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sexta-feira, 13 de abril de 2018
sábado, 3 de junho de 2017
COVER DO SÁBADO
Cala a boca, Zebedeu foi gravada por Sérgio Sampaio no disco "Eu quero é botar meu bloco na rua", de 1973. A música foi composta por Raul Gonçalves Sampaio, pai de Sérgio.
Em 1998, seu amigo e antigo parceiro Sérgio Natureza organizou uma coletânea lançada pela gravadora MZA, de Marco Mazzola. O disco contou com a participação de João Bosco, Lenine, Chco César, Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Eduardo Dusek, Zizi Possi e Erasmo Carlos, entre outros. Luiz Melodia interpretou Cala a boca, Zebedeu.
Em 1998, seu amigo e antigo parceiro Sérgio Natureza organizou uma coletânea lançada pela gravadora MZA, de Marco Mazzola. O disco contou com a participação de João Bosco, Lenine, Chco César, Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Eduardo Dusek, Zizi Possi e Erasmo Carlos, entre outros. Luiz Melodia interpretou Cala a boca, Zebedeu.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Cala a Boca Zebedeu
(Raul Sampaio)
Que mulher danada essa que eu arranjei
Ela é uma jararaca meu Deus
Com ela eu me casei
Quando está desesperada fala fala pra chuchu
E quando abre a matraca logo vem o sururu
Ontem eu falando com ela ela gritou
Cala a boca Zebedeu
Não se meta comigo
Porque na minha vida quem manda sou eu.
Ontem quando eu cheguei em casa - às sete horas
Tava com a mala na mão - às sete horas
Dizendo que ia embora - às sete horas
Nas garras de um gavião
Olhou pra mim e me disse sem pestanejar
Eu vou pro Rio de Janeiro ver o scretch brasileiro jogar
Eu vou pro Rio de Janeiro ver o scretch brasileiro jogar
quinta-feira, 28 de julho de 2016
ÁLBUM DA QUINTA
EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA - 1973 - SÉRGIO SAMPAIO
Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, mesma cidade de Roberto Carlos, Sérgio Sampaio tinha gravado, com Raul Seixas, Edy Star e Míriam Batucada, o disco A Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, em 1971, e alcançado, no ano seguinte, um grande sucesso com a música “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, finalista no Festival Internacional da Canção - um corajoso protesto contra a ditadura militar, que vendeu 500 mil compactos simples. Roberto Menescal, que era diretor artístico da Philips naquela época, contratou Sérgio, assim como Raul, para integrar o elenco da gravadora e lançar seus primeiros solos.
Com a produção de Raul Seixas e muita versatilidade, Sampaio mistura neste disco gêneros como blues, samba, choro, bolero, balada, rock e a marcha-rancho da faixa-título. “Cala a Boca, Zebedeu” é um samba do pai, o maestro Raul Sampaio, e é seguida por uma canção desabafo “Pobre meu pai”. A faixa final, uma vinheta, homenageia o amigo e produtor Raulzito.
Apesar de o compositor ter sido considerado a grande revelação daquele ano, tendo inclusive recebido o Troféu Imprensa de Silvio Santos, seu disco não fez o sucesso esperado. O rótulo de “maldito” se iniciava ali para o hoje cultuado poeta e compositor, referência para inúmeros artistas e apaixonados fãs.
Lado A
1. Leros e Lero e Boleros (Sérgio Sampaio)
2. Filme de Terror (Sérgio Sampaio)
3. Cala a Boca Zebedeu (Raul Sampaio)
4. Pobre Meu Pai (Sérgio Sampaio)
5. Labirintos Negros (Sérgio Sampaio)
6. Eu Sou Aquele Que Disse (Sérgio Sampaio)
Lado B
7. Viajei de Trem (Sérgio Sampaio)
8. Não Tenha Medo Não (Rua Moreira 65) (Sérgio Sampaio)
9. Dona Maria de Lourdes (Sérgio Sampaio)
10. Odete (Sérgio Sampaio)
11. Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
12. Raulzito Seixas (Sérgio Sampaio)
Sérgio Sampaio - violão e vocal)
Renato Piau - violão solo e guitarra
Ivan 'Mamão' Conti - bateria
Wilson das Neves - bateria
Alexandre 'Alex' Malheiros - baixo
Zé Roberto Bertrami - piano e moog
Conjunto “Creme Cracker”- percussão
Arranjos: Zé Roberto, Raul Seixas e Sérgio Sampaio
http://culturabrasil.cmais.com.br/
segunda-feira, 3 de março de 2014
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA - 1972 - SÉRGIO SAMPAIO
Seu maior sucesso foi Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, de 1972, que lhe rendeu vários prêmios e foi sucesso de execução e vandas.
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
sexta-feira, 14 de junho de 2013
MÚSICA NA SEXTA
Provavelmente o filho mais ilustre de Cachoeiro do Itapemirim, Sérgio Moraes Sampaio, nasceu em 1947. Filho de um compositor, maestro e regente diletante, cresceu no meio musical. Seu primo, Raul Sampaio, integrou o Trio de Ouro e é o autor da canção “Meu Pequeno Cachoeiro”, sucesso na voz de um conterrâneo ilustre.
Seus primeiros ídolos na música foram Orlando Silva, Nélson Gonçalves e Sílvio Caldas. Aos 16 anos, aprimorou-se no ofício de locutor, profissão que exerceu em Cachoeiro e que o fez ir para o Rio de Janeiro no final de 1967.
Em 1970, Sérgio já estava cantando em bares quando decide abandonar a vida de radialista e se dedicar totalmente à música, participando, sem muito êxito, em alguns festivais. Ainda em 1970, conhece Raul Seixas, então executivo da CBS, com quem dá início a um projeto de ópera-rock, que tem as letras vetadas pela censura do Regime Militar. O que restou dos cortes da censura viraram “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez”, disco do qual participam também Míriam Batucada e Edy Star.
Em 1973, lançou o primeiro LP, com o mesmo título de sua música de sucesso "Eu quero é botar meu bloco na rua", produzido por Raul Seixas, acompanhado por músicos como José Roberto Bertrami, Alexandre Malheiros, Ivan ("Mamão") Conti (que mais tarde formariam o Azymuth), Renato Piau e Wilson das Neves. Apesar da boa execução em rádio de "Cala a boca, Zebedeu" (de autoria de seu pai), "Odete" e "Viajei de trem", além das constantes aparições do artista em programas televisivos da época, o disco foi um fracasso de vendagens, estimadas, na época, em cerca de cinco mil cópias.
Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua
Sérgio Sampaio
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
sábado, 30 de março de 2013
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