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sábado, 16 de abril de 2016

A LEITEIRA

A obra A Leiteira, de Johannes Vermeer, um simples e despretensioso momento doméstico, é repleta de drama e significado.

O tema retratado na pintura é uma jovem robusta executando, com toda a atenção, a tarefa de despejar o leite de uma jarra em uma vasilha sobre a mesa, em um austero interior do século XVII.


A concentração da moça contribui para a impressão de quietude que a cena passa. O sugerido pelo pintor é que o único ruído é proveniente do leite caindo de um recipiente em outro. O ambiente é profundamente íntimo e o tempo nele parece imóvel.

O artista era considerado um mestre na observação do cotidiano, e conhecido por ser atento aos mínimos detalhes de uma cena. Isso é evidenciado na obra pelo prego na parede. O tratamento de luz e sombra também revela a grande perícia de Vermeer: a luz que cai sobre a leiteira destaca seus antebraços pálidos e dirige o olhar do leitor para o leite que escorre.

Embora A Leiteira não seja um retrato, o observador tem a certeza absoluta de que a cena foi criada a partir da observação direta. Isso é reforçado com as feições cuidadosamente retratadas da moça, que pertencem, na realidade, a uma pessoa real - Tanneke Everpoel, empregada da família de Vermeer.

4 DETALHES DE A LEITEIRA SE DESTACAM:

1. A LUZ:

A janela é a única fonte de luz do cômodo. O vidro quebrado mostra a preocupação do artista com os detalhes; a iluminação que entra pela abertura é prova de sua sutileza no trato da luz. A luminosidade proveniente da janela realça o recipiente de latão sobre a parede sombreada.

2. AZULEJOS DE DELFT:

Vermeer nasceu em Delft, cidade famosa pela sua cerâmica. No canto baixo da parede um dos azulejos mostra Cupido, deus do amor, que simbolizava a lascívia feminina, assim como o escalda-pés. Sua inclusão na obra pretende enfatizar a sobriedade do tema retratado.

3. O PÃO:

Vista de longe, a codea de pão na cesta sobre a mesa aparece de forma convincente e realista, ao passo que, se observada de perto, é possível ver claramente que ela foi feita com incontáveis salpicos de tinta.

4. A SUPERFÍCIE DA MESA:

A leiteira é vista de baixo enquanto a superfície da mesa foi pintada em um ponto de vista ligeiramente elevado, além de estar inclinada para a frente, de maneira que propicia ao observador a visão clara dos objetos à mostra. A sutil discrepância de perspectivas permite que Vermeer controle o tema e a visão do público.
FICHA TÉCNICA - A LEITEIRA:

Autor: Johannes Vermeer 
Onde ver: Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda 
Ano: 1658 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 45,5cm x 41cm 
Movimento: Idade de Ouro Holandesa

Com Universia Brasil

sábado, 26 de dezembro de 2015

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

A pintura Moça com o Brinco de Pérola (Holandês: Het Meisje met de Parel) é uma das obras-primas do pintor holandês Johannes Vermeer. Como o seu nome indica, é utilizado um brinco de pérola como ponto focal. A pintura está no Mauritshuis de Haia. É muitas vezes referido como "a Mona Lisa do Norte" ou "a Mona Lisa holandesa".


Em geral, muito pouco se sabe sobre Vermeer e as suas obras. Esta pintura está assinada como "IVMeer", mas não está datada. Não está claro se este trabalho foi encomendado, e em caso afirmativo, por quem. Em qualquer caso, é provável que não pretenda ser um retrato convencional. Mais recentemente a literatura sobre Vermeer aponta para a imagem de ser um "tronie", a descrição para o holandês do século XVII de que uma "cabeça" não era para ser um retrato. Após a restauração mais recente da pintura em 1994, o esquema de cores subtis e a intimidade da menina olhando para o espectador foi muito aumentado. Não se conhece quem foi a modelo para a pintura.

Seguindo o conselho de Victor de Stuers, que durante anos tentou impedir obras raras de Vermeer de serem vendidas a terceiros no exterior, A.A. des Tombe comprou a obra num leilão em Haia, em 1881, por apenas dois florins e trinta centavos. Na época, a pintura estava em más condições. Des Tombe não tinha herdeiros e doou esta e outras pinturas para o Mauritshuis, em 1902.

Em 1937, uma pintura muito semelhante, "The Smiling Girl" link (pt: A Moça Sorridente), na época também se pensava ser obra de Vermeer, foi doado pelo coleccionador Andrew W. Mellon para a National Gallery of Art, em Washington DC, é agora amplamente considerada como uma farsa. O perito em trabalhos de Vermeer, Arthur Wheelock alegou, num estudo de 1995 que é obra do artista e falsificador do século XX Theo van Wijngaarden, um amigo de Han van Meegeren.

Wikipédia

sábado, 14 de novembro de 2015

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

A pintura Moça com o Brinco de Pérola (Holandês: Het Meisje met de Parel) é uma das obras-primas do pintor holandês Johannes Vermeer. Como o seu nome indica, é utilizado um brinco de pérola como ponto focal. A pintura está no Mauritshuis de Haia. É muitas vezes referido como "a Mona Lisa do Norte" ou "a Mona Lisa holandesa".


Em geral, muito pouco se sabe sobre Vermeer e as suas obras. Esta pintura está assinada como "IVMeer", mas não está datada. Não está claro se este trabalho foi encomendado, e em caso afirmativo, por quem. Em qualquer caso, é provável que não pretenda ser um retrato convencional. Mais recentemente a literatura sobre Vermeer aponta para a imagem de ser um "tronie", a descrição para o holandês do século XVII de que uma "cabeça" não era para ser um retrato. Após a restauração mais recente da pintura em 1994, o esquema de cores subtis e a intimidade da menina olhando para o espectador foi muito aumentado. Não se conhece quem foi a modelo para a pintura.

Seguindo o conselho de Victor de Stuers, que durante anos tentou impedir obras raras de Vermeer de serem vendidas a terceiros no exterior, A.A. des Tombe comprou a obra num leilão em Haia, em 1881, por apenas dois florins e trinta centavos. Na época, a pintura estava em más condições. Des Tombe não tinha herdeiros e doou esta e outras pinturas para o Mauritshuis, em 1902.

Em 1937, uma pintura muito semelhante, "The Smiling Girl" link (pt: A Moça Sorridente), na época também se pensava ser obra de Vermeer, foi doado pelo coleccionador Andrew W. Mellon para a National Gallery of Art, em Washington DC, é agora amplamente considerada como uma farsa. O perito em trabalhos de Vermeer, Arthur Wheelock alegou, num estudo de 1995 que é obra do artista e falsificador do século XX Theo van Wijngaarden, um amigo de Han van Meegeren.

Wikipédia

sábado, 10 de outubro de 2015

A ARTE DA PINTURA

A impressão de realidade passada pela obra A Arte da Pintura, de Johannes Vermeer, é tão intensa que, à primeira vista, é possível acreditar que a obra é uma imagem quase fotograficamente exata do ateliê de um pintor do século XVII. Desde as cortinas pesadas no primeiro plano até o mapa amassado na parede e o candelabro de bronze brilhando acima do artista, cada cor e textura parecem de verdade, banhadas em uma luz que entra pela janela retratada à esquerda.


A obra, no entanto, não tem como intenção representar a cena simples de um pintor no trabalho. Seu objetivo é glorificar a arte da pintura e a principal indicação disso é a vestimenta do pintor - não são roupas comuns de trabalho, e sim um traje antigo e fantasioso. A modelo aparece vestida como Clio, musa da história, cujo trompete anunciará a fama do pintor.

Ironicamente a fama de Vermeer demorou para chegar e sua pequena produção - apenas cerca de 35 quadros - simplesmente se perdeu no vasto fluxo de quadro de seus contemporâneos. Apenas por volta de 1860 seus trabalhos passaram a ser redescobertos. Isso se deveu, principalmente, ao brilhante conhecimento artístico de Théophile Thoré, um escritor francês que identificou cerca de dois terços dos quadros conhecidos de Vermeer atualmente.

 4 detalhes de A Arte da Pintura se destacam:

1. O pintor:

 A figura do pintor foi descrita muitas vezes como autorretrato, embora não seja possível confirmar as especulações. A visão de costas revela muito pouco sobre o aspecto do pintor e não existem retratos autênticos de Vermeer para realizar uma comparação. No entanto a figura pode reproduzir os métodos de trabalho do autor da obra, como trabalhar sentado e com um cavalete.

 2. A musa da história:

 Vários objetos segurados pela modelo a identificam como Clio, a musa (deusa de inspiração criativa) da história. A coroa de folhas de louro simboliza a glória, o trompete representa a fama e o livro indica o registro histórico.

 3. Mapa:

 O mapa na parede corresponde a um exemplar publicado em 1636 e talvez faça uma alusão patriótica à República Holandesa, terra do pintor.

 4. Cortinas:

Os artistas holandeses costumavam colocar pesadas cortinas parcialmente recolhidas na lateral de suas pinturas, o que ajudava a criar um ar de intimidade e sugeria que haviam sido puxadas para permitir o vislumbre de um mundo particular. Além disso as cortinas permitiam aos pintores exibir sua perícia em representar tecidos complexos.

Ficha Técnica - A Arte da Pintura:

Autor: Johannes Vermeer
Onde ver: Kunsthistoriches Museum, Viena, Áustria
Ano: 1666 - 68
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 120cm x 100cm
Movimento: Idade de Ouro Holandesa

Com Universia Brasil

sábado, 22 de novembro de 2014

A RENDEIRA

Considerada uma das pinturas mais famosas de Vermeer, calcula-se que A Rendeira tenha sido produzida entre os anos de 1669 e 1670. Como muitas outras obras do artista, A Rendeira retrata uma pessoa realizando uma tarefa, rodeada de seus elementos de trabalho.


A jovem está absolutamente envolvida em seu trabalho minucioso, manipulando cuidadosamente pinos e fios coloridos. O trabalho doméstico é o indicador de sua virtude. Distante da realidade do mundo, a jovem presta atenção apenas ao seu dever.

Outro aspecto importante da obra é que nela prevalece o detalhe e uma luminosidade suave. Seus diversos pontos de luz desfocados são um dos melhores exemplos da interpretação da luz conduzida por Vermeer e que agradava muito os impressionistas. O quadro foi considerado por Renoir a pintura mais bela do mundo.
Ficha Técnica - A Rendeira:

Autor: Johannes Vermeer
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França
Ano: 1669 e 1670
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 24Cm x 21cm

Movimento: Barroco Holandês

sábado, 22 de março de 2014

A ARTE DA PINTURA

A impressão de realidade passada pela obra A Arte da Pintura, de Johannes Vermeer, é tão intensa que, à primeira vista, é possível acreditar que a obra é uma imagem quase fotograficamente exata do ateliê de um pintor do século XVII. Desde as cortinas pesadas no primeiro plano até o mapa amassado na parede e o candelabro de bronze brilhando acima do artista, cada cor e textura parecem de verdade, banhadas em uma luz que entra pela janela retratada à esquerda.


A obra, no entanto, não tem como intenção representar a cena simples de um pintor no trabalho. Seu objetivo é glorificar a arte da pintura e a principal indicação disso é a vestimenta do pintor - não são roupas comuns de trabalho, e sim um traje antigo e fantasioso. A modelo aparece vestida como Clio, musa da história, cujo trompete anunciará a fama do pintor.

Ironicamente a fama de Vermeer demorou para chegar e sua pequena produção - apenas cerca de 35 quadros - simplesmente se perdeu no vasto fluxo de quadro de seus contemporâneos. Apenas por volta de 1860 seus trabalhos passaram a ser redescobertos. Isso se deveu, principalmente, ao brilhante conhecimento artístico de Théophile Thoré, um escritor francês que identificou cerca de dois terços dos quadros conhecidos de Vermeer atualmente.

 4 detalhes de A Arte da Pintura se destacam:

1. O pintor:

 A figura do pintor foi descrita muitas vezes como autorretrato, embora não seja possível confirmar as especulações. A visão de costas revela muito pouco sobre o aspecto do pintor e não existem retratos autênticos de Vermeer para realizar uma comparação. No entanto a figura pode reproduzir os métodos de trabalho do autor da obra, como trabalhar sentado e com um cavalete.

 2. A musa da história:

 Vários objetos segurados pela modelo a identificam como Clio, a musa (deusa de inspiração criativa) da história. A coroa de folhas de louro simboliza a glória, o trompete representa a fama e o livro indica o registro histórico.

 3. Mapa:

 O mapa na parede corresponde a um exemplar publicado em 1636 e talvez faça uma alusão patriótica à República Holandesa, terra do pintor.

 4. Cortinas:

Os artistas holandeses costumavam colocar pesadas cortinas parcialmente recolhidas na lateral de suas pinturas, o que ajudava a criar um ar de intimidade e sugeria que haviam sido puxadas para permitir o vislumbre de um mundo particular. Além disso as cortinas permitiam aos pintores exibir sua perícia em representar tecidos complexos.

Ficha Técnica - A Arte da Pintura:

Autor: Johannes Vermeer
Onde ver: Kunsthistoriches Museum, Viena, Áustria
Ano: 1666 - 68
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 120cm x 100cm
Movimento: Idade de Ouro Holandesa

Com Universia Brasil