Páginas

quarta-feira, 30 de abril de 2014

DE RÁDIO

Sempre preguei que se façam dois cheques de trinta quando não se sabe escrever sessenta. 

Hoje cedo, o locutor de um programa de rádio leu uma mensagem de um motorista que dizia que havia pedras ou tocos de madeira no leito de uma estrada atrapalhando o trânsito e encerrou com esta pérola do politicamente correto e de construção frasal:

- Os usuários solicitam que a Polícia Rodoviária possa comparecer ao local.

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

10CC foi uma banda britânica de rock famosa na década de 1970. O grupo era inicialmente formado por Graham Gouldman, Eric Stewart, Kevin Godley e Lol Creme, que já tinham composições em parceria e que gravaram juntos por cerca de três anos até assumirem o nome 10CC, em 1972.

Desde 1999, Gouldman tem feito turnês com uma versão da banda formada por Rick Fenn, Paul Burgess, Mick Wilson, Mike Stevens e/ou Keith Hayman, com aparições ocasionais de Kevin Godley. A banda fez duas turnês por Reino Unido e Europa tocando os sucessos do 10CC, além de composições de Gouldman que foram sucessos na voz de outros artistas.

 

O 10CC emplacou alguns sucessos na década de 70, como "Silly Love", "Wall Street Shuffle" e "Dreadlock Holiday", mas seu maior sucesso foi "I'm not in love", de 1975. A canção voltaria às paradas a partir de sua inclusão na trilha sonora do filme Bridget Jones: No limite da razão', de 2004

wikipedia

GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

"I'd say she's doing a woman's hardest job: juggling wolves."

(Ela está fazendo o mais difícil trabalho feminino: malabarismo com os lobos.)


Lisa Carol Fremont  (Grace Kelly) - Janela Indiscreta (Rear Window) - 1954

FRASE DO DIA

terça-feira, 29 de abril de 2014

KEVIN PERGUNTA


'Quem devolverá o dinheiro que esse babaca confiscou?

DECADÊNCIA

Já comentei aqui sobre os spans que inundavam a minha caixa de mail. Provavelmente falando da preocupação que o mundo em geral tinha com o tamanho e desempenho do meu pinto, visto que recebia na maioria das vezes propagandas de viagras e afins.

Ultimamente tenho notado que só recebo propaganda de planos de saúde, televisores com as mais variadas dimensões e funções, roupas e, agora, o tiro fatal: repelentes de pombos.

A decadência é visível.

AOS BANANAS

Deve ser estranho, pra dizer o mínimo, ter uma banana arremessada em sua direção quando isso quer insinuar que, por causa de sua cor da pele, você é um primata.

Estou, obviamente, me referindo ao ocorrido com Daniel Alves no final de semana. O mundo inteiro viu. O mundo inteiro se comoveu. O mundo inteiro se indignou.

O gesto só repercutiu devido à reação do jogador, que comeu a banana. Como em todo caso de comoção, logo surgiram bravos defensores do ofendido. Gente tirando fotos com bananas e colocando na internet. O primeiro (ou um dos primeiros) foi seu colega de time Neymar. Depois, descobriu-se que a ideia veio de uma agência de publicidade. E as camisetas já estão à venda.

E depois dizem que sou cético, que acho que todo mundo quer faturar, que sou desalmado. Banana sou eu.

ENGANO

O cantor e compositor Paul Simon e sua mulher foram presos no último fim de semana por conta de uma briga doméstica.

"A polícia de Nova Canaan, no estado do Connecticut, onde o casal reside, relatou uma "altercação física menor". O chefe da polícia, Leon Krolikowki, adiantou a dois jornalistas locais que foi a primeira vez que as autoridades tiveram de intervir."

Olhem bem... Não sei não, mas acho que prenderam o Mel Brooks por engano.

DE RÁDIO

Repórter vai entrevistar determinado jogador e o apresenta como "Fulano, que já jogou no futebol gaúcho, no Bahia, no Náutico e assim por diante."

O que seria "e assim por diante"?

BREGA CHIQUE

Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói em 1952. Começou a carreira na década de 70 em São Paulo atuando como crooner em boates e integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês, com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell, da Rede Globo, com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia e Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.

Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé e Elifas Andreato).

De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas"), mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada. Morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993, de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo.


Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...

Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados
E sem tempo...

Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...

wikipedia

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

"Nomeado oficial, Giovanni Drogo deixou a cidade numa manhã de setembro para alcançar o forte Bastiani, seu primeiro destino. Pediu que o acordassem de noite ainda e vestiu o uniforme de tenente. Quando terminou, olhou-se no espelho, à luz de um lampião de querosene, mas sem sentir a alegria que imaginava. Na casa reinava um grande silêncio, ouviam-se apenas vagos rumores vindos do quarto vizinho; sua mãe estava se levantando para despedir-se dele."


O Deserto dos Tártaros - Dino Buzzati - 1945

FRASE DO DIA

"O rock é uma piscina; o jazz é todo um oceano."
Carlos Santana

segunda-feira, 28 de abril de 2014

BICICLETAS

Carlos Alberto Mohr
Domingo,10h45, esquina da Ipiranga com a Santana. Sinaleira fechada para quem cruza a Ipiranga, dois ciclistas aparecem e trancam a rua. Logo atrás, um grande grupo de "politicamente corretos salvadores do Mundo" começa a cruzar a Santana, e o sinal continua fechado para os automóveis. 

Ato seguinte, o sinal abre, os "sinalizadores de tráfego" continuam trancando o cruzamento e a bicicleata continua, apesar da sinaleira ser bem explícita. Sinal vermelho, pelo que sei, significa PARE!  A ciclovia, vazia. Os arruaceiros (sim, porque agora estão desrespeitando a lei) no meio da rua. Ah, antes que eu esqueça, nota-se um sorriso sarcástico em seus rostos.  

Como assim cara pálida? A EPTC está terceirizando suas funções? Qualquer um pode atravessar sua bicicleta em um cruzamento e trancar o trânsito? Ciclistas, em uma via pública, não estão sujeitos aos mesmos deveres (e direitos) de qualquer outro veículo?  Não é esse mesmo povo que exige respeito, inclusive pedalando de bunda de fora (nunca entendi isso) e no entanto não respeita coisa nenhuma??? 

Assim fica difícil...

A CRÔNICA DO CAJO

Há alguns dias, o artigo do Cajo sobre aquecimento global foi postado sem o final (o estagiário responsável pela falha já foi defenestrado). Ei-lo na íntegra.

Coisas sobre o aquecimento global

Dias atrás, um aluno me perguntou sobre o aquecimento global, se era ou não uma farsa. Em verdade, ele se referia a uma entrevista no Programa do Jô, no dia 02/maio/2012 (alguns meses antes do mundo acabar...), em que um professor da USP, climatologista, falava sobre a farsa do aquecimento global, no seu entender. Disse-me o aluno que ficou sem saber o que estava acontecendo e que o tal professor parecia muito convincente dada a sua convicção sobre o assunto (redundei). Resolvi assistir novamente a entrevista. E cada vez me convenço mais de que o professor é um, sei lá, não quero ofender ninguém, mas, por favor, no mínimo falta a ele honestidade intelectual. 

Vamos ao que ele disse na entrevista. Ele simplesmente disse que não existe aquecimento global (que é apenas uma hipótese, o que por si só já é besteira), que o desmatamento na Amazônia é um mito e que não provoca nenhuma influência no clima, já que a floresta mesmo desaparecendo pode voltar a se formar depois de uns 20 anos, e que a camada de ozônio não existe. Para ele, tudo isso é piada. Piada é você, professor! Todos nós somos movidos segundo certos interesses e quero saber quais são os seus. Os meus são a preocupação com aquilo que você chama de farsa. Você diz que não há problemas no desmatamento da Amazônia porque há um aquífero (Alter do Chão) e que o mesmo por si só fornece água ou pode fornecer água para a floresta. Bom, o problema é que não existe nenhuma raiz que tenha mais de 3,5 km de profundidade para atingir tal reservatório e é óbvio que não é por aí. Depois fica fazendo jogo de palavras e diz que a vegetação é o espelho do clima - coisa do século 19 - e completa afirmando que a floresta tropical existe porque chove, não chove porque tem floresta. Cruz credo! A vegetação como resultado exclusivo da ação climática é uma visão ultrapassada.

Contrapondo-se a esta visão unidirecional entende-se hoje que há uma interação entre a floresta e o clima, principalmente se levarmos em conta as florestas tropicais. Pesquisas recentes demonstraram que 75% da chuva que se precipita na floresta amazônica voltam para a atmosfera na forma de vapor juntamente com a transpiração das plantas, o que nos dá a evapotranspiração (evaporação da água do solo e a perda de água pelos vegetais). Na Amazônia, 50% da precipitação vêm da evapotranspiração e o restante dos oceanos, trazida pelos ventos alísios. Ou seja, a floresta não é conseqüência do clima e que o atual equilíbrio climático é que depende da interação entre a atmosfera e a paisagem vegetal. Assim, o desmatamento teria como consequência a diminuição da evapotranspiração e haveria uma menor quantidade de vapor d’água na atmosfera que resultaria em uma menor precipitação, prolongando os períodos com menos chuvas, trazendo déficit de água nos solos e mesmo uma maior oscilação na temperatura. Os rios voadores, expressão interessante para o fluxo de vapor de água do norte para o sul do país, trariam menos umidade para regiões que dependem dos mesmos para que chova, como na região central da América do Sul. Vejam só, se não chove, haverá menos água nas cabeceiras dos rios, e o volume dos mesmos diminuiria e muitos destes rios abastecem grandes bacias hidrográficas, inclusive a Amazônica. E o que isso provocaria? Ora, profundas alterações no regime dos rios e também no potencial hidrelétrico e em todo ecossistema hídrico das bacias atingidas. 

Cabe lembrar que no Cerrado brasileiro temos as nascentes de rios de três grandes bacias hidrográficas do país: Paraná, Amazônica e São Francisco. Mas não ficou por aí, ele disse que a camada de ozônio não existe! Ou seja, o que filtra os raios ultravioletas do sol, um Sundown fator 50? E que o efeito estufa é uma física impossível. Então alguém me explica, desenhando, se possível, como a vida pode vicejar na Terra. 

Mas o mais interessante de tudo não é isso. Em julho/agosto de 2012, um famoso cientista, talvez o mais cultuado entre os descrentes do aquecimento global, o senhor Richard Muller, publicou um estudo em que afirma que a ação humana está interferindo no planeta. A divulgação da mesma veio cerca de um mês depois que se constatou um derretimento crítico nos glaciares da Groenlândia e a redução da banquisa (água do mar permanentemente congelada). Ora, assim como a floresta tropical, as regiões polares são como se fossem um ar condicionado para a Terra. Funciona assim: durante o verão a banquisa recua, e a partir do outono, ela se expande novamente. Só que esta expansão está ficando menor em razão do efeito estufa (ah, desculpa, não existe efeito estufa). O degelo não é exclusividade da Groenlândia e ocorre simultaneamente no Alasca e no norte canadense. Com tal diminuição da quantidade de gelo, não haveria mais como controlar as temperaturas no hemisfério norte, ou seja, o gelo das geleiras/glaciares são importante controle climático. Veja a ilustração abaixo.

A foto está no site www.nasa.gov, no tópico terra, e mostra a extensão da banquisa como deveria estar (linha amarela) e como estava no dia 26/8/2012.
Voltando ao Professor Muller, ele mesmo admitiu que não esperava que sua pesquisa o levasse a tal conclusão, mas, como cientista, tinha que se render às evidências. Muller é Professor de Física na Universidade de Berkeley e integra uma equipe que há anos realiza pesquisas sobre o clima na Terra e de como as mudanças na temperatura se relacionam com as atividades humanas ou fenômenos naturais como atividades solares e vulcânicas. 

Segundo os dados da pesquisa e com registros de temperaturas que remontam há 250 anos – os dados da ONU têm 100 anos menos – a temperatura na Terra nesse período aumentou cerca de 2,5°F e, segundo o relatório final, tal aumento é fruto da emissão de gases de efeito estufa, uma vez que a curva de emissão de dióxido de carbono coincide e se ajusta com a curva do aquecimento global A mesma pesquisa traz dados bem mais significativos e preocupantes que os dados da ONU e seu IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) ao afirmar que a maior parte desse aquecimento (0,8°C) se deu nos últimos 50 anos e pode ser atribuído às atividades humanas, sendo que antes de 1956 uma maior atividade solar teria contribuído em parte para o aquecimento do planeta. Mas ressalta a pesquisa que hoje a contribuição das atividades solares é insignificante. 

Em pesquisas futuras serão também tomados os dados da temperatura dos oceanos, o que contribuirá para tornar mais visível para a humanidade o grave problema do aquecimento global e que são os homens e suas atividades quase que totalmente a causa disso. 

E então, professor Felício? Sua entrevista foi em maio e em julho você foi desmentido por alguém que não é alarmista como muitos ambientalistas são, mas que teve a honestidade intelectual de reconhecer que seu ceticismo era exagerado. Espera-se que você tenha essa dignidade. Mas acho que é esperar demais, afinal, vão fazer dois anos e até agora nada...

A IMBECILIDADE NÃO TEM LIMITES

Mulher bate de carro e morre depois de postar selfie no Facebook (globo.com)

Uma americana de 32 anos morreu quando o carro que dirigia atravessou a pista e bateu num caminhão de lixo enquanto ela postava um selfie. De acordo com a polícia, ela postou uma mensagem às 8h33 e um minuto depois o serviço de emergência 911 recebeu a primeira chamada de socorro. Courtney Sanford, a vítima, tinha o hábito de fazer fotos de si mesma enquanto dirigia.

Vou te contar...

JÁ QUE NÃO PINTOU UM CONVITE DA PLAYBOY...

Márcio Chagas da Silva se aposenta e vira comentarista

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

SUBDIVISIONS (1982) RUSH

Sérgio Luiz Gallina

Subdivisions é uma música do grupo canadense de rock progressivo Rush, do segundo álbum, Signals, de 1982. Foi lançada como single no mesmo ano, e apesar do sucesso limitado nas paradas do Reino Unido, a canção teve sucesso significativo na Grã-Bretanha. Nos Estados Unidos, alcançou a oitava posição nas paradas.


Sprawling on the fringes of the city
In geometric order
An insulated border
In between the bright lights
And the far unlit unknown 
Growing up it all seems so one-sided
Opinions all provided
The future pre-decided
Detached and subdivided
In the mass production zone
Nowhere is the dreamer
Or the misfit so alone
Subdivisions
In the high school halls
In the shopping malls
Conform or be cast out
Subdivisions 
In the basement bars
In the backs of cars
Be cool or be cast out
Any escape might help to smooth
The unattractive truth
But the suburbs have no charms to soothe
The restless dreams of youth
Drawn like moths we drift into the city
The timeless old attraction
Cruising for the action
Lit up like a firefly
Just to feel the living night
Some will sell their dreams for small desires
Or lose the race to rats
Get caught in ticking traps
And start to dream of somewhere
To relax their restless flight
Somewhere out of a memory
Of lighted streets on quiet nights
Send "Subdivisions" Ringtone to your Cell

FRASE DO DIA

"Chegar à área e não poder chutar ao gol é como dançar com sua irmã"
Maradona

GALERIA DE NOTÁVEIS - VINCENT PRICE

domingo, 27 de abril de 2014

DO FUNDO DO BAÚ

A Família Addams (The Addams Family) foi uma série de televisão americana exibida originalmente entre 1964 e 1966, com base em personagens criados por Charles Addams na década de 1930.


A Família Addams não é uma família típica. Eles têm prazer com coisas que pessoas "normais" teriam medo. Aqueles que os visitam se desesperam ao ver os hábitos mórbidos e incomuns do clã. 

Gomez Addams é o chefe da família, um homem extremamente rico incapaz de negar algo à sua cadavérica esposa Morticia Frump Addams, seja o cultivo de plantas venenosas ou um jantar à luz de velas em um cemitério. Wednesday Friday Addams (Vandinha, no Brasil), filha do casal, é uma menina sádica e um tanto quanto sombria, que adora brincar com seu desmiolado irmão Pugsley Addams (Feioso), submetendo-o a vários tipos de tortura que ele adora.

Na mansão Addams ainda moram a vidente Grandmama Addams (Vovó Addams), mãe de Gomez, e o tio especialista em explosivos Fester Addams (Tio Chico, no Brasil), tio de Mortícia no seriado (no filme homônimo, de 1991, ele é apresentado como irmão de Gomes Addams). Não se pode esquecer do mordomo Lurch (Tropeço) e sua espineta, que mais parece o monstro do Dr. Frankenstein, e Thing T. Thing (Mãozinha), uma mão amiga desmembrada do corpo. O Cousin Itt (Primo Coisa) também aparece frequentemente e, além de membro influente do governo, é literalmente uma montanha de cabelos. Os principais "inimigos" dos Addams eram seus vizinhos da casa ao lado.

Elenco original
Carolyn Jones - Mortícia Addams/Ophelia Frump
John Astin - Gomez Addams
Jackie Coogan - Tio Chico
Blossom Rock - Vovó Addams
Lisa Loring - Vandinha
Ken Weathervax - Feioso
Ted Cassidy - Tropeço
Felix Silla - Primo Coisa
Elenco da refilmagem (New Family Addams)[editar | editar código-fonte]
Ellie Harvie - Mortícia Addams
Gleen Taranto - Gomez Addams
Michael Roberds - Tio Chico
Betty Philips - Vovó Addams
Christina Ricci - Vandinha
Brody Smith - Feioso
John de Santis - Tropeço
Steven Fox - Mãozinha
Paul Dobson - Primo Coisa

wikipedia

CURTA NO TOA - TUDO DOMINADO


Sinopse:  Ela está em toda parte: Na TV, no Senado Federal e nas casas de todos nós! Nas mãos de um camelô do centro do Rio, merda é produto artesanal com valor de mercado! Um crônica tipicamente carioca.

Gênero:  Ficção
Subgênero:  Comédia
Diretor:  Bruno Vianna
Elenco:  André Santinho, Augusto Madeira, Camilo Bevilacqua, Felipe Porto, J Farias,Leandra Miranda, Lincoln Oliveira, Malu Galli, Paloma Reis, Péricles Aleluia
Duração:  10 min     Ano:  2002     Formato:  16mm
País:  Brasil     Local de Produção:  RJ
Cor:  Colorido

LEITURA DE DOMINGO

O cemitério
    Lima Barreto
Pelas ruas de túmulos, fomos calados. Eu olhava vagamente aquela multidão de sepulturas, que trepavam, tocavam-se, lutavam por espaço, na estreiteza da vaga e nas encostas das colinas aos lados. Algumas pareciam se olhar com afeto, roçando-se amigavelmente; em outras, transparecia a repugnância de estarem juntas. Havia solicitações incompreensíveis e também repulsões e antipatias; havia túmulos arrogantes, imponentes, vaidosos e pobres e humildes; e, em todos, ressumava o esforço extraordinário para escapar ao nivelamento da morte, ao apagamento que ela traz às condições e às fortunas.

Amontoavam-se esculturas de mármore, vasos, cruzes e inscrições; iam além; erguiam pirâmides de pedra tosca, faziam caramanchéis extravagantes, imaginavam complicações de matos e plantas - coisas brancas e delirantes, de um mau gosto que irritava. As inscrições exuberavam; longas, cheias de nomes, sobrenomes e datas, não nos traziam à lembrança nem um nome ilustre sequer; em vão procurei ler nelas celebridades, notabilidades mortas; não as encontrei. E de tal modo a nossa sociedade nos marca um tão profundo ponto, que até ali, naquele campo de mortos, mudo laboratório de decomposição, tive uma imagem dela, feita inconscientemente de um propósito, firmemente desenhada por aquele acesso de túmulos pobres e ricos, grotescos e nobres, de mármore e pedra, cobrindo vulgaridades iguais umas às outras por força estranha às suas vontades, a lutar...

Fomos indo. A carreta, empunhada pelas mãos profissionais dos empregados, ia dobrando as alamedas, tomando ruas, até que chegou à boca do soturno buraco, por onde se via fugir, para sempre do nosso olhar, a humildade e a tristeza do contínuo da Secretaria dos Cultos.
Antes que lá chegássemos, porém, detive-me um pouco num túmulo de límpidos mármores, ajeitados em capela gótica, com anjos e cruzes que a rematavam pretensiosamente.

Nos cantos da lápide, vasos com flores de biscuit e, debaixo de um vidro, à nívea altura da base da capelinha, em meio corpo, o retrato da morta que o túmulo engolira. Como se estivesse na Rua do Ouvidor, não pude suster um pensamento mau e quase exclamei:
— Bela mulher!

Estive a ver a fotografia e logo em seguida me veio à mente que aqueles olhos, que aquela boca provocadora de beijos, que aqueles seios túmidos, tentadores de longos contatos carnais, estariam àquela hora reduzidos a uma pasta fedorenta, debaixo de uma porção de terra embebida de gordura.
Que resultados teve a sua beleza na terra? Que coisas eternas criaram os homens que ela inspirou? Nada, ou talvez outros homens, para morrer e sofrer. Não passou disso, tudo mais se perdeu; tudo mais não teve existência, nem mesmo para ela e para os seus amados; foi breve, instantâneo, e fugaz.

Abalei-me! Eu que dizia a todo o mundo que amava a vida, eu que afirmava a minha admiração pelas coisas da sociedade - eu meditar como um cientista profeta hebraico! Era estranho! Remanescente de noções que se me infiltraram e cuja entrada em mim mesmo eu não percebera! Quem pode fugir a elas?

Continuando a andar, adivinhei as mãos da mulher, diáfanas e de dedos longos; compus o seu busto ereto e cheio, a cintura, os quadris, o pescoço, esguio e modelado, as espáduas brancas, o rosto sereno e iluminado por um par de olhos indefinidos de tristeza e desejos...

Já não era mais o retrato da mulher do túmulo; era de uma, viva, que me falava.
Com que surpresa, verifiquei isso.

Pois eu, eu que vivia desde os dezesseis anos, despreocupadamente, passando pelos meus olhos, na Rua do Ouvidor, todos os figurinos dos jornais de modas, eu me impressionar por aquela menina do cemitério! Era curioso.

E, por mais que procurasse explicar, não pude.

FRASE DO DIA

“No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o mundo, tiveram mais descanso.”
Luís Fernando Veríssimo

sábado, 26 de abril de 2014

ANIVERSÁRIO

A pintora surrealista Dorothea Tanning e sua obra Aniversário são as homenageadas de hoje no projeto Um Pouco de Arte para sua Vida. A pintora foi uma das mulheres mais celebradas do movimento surrealista, mesmo que sua reputação tenha sido ofuscada pelo marido, Max Ernst.


Aniversário, da pintora surrealista Dorothea Tanning, pintada logo no início da carreira, é a sua obra de arte mais conhecida. A pintora foi uma das mulheres mais celebradas do movimento surrealista, mesmo que sua reputação tenha sido ofuscada pelo marido, Max Ernst. A obra trata-se de um autorretrato e costuma ser considera um marco do 32º aniversário da artista. Entretanto, sabe-se, atualmente, que o quadro foi concluído antes dessa data e que o título foi dado por Ernst, que procurava obras de arte para a colecionadora Peggy Guggenheim.
Na imagem, Tanning usa roupas extravagantes, complemento perfeito para a implausível criatura alada com quem ela compartilha o espaço. A saia longa unida na cintura a uma guirlanda de raízes de árvore e a jaqueta de cetim de mangas bufantes evocam uma época passada.
A obra foca-se na vida de fantasia das mulheres. Colocando-se à esquerda da imagem, diante de uma parede espelhada, a mulher olha impassível para além do plano da imagem, em busca do olhar do observador. Seu olhar resoluto, juntamente com os seios nus, sugere ao mesmo tempo confronto e impassibilidade.
A seus pés encontra-se um estranho animal alado, descrito muitas vezes como um lêmure. Criaturas fantásticas como essa eram um tema recorrente nas obras de Dorothea. Para completar a combinação de verossimilhança e fantasia da imagem, os limites da composição são estabelecidos por uma porta entreaberta, e numerosas outras portas atrás dela aludem à ansiedade vivida em sonhos.
3 detalhes de Aniversário se destacam:
1. Posicionamento:
O autorretrato da pintora fica posicionado à esquerda do primeiro plano e é o ponto focal da composição. A área é detalhada e equilibrada com a visão de múltiplas portas abertas, que dominam o lado direito da imagem.
2. Criatura alada:
O padrão regular das penas das asas da criatura híbrida que aparece junto com Dorothea se repete nas linhas paralelas regulares das portas.
 
3. Muitas portas:
Múltiplas portas são motivo frequentemente associados aos sonhos. A presença dessas figuras indica o fascínio da artista por seu psiquismo e pelos sonhos.

Ficha Técnica - Aniversário:
Autor: Dorothea Tanning
Local: Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, EUA
Ano: 1942
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 100cm x 81cm
Movimento: Surrealismo
Com: Universia Brasil

COVER DO SÁBADO

Lupicínio Rodrigues nasceu em Porto Alegre, em um bairro pobre da cidade, a Ilhota, no dia 16 de setembro de 1914.  Aos 14, compôs sua primeira música, "Carnaval", para um cordão chamado Prediletos. 

Precocemente, já frequentava a boemia e suas amigas inseparáveis: as bebidas e as serenatas. O pai não gostou e o obrigou a se alistar no Exército, aos 15 anos, como "voluntário". Em 1933, ele foi transferido para Santa Maria, cidade do interior do estado, e promovido a cabo. Lá, conheceu Iná, que se tornaria uma grande musa inspiradora de sua obra. A relação chegou ao noivado, durando cinco anos, mas acabou porque a família da moça não aceitou a vida boêmia que Lupicínio levava.

Diz a lenda que foi para Iná que ele compôs, em 1933, um de seus maiores sucessos, Felicidade, que seria gravada somente em 1947 pelo grupo Quitandinha Serenaders.


Em 1974, Caetano Veloso lançou, ao lado de Gilberto Gil e Gal Costa, o disco "Temporada de verão", gravado no Teatro Castro Alves, em Salvador. O disco tinha músicas inéditas, como "De noite na cama" e "O conteúdo" (ambas de Caetano), e composições de Gil, Mautner, Cartola, João Donato e outros, mas o grande sucesso foi Felicidade.

FRASE DO DIA

“Pela parte que me toca, não haverá uma reunião dos Beatles enquanto John Lennon permanecer morto.” 
George Harrison

sexta-feira, 25 de abril de 2014

KEVIN PERGUNTA


No Terra:

Fumar maconha apenas uma vez por semana pode deformar o cérebro

Quantas vezes por semana é o ideal para que isso não ocorra?

COMO ASSIM?

No Terra:
Irmão de MC Gui teria tomado energético em excesso antes de morrer devido a parada cardíaca

PS.: Ele tomou energético em excesso por causa de uma parada cardíaca?

PS 2.: Crase é um mistério para os redatores dos sites.

O MUNDO MONGO

No site Terra esta semana...

A apresentadora Adriane Galisteu agradeceu pelo Instagram o carinho recebido dos fãs após sua internação no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Em mensagem postada no final da noite de quarta-feira (23), a mãe do pequeno Vittorio contou que deve ter alta ainda nesta quinta-feira.

"Não tenho palavras para agradecer todas as manifestações de carinho e amor que recebi e recebo de vcs... Sei que estão comigo sempre pro que der e vier... Por isso eu sempre digo quem tem fã amigo tem tudo! Amanhã vou pra casa! Amo vocês! Juntos sempre! Obrigada!”, escreveu Galisteu.

Que porra tem o 'pequeno Vittorio' a ver com isso e por que a imbecil fotografou os pés?

MÚSICA NA SEXTA

Ivan Guimarães Lins nasceu em 1945, no Rio de Janeiro. Não vem de família de músicos. Autodidata, aos 18 anos de idade começou a tocar bossa nova e jazz ao piano. Graduou-se em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Iniciou sua carreira artística em 1968, participando do Festival Universitário da TV Tupi, com a música "Até o amanhecer", dele e Waldemar Correia. No ano seguinte, sua canção "Madalena", com Ronaldo Monteiro de Souza, obteve grande repercussão na interpretação de Elis Regina.

Em 1986 lança um disco em que divide a autoria de todas as músicas com seu mais contumaz parceiro, Vitor Martins (com exceção da faixa Beijo Infinito, dos dois com o grande Heitor TP). É desse disco a música Atrás Poeira.


Atrás Poeira 
Ivan Lins
Ele pegou um baio
Deixou Bemvinda
E como um Raio
Que era linda
Sumiu no atalho
Pro Zé Calixto
Na algibeira
Que era mal-visto
Tinha um retrato
Por todo lado
E um Baralho
Ladrão de gado
Na frente nada
Ganhou dinheiro
Atrás poeira
Virou posseiro
Atrás porteira
Montou garimpo
Atrás da Rita
E anda limpo
Que foi bonita
Perdeu o cheiro
Que anda bebendo
Quem tem os homens
Que anda correndo
Quando trabalham
Atrás do tempo
E na Tocaia
e dos rapazes
É o que se fala
Que eram capazes
Que aquela bala
De ir a fundo
Era pra ele
E dar o mundo
Não pro parceiro
De dar o brilho
Pro violeiro
Que as mulheres
que andava a esmo
Tem Quando casam
Que era mesmo
e lhes dão filhos
Bom companheiro
Tava perdido
E já que agora
Mas é sabido
Tá tudo fora
Que nessa horas
Tudo partido
Só os amigos
E sem sentido
São quem socorre
Não tem sentido
José de porre
Ter na algibeira
Tá com malfeito
O seu retrato
Antonio morre
e o seu baralho
Daquele jeito
É ele o baio
Tão novo ainda
E nada mais.