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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MÚSICA

Rita Tibes Han, mais conhecida como Suzy Pianista, aquela dentista que toca nua e posta os vídeos na internet, deu uma entrevista ao iG na qual declara que resolveu usar a nudez porque cansou de ser invisível.

Agora me dou conta de que a sorte da minha banda poderia ter sido outra se tivéssemos tirado as calças nas apresentações...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

See You in September é uma canção escrita por Sid Wayne e Sherman Edwards. A versão mais popular foi a do grupo The Happinings, de 1965, que chegou ao terceiro lugar nas paradas americanas e fez grande sucesso no Brasil.


See You In September

I'll be alone each and every night
While you're away, don't forget to write

Bye-bye, so long, farewell
Bye-bye, so long

See you in September
See you when the summer's through
Here we are (bye, baby, goodbye)
Saying goodbye at the station
(Bye, baby, goodbye)
Summer vacation (bye, baby, bye, baby)
Is taking you away (bye, baby, goodbye)

Have a good time but remember
There is danger in the summer moon above
Will I see you in September
Or lose you to a summer love
(Counting the days 'til I'll be with you)
(Counting the hours and the minutes, too)

Bye, baby, goodbye
Bye, baby, goodbye
Bye, baby, goodbye
(Bye-bye, so long, farewell)
Bye, baby, goodbye
(Bye-bye, so long)

Have a good time but remember
There is danger in the summer moon above
Will I see you in September
Or lose you to a summer love
(I'll be alone each and every night)
(While you're away, don't forget to write)

See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)
I'm hopin' I'll
See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)
Well, maybe I'll
See you (bye-bye, so long, farewell)
In September (bye-bye, so long, farewell)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

BREGA CHIQUE

Toda música popular, aquela que toca em rádios AM, que fala de operários, de secretárias, de prostitutas, de abandono, de miséria, de amor, da vida real, enfim, e não foi composta por algum medalhão da MPB, não tem o que a classe média considera sofisticado. É chamada de “brega”.

Com a crescente piora da música popular, aos poucos foi se fazendo um resgate da música do final dos anos 60, 70 e até do início dos 80. Acontece que nesse resgate entra tudo. Basta ter pertencido àquela época para entrarem no mesmo balaio o Márcio Greyck e a Gretchen, o Benito de Paula e a Kátia. O que era bom e o que era ruim entraram como ingredientes de um mesmo bolo: “Vamos tornar cult tudo que consideramos ridículo”. Esse é o mote da seção "Brega Chique."

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Nilton César (Ituiutaba, Minas Gerais, 27 de junho de 1939) é um cantor brasileiro que fez grande sucesso na década de 1970 com a música Férias na Índia, gravada em 1969, que vendeu mais de 500 mil cópias e lhe rendeu inúmeros discos de ouro e troféus. Apresentou-se nos principais palcos do país e participou de programas de televisão, como Sílvio Santos, Jovem Guarda e Chacrinha.

Outros sucessos seus foram A Namorada que Sonhei (música de hoje), Amor... Amor... Amor... e Professor Apaixonado.



A Namorada Que Sonhei

Receba as flores que lhe dou 
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu

Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...

No dia consagrado aos namorados 
Sairemos abraçados por aí a passear 
Um dia, no futuro, então casados 
Mas eternos namorados 
Flores lindas eu ainda vou lhe dar...

Que seja assim por toda vida 
E a Deus mais nada pedirei 
Querida, mil vezes querida 
Deusa na terra nascida 
A Namorada que sonhei...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

DREAMS

Bebeto Mohr, ao ver, no sábado, o quadro A Queda, de René Magritte, lembrou de um disco antológico. O grupo Dreams foi responsável pelo início de muita gente boa do fusion, lá pelo final dos anos 60. Músicos vindos de várias formações e escolas jazzísticas, como Billy Cobham (bateria), Brecker Brothers (sax e trumpete), Will Lee (baixo), John Abercrombie (guitarra) e Don Grolnik (teclados),  entre outros, fizeram parte do projeto. Pós-Miles Davis e pré-Mahavishnu, como diz Carlos Alberto. Enjoy it.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

LADEIRA DA MEMÓRIA

Nos estertores da década de 70, um grupo de artistas radicados em São Paulo,  um tanto sem programação e clamando por espaço pra mostrar seus  trabalhos, foi se juntando por afinidade e necessidade. Um Itamar Assumpção aqui, um Luis Tatit ali, algumas moças de vozes afinadas arregimentadas para suprir certa carência dos rapazes no cantar e um palco em Pinheiros. A ponte entre Vila Madalena e Vila Maria se fez pela estranheza – do som, do comportamento, das idéias. Quando se deram conta, já era um movimento que a crítica tratou de rotular de Vanguarda Paulista (Paulistana, para alguns). Durou cerca de sete anos – de 1979 a 1985. E marcou a música brasileira mesmo  com a maioria dos envolvidos, mas não tendo atingido o tal sucesso comercial. A trupe egressa do movimento tinha nomes como Arrigo Barnabé, Tetê Espindola,  Ná Ozetti, Grupo Rumo, Premetidando o Breque, Língua de Trapo e Zé Eduardo Nazário.

O palco principal foi o Lira Paulistana, acanhado teatro nas cercanias da Praça Benedito Calixto que durante um bom tempo foi também uma gravadora que jogou no mercado (diminuto) os primeiros registros fonográficos dos artistas envolvidos na cena. Pelo selo, foram lançados álbuns hoje considerados especiais, como o “Beleléu, Léleu, Eu” (1979), de Itamar Assumpção, “Summertime” (1981) e ”Abolerado Blues” (1983), de Cida Moreira, e o primeiro trabalho do Língua de Trapo, de 1982.

Agora, com iniciativa do Selo Sesc, alguns dos marcos do movimento foram regravados com curadoria e produção de Carlos Careqa. O CD “Ladeira da Memória – Afluentes da Vanguarda Paulista” já está a venda nas unidades do Sesc e conta com direção musical de Paulo Braga e  participações de Chico Buarque, Celine Imbert, Mariana Aydar e Vânia Abreu, entre tantos outros.

Momento ZH: o CD tem participação de Nei Lisboa, cantando “Alma não tem cor”, de André Abujanra, e também uma composição de Nico Nicolaiewsky, “Canção das mulheres do harém de Lampião”.

O TOA escolheu, imparcial e aleatoriamente, uma música do CD para ilustrar esse texto.


Assista também o making of da gravação do CD.

Com o blog Música Estática. 

MIXOU MORRISSEY

O Brasil não receberá mais a turnê de Morrissey. O cantor, que já cancelou alguns shows na América do Sul, anunciou que também não fará seus aguardados espetáculos no Brasil.

Nos shows do Chile e Peru o motivo do cancelamento foi “intoxicação alimentar”. O que pra mim soa estranho. Pelo que me consta, o cantor não pode passar perto de alguém que tenha comido carne nos últimos dois meses. O que significa que deva ter uma alimentação altamente regulada e equilibrada. (O ex-beatle Paul – na-na-na-nanana-ná, todos de mãos dadas – McCartney também tem muito NO-JO de carne.)

O problema dos shows no Brasil parece que foram de ordem financeira. Em carta publicada no site True-to-You, em que Morrissey costuma se comunicar com seus fãs, ele alega “falta de financiamento”.

Churrascarias e carrocinhas de cachorro-quente, obviamente, estão fora de cogitação. Mas eu, como fã do ex-Smith, vou passar o sábado negociando com a turma da feira orgânica aqui do bairro uma vaquinha – ou melhor, um crowdfunding – para trazer ao país o grande artista.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ZIMBO TRIO

O triste da bossa

Às vésperas de completar 50 anos de uma história impecável, o Zimbo Trio não existe mais

JULIO MARIA - O Estado de S.Paulo

Uma usina sonora de desmontar deuses e o mundo da música naquele início de anos 60. Criado pelo pianista Amilton Godoy, pelo baterista Rubinho Barsotti e pelo contrabaixista Luiz Chaves, o Zimbo Trio se firmou como uma conjunção de astros daquelas que levam séculos para surgir pela segunda vez.

Fazendo música instrumental brasileira, termo que nem existia até então, eram campeões de audiência nos palcos e na TV Record, em 1964, fosse sozinhos ou ao lado de cantoras como Elis Regina, no programa O Fino da Bossa; e Elizeth Cardoso, no Bossaudade. Viajaram o mundo defendendo um improviso contagiante e, apesar de estarem com pessoas com as quais todos os músicos desejavam estar naqueles tempos, o Zimbo se orgulhava de 
jamais deixar de ser Zimbo.

Às vésperas de completar 50 anos de história, que seriam comemorados com livro especial no próximo ano, um dos mais importantes grupos da música brasileira deixa de ser Zimbo. A formação original já havia mudado.

Dos fundadores, apenas Amilton Godoy empunhava a bandeira do trio, mantendo a essência nos álbuns e nas apresentações. Com problemas de saúde, Rubinho Barsotti fazia aparições cada vez mais esporádicas nos shows. Luiz Chaves morreu em 2007, aos 75 anos. Além de Amilton, os integrantes atuais eram o baterista Pércio Sápia e o baixista Mario Andreotti.

Amilton conta que decidiu deixar de usar o nome Zimbo assim que recebeu de Rubinho uma notícia que lhe desmontou. A marca Zimbo pertencia ao baterista e, a partir de agora, Amilton precisaria de autorização caso viesse a se apresentar ou a gravar discos com essa nomenclatura. Amilton diz que chegou a receber um organograma de como as coisas deveriam funcionar daqui para frente. Tudo que envolvesse o nome Zimbo teria de ser tratado com Rubinho, apesar de o baterista não mais poder se apresentar com o grupo. Reuniões foram feitas e, na última delas, Amilton comunicou que, a partir daquele dia, não usaria mais o nome que ajudou a construir e a preservar nos últimos 50 anos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ETA

Todo dia é o mesmo dia. A vida é tão tacanha. Nada novo sob o sol. Tem que se esconder no escuro quem na luz se banha, por debaixo do lençol.
Nessa terra a dor é grande, a ambição pequena. Carnaval e futebol. Quem não finge, quem não mente, quem mais goza e pena é que serve de farol.

Toda noite é a mesma noite, a vida é tão estreita. Nada de novo ao luar. Todo mundo quer saber com quem você se deita. Nada pode prosperar.
É domingo, é fevereiro, é sete de setembro. Futebol e carnaval. Nada muda, é tudo escuro até onde eu me lembro, uma dor que é sempre igual.
Caetano Veloso - A luz de Tieta

domingo, 14 de julho de 2013

EDNARDO


Ednardo reencontra o seu pessoal

Alexis Peixoto - Tribuna do Norte

O cantor e compositor cearense Ednardo é um criador de obra atemporal. Iniciando a carreira nos anos 1970, ao lado de Belchior, Fagner e Amelinha no grupo que ficou conhecido como o Pessoal do Ceará, Ednardo conheceu o sucesso quando sua música “Pavão Mysteriozo” foi escolhida como o tema de abertura da novela Saramandaia, da rede Globo, em 1976. A música, regravada mais de 50 vezes, inclusive em outros idiomas, é a única faixa da trilha sonora original a ser incluída na nova versão da novela, que a Globo transmite atualmente. Televisão à parte, Ednardo também escreveu para o cinema – fez a trilha dos filmes “Luzia Homem”, de Fábio Barreto; “Tigipió” e “O Calor da Pele”, ambos de Pedro Jorge de Castro -  e deu sua contribuição para borrar os limites entre a música regional e o pop inteligente em discos como “O Azul e o Encarnado” (1977), “Terra da Luz” (1982) e “Libertree” (1985).


Atualmente, o cantor prepara um show especial na Praça Verde do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, no dia 27 de julho, para comemorar 40 anos de carreira e do lançamento do disco “Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem”, trabalho coletivo que inscreveu o Pessoal do Ceará na história da música brasileira. Falando por telefone direto do Rio de Janeiro, Ednardo conversou com o VIVER sobre as comemorações das suas quatro décadas de música, a influência do cinema em suas canções e os muitos significados por trás de “Pavão Mysteriozo”.

Você está preparando um show comemorativo dos seus quarenta anos de carreira e do lançamento do disco  Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, do Pessoal do Ceará. Como é revisitar essas canções, quatro décadas depois?

Para mim, é um momento de celebração maravilhoso. Mas assim, sem aquela coisa saudosista. Vamos apresentar novos arranjos para as canções, não é aquela coisa puramente nostálgica, entende? O show vai ter participação do meu grande parceiro Chico César, vai ser uma festa. Vamos gravar um DVD também, registrar tudo nas câmeras. E é legal porque esse disco é muito importante. Foi o primeiro em que a gente chamou atenção e tal, muito embora a gente já fizesse música bem antes disso.

Na nova versão da novela Saramandaia, sua música “Pavão Mysteriozo” foi a única a permanecer da trilha sonora original. Como é que você recebeu a notícia?

Pois é, foi uma surpresa e tanto para mim. Como era uma nova versão da novela, eu achei que eles iam mudar tudo, mas mantiveram “Pavão Mysteriozo” na trilha. E com o arranjo original da época, inclusive. Para mim, é uma alegria imensa. Aliás, essa música só tem me dado alegria ao longo dos anos.  E é engraçado que quando a música entrou na Saramandaia original eu só fiquei sabendo depois.

Sério?

Pois é. Era o dia da estreia de Saramandaia na Globo e eu estava em Fortaleza, tinha ido fazer um show lá. Aí, fui tomar um banho e deixei a tevê ligada. Quando começa a novela... Tá lá a minha música na abertura (risos). Foi um choque e tanto.

Essa música já foi regravada várias vezes, inclusive fora do  país. Na tua opinião, o que  “Pavão Mysteriozo” tem que fascina tanta gente até hoje?

Cara, se eu soubesse essa resposta, eu te diria (risos). O que acontece é que, quando você faz uma música, a partir do momento em que as pessoas ouvem, ela passa a ter vários significados. O público se apodera, cada um que ouve entende uma coisa diferente. Na época, eu escrevi essa música inspirado em um romance de cordel que contava a história de um sujeito que, para encontrar a namorada que morava no alto de um castelo, constrói um mecanismo de voo. Era o período da ditadura e eu pensei: “Quem é a namorada que o Brasil inteiro quer ter?”. E era a liberdade, né? A música fazia referência a isso, ao momento que o país passava. Mas, como eu falei, depois de pronta a música deixa de te pertencer e passa a ter uma alma coletiva, a ter vários significados.

Tem até uma história que os índios do Xingu usam essa música nos rituais...

Ah, isso quem me contou foi a [jornalista e escritora] Ana Maria Bahiana, durante uma entrevista. Ela fez uma viagem pelo Alto Xingu, acompanhando o [compositor e multi-instrumentista] Egberto Gismonti e lá eles presenciaram um ritual indígena, que os índios chamam de Quarup. É um rito em que eles honram os antepassados com música e dança. Aí, antes de começar, os índios colocaram a música “Pavão Mysteriozo”. A Ana Maria me contou isso em 1976, eu acho. Foi bem na época que a música tava estourando. E, claro eu fiquei muito surpreso e ao mesmo tempo fascinado com isso. Até hoje me pergunto como é que essa música conseguiu chegar até os índios.

A tua carreira também tem uma relação forte com o cinema, você inclusive já compôs algumas trilhas sonoras. Qual é a importância do cinema na tua formação como artista?

Ah, o cinema para mim é uma coisa assim... Mágica, fascinante. Quando eu era garoto, o cinema era a minha maior diversão. Eu frequentava o Cine Arte, em Fortaleza. Às vezes, eu saia de casa e via vários filmes no mesmo dia. Quando eu comecei a tocar, botei na cabeça que queria fazer música para cinema. Gostava daquelas trilhas sonoras clássicas de Hollywood, dos filmes europeus também. Acabei fazendo umas três ou quatro trilhas para cinema. E até hoje, é algo que me influencia. Tem algumas composições minhas que têm, assim, uma atmosfera mais de cinema.

Passados quarenta anos, você vê influência da sua música ou do Pessoal do Ceará na geração atual?

É meio complicado falar disso, né? Mas aqui e ali, eu vejo alguém citando uma música minha, em entrevistas. Alguns são amigos e parceiros, como o Chico César, o Zeca Baleiro. Da geração mais nova? Acredito que deve ter alguma correspondência, alguma citação do que a gente fez lá atrás, sim. Mas não saberia dizer exatamente onde, nem o quê.

Você acompanha a produção da geração nova?

Claro, estou sempre ligado. Toda semana tem coisa chegando: pelo correio, pela internet, por e-mail, Facebook. Hoje em dia tem muita informação disponível e muita coisa legal sendo feita. Eu fico feliz das pessoas lembrarem de mim, mandarem para que eu ouça.

E os próximos projetos? Alguma chance de um disco novo de inéditas?

Uma coisa de cada vez, né? (risos). Depois dessa apresentação em Fortaleza, vamos fazer uma sequência de shows para divulgar esse trabalho. Acredito que essa vai ser a prioridade. Mas eu tenho um disco de inéditas já pronto. Acredito que devo lançar até o final do ano. E nesse show de agora, em Fortaleza, eu devo incluir uma ou duas músicas inéditas, para ver como é que elas funcionam. Vamos ver, né? (risos).

 

LÉDI


Um pária. Um aleijume. Quasimodo.

A nossa sociedade tão tolerante, tão civilizada e tão bacana se espanta com uma afirmação simples, simples: “tem gente que não gosta do ledizépelin”.

E me trata como descrevi na primeira linha quando digo que não gosto da festejada banda. Já fui ameaçado e insultado o suficiente para voltar ao assunto. Mas sabem como são os blogueiros sem pauta. Topam tudo.

Mas não lanço nenhum novo argumento sobre os motivos de não gostar de tão venerada banda. Apenas repasso trechos de uma lista do site da revista Rolling Stone sobre músicas que transformaram pessoas “normais” em roqueiros:

 Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest)
‘Dazed and Confused’, do Led Zeppelin
 
Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial
'Black Dog', do Led Zeppelin


Daniel Weksler (baterista do NX Zero.)
‘Since I’ve Been Loving You’, do Led Zeppelin.

Sem mais.


sábado, 13 de julho de 2013

THE VOICE DAS MADRUGADAS


Ouvi essa noite no programa do Glênio Reis, na Rádio Gaúcha. Acho que merece levar adiante. Frank Sinatra cantando Something.


 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

MÚSICA


Rod Stewart lidera ranking de albuns na Grã-Bretanha pela primeira vez em 34 anos

 
O veterano roqueiro Rod Stewart colocou um álbum no topo da lista dos mais vendidos na Grã-Bretanha em mais de 30 anos com o "Time", enquanto o francês Daft Punk ficou no topo da parada de singles, informou a Official Charts Company no domingo.

Stewart, ostentando sua marca registrada de cabelo loiro espetado, disse à Reuters que o processo para montar sua nova autobiografia havia libertado o que normalmente é um processo lento de composição de músicas.

"Eu escrevi algumas músicas decentes, mas eu nunca me considerei um compositor porque não vem naturalmente", disse ele. "Não flui para fora da minha caneta como acontece com alguns compositores, sempre foi uma luta. Foi muito mais agradável desta vez."

"Time" é o primeiro álbum de Stewart totalmente autoral em mais de 20 anos, e seu oitavo álbum número um britânico. Apesar de seu sucesso, Stewart, um pai de 68 anos de um filho de oito, disse que não tem intenção de diminuir o ritmo tão cedo.

Stewart inicia turnê a partir de junho e espera em algum momento trabalhar novamente com seu antigo companheiro de banda Ronnie Wood, agora um guitarrista com os Rolling Stones.

Na parada de singles, "Get Lucky" do Daft Punk está no caminho certo para se tornar o mais vendido da Grã-Bretanha do ano -- sendo que o muito aguardado novo álbum do grupo ainda será lançado na segunda-feira.

(Reportagem de Mohammed Abbas e Kathi Urban-Oberberg)

domingo, 5 de maio de 2013

PAULO MOURA


Documentário de Eduardo Escorel resgata história do músico Paulo Moura

SÃO PAULO (Reuters)
"Paulo Moura - Alma Brasileira", de Eduardo Escorel, é um documentário atravessado por um legítimo desejo de resgate. No caso, da vida e, sobretudo, da obra do clarinetista, saxofonista, compositor e arranjador paulista Paulo Moura (1932- 2010). É também um trabalho que sobrevive lindamente ao desafio de ter que encarar a morte de seu protagonista logo ao início. O filme estréia em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Curitiba.

O projeto existia desde 2008, mas as habituais dificuldades de financiamento adiaram as filmagens até 2010, quando o músico morreu de um linfoma. Montador experiente e diretor versado em documentários políticos, como "O Tempo e o Lugar" (2008), Escorel até pensou em desistir. Felizmente, encontrou caminhos criativos para perseverar, resultando numa obra que serve de justa homenagem a um artista extremamente preparado, versátil, que não distinguia limites entre o erudito e o popular e, não raro modesto, atravessou bem mais fronteiras do que boa parte do público supõe.

Algumas imagens foram inacessíveis - como as de um último sarau promovido pelo músico, filmadas por Escorel, no hospital, cuja utilização a viúva de Moura, Halina Grynberg, não autorizou. O documentarista, no entanto, compensa a ausência com inúmeras outras gravações, algumas inéditas, obtidas em diversas fontes, que permitem assinalar com bastante propriedade a trajetória do músico.

Embora não se pretenda uma biografia em sentido amplo, compromissada com uma cronologia estrita, "Paulo Moura - Alma Brasileira" se vale sobretudo da música composta e executada pelo artista para delinear sua estatura, que lhe valeu um Grammy em 2000 e uma nova indicação, em 2008.
Algumas dessas imagens mostram a impressionante internacionalização de Moura, visto em festivais tão diferentes como Lagos, Berlim, Montreux e Telaviv, e também em parcerias ao vivo, com colegas como o violonista Yamandu Costa.

Não falta a antológica participação do músico na célebre noite de lançamento da Bossa Nova no Carnegie Hall, em novembro de 1962, a convite de Sérgio Mendes, ao lado de Tom Jobim, João Gilberto e tantos outros. Uma ocasião em que a presença de Moura é, não raro, esquecida.
Um excelente depoimento de voz do próprio personagem permite situar melhor sua consciência política e social, como quando comenta a surpresa do golpe de 1964 e também declara sua ojeriza a críticos que policiavam a brasilidade, citando nominalmente o ortodoxo José Ramos Tinhorão. Também é bem-vinda a sua lembrança de, quando bem jovem, ter tocado em dois bailes ao lado de ninguém menos do que o mestre Pixinguinha.

Tal como ocorreu, ainda que de maneira mais exclusiva, no recente documentário "A Música Segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, essa opção preferencial pela música em detrimento dos depoimentos mostra-se acertada para o recado que o documentário quer passar. Ao final da projeção, não há como deixar de constatar o quanto Paulo Moura foi um artista muito maior do que a maioria de nós tinha notado.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

sábado, 27 de abril de 2013

MÚSICA

Jane Duboc: “Não lamento por não estar na TV”

Cantora lança CD com pianista americano Jeff Gardner e diz que não sente falta da exposição dos anos 1980, quando emplacou músicas em novelas e sucessos no rádio

DANILO CASALETTI (Época)

Jane Duboc está de trabalho novo. Neste final de semana, dias 26 e 27 de abril, ela lançaHome is a river, CD gravado em parceria com o pianista americano Jeff Gardner. Os shows acontecem no Tom Jazz, em São Paulo, casa que Jane ajudou a fundar em 2005, quando foi casada com o empresário Paulo Amorim.

O álbum, gravado em apenas dois dias em um estúdio no interior de São Paulo, traz 12 composições de Gardner, algumas assinadas apenas pelo pianista e outras feitas em parceria com a própria Jane, Simone Guimarães e Maria Kem. “O disco ficou bem com a cara dele e com toda a nossa afinidade musical: jazz, bossa nova, samba, blues”, diz Jane, uma apaixonada por jazz desde pequena. 

Para o show, ela ainda selecionou canções de Dolores Duran, Johnny Alf e Duke Ellington.
Jane começou a cantar profissionalmente no início da década de 1970, ao lado de nomes como Raul Seixas e Egberto Gismonti. Nos anos 1980 - tempos bastante democráticos para a música brasileira – alcançou o sucesso com temas românticos, como “Chama da paixão”, “Sonhos” e “Besame”. Fase, segundo Jane, de muito trabalho, principalmente na televisão.

“Hoje em dia, aqui no Brasil, se você não tiver patrocínio, não conseguir participar de editais, você não faz mais nada”, diz Jane, que, apesar disso, nunca parou de gravar, além de escrever, compor, produzir e se apresentar em festivais de jazz pelo mundo todo. Nos anos 2000, Jane chegou a abrir uma gravadora, a Jam Music, pela qual lançou, além de trabalhos próprios, o primeiro disco do filho, o cantor e compositor Jay Vaquer.

ÉPOCA - Como conheceu o Jeff Gardner?

Jane Duboc – Nos conhecemos quando frequentávamos os mesmos lugares de jazz em São Paulo. Ele sempre me mostrava as canções dele. Certa vez, eu estava fazendo um show com o Egberto Gismonti e ele veio falar comigo. Logo depois, comecei a fazer um disco com versões em inglês das músicas do Jay (cantor, filho de Jane) e o chamei para me ajudar. Nessa convivência, ele foi me mostrando algumas composições e decidimos registrar em CD. Fomos a um estúdio em Araras (interior de São Paulo) e gravamos tudo em dois dias. O disco ficou bem com a cara dele e com toda a nossa afinidade musical: jazz, bossa nova, samba, blues.

ÉPOCA Você sempre gostou de cantar em inglês, não é?

Jane – Sempre. Em casa, minha mãe era fanática por Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. Meu pai era fã das big bands de jazz. Ainda nova, fui para os Estados Unidos e cantava por lá, em tudo quanto era lugar.

ÉPOCA – Por isso, em 2009, você fez um disco só com canções do repertório da Ella?

Jane – Sim, fiz com o Victor Biglione (guitarrista). Ficou muito bonito. Ganhou o Prêmio da Música Brasileira de melhor disco de música estrangeira. São com canções que Ella mais regravou. Demos um toque mais brasileiro, para ficar um pouco diferente. De tanto que eu ouvi os discos da Ella, ela parece ser uma tia para mim. Lembro que eu até beijava as capas dos LPs dela, de tanto que gostava.

ÉPOCA – Você tinha uma gravadora, a Jam Music. Resolveu parar?

Jane - Sim, eu fechei. Fiz o disco com as canções do Jay (Sweet face of love - Jane Duboc sings Jay Vaquer) e, quando fui ver, a gravadora estava com alguns problemas. Hoje em dia não dá mais. Eu até tinha uma salinha no centro do Rio com pessoas trabalhando. Mas só gastei dinheiro. É muito difícil manter uma gravadora para artistas mais alternativos. Não dá para brigar com quem tem dinheiro de marketing para tocar em rádio ou TV. O YouTube é legal, mas as coisas acontecem de forma passageira por lá.

ÉPOCA - Você fez muito sucesso nos anos 1980 com canções românticas, como “Sonhos” e “Chama da paixão”. Sente falta dessa fase?

Jane – Não sinto. Eu havia gravado um disco e os diretores da Continental, gravadora na qual estava na época, disseram que eu precisava fazer algo que alcançasse um público maior. O Cido Bianchi, músico que foi do Jongo Trio, era meu amigo e me mostrou um jingle que ele tinha feito. Colocamos uma terceira parte na letra e gravamos. Era a “Chama da paixão”. É uma música bonita, tem uma melodia bonita e o arranjo do Lincoln Olivetti ficou supermoderno para a época. Eu sempre cantei o popular. Nos Estados Unidos, eu cantava música lírica nas igrejas, soul, jazz e blues em clubes de negros e bossa nova para os ricos. Também cantava rock em alguns clubes. Aliás, sempre cantei muito rock. Nunca tive o menor problema de sair do palco depois de ter cantando com o Hermeto Pascoal e, logo em seguida, cantar com o Raul Seixas.

ÉPOCA – Você ainda canta essas músicas?

Jane – Canto, claro. As pessoas sempre pedem. E o fato de elas terem tocado em novelas não significa que são canções ruins. São músicas lindas. É uma bobagem achar que o que é popular não tem qualidade. Isso em qualquer tipo de arte. “Chama da paixão” eu gravei em inglês recentemente. Gravei em um tom menor, ficou mais jazzística. O pessoal lá (nos Estados Unidos)gostou muito.

ÉPOCA - O canal Viva vem reprisando, já há algum tempo, edições do programa Globo de Ouro. Você já assistiu? Você esteve em vários...

Jane – Sim. Vejo também meus amigos. Foi uma época de muito trabalho. Comprei meu apartamento (risos). É preciso ganhar dinheiro também, não é? Hoje em dia, aqui no Brasil, se você não tiver patrocínio, não conseguir participar de editais, você não faz mais nada. Lembro-me da época em que trabalhava com Egberto (Gismonti), com o Toquinho. A gente saía fazendo show pelo país todo, ficava meses em cartaz, tudo sem patrocínio. Sempre dava certo. Hoje tudo tem que ser mega demais. Por isso estou nessa de piano e voz. Nem cenário tem. Mas tem música. E música de boa qualidade.

ÉPOCA – Mas você nunca deixou de trabalhar...

Jane - Nunca! O que acontece é que atualmente o espaço está bem menor. Não tem quase programas de música na televisão. Mas vou à Finlândia, me apresento em festival de jazz com o Wagner Tiso, vou a Portugal, ao Japão, aos Estados Unidos. Nunca parei. Já escrevi três livros para crianças. Um deles vai virar peça.

ÉPOCA – Hoje você tem outra visão do que é o sucesso?

Jane- Eu trabalho para servir à música. Nunca fui atrás de fama ou sucesso. Nunca me deslumbrei. Não me lamento por não estar na TV. Olho para o céu e agradeço. Não somos nada dentro do Universo. Está tudo bem.

ÉPOCA – Agora, você também é conhecida como mãe do Jay Vaquer...

Jane – O Jay é um espetáculo. Ele fez duas faculdades. Além de ser publicitário, é ator formado na Escola Célia Helena. Ele tem muito valor. O Jay sempre leu muito, por isso ele escreve muito bem. As letras dele são verdadeiras crônicas da atualidade. As melodias e harmonias são riquíssimas. E não sou eu que estou dizendo, todos os músicos e artistas que convivem com ele dizem isso. Ele é muito na dele. Casado há dez anos, me deu um neto que é a coisa mais fofa. Pelo volume das coisas que ele já fez, pelo número de fãs que ele tem, ele deveria ter um espaço maior na mídia.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

ÍCONE


Maestro Burt Bacharach exalta o parceiro Hal David e a grande musa Dionne Warwick

 
THALES DE MENEZES
EDITOR-ASSISTENTE DA "ILUSTRADA"

Brill Building é um prédio em Nova York que, ao longo das últimas décadas, abrigou escritórios de compositores, gravadoras, agentes e produtores musicais. Foi lá, na década de 1950, que Burt Bacharach conheceu Hal David.

"Todo mundo tem encontros marcantes, que mudam sua vida para sempre. Eu e Hal tivemos um desses", conta Bacharach, com voz pausada. David (1921-2012) escreveu a letra de dezenas de músicas da dupla.

Nascido em Kansas City, Missouri, em 1928, e criado em Nova York, Bacharach foi para a Califórnia estudar música. De volta a Manhattan, começou a trabalhar em estúdios e a acompanhar turnês até encontrar David e passar a compor regularmente.

Editoria de Arte/Folhapress

Bacharach e seu parceiro criaram 48 canções que entraram na lista dos dez singles mais vendidos nos Estados Unidos. De suas mais de 500 composições, 73 figuram entre as 40 mais vendidas, um recorde absoluto.

É fácil escrever uma canção? "Leva muito tempo e demanda conhecimento técnico, mas a inspiração conta, e chega a você de diferentes maneiras. Já criei linhas melódicas assobiando no meu carro, no meio de um congestionamento demorado."

Bacharach não concorda quando alguém se refere a ele como um homem que compõe canções para cantoras. "É uma impressão que as pessoas têm por causa de nosso trabalho com Dionne Warwick. Eu e Hal escrevemos mais de 20 músicas que ela lançou com sucesso." Na verdade, Warwick gravou 31 singles com músicas da dupla.

O primeiro foi "Don't Make Me Over", em 1962. É possível montar um "greatest hits" de Bacharach apenas na voz dela. Entrariam nessa lista, entre outras, "Anyone Who Had a Heart", "(They Long to Be) Close to You", "Walk on By", "(There's) Always Something There to Remind Me" e "I Say a Little Prayer".

Bacharach elogia as várias cantoras com quem trabalhou, além da musa Dionne, como Dusty Springfield, Karen Carpenter, Anne Murray e Petula Clark. Mas faz questão de lembrar os cantores que gravaram canções suas. "Grandes vozes! Tom Jones, Johnny Mathis, Neil Diamond, Ron Isley e, claro, B.J. Thomas", elenca o compositor. Thomas gravou "Raindrops Keep Fallin' on My Head", tema do filme "Butch Cassidy & The Sundance Kid", que deu a Bacharach um de seus três Oscar.

As trilhas sonoras foram praticamente um feudo de Bacharach. Emplacou sucessos seguidos, de "What's New Pussycat?" (1965), com Tom Jones, a "Arthur" (1981), com Christopher Cross.

Elvis Costello, seu parceiro mais frequente de composições nos últimos anos, abriu a cabeça de Bacharach para novos gêneros. O maestro diz que escuta discos de hip-hop --trabalhou recentemente com o rapper Dr. Dre.

Bacharach lança em maio a autobiografia, "Anyone Who Had a Heart", contando inclusive do casamento com a atriz Angie Dickinson nos anos 1960, quando eram um tipo de Brad & Angelina.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ALUCINAÇÃO COM NOTAS MUSICAIS É TEMA DE PESQUISA DE NEUROLOGISTA


05/04/2013 07h00 - Atualizado em 05/04/2013 07h00

Alucinação com notas musicais é tema de pesquisa de neurologista

Autor de best-sellers, Oliver Sacks avalia 8 casos desse tipo.
Idosa com glaucoma diz enxergar notas e claves 'por todos os lados'.
Do G1, em São Paulo
Uma pesquisa do renomado professor de neurologia da Universidade de Columbia Oliver Sacks, autor de livros como "Tempo de Despertar" e "Um Antropólogo em Marte", avalia oito casos de pessoas que sofrem alucinações com notas musicais.
O estudo, divulgado nesta quinta-feira (4) na revista "Brain", da Universidade de Oxford, detalha casos de pessoas que relataram experiências de alucinação envolvendo "dós", "rés", "mis" ou claves musicais.
Em um  dos casos, uma mulher de 77 anos com glaucoma contou a Sacks que possuía "olhos musicais".
Identificada como Marjorie J., a paciente contou a Sacks em 1995 que começou a "ver linhas, espaços, notas e claves" por todos os lados. "De fato, eu vejo música escrita em tudo que eu olho, mas apenas quando não há o que enxergar", escreveu.
"Ignorei isso por um tempo, mas quando eu estava visitando o Museu de Arte de Seattle, lia os textos explicativos [sobre as obras de arte] e eles eram música. Ali eu percebi que estava tendo algum tipo de alucinação", disse a paciente.
Para Sacks, alucinações com notas musicais podem ocorrer em uma série de casos, como em pessoas com Mal de Parkinson, febre, intoxicação ou em estado hipnagógico, quando o indivíduo está entrando no estágio de sono e deixando o instante de estar acordado.
Outro dos casos citados pelo professor da Universidade de Columbia é o de Arthur S., um cirurgião que estava perdendo a visão devido a uma degeneração. Em 2007, ele passou a "ver" notas musicais pela primeira vez.
"Em aparência, as notas eram extremamente realistas. Claves impressas em um fundo branco como se fosse um 'lençol', com música de verdade", descreveu Sacks. O cirurgião, que era pianista por hobby, pensou que o cérebro estivesse produzindo uma música nova, totalmente vinda de si mesmo.
"Mas, ao olhar mais de perto, o médico percebeu que as notas não podiam ser tocadas", contou o professor no estudo. Para Sacks, a experiência com música foi determinante para as alucinações que o médico sofreu.
O famoso neurologista avalia que sete dos oito casos estudados de alucinação envolviam pessoas com aptidão musical - pianistas, por exemplo. "Pode ser uma coincidência, mas faz pensar se há algo nas notas musicais que as fazem radicalmente diferentes do texto escrito", escreveu Sacks em seu estudo.
O professor ponderou, ainda, que em muitos dos casos de alucinação estudados, as "partituras" formadas não podiam ser tocadas, por incluírem símbolos sem sentido ou aleatórios.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Correio do Corvo

Morre Richard Street, ex-vocalista do grupo The Temptations

Cantor americano de soul tinha 70 anos e estava em hospital de Las Vegas.
Ele fez parte da banda entre as décadas de 1970 e 1990.


Do G1, em São Paulo, com informações da AP



O cantor Richard Street, que fez parte do grupo de soul The Temptations, morreu aos 70 anos nesta quarta-feira (27), segundo informações da agência de notícias Associated Press. Cindy, que era mulher de Street, afirmou que ele morreu em um hospital de Las Vegas após um breve período doente.

Detalhe da capa do disco 'Reunion' (1982), do Temptations (Foto: Reprodução) Detalhe da capa do disco 'Reunion' (1982), do Temptations; Richard Street é o segundo da direita para a esquerda (Foto: Reprodução)

Ao lado de Otis Williams e Melvin Franklin, ambos do Temptations, Richard Street chegou a cantar nos primeiros da banda, mas só entrou de fato para o grupo no começo dos anos 70. Ele permaneceu na formação do Temptations até o meio da década de 1990.
O funeral de Richard, de acordo com Cindy Street, deve acontecer na semana que vem em Cypress, na Califórnia. Ela disse à AP que seu marido era "um pessoa realmente boa" e que deveria ser lembrada por seu trabalho com o Temptations.
No dia 18 de fevereiro, o cantor Damon Harris, que também integrou o Temptations, morreu aos 62 anos. Ele sofria de câncer na próstata desde os anos 90.