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sexta-feira, 10 de maio de 2013

ATÉ QUANDO?

Marco Feliciano afirma: - Deus matou John Lennon e ele mereceu!


Quando você acha que não dá mais para se surpreender com a ignorância de Marco Feliciano, aparece mais uma pérola do nosso excelentíssimo Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias – chega a soar irônico o nome dele e seu cargo na mesma frase, mas ok, há quem ache lindo além dele e da mãe dele.
Segundo Murphy e suas teorias de conspiração mais do que aceitáveis, nada está tão ruim a ponto de que não possa piorar. Um vídeo foi desencavado de um culto de Marco Feliciano em que ele – possuído – grita que Deus matou John Lennon:
John Lennon chegou um dia, bateu no peito e disse: “Nós, Beatles, somos uma nova religião.” Passou algum tempo e ele está entrando no seu apartamento, ele vira e é alvejado com três tiros no peito. Eu queria estar lá nesse dia. Ia tirar o pano de cima e ia dizer: “Me perdoe, John, mas esse tiro é em nome do pai, esse em nome do filho e esse em nome do espírito santo”. Ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar!
Feliciano não é apenas uma piada sem graça, não é só um pastor ignorante falando bobagem. Em sua louca cavalgada, ele é a face do ódio, da intolerância, da discriminação e da loucura. É um assombro que tanta gente o siga. É um assombro que, durante o tal culto, as pessoas levantassem a voz, urrando em concordância, como num circo romano, como numa execução em praça pública, enquanto ele prosseguia com o linchamento de um homem que foi assassinado covardemente quando chegava em casa. Imagine você que para “adaptar” o fato ele chegou a reduzir o número de tiros – John tomou 4 tiros,  três deles atravessaram seu corpo e um deles destruiu sua artéria aorta, e teve mais um tiro que se perdeu atingindo uma janela do prédio - em seu discurso, para fazer uma analogia rasteira e degenerada com a santíssima trindade, a partir disso você já pode imaginar o quão verdadeiros devem soar suas palavras em outros momentos.
Essas barbaridades já são ditas há muito tempo. Ficamos sabendo delas agora, porque o pastor deputado foi parar numa comissão da Câmara e isso lhe deu visibilidade. Pensando por esse lado, uma entrevista recente da atriz Letícia Sabatella em que define o deputado como uma “Benção de Deus” faz todo sentido, ela fez o seguinte disparo:
O Feliciano é uma benção de Deus. Ele é tão nazista, arcaico e egoísta que enfim estamos acordando para a homofobia e o preconceito. É um mal que vem pra bem. É tão absurdo e forte, como se quem não pensa como ele estivesse associado ao demônio, possuído. Aconteceram coisas que doeram na minha alma. E, para ser contra essa aberração, quem antes não queria chocar a bisavó está se assumindo. Graças a isso, a homofobia daqui a pouco vai acabar, como acabou a escravidão.
Feliciano é a volta às cavernas, é a face do fundamentalismo religioso brasileiro.
É também um caso clássico de auto ódio -sua mãe é negra e realizava abortos teve um filho que é racista, alisa os cabelos, tira a sobrancelha e procura ficar mais branco. Sua homofobia diz muito sobre ele, sua imensa raiva por si mesmo é o que o move.
Feliciano o falso profeta, eleito por mais de 200 mil pessoas, será reeleito em 2014. O presidente de seu partido, o PSC, acha que ele terá o dobro de votos. Tudo apoiado na sua interpretação doentia da Bíblia, o único livro que leu e que sabe de cor — pelo menos, os piores trechos.
Veja o show de horror dado pelo mestre:
Fiz algumas alterações e inserções na redação, mas o texto original e a excelente percepção original é de Kiko Nogueira, que você encontra no site El Hombre clicando aqui.
www.poracaso.ocponline.com.br 

sábado, 4 de maio de 2013

ATÉ QUANDO?


Feliciano defende votação de projeto de 'cura gay'

Em seu perfil no Twitter, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara diz que colegiado não pode 'fugir' do debate

Lilian Venturini - O Estado de S.Paulo

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, defendeu nesta sexta-feira, 3, o debate sobre o projeto da chamada "cura gay". A proposta deve ser votada no plenário do colegiado na próxima quarta-feira, 8.

Em seu perfil no Twitter, Feliciano afirmou que o teor do projeto de lei é distorcido pela imprensa. "A mídia divulga um PL (projeto de lei) como 'cura gay' quando na verdade ele não trata sobre isso até porque homossexualidade não é doença", escreveu. Nas palavras do deputado, a proposta tem por objetivo "proteger" o psicólogo procurado por alguém "com angústia sobre sua sexualidade".



O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 anula parte do artigo 3.º e todo o artigo 4.º de uma resolução interna do conselho de psicologia de 1999, que condena a atuação de psicólogos na tentativa de "curar" homossexuais. O texto é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO).

O parlamentar argumenta que a resolução do conselho restringe o trabalho dos profissionais e extrapola seu poder regulamentar. O Conselho Federal de Psicologia e a Secretaria de Direitos Humanos manifestaram-se contra a alteração.

Pelo Twitter, Feliciano disse considerar o projeto polêmico, mas afirmou que sua função é apenas colocar o texto na pauta de votação. "Sou apenas o mediador. Não podemos fugir de assuntos como este."