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sexta-feira, 8 de maio de 2020
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
terça-feira, 8 de maio de 2018
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
MÚSICA NA SEXTA
Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em 1939, em Igarapava, SP.
Na infância, cantava música religiosa em igreja. Antes de ingressar na vida artística, trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate.
Iniciou sua carreira em 1957, atuando como crooner em casas noturnas do interior de São Paulo.
Em 1966, gravou o LP "O sorriso do Jair". Participou, nesse ano, do II Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), defendendo a canção "Disparada" (Geraldo Vandré e Teo de Barros), dividindo o primeiro lugar com "A banda", de Chico Buarque, defendida por ele e por Nara Leão.
Disparada
Letra de Geraldo Vandré
Música de Theo de Barros
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte o destino tudo, a morte o destino tudo
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
Muito gado, muita gente pela vida segurei
Seguia como num sonho e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir, valente, lugar tenente
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei !
Com Dicionário Cravo Albim
domingo, 11 de maio de 2014
DO FUNDO DO BAÚ
Jair Rodrigues, falecido esta semana aos 75 anos, foi uma figura marcante da música brasileira. Despontou como sambista, foi parceiro de Elis Regina no Fino da Bossa (no auge da bossa nova), foi cantor de bolero, de samba canção e teve um de seus momentos de glória ao interpretar Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros num festival que dividiu opiniões entre a música defendida por ele e A Banda, de Chico Buarque, interpretada por Nara Leão.
Jair desfilou com elegância, bom gosto e autoridade por todos os ritmos da música brasileira. Além da simpatia e da competência, sempre teve o cuidado de não pisar nos calos de ninguém, pois desde cedo descobriu que a vaidade é a mãe de todos os pecados. Talvez por isso tenha merecido o respeito e a admiração de todos. Um artista de verdade é aquele que sabe mensurar o seu tamanho e a sua importância no cenário em que atua.
Pois o Jair Rodrigues que todos lembram com Disparada, Deixa Isso pra Lá e A Majestade o Sabiá, em fase mais recente, foi um intérprete de outros grandes sucessos. O Conde, maravilhoso samba da imbatível dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia, de 1969, é um exemplo.
Jair desfilou com elegância, bom gosto e autoridade por todos os ritmos da música brasileira. Além da simpatia e da competência, sempre teve o cuidado de não pisar nos calos de ninguém, pois desde cedo descobriu que a vaidade é a mãe de todos os pecados. Talvez por isso tenha merecido o respeito e a admiração de todos. Um artista de verdade é aquele que sabe mensurar o seu tamanho e a sua importância no cenário em que atua.
Pois o Jair Rodrigues que todos lembram com Disparada, Deixa Isso pra Lá e A Majestade o Sabiá, em fase mais recente, foi um intérprete de outros grandes sucessos. O Conde, maravilhoso samba da imbatível dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia, de 1969, é um exemplo.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
domingo, 30 de março de 2014
DO FUNDO DO BAÚ
Irmãos Coragem foi uma telenovela exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 8 de junho de 1970 e 12 de junho de 1971. Foi escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho, Milton Gonçalves e Reynaldo Boury, com direção geral de Daniel Filho. Foi produzida em preto e branco e teve 328 capítulos.
O disco com a trilha sonora da novela tinha composições de Dori Caymmi, Antônio Adolfo, Tibério Gaspar, Tim Maia, Cassiano, Heitor Villa-Lobos, Danilo Caymmi e Luiz Carlos Sá, entre outros. O tema de abertura, composto por Nonato Buzar e Paulinho Tapajós, foi gravado por Jair Rodrigues.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
MÚSICA NA SEXTA
Jair Rodrigues de
Oliveira nasceu em 1939, em Igarapava, SP.
Na infância, cantava música religiosa em igreja. Antes de
ingressar na vida artística, trabalhou como engraxate, mecânico, servente de
pedreiro e ajudante de alfaiate.
Iniciou sua carreira em 1957, atuando como crooner em casas
noturnas do interior de São Paulo.
Em 1966, gravou o LP "O sorriso do Jair".
Participou, nesse ano, do II Festival de Música Popular Brasileira (TV Record),
defendendo a canção "Disparada" (Geraldo Vandré e Teo de Barros),
dividindo o primeiro lugar com "A banda", de Chico Buarque, defendida
por ele e por Nara Leão.
Disparada
Letra de Geraldo Vandré
Música de Theo de Barros
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte o destino tudo, a morte o destino tudo
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
Muito gado, muita gente pela vida segurei
Seguia como num sonho e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir, valente, lugar tenente
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei !
Com Dicionário Cravo Albim
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