Páginas

Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO

Última Forma
(Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

É, como eu falei, não ia durar
Eu bem que avisei, vai desmoronar
Hoje ou amanhã um vai se curvar
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
Você perdeu

E sabendo com quem eu lidei, não vou me prejudicar
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
Agora pra mim você não é nada mais

E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu
Não saberei jamais se você mereceu perdão
Porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
E você foi uma a mais

E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
E até nunca mais

quinta-feira, 10 de março de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

DORI CAYMMI - 1982 - DORI CAYMMI

Terceiro disco solo do cantor, compositor e arranjador carioca, Dori Caymmi (1982) foi lançado pela Odeon. Todas as composições são dele em parceria com Paulo César Pinheiro, com exceção da faixa de "Você ja foi à Bahia?", de Dorival Caymmi. 


Músico extremamente talentoso, Dori Caymmi é reconhecido internacionalmente como compositor e arranjador. Participou de vários trabalhos com diversos músicos nacionais e internacionais. Este é o seu terceiro álbum solo, produzido por Paulo César Pinheiro e com arranjos e orquestrações do próprio Dori.

"Nosso Homem em Três Pontas" é uma homenagem a Milton Nascimento, e "Desafio" (tema de abertura da novela Terras do Sem Fim) aparece novamente com o mesmo arranjo e interpretação do disco anterior, de 1980 


Lado 1
1 – Serra Branca (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (00:00)
2 – Velho Piano (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (02:18)
3 – Flor das Estradas (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (04:42)
4 – Nosso Homem Em Três Pontas (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (07:40)
5 – Desafio (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (11:20)

Lado 2
1 – Você já foi à Bahia? (Dorival Caymmi) (13:55)
2 – Ilusão (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (15:57)
3 – Negro Mar (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (18:54)
4 – Evangelho (Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro) (21:17)
4 – O Homem Entre o Mar e a Terra (Dori Caymmi) (24:12)


Gilson Peranzzetta, Jeff Gardner (piano)
Luiz Alves (baixo)
Robertinho Silva (drums)
Luiz Eça (harpsichord)
Toninho Horta (violão, guitarra)
Danilo Caymmi, Celso Woltzenlogel (flauta)
Chiquinho do Acordeon (acordeon)
Zé Menezes (viola)
Dazinho, Luna, Marcal (percussão)
José Botelho (clarinete)
Antônio Bruno (fagote)
Roberto Correia, Cartier, Márcio Lott, Flavinho (coro)
Gueta, Michel Bressler, Giancarlo Pareschi, Joao Daltro, Ze Alves, Vidal, Virgilio, Aizik, Faini, Carlos Eduardo Hack, Walter Hack, Paschoal Perrota, Francisco Perrota, Arnaud (violinos)
Penteado, Nelson Macedo, Sthepany, Jose Lana, Hidenburgo
(violas)
Marcio Mallard, Alceu, Watson, Iura Ranevsky, Ibêre, Jacques Morelenbaum (cellos)

sexta-feira, 4 de março de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Eduardo de Góes Lobo nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Filho do compositor Fernando Lobo (Chuvas de Verão, Nega Maluca, Ninguém me Ama), estudou acordeão dos 8 aos 14 anos, quando se interessou por violão, recebendo as primeiras lições de Theo de Barros, seu amigo de infância. Cursou até o terceiro ano de Direito.

Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.

Em 1962, gravou seu primeiro compacto, com composições suas influenciadas pela bossa nova e com o texto da contracapa assinado por Vinícius de Moraes. Em seguida, sob a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Ruy Guerra, passou a trabalhar também uma temática mais social.

Em 1964 teve uma música incluída no espetáculo Opinião  e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para compor a trilha sonora de "Arena conta Zumbi", peça teatral de Guarnieri e Augusto Boal.

Venceu, em 1965,  o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com "Arrastão" (letra de Vinícius de Moraes), defendida por Elis Regina. Também venceu o III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "Ponteio" (letra de Capinam), que interpretou com Marília Medalha, o grupo vocal Momento 4 (Ricardo Villas, David Tygel, Zé Rodrix e Maurício Maestro) e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo do Monte).

Ao ganhar esse festival, Edu Lobo aceitou a primeira proposta que teve para tocar fora do Brasil, desgostoso e temeroso com o rumo que tomavam as carreiras dos participantes de festivais. Chegou a dizer que se sentia como um cavalo em que as pessoas apostavam para ver quem levaria o primeiro prêmio. É autor de várias músicas memoráveis, entre elas Lero Lero, Corrida de Jangada, Viola fora de Moda e toda sua parceria com Chico Buarque. 

Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.


Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo

Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo

Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar

Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo, o vento bravo

Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

O IMPORTANTE É QUE A NOSSA EMOÇÃO SOBREVIVA - 1975/1976 - MÁRCIA, EDUARDO GUDIN E PAULO CÉSAR PINHEIRO

LP duplo lançado separadamente, o primeiro em 1975 e o segundo em 1976, ambos pela Odeon. Foram relançados pela EMI, em 2002, em um único álbum. São o registro de apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo (Teatro Oficina).


Paulo César Pinheiro é um dos maiores letristas do Brasil. Com uma carreira que começou cedo no final da década de 1960, ele escreveu letras para Sivuca, Baden Powell, Beth Carvalho, Lenine, João Nogueira, Dori Caymmi, Edu Lobo e outros grandes compositores. São mais de 1.000 canções em mais de 500 colaborações, incluindo incontáveis poemas.

Apesar de construir uma carreira unicamente como letrista, algo dificílimo no Brasil, Pinheiro chegou a gravar alguns discos solos. Dentre eles, O Importante é Que a Nossa Emoção Sobreviva, gravado em duas datas em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 1975 e 1976, com o compositor Eduardo Gudin (já um parceiro de composição de longa data) e Márcia (cantora ‘expressiva e original’, nas palavras de Zuza Homem de Mello).

Todos os 22 sambas que completam as duas edições de O Importante é Que a Nossa Emoção Sobreviva vão por vias sentimentais, uma quase nostalgia ‘do tempo em que era menos ambição e o coração valia muito mais’, como cantam Gudin e Pinheiro em “Consideração”.

A grande eficácia do show está nas composições. Há um tempero de melancolia, alegria, reflexões complexas, momentos poéticos.


Disco 1
1. Veneno (Eduardo Gudin/ Paulo César Pinheiro)
2. Consideração (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
3. Tatuagem (Nelson Cavaquinho/ Paulo Gesta/ Guilherme de Brito)
4. Ingênuo (Benedito Lacerda/ Pixinguinha)
5. Resíduo (poema) (Carlos Drummond de Andrade) / Resíduos (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
6. Marcha-rancho (E. Gudin/ P. C. Pinheiro/ Maurício Tapajós)
7. Justiça (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
8. Velho Casarão (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
9. Refém da Solidão (Baden Powell/ P. C. Pinheiro)
10. Cautela (P. C. Pinheiro) / Mordaça (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)


Disco 2
11. Velho Passarinho (Eduardo Gudin/ Paulo César Pinheiro)
12. Dança de Força (Guinga/ P. C. Pinheiro)
13. Essa Conversa (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
14. A Trindade (poema) (P. C. Pinheiro)
15. Evangelho (Dori Caymmi/ P. C. Pinheiro)
16. É Melancolia (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
17. Tô por aí (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)
18. Catecismo (poema) (P. C. Pinheiro)
19. Canto do Beato Louco (Guinga/ P. C. Pinheiro)
20. O Amolador (Copinha)
21. Canto Brasileiro (poema) (P. C. Pinheiro) / Pesadelo (Maurício Tapajós/ P. C. Pinheiro)
22. Hino (E. Gudin/ P. C. Pinheiro) / Mordaça (E. Gudin/ P. C. Pinheiro)


Primeiro show: Bolão (flauta), Eraldo (violão-baixo), Nelsinho (cavaco), José Briamonte (órgão), Milton Banana, Dinho, Carlinhos, Dirceu e Jair (percussão)

Segundo show: Copinha (flauta), Braz (oboé), Sérgio Barrozo (baixo), Wilson das Neves (bateria), Luna, Marçal e Elizeu (percussão). Participação de Guinga nas canções “Dança da Força”, “Evangelho” e “Canto do Beato Louco”.

http://namiradogroove.com.br/

sábado, 25 de outubro de 2014

COVER DO SÁBADO

O Poder da Criação, deJoão Nogueira e Paulo César Pinheiro, faz parte do disco "Boca do Povo", o sétimo de Joaõ Nogueira, lançado em 1980. É um de seus maiores sucessos, regravados por diversos artistas. Há quem diga que é o samba mais lindo de todos os tempos.

O disco conta com outras músicas que se tornaram clássicos, como "Trabalhadores do Brasil"  e "Cavaleiros Santos", em parceria também com Paulo César Pinheiro, "Bons ventos" (com Ivor Lancellotti) e "Linguagem do morro", de autoria de Padeirinho e Ferreira dos Santos.



Em 2012, foi realizado um show em homenagem a João Nogueira como parte de um projeto de um samba book, com partituras, letras, CD e um DVD com um show gravado ao vivo.  Gravado no palco do Tom Brasil, em São Paulo, o tributo contou com participações de Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, João Bosco, Emílio Santiago, Arlindo Cruz & Sombrinha, Carlinhos Vergueiro, Jane Duboc e os filhos do sambista. 

Apesar de não ter participado da gravação original (ao vivo), Chico Buarque gravou em estúdio a canção O Poder da Criação.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

MÚSICA NA SEXTA

Paulo César Francisco Pinheiro nasceu em 1949, no Rio de Janeiro.

Sua primeira composição foi "Viagem", que compôs em 1964, com João de Aquino. Foi por intermédio desse parceiro que conheceu Baden Powell, primo do violonista. Baden, 12 anos mais velho, era sua referência musical mais forte. Tornaram-se amigos e juntos rodaram as noites do Rio, as reuniões das casas dos compositores, os estúdios de gravação.

Certo dia, Baden mostrou a Paulo um samba novo, cujo refrão folclórico ele recolhera nas suas andanças pela Bahia. Falava de um capoeirista famoso chamado Besouro, que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.

Paulo mal pode acreditar quando o amigo insistiu para que ele escrevesse a letra. Afinal, na época, o parceiro mais constante de Baden era Vinicius de Moraes, considerado o maior letrista vivo.

Depois de uma semana, Paulo apareceu com a letra pronta. Baden adorou e saiu mostrando para todo mundo. Mas Paulo ainda não estava satisfeito. Voltou para casa, rasgou a letra e fez outra, essa sim definitiva.

Composição pronta, ele e Baden foram para o bar Veloso, hoje Garota de Ipanema, na rua Montenegro. Lá, encontraram Vinícius, que estava com alguns amigos, como Tom Jobim e o compositor Candinho, marido de Sylvinha Telles. Baden tirou o violão da capa e o samba tomou conta do ambiente. Cantaram umas dez vezes seguidas. Todos cantavam juntos, menos Vinícius, que permanecia quieto. A certa altura, o poeta levantou-se como quem vai ao banheiro e desapareceu sem dizer uma palavra. Paulo ficou decepcionado e todos notaram. Tom tentou contemporizar: "Não liga, não, Paulinho, Vinícius é extremamente ciumento. Não faz por mal."

Por ironia, Vinícius e Paulo, mais tarde, se tornariam grandes amigos.

Em 1968, a TV Record criou mais um festival, chamado Bienal do Samba. Esse, contudo, era diferente. Um evento de famosos. Os compositores não inscreviam música. Eram convidados. Participaram dele João da Baiana, Pixinguinha, Nelson Cavaquinho, Cartola, Sinval Silva, Paulinho da Viola, Billy Blanco, Elton Medeiros, Chico Buarque, Sergio Ricardo, dentre tantos outros. Era a nata da música popular, e, óbvio, não poderiam faltar Baden e Vinícius de Moraes. Baden, porém, respondeu que só participaria se fosse com "Lapinha". Os organizadores recusaram alegando que Paulo era um desconhecido e, pela regra, não poderiam convidar alguém que nunca havia gravado. Baden respondeu:

- Mudem o regulamento ou não contem comigo.

O samba ia ser defendido por Elis Regina. Ela e Baden eram os maiores nomes dos programas musicais da Record, e Paulo Machado de Carvalho, dono da emissora, mandou que abrisse o precedente.

Foi assim que o samba "Lapinha", primeira parceria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, defendido por Elis Regina, se tornou o vencedor do festival.

Fonte: Histórias das Minhas Canções - Paulo César Pinheiro.


 Lapinha
 (Paulo Cesar Pinheiro/Baden Powell)

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
 Quando eu morrer me enterre na Lapinha
 Calça, culote, palitó almofadinha
 Calça, culote, palitó almofadinha

Vai meu lamento vai contar
 Toda tristeza de viver
 Ai a verdade sempre trai
 E às vezes traz um mal a mais
 Ai só me fez dilacerar
 Ver tanta gente se entregar
 Mas não me conformei
 Indo contra lei
 Sei que não me arrependi
 Tenho um pedido só
 Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
 Quando eu morrer me enterre na Lapinha
 Calça, culote, palitó almofadinha
 Calça, culote, palitó almofadinha

Sai minha mágoa
 Sai de mim
 Há tanto coração ruim
 Ai é tão desesperador
 O amor perder do desamor
 Ah tanto erro eu vi, lutei
 E como perdedor gritei
 Que eu sou um homem só
 Sem saber mudar
 Nunca mais vou lastimar
 Tenho um pedido só
 Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
 Quando eu morrer me enterre na Lapinha
 Calça, culote, palitó almofadinha
 Calça, culote, palitó almofadinha

Adeus Bahia, zum-zum-zum
 Cordão de ouro
 Eu vou partir porque mataram meu besouro

domingo, 21 de abril de 2013

DAS MADRUGADAS

Uma vez um amigo músico (cara com formação erudita, maestro, baita pianista e grande jazzista) me disse que se lhe fosse dada a oportunidade de escolher alguma música de outro compositor como uma coisa que ele gostaria de ter feito ele escolheria Última Forma, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. 

Última Forma tem várias gravações, mas a versão que foi executada nas rádios (sim, caro ouvinte, as emissoras de rádio já tocaram MPB de qualidade) e  que é a mais conhecida é a do MPB4, do disco Cicatrizes, de 1972. Vasculhando o You Tube, descobri uma gravação de Emílio Santiago. A música, de difícil execução e com harmonia intrincada, recebe um tratamento digno dos grandes cantores. O Negão dá uma aula de divisão e afinação.


Última Forma
(Baden Powell - Paulo César Pinheiro)

É, como eu falei, não ia durar
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
Hoje ou amanhã, um vai se curvar
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
Você perdeu
E sabendo com que eu lidei não vou me prejudicar,
nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
com quem só quis rasgar o meu cartaz
E agora pra mim você não é nada mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar?

Porém, pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu!
Não saberei jamais se você merece perdão
porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
E você foi um a mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar?
Porém, pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu!
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
e até nunca mais!
Aquele abraço, adeus e até nunca mais!