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sábado, 13 de junho de 2015

LOPLOP APRESENTA OS MEMBROS DO GRUPO SURREALISTA

A obra de arte Loplop Apresenta os Membros do Grupo Surrealista, do pintor surrealista alemão Max Ernst é uma colagem e faz parte de uma série criada entre os anos de 1929 e 1932 e que mostrava uma criatura semelhante a um pássaro, que os títulos revelam chamar-se "Loplop, pássaro superior".


Ao longo da série, Loplop ganha uma qualidade enigmática apresentando diferentes feições. Todas as obras começam com a frase em francês "Loplop présente..." e a composição mostra o personagem avícola mostrando uma imagem retangular aos espectadores.

A obra apresentada hoje foi publicada no ano de 1921 em uma edição da revista surrealista Le Surréalisme au Service de la Révolution, sob o título de Reunião de Amigos 1931. A colagem era um sinal de que os próprios artistas do movimento surrealista se enxergavam como um grupo formal.

A obra mostra personalidades como André Breton, Pablo Picasso e Andre Duchamp, bem como seus antecessores ideológicos: Dostoiévski e Giorgio de Chirico. A colagem só inclui sete dos integrantes originais do grupo, mas inclui novos participantes, como Salvador Dalí e Yves Tanguy. O objetivo da obra é reproduzir a opinião de Ernst sobre os verdadeiros surrealistas.

A peça é essencialmente uma imagem dentro de outra. A cabeça de Loplop é visível de perfil, emergindo acima de uma grande composição retangular, que se trata de uma técnica mista de colagem com fotos de dezenove membros do grupo. As personalidades estão dispostas de maneira assimétrica, a maioria amontoada dentro do retângulo preto que domina o campo esquerdo da imagem.

4 DETALHES DE LOPLOP APRESENTA OS MEMBROS DO GRUPO SURREALISTA SE DESTACAM:

1. LOCALIZAÇÃO DAS FIGURAS:

No centro do retângulo preto encontram-se as figuras de Dalí e do próprio Ernst. Sua localização indica que a disposição das figuras não foi aleatória, mas um "mapa" representativo da posição de cada membro dentro do grupo.

2. MÃOS SEM BRAÇO:

Sete mãos sem corpo aparecem na imagem. Essas mãos simbolizam a teatralidade e diferem das demais obras da série Loplop, nas quais aparecem, em geral, duas mãos: as do próprio Loplop segurando o cartaz ou apontando na direção da imagem central da composição.

3. DUCHAMP:

Duchamp aparece no canto direito da composição, de costas para o grupo. O fato de aparecer escalando uma parede pode ser uma referência a seu envolvimento cada vez menor com o grupo dos surrealistas.


4. ANDRÉ BRETON:

O líder dos surrealistas, André Breton, ocupa o centro da composição em uma postura de autoridade, com o braço erguido, como se estivesse prestes a desferir um golpe.

FICHA TÉCNICA - LOPLOP APRESENTA OS MEMBROS DO GRUPO SURREALISTA:

Autor: Max Ernst
Onde ver: Museum of Modern Art, Nova York, EUA
Ano: 1931
Técnica: Cópias fotográficas cortadas e coladas, papel impresso, lápis e frottage a lápis
Tamanho: 50cm x 33,6cm
Movimento: Surrealismo

sábado, 17 de janeiro de 2015

CELEBES

Celebes, do pintor alemão Max Ernst é a obra de arte homenageada hoje pelo projeto Um Pouco de Arte para sua Vida. A obra surrealista foi a primeira pintura em grande escala do artista e passou a ser conhecida carinhosamente como O elefante Celebes, em referência à criatura que domina a moldura.


Celebes é uma obra significativa porque marca o período de transição de Ernst do dadaísmo para o surrealismo. O pintor era fascinado pela teoria do inconsciente de Freud e pelo método de livre associação que o psicanalista usava ao explorar o inconsciente de seus pacientes. Esse interesse tornou-se a base do que os surrealistas chamaram de automatismo. A obra surrealista foi a primeira pintura em grande escala do artista e passou a ser conhecida carinhosamente como O elefante Celebes, em referência à criatura que domina a moldura.

O pintor permitiu que a composição e a forma surgissem organicamente sobre a tela, por isso não existe trabalho preparatório para a obra. O que se sabe é que Ernst escolheu como tema um verso de uma canção popular entre escolares alemães. Isso confirma sua ligação pessoal com os tanques que conheceu quando serviu a Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Além disso, outro ponto reforçado pela obra é a ideia que o pintor tinha na infância de o que seria um elefante.

O uso de objetos díspares para moldar a forma elefantina de Celebes imita as técnicas que Ernst empregava em suas colagens. A massa volumosa que constitui o corpo do animal é baseada na foto de um silo sudanês. A argila foi pintada em tons metálicos, o que confere à criação uma estética militar contemporânea. Enquanto isso a "carne" mole e ondulante acima das pernas revela as origens orgânicas.

5 detalhes de Celebes se destacam:

1. Figura sem cabeça:

Cortada pela cintura, a figura sem cabeça gesticula em primeiro plano. O movimento cria a sensação de espaço e até mesmo ação fora da tela.

2. Tanque militar:

A criatura que, em tese, é um elefante lembra um tanque militar e o elemento mecânico em suas costas sugere a torre de um canhão do veículo

3. Chifres:

A linha branca e áspera chama a atenção do observador para os chifres que, em meio a tons de cinza, se assemelham a ossos brancos e limpos em um campo de batalha.

4. Sombras:

As sombras pintadas de maneira exagerada criam no observador uma sensação de inquietação.

5. Tromba:

A tromba do animal/veículo foi pintada seguindo o mesmo estilo do corpo, mas com um pincel menor. Isso permte detalhes de textura e acaba por enfatizar que, embora intrínseca ao todo, ela é um objeto estranho.

Ficha Técnica - Celebes:

Autor: Max Ernst
Onde ver: Tate Modern, Londres, Reino Unido
Ano: 1921
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 125,4cm x 107,9cm
Movimento: Surrealismo

Com Universia Brasil