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sábado, 22 de outubro de 2016

TRÊS ESTUDOS PARA UMA CRUCIFICAÇÃO

O que ajudou a selar a fama de Francis Bacon como pintor figurativo foi a aquisição da obra Três Estudos para uma Crucificação, por um dos mais importantes museus de arte moderna dos Estados Unidos, o Guggenheim.


Bacon admitiu que pintou o quadro em um momento de embriaguez e ressaca e, apesar de ateu convicto, o artista já havia usado o tríptico tradicional dos altares em outras obras. Anteriormente, o pintor também já havia usado o tema "crucificação".

O artista via a crucificação como um símbolo instituído da violência e da brutalidade humana, o que o levou a ressaltar o aspecto violento da situação, como a representação da vítima feito carne de açougue.

A mortalidade humana é destacada na obra tirando a crucificação de sua posição central costumeira. O quadro não apresenta nenhum sentido cristão de esperança ou ressurreição, apenas ansiedade e medo.

4 detalhes de Três Estudos para uma Crucificação se destacam:

1. Homem em pose canhestra:

Bacon detestava as interpretações narrativas de suas obras, porém alguns críticos sugeriam que esta figura representa o pai do artista, oficial do exército e treinador de cavalos de corrida, expulsando o filho ao saber de sua homossexualidade. A distorção da figura contribui para a impressão de maldade.

2. Corpo mutilado:

O aspecto visceral é comum aos quadros de Bacon. Nesta obra, a caixa torácica exposta, mutilada, do crucificado que desce da cruz parece uma peça de carne em um açougue. O artista afirmou que se inspirou em cenas de matadouros, o que vale como um lembrete de que os humanos são feitos de carne.

3. Forma obscura:

A presença vouyerística de um observador é sugeria pela silhueta. A imagem tem um caráter enigmático, já que lembra os santos presentes nas representações tradicionais da crucificação, assim como pode sugerir a morte ou a alma que deixa um corpo morto.

4. Figura central:

A imagem sangrenta de um indivíduo bulboso deitado em posição fetal sobre o divã no painel central é a representação da vulnerabilidade humana. A figura parece se retorcer de dor e não está claro se isso é uma consequência física ou existencial. Isso pode se referir, também, às inclinações sadomasoquistas do pintor.

Três Estudos para uma Crucificação

Ficha Técnica - Três Estudos para uma Crucificação:

Autor: Francis Bacon
Onde ver: Museu Guggenheim, Nova York, EUA
Ano: 1962
Técnica: Óleo com areia sobre tela
Tamanho: 1,98m x 1,45m (cada painel)
Movimento: Pintura Figurativa Europeia

Com Universia Brasil

sábado, 1 de fevereiro de 2014

TRÊS ESTUDOS PARA UMA CRUCIFICAÇÃO


O que ajudou a selar a fama de Francis Bacon como pintor figurativo foi a aquisição da obra Três Estudos para uma Crucificação, por um dos mais importantes museus de arte moderna dos Estados Unidos, o Guggenheim.

 


Bacon admitiu que pintou o quadro em um momento de embriaguez e ressaca e, apesar de ateu convicto, o artista já havia usado o tríptico tradicional dos altares em outras obras. Anteriormente, o pintor também já havia usado o tema "crucificação".

O artista via a crucificação como um símbolo instituído da violência e da brutalidade humana, o que o levou a ressaltar o aspecto violento da situação, como a representação da vítima feito carne de açougue.

A mortalidade humana é destacada na obra tirando a crucificação de sua posição central costumeira. O quadro não apresenta nenhum sentido cristão de esperança ou ressurreição, apenas ansiedade e medo.

4 detalhes de Três Estudos para uma Crucificação se destacam:

1. Homem em pose canhestra:

Bacon detestava as interpretações narrativas de suas obras, porém alguns críticos sugeriam que esta figura representa o pai do artista, oficial do exército e treinador de cavalos de corrida, expulsando o filho ao saber de sua homossexualidade. A distorção da figura contribui para a impressão de maldade.

2. Corpo mutilado:

O aspecto visceral é comum aos quadros de Bacon. Nesta obra, a caixa torácica exposta, mutilada, do crucificado que desce da cruz parece uma peça de carne em um açougue. O artista afirmou que se inspirou em cenas de matadouros, o que vale como um lembrete de que os humanos são feitos de carne.

3. Forma obscura:

A presença vouyerística de um observador é sugeria pela silhueta. A imagem tem um caráter enigmático, já que lembra os santos presentes nas representações tradicionais da crucificação, assim como pode sugerir a morte ou a alma que deixa um corpo morto.

4. Figura central:

A imagem sangrenta de um indivíduo bulboso deitado em posição fetal sobre o divã no painel central é a representação da vulnerabilidade humana. A figura parece se retorcer de dor e não está claro se isso é uma consequência física ou existencial. Isso pode se referir, também, às inclinações sadomasoquistas do pintor.

Três Estudos para uma Crucificação
 
Ficha Técnica - Três Estudos para uma Crucificação:
 
Autor: Francis Bacon
Onde ver: Museu Guggenheim, Nova York, EUA
Ano: 1962
Técnica: Óleo com areia sobre tela
Tamanho: 1,98m x 1,45m (cada painel)
Movimento: Pintura Figurativa Europeia

Com Universia Brasil