade e na roda da carruagem, além do muro da fortaleza, ao fundo. Essa repetição guia o olhar do observador pelo plano da imagem.

5. Sensação de distanciamento:
As linhas quebradas dos guindastes de madeira colocam a área fora de foco, criando assim uma sensação de distanciamento do observador.

Ficha Técnica - Retrato Imaginário do Marquês de Sade:

Autor: Man Ray
Onde ver: Coleção particular
Ano: 1938
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 60cm x 50cm
Movimento: Surrealismo

 Com Universia Brasil

COVER DO SÁBADO

It Ain't Necessarily So é uma canção de George Gershwin com letra de Ira Gershwin. A música vem da ópera Porgy and Bess (1935), na qual é cantada pelo personagem Sportin, um traficante de drogas, que expressa sua dúvida sobre várias declarações na Bíblia.

Na canção, a melodia para as palavras "It Ain't Necessarily So" se assemelha à melodia para as palavras "Bar'chu et Adonai ham'vorach", no início da bênção "aliyah", quando se lê a Torá.


A canção foi regravada por inúmeros artistas ao longo dos anos, como The Honeycombs, Normie Rowe, The Moody Blues, Aretha Franklin, Cher, Brian Wilson, Sting, Bobby Darin e Hugh Laurie.

Em 1984, foi lançada como single pela banda britânica Bronski Beat, com Jimmy Somerville no vocal, e alcançou o número 16 nas paradas de singles do Reino Unido. A música foi tirada de álbum de estreia do Bronski Beat, The Age of Consent.

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FRASE DO DIA

"Congresso é como cozinha de restaurante: melhor não ver como funciona."
Hélio de la Peña

sexta-feira, 22 de abril de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Raimundo Fagner Cândido Lopes nasceu em 1949, em  Orós, Ceará.
Desde criança mostrou-se interessado por música. Com apenas cinco anos de idade, tirou o primeiro lugar num concurso de cantores infantis em homenagem ao dia das mães, promovido pela Rádio Iracema de Fortaleza. Nos colégios onde estudou, formou grupos vocais e conjuntos de rock.

Em 1973, gravou seu primeiro LP, "Manera frufu manera" pela Philips, no qual interpretou, entre outras, as composições "Último pau-de-arara”, "Mucuripe", dele e Belchior, e "Canteiros", sobre versos de Cecília Meirelles, que lhe renderia rumoroso processo da família da poetisa para retirar o disco de circulação, apesar do sucesso da composição.

Fagner usou nessa canção trechos das canções "Na Hora do Almoço" de Belchior, e "Águas de Março" de Antônio Carlos Jobim.


Canteiros 
Fagner/Cecília Meireles

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem
Me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração

Nota da Redação: Fagner nasceu em Fortaleza, mas foi registrado em Orós.

FRASE DO DIA

“Digam-me um artista que tenha enriquecido com vendas digitais. No entanto a Apple está bastante bem, não é?”
Prince

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

GERAES - 1976 - MILTON NASCIMENTO

Geraes é um álbum de 1976 do cantor, e compositor Milton Nascimento. O disco trouxe um papel forte para a conexão da música de Milton com o público da América, pois na época ele já era conhecido no mundo todo. 


O disco conta com participações de Mercedes Sosa em "Volver A Los 17", Chico Buarque em "O Que Será (À Flor da Pele)", Clementina de Jesus em "Circo Marimbondo" e os chilenos do Grupo Agua, descobertos por Milton, nas faixas "Caldera", "Promessas do Sol" e "Minas Geraes", faixa que encerra o disco. 


A capa, de Cafi, mostra o mesmo desenho das montanhas e do trem exibido no encarte anterior do álbum "Minas" (1975), que agora se destacava na capa do Geraes e no encarte do vinil com papel de envelope. Na reedição do CD de 1994, conta com duas faixas de um compacto que Milton fez com Chico Buarque em 1977, pelo selo Philips, com as faixas "Primeiro de Maio" e "Cio da Terra", que veio a ser regravado por Pena Branca & Xavantinho, Sérgio Reis e pela própria Mercedes Sosa.


Lado A
1 - Fazenda (Nelson Ângelo) (00:00)
2 - Calix Bento (Tradicional / Adpt. Tavinho Moura) (02:40)
3 - Volver a Los 17 (Violeta Parra) Feat.: Mercedes Sosa (06:10)
4 - Menino (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) (11:20)
5 - O Que Será (À Flor da Pele) (Chico Buarque) Feat.: Chico Buarque (14:09)
6 - Carro de Boi (Maurício Tapajós / Cacaso) (18:21)

Lado B
1 - Caldera (Nelson Araya) Feat.: Grupo Água (22:04)
2 - Promessas do Sol (Milton Nascimento / Fernando Brant) Feat: Grupo Água (26:35)
3 - Viver de Amor (Toninho Horta / Ronaldo Bastos) (31:25)
4 - Lua Girou (Tradicional / Adpt. Milton Nascimento) (34:00)
5 - Circo Marimbondo (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) Feat: Clementina de Jesus (37:43)
6 - Minas Gerais (Novelli / Ronaldo Bastos) (40:41)


Violões: Milton Nascimento, Luiz Gonsalez Carpena (Lucho), Oscar Pérez, Nélson Ângelo, Tavinho Moura
Viola: Tavinho Moura, Nelson Angelo
Guitarra: Toninho Horta e Nélson Ângelo em "Menino"
Piano: Toninho Horta (elétrico em "Viver de Amor"), Milton Nascimento (em "Caldera"), Francis Hime, Novelli
Baixo elétrico e acústico: Novelli
Baixo acústico em "Minas Geraes": Luiz Alves
Bateria: Robertinho Silva e Edison Machado em "Promessas do Sol" e solo em "Fazenda"
Percussão: Robertinho Silva, Luiz Alves, Chico Batera e Toninho Horta
Tamborim em "Circo Marimbondo": Elizeu e Lima
Repique em "Circo Marimbondo": Doutor
Cuíca em "Circo Marimbondo: Marçal
Surdo em "Circo Marimbondo": Robertinho Silva
Agogô em "Circo Marimbondo": Chico Batera
Afochê: Georgiana de Moraes
Órgão em "Menino": João Donato
Órgão em "Viver de Amor": Toninho Horta
Acordeom em "Calix Bento": Dominguinhos
Coro em "Fazenda": Fernando Lepoarce, Novelli, Nelson Angelo e Beto Guedes
Coro em "Calix Bento": Francis Hime, Tavinho Moura, Novelli, Totó, Nelson Angelo e Toninho Horta
Coro em "Lua Girou: Tavinho Moura, Novelli, Nelson Angelo e Toninho Horta
Grupo Agua: nas faixas "Caldera", "Promessas do Sol" e "Minas Geraes" (Violão e coro: Nelson Arraya; tiple e coro: Oscar Perez; charango, percussão e coro: Polo Cabrera; flauta e coro: Nano Stuven)
Flauta: Celso Woltzenlogel, Danilo Caymmi, Mauro Senise, Paulo Guimaraes, Paulo Jobim, Raul Mascarenhas
Coro: Bebel Gilberto, Beto Guedes, Chico Buarque, Fernando Leporace, Francis Hime, Lizzie Bravo, Milton Nascimento, Nelson Angelo, Miucha, Novelli, Piii, Tavinho Moura & Grupo Agua

Convidados:

Mercedez Sosa (Volver a los 17)
Chico Buarque (O Que Será)
Grupo Água (Caldera, Promessas do Sol)
Clementina de Jesus (Circo Marimbondo)

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