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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DE MPB

Trecho de uma entrevista concedida por Luís Carlos Miele antes de morrer.

O que acha da nova geração de músicos?

Eu acho que isso é uma coisa parecida com música, mas não é música. É um investimento cultural mais simples, digamos assim. Eu acho que isso veio com esse processo atual, pelo qual o mundo está passando, da internet, dessa banalização cultural do erudito. Eu acho que não se pode reduzir o sucesso a três palavras – 'oi, oi, oi' – ou a uma frase – 'ai, se eu te pego'. Então eu não sei se isso é uma fase só. Eu não posso dizer que não gosto desse tipo de música. Eu só não me emociono.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DE MÚSICA

A ex-mulher de Paul McCartney, em entrevista a um tabloide britânico, declarou que o ex-Beatle não sabe ler partituras.

Um amigo meu disse que isso não quer dizer absolutamente nada, pois vários músicos populares famosos não sabem ou não sabiam ler partituras. E saiu a citar Pepeu Gomes, Paco de Lucia e muitos outros.

A certa altura eu o interrompi com um argumento definitivo:

- Eu sei ler partituras.

O MUNDO MONGO

No iG tem uma matéria com o título "17 letras do axé que não fazem muito sentido"

A pessoa que escreveu o texto cita, entre tantas baboseiras, coisas como "Cara caramba, cara caraô" e "Ela é um aereoró peaplan neonó". 

Até aí, tudo bem. Só que lá pelas tantas, a criatura diz que  "Netinho fez uma versão masculina de "Baba Baby" da Kelly Key" e ilustra com o trecho "Lembro a menina feia / Tão acanhada de pé no chão / Hoje maliciosa / Guarda um segredo em seu coração".

Pô, aí é brabo! Mas, fazer o quê? Tem gente que acha que o mundo começou nos anos 80...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

DE MÚSICA

O Globo:
Pablo Dylan afirma que quer ser o maior rockstar de todos os tempos

Neto de Dylan lança EP e afirma: ‘O rap é o novo rock’

Não, cara-pálida! Não vem que não tem. Rock'n'roll remains the same.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ASSALTARAM A GRAMÁTICA

Licença poética eu entendo. Entendo e aceito, em letra de música, até o que os gramáticos costumam chamar de "mistura de tratamento" ou "mistura pronominal" (Pus no meu quarto seu retrato na estante / Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance...). Mas tudo tem limite.

Outro dia vi um programa com uma dessas novas estrelas "cabeça" da música brasileira e a criatura me saiu com "Pode ser que essa tempestade é só um sinal..."

Por favor, por favor...  E depois eu é que sou implicante.

terça-feira, 30 de junho de 2015

DE MÚSICA

Há pouco tempo assisti uma entrevista de Edu Lobo, na qual, entre outras coisas, ele dizia que até hoje sente frio na barriga antes de entrar no palco para se apresentar.

Ontem, assisti uma rápida entrevista do narrador/apresentador e dublê de cantor Pedro Ernesto antes de seu show que será transformado em DVD. Ao ser indagado sobre o nervosismo antes de entrar em cena, ele foi categórico na resposta:

- Não tem nada de frio na barriga, não. Afinal, já estou neste negócio há mais de quarenta anos.

Então tá...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

SINAL DOS TEMPOS


Há poucos dias, numa apresentação da banda The Who no Nassau Coliseum, em Nova York, Roger Daltrey ameaçou se retirar do palco porque alguém fumava um baseado na plateia.

Decididamente, eu envelheço, eu envelheço...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

THE SHOW MUST GO ON

Leio no Estadão que João Marcello Bôscoli e Miele estão à frente de um show em homenagem a Elis Regina que será apresentado no próximo fim de semana no Anhembi (Auditório Celso Furtado). 

Gilberto Gil, Fagner, Renato Teixeira, João Bosco e Jair Oliveira (representando Jair Rodrigues) subirão ao palco para interpretar algumas de suas composições que ficaram famosas na voz da "Pimentinha" (gostaria de ver uma única matéria sobre Elis um dia sem essa besteira).

Até aí, tudo bem. O que me chamou a atenção, entretanto, foi o seguinte trecho:

"Dos nomes que farão falta, o de Milton Nascimento é o maior deles. Sua ausência se dá sobretudo por estar o cantor em um momento de recuperação física e por incompatibilidade de cachê, segundo João Marcello. Maria Rita, diz João, já havia feito sua homenagem à mãe em uma turnê pelo País. Ela agradeceu o convite e informou que preferia não participar. O cantor Pedro Mariano alegou estar envolvido com outro projeto e não ter agenda."

Peraí... Se o cachê fosse compatível, a recuperação física ainda seria um problema? E os filhos, hein, hein? Só eu achei estranho isso?

Aí, a notícia carece de exatidão...

quinta-feira, 12 de março de 2015

DE MÚSICA

Faz uns 7 ou 8 anos fui a um show do Nei Lisboa no teatro do CIEE. Lá pelas tantas, ele para o espetáculo e diz para a plateia pedir algumas músicas. A turma pediu as carimbadas, claro. Ele coloca os óculos na testa, coça a cabeça e faz uma expressão de desdém de deixar o Vitor Ramil com inveja. E comenta com ar blasé: “Vocês ainda querem ouvir essa, eu acho que nem lembro mais”.

Ouvi outras tantas declarações desse jaez nesse tempo. De músicos de todos os calibres. Mas corta para 2015, especificamente ontem (11/03/2015), em um programa da FM Cultura em que eram entrevistados Wander Wildner e mais o grupo “Os tresplantados” (a saber, Bebeto Alves, King Jim e Jimi Joe). A nata.

Estavam vendendo seus shows e seus discos. Lá pelas tantas da conversa – confesso que perdi o motor da indignação –, Wander lamenta ter que tocar “Bebendo Vinho” e todas suas apresentações (eu, se fosse em algum show dele também lamentaria, mas descobri que o motivo dele é diferente do meu). Disse que essa música é de seu primeiro disco e quer tocar as novas. Justo.

Jimi Joe aproveita o gancho metafórico e diz que as pessoas tem que querer ouvir as coisas novas que eles produzem (com um coro desconexo e a favor de King Jim). Que onde é que já se viu as pessoas quererem ouvir Like a Rolling Stone, do Bob Dylan, que o certo é querer ouvir o bardo cantando Frank Sinatra, seu último disco. Justo.

Aí eu me pergunto “Por que essa turma grava discos?” E eu, educadamente, me respondo: “pra ganhar dinheiro”. Mas aí eu, impertinentemente, replico a mim mesmo: “Por que alguém vai comprar um disco que em seguida vai ser obsoleto na visão do próprio pai da criança?” E me deixei falando sozinho. Fui pegar meus discos todos e jogar no lixo pra agradar Joe.

Nota da Redação: Em nome da justiça (Luiggi é sempre um justo): Não sei o que Bebeto Alves pensa a respeito, não se manifestou. Inclusive me pareceu fazer aquele silêncio eloquente. Mas posso estar enganado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

DE MÚSICA

Às terças, o TOA sempre posta um brega chique. O título da coluna é este, justamente, por não sabermos qual é o limite entre uma coisa e outra. 

Por uma feliz coincidência, Bebeto Mohr, amigo, grande músico e colaborador, mandou e-mail sobre a postagem da última terça-feira, o compacto do Tony Fraga.

Após a gravação desse disco aí, em 1967, vieram as intermináveis turnês por Rio Grande, Santa Catarina e Paraná, isso em 68. E sabes quem era o baterista do grupo? He, he...

O irmão do Tony,  Ademir  (Milo, como o chamávamos) ficou fazendo parte do nosso grupo (Seikrons, não me pergunte o que significa) que foi o embrião do Boogaloo.
  
Como dizes, "eu envelheço, eu envelheço..."