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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

MÚSICA NA SEXTA

A Bolha foi um grupo criado em 1965 pelos irmãos César e Renato Ladeira, filhos da atriz Renata Fronzi e do radialista César Ladeira, que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, junto com Ricardo, no baixo, e Ricardo Reis, na bateria. A participação do baixista durou apenas algumas semanas, devido a diferenças de visão sobre a banda. Lincoln Bittencourt foi então recrutado e, com essa formação, foram convidados pela gravadora Musidisc para registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: Não Vou Cortar o Cabelo, versão de "Break It All", da banda uruguaia Los Shakers, no lado A, e Por Que Sou Tão Feio, versão do hit "Get Off Of My Cloud", dos Rolling Stones, no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de TV, e o compacto não fez muito sucesso, devido à falta de divulgação por parte da gravadora e da própria banda.

Em 1968, foram convidados pelo amigo Márcio Greyck para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum foi lançado em agosto de 1968 e abriu portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos Beatles extraídas do álbum branco, Ob-La-Di, Ob-La-Da e Honey Pie. Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo à luz apenas em 2010 em uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records.

Ainda em 1968, César decidiu deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também Lincoln e, posteriormente, Ricardo deixariam a banda. Para o lugar deles, entram Pedro Lima, na guitarra solo, Arnaldo Brandão, no baixo, e Johnny, na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, passeando por Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Grand Funk Railroad e Black Sabbath mas, ainda assim, continuaram como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas.

César Ladeira, que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor Adhemar Gonzaga, como assistente de direção, chamou The Bubbles para tocar no filme Salário Mínimo, de 1970. A banda participou com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena e, ainda, com uma canção que toca numa boate, em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970, ainda ocorreria mais uma mudança de formação: Johnny sai e dá lugar a Gustavo Schroeter na bateria.

Em 1973 lançaram o disco Um Passo à Frente, com a música homônima como faixa 1.


Um Passo à Frente
(Gustavo Schroeter, Lincoln Bittencourt, Pedro Lima e Renato Ladeira)

Caminho distante a procura de ser
Através da escala para um novo mundo
Na vida aurora de um novo nascer
Homem velho e corpo criança
Espaço em tempo um ponto brilhou
E sua resposta então em si personificou
Cristais de vida se juntam em luz

Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
E assim na terra e no céu

Homem forte na glória de si
É como um farol iluminado as trevas
Mostrando o caminho
Aqueles que não podem ver

Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
A frente ao encontro do inicio e do fim

Com Wikipedia

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


É Proibido Fumar
(Roberto Carlos e Erasmos Carlos)

É proibido fumar
Diz o aviso que eu li
É proibido fumar
Pois o fogo pode pegar
Mas nem adianta o aviso olhar
Pois a brasa que agora eu vou mandar
Nem bombeiro pode apagar...

Eu pego uma garota
E canto uma canção
Nela dou um beijo
Com empolgação
Do beijo sai faísca
E a turma toda grita
Que o fogo pode pegar
Nem bombeiro pode apagar
O beijo que eu dei nela assim
Nem bombeiro pode apagar
Garota pegou fogo em mim
Sigo incendiando bem contente e feliz
Nunca respeitando o aviso que diz
Que é proibido fumar...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

UM PASSO À FRENTE - 1973 - A BOLHA

Lançado em 1973, Um Passo à Frente, o primeiro álbum do grupo carioca A Bolha, começou a ser gestado dois anos antes, com o lançamento do compacto Sem Nada e o prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção (FIC). 


Um Passo à Frente traz um rock básico, com algumas faixas numa linha bem progressiva. O álbum teve a participação do grande Luiz Eça (Tamba Trio) executando um solo de piano. O disco foi reeditado em CD e lançado pela Progressive Rock, com encarte em inglês contando toda a história da banda. É considerado "pirata" pelo membros da banda, que não foram pagos por ele e pretendiam processar a gravadora. Em 1975, algum tempo após o lançamento do álbum, Renato Ladeira deixou a banda para integrar o Bixo da Seda, e participaria do álbum seguinte da banda apenas como compositor.


Lado A
1. Um Passo à Frente (Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt - Pedro Lima - Renato Ladeira) 9:05
2. Razão de Existir (Pedro Lima) 10:00
3. Bye My Friend (Pedro Lima) 6:00
4. Epitáfio (Epitaph) (Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt - Pedro Lima - Renato Ladeira) 2:50

Lado B
1. Tempos Constantes (Pedro Lima) 5:30
2. A Esfera (Pedro Lima) 4:14
3. Neste Rock Forever (Carlos Maciel - Pedro Lima - Wolf) 3:35
Pedro Lima: guitarra acústica, guitarra solo  harmônicos e vocal
Renato Ladeira: órgão Hammond, Farfisa, guitarra e vocal
Arnaldo Brandão: baixo e vocal
Gustavo Schroeter: bateria e vocal

Participações especiais:
Luiz Eça - piano elétrico (faixa 1)
Ion Muniz - sax e flauta
Maurício Maestro - arranjos vocais
Grupo Lodo - vocais

wikipedia

sexta-feira, 24 de abril de 2015

MÚSICA NA SEXTA

A Bolha foi um grupo criado em 1965 pelos irmãos César e Renato Ladeira, filhos da atriz Renata Fronzi e do radialista César Ladeira, que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, junto com Ricardo, no baixo, e Ricardo Reis, na bateria. A participação do baixista durou apenas algumas semanas, devido a diferenças de visão sobre a banda. Lincoln Bittencourt foi então recrutado e, com essa formação, foram convidados pela gravadora Musidisc para registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: Não Vou Cortar o Cabelo, versão de "Break It All", da banda uruguaia Los Shakers, no lado A, e Por Que Sou Tão Feio, versão do hit "Get Off Of My Cloud", dos Rolling Stones, no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de TV, e o compacto não fez muito sucesso, devido à falta de divulgação por parte da gravadora e da própria banda.

Em 1968, foram convidados pelo amigo Márcio Greyck para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum foi lançado em agosto de 1968 e abriu portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos Beatles extraídas do álbum branco, Ob-La-Di, Ob-La-Da e Honey Pie. Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo à luz apenas em 2010 em uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records.

Ainda em 1968, César decidiu deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também Lincoln e, posteriormente, Ricardo deixariam a banda. Para o lugar deles, entram Pedro Lima, na guitarra solo, Arnaldo Brandão, no baixo, e Johnny, na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, passeando por Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Grand Funk Railroad e Black Sabbath mas, ainda assim, continuaram como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas.

César Ladeira, que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor Adhemar Gonzaga, como assistente de direção, chamou The Bubbles para tocar no filme Salário Mínimo, de 1970. A banda participou com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena e, ainda, com uma canção que toca numa boate, em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970, ainda ocorreria mais uma mudança de formação: Johnny sai e dá lugar a Gustavo Schroeter na bateria.

Em 1973 lançaram o disco "Um passo a frente", com a música homônima como faixa 1.


Um passo à frente

Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt - Pedro Lima - Renato Ladeira

Caminho distante a procura de ser
Através da escala para um novo mundo
Na vida aurora de um novo nascer
Homem velho e corpo criança
Espaço em tempo um ponto brilhou
E sua resposta então em si personificou
Cristais de vida se juntam em luz

Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
E assim na terra e no céu

Homem forte na glória de si
É como um farol iluminado as trevas
Mostrando o caminho
Aqueles que não podem ver

Dê um passo pra frente
Não olhe pra trás
A frente ao encontro do inicio e do fim

Com Wikipédia