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sábado, 24 de janeiro de 2015

O BEIJO DE JUDAS

O Beijo de Judas, é uma famosa obra italiana do período renascentista, de Giotto di Bondone, conhecido como fundador da pintura ocidental moderna, graças à sua contribuição para o "ressurgimento artístico" que marcou o início da arte renascentista.


A obra faz parte da Capela Arena, situada em Pádua, na Itália. Os afrescos foram encomendados por Enrico Scrovegni e a capela foi construída, originalmente, como local de culto à família Scrovegni e memorial a Enrico. Dedicada à Virgem da Caridade, o tema geral era a salvação.

O Beijo de Judas ocupa uma posição de destaque na parede sul da capela e representa um ponto crucial da narrativa, já que inicia as cenas de sofrimento de Cristo, que terminam apenas com a crucificação. As figuras centrais, Cristo e Judas, ficam abraçadas no epicentro dos eventos que os cercam, exatamente no instante que antecede a consumação do beijo.

Judas parece hesitar e o olhar de Cristo evidencia que ele conhece o seu destino. A representação da humanidade de Cristo, bem como de seu relacionamento com Deus e com os homens é um tema característico do ponto de vista renascentista e que fica claro nesta obra.

3 detalhes de O Beijo de Judas se destacam:

1. Traição:

Giotto captura a pungência da traição por meio da troca de olhares entre as duas figuras principais, quando Judas percebe que Cristo sabe e, mais que isso, o perdoa.

2. Corpos unidos:

A importância do momento é enfatizada pelo fato de que os corpos das duas figuras centrais estão unidos por um abraço; só o beijo ainda não consumado separa os dois corpos.

3. Manto de Judas:

O amarelo-claro do manto de Judas tem por função chamar a atenção do observador para as duas figuras principais e fixá-las no centro do campo de visão. O tom do manto tem continuidade no dourado do halo de Cristo, dando a impressão de que este está sendo envolvido.

Ficha Técnica - O Beijo de Judas:

Autor: Giotto di Bondone
Onde ver: Capena Arena, Pádua, Itália
Ano: 1304 - 1313
Técnica: Afresco
Tamanho: 183cm x 198cm
Movimento: Renascimento

Com Universia Brasil

sábado, 19 de abril de 2014

A LAMENTAÇÃO

Os afrescos "A lamentação", do pintor italiano Giotto di Bondone, estão integrados à arquitetura da Capela de Scrovegni (ou Capela Arena), em Pádua, de forma harmoniosa. Todos são emoldurados e destacam o aspecto trágico da missão de Cristo - Paixão, Crussificação e Ressurreição - sob o teto azul celeste da abóbada.


Na cena de luto retratada por Giotto, a Virgem Maria, os discípulos de Cristo, Maria Madalena e outras mulheres santas choram sobre o corpo de Jesus antes de Seu sepultamento. A narrativa simplificada permite ao espectador se ater ao momento mais tenso do drama.

O rosto das imagens realistas são retratados com naturalidade e estão repletos de vida, enquanto os anjos aparecem na pintura retratando uma angústia teatral e caótica. Os dois grupos são unidos pela linha diagonal da colina, característica dos trabalhos de Giotto.

A sensação de realismo da cena se deve ao uso estudado da luz e da sombra. Essa originalidade ajudou a aumentar o prestígio da pintura no início do século XIV, quando a arte ainda disputava espaço com a arquitetura.

5 detalhes de A lamentação se destacam:

1. Anjos:

 Os anjos que aparecem chorando no alto do afresco são retratados olhando ao redor de forma impotente. O movimento frenético dos anjos cria um contraste marcante com a cena das imagens imóveis no primeiro plano. A impressão é de que eles foram surpreendidos em seu sofrimento e o olhar do grupo se fixa na imagem de Cristo.

2. Árvore:

 A árvore sem folhas representa a debilitada árvore do conhecimento do bem e do mal. Está localizada na diagonal oposta à imagem de Cristo e enfatiza a desolação da cena e a perda da vida sagrada. Além disso, a imagem também representa a renovação da vida por meio da Ressurreição.

3. Composição:

 Ao usar a inclinação diagonal do rochedo, o artista coloca os personagens sagrados no primeiro plano do afresco, intensificando o caráter emotivo da obra e trazendo o espectador para mais perto do drama. A diagonal também une os grupos distintos de personagens presentes na pintura, tanto um com o outro, quanto com o espectador.

4. Mulheres santas:

 A imagem de Maria Madalena segurando os pés de Cristo adiciona um caráter tátil à formalidade da cena, evidenciando a humanidade de Jesus. Esse aspecto humano também é representado com a Virgem Maria segurando o peito de Cristo e pelas duas mulheres que seguram Sua cabeça e Suas mãos.

5. Personagens sentados:

As costas arredondadas dos dois personagens sentados no primeiro plano deslocam o centro de gravidade da obra para baixo, dando ênfase à materialidade do acontecimento. O objetivo com isso é dramatizar a ascensão que ainda irá acontecer e separar o espectador da cena, como um observador privilegiado.

A lamentação
Ficha Técnica - A lamentação:

Autor: Giotto di Bondone
Onde ver: Capela de Scrovegni, Pádua, Itália
Ano: 1303-1305
Técnica: Afresco
Tamanho: 1,85m x 2,00cm
Movimento: Gótico Italiano