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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ÁLBUM

CLUBE DA ESQUINA 2 - 1978 - MILTON NASCIMENTO

Clube da Esquina 2 é o décimo segundo álbum de Milton Nascimento. Gravado em 1978, contou com a participação de uma verdadeira constelação de músicos e intérpretes convidados, como Francis Hime, João Donato, Elis Regina, Joyce, Chico Buarque, Gonzaguinha e Azimuth, entre outros.


Lado Um
1. Credo (Milton Nascimento, Fernando Brant)
Participação: Grupo Tacuabé
2. Nascente (Flávio Venturini, Murilo Antunes)
Participação: Flávio Venturini
3. Ruas da Cidade (Lô Borges, Márcio Borges)
Participação: Lô Borges
4. Paixão e Fé (Tavinho Moura, Fernando Brant)
Participação: Canarinhos de Petrópolis
5. Casamiento de Negros (Violeta Parra)
Participação: Grupo Tacuabé
6. Olho d'Água (Paulo Jobim, Ronaldo Bastos)
Participação: Canarinhos de Petrópolis


Lado Dois
1. Canoa, Canoa (Nelson Angelo, Fernando Brant)
2. O Que Foi Feito Deverá (Milton Nascimento, Fernando Brant)/O Que Foi Feito de Vera (Milton Nascimento, Márcio Borges)
Participação: Elis Regina, Gonzaguinha e Lô Borges
3. Mistérios (Joyce, Maurício Maestro)
Participação: Boca Livre
4. Pão e Água (Lô Borges, Márcio Borges, Roger Mota)
Participação: Lô Borges
5. E Daí? (A Queda) (Milton Nascimento, Ruy Guerra)


Lado Três
1. Canção Amiga (Milton Nascimento, Carlos Drummond de Andrade)
Participação: Kiko
2. Canción por la Unidad de Latino America (Pablo Milanés, Chico Buarque)
Participação: Chico Buarque
3. Tanto (Beto Guedes, Ronaldo Bastos)
Participação: Beto Guedes e Lô Borges
4. Dona Olímpia (Toninho Horta, Ronaldo Bastos)
5. Testamento (Nelson Angelo, Milton Nascimento)
6. A Sede do Peixe (Para o que Não Tem Solução) (Milton Nascimento, Márcio Borges)


Lado Quatro
1. Léo (Milton Nascimento, Chico Buarque)
2. Maria, Maria (Milton Nascimento, Fernando Brant)
3. Toshiro (Novelli)
Participação Vocal: Cristiano
4. Reis e Rainhas do Maracatu (Milton Nascimento, Novelli, Nelson Angelo, Fran)
Participação: Azimuth
5. Que Bom Amigo (Milton Nascimento)


Arranjos – César Camargo Mariano, Francis Hime, Milton Nascimento
Baixo – Milton Nascimento, Toninho Horta
Clarinete – José Botelho
Regência – César Camargo Mariano
Bateria – Beto Guedes, Ivan Conti (Mamão), Nenê, Tutty Moreno
Produção executiva – Ronaldo Bastos
Flauta – Danilo Caymmi, Mauro Senise
Guitarr e violão – Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento, Nelson Angelo, Tavinho Moura, Toninho Horta
Harmônica – Mauricio Einhorn
Orgão – Wagner Tiso
Percussão – Milton Nascimento, Nelson Angelo, Nenê
Piano – Flávio Venturini, Francis Hime, José Roberto Bertrami, João Donato, Milton Nascimento, Wagner Tiso
Trombone – João Donato
Trompete – Márcio Montarroyos, Toninho Horta
Vocais – Bebeto, Beto Guedes, Chico Buarque, Claudio Nucci, Cristina Buarque, César Camargo Mariano, Elis Regina, Lô Borges, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Nelson Angelo, Toninho Horta

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

RENASCER - 1976 - NANA CAYMMI

Lançado em 1976, pela CID (Companhia Industrial de Discos), Renascer é o sexto disco de Dinahir Tostes Caymmi, a Nana Caymmi. O show de lançamento foi no Teatro Opinião, e a canção "Beijo Partido" (Toninho Horta), do disco anterior, foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital" (TV Globo).


Conhecida, entre outras coisas, pelo extremo bom gosto, Nana recheou o disco com canções assinadas por alguns dos mais importantes compositores da música brasileira. O time de músicos é excelente. Difícil destacar alguma faixa, mas a curiosidade fica por conta da letra cheia de metáforas do samba "Aperta Outro", de Danilo Caymmi e Ana Terra.


Lado 1
01 - Mãos de afeto  (Vitor Martins - Ivan Lins)
02 - Boca a boca  (Milton Nascimento - Fernando Brant)
03 - Codajás  (Danilo Caymmi - Ronaldo Bastos)
04 - Sacramento  (Milton Nascimento - Nelson Ângelo)
05 - A dor a mais   (Francis Hime - Vinicius de Moraes
06 - Sodade meu bem, sodade  (Zé do Norte)

Lado 2
01 - Desenredo  (Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro)
02 - Dupla traição  (Djavan)
03 - Branca dias  (Cacaso - Edu Lobo)
04 - Pois é  (Chico Buarque - Tom Jobim)
05 - Tati, a garota   (Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro)
06 - Aperta outro   (Ana Terra - Danilo Caymmi)


João Donato - piano
Dori Caymmi - piano, violão, voz (2), arranjos
Danilo Caymmi - violão, flauta
Fernando Leporace - baixo
Gegê - bateria
Nelson Ângelo - violão
Novelli - baixo
Robertinho Silva - bateria
Rubinho Moreira - bateria, percussão
Luiz Alves - baixo acústico
Hélio Delmiro - guitarra
Milton Nascimento - voz, violão

sábado, 15 de outubro de 2016

COVER DO SÁBADO

Flor de Maracujá, música de João Donato e Lysias Ênio, foi lançada por Gal Costa, no disco Cantar, de 1974. Um dos melhores trabalhos de Gal, o disco conta ainda com clássicos como Barato Total (Caetano Veloso), Até Quem Sabe (Donato e Lysias), A Rã (Donato e Caetano) e Canção Que Morre no Ar (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), entre outros.


Em 1996, João Donato incluiu a canção em seu disco Coisas Tão Simples, e em 2007, Flor de Maracujá fez parte  do disco com a trilha sonora da série Amazônia, da Rede Globo.

domingo, 22 de março de 2015

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ÁLBUM DA QUINTA

A BAD DONATO - 1970 - JOÃO DONATO

A Bad Donato é um álbum do compositor brasileiro João Donato, gravado em 1970 e tendo como característica a fusão de MPB com jazz, funk rock e eletrônica. Mais tarde, ele revelaria que não sabia o que queria e nem como gravaria, mas teve na época, todo o apoio da gravadora, a Blue Tumb Records.

Em 1970, João Donato – já mais de uma década morando nos EUA (mudou-se para lá em 1959) e com trabalhos com Mongo Santamaria (quando saiu do conjunto foi substituído por Chick Corea), Tito Puente e Cal Tjader – decidiu gravar, em Los Angeles, um disco em que fizesse uma fusão de MPB com jazz, funk rock e música eletrônica.


Donato não sabia o que queria nem como gravaria. Ganhou autorização da gravadora para comprar os instrumentos que achasse necessário e tempo para ficar em casa descobrindo como tirar cada som dos teclados.

Quando entrou nos estúdios, Donato já tinha idéias mais claras. Pretendia usar instrumentos em dupla (duas guitarras, dois trompetes, dois pianos, dois trombones, duas baterias...) e sabia também com quem queria cercar-se: músicos americanos com quem já trabalhara (o saxofonista Ernie Watts, o flautista Bud Shank, o trompetista Jimmy Zito, o clarinetista Don Meza) e velhos parceiros do tempo da bossa nova, como o baterista Dom Um Romão e o violonista Oscar Castro Neves (ambos também morando havia anos nos EUA).

Quando já estava no estúdio, Donato recebeu telefonema de Eumir Deodato que, entusiasmado com o que ouviu, se ofereceu para fazer os arranjos. Foi aceito. Muitos músicos convocados por Donato integraram a orquestra de Stan Kenton, o que de certa forma fechava um ciclo na carreira do músico brasileiro: era Kenton seu modelo de compositor-arranjador quando começou a tirar as primeiras notas do piano, nos anos 40.


Em A Bad Donato, que reúne dez composições próprias e inéditas, ele se mostrava antenado com o que acontecia na época, do psicodelismo ao movimento hippie, do interesse pela astrologia às experiências com o LSD. Basta ver o nome de algumas das composições, como Celestial Showers, Luna Tune (originalmente batizada por Emil Richards como Two After One em referência ao horário que foi gravada) e Straight Jacket. 

O disco também seria um antecipador da onda discoteca, além de servir de modelo para trabalhos posteriores tanto de conterrâneos de João Donato (como o antigo parceiro Dom Um Romão, o percursionista Airto Moreira, o trombonista Raul de Souza e, principalmente, Eumir Deodato, que alcançaria sucesso planetário com sua versão de Also Sprach Zarathustra) quanto de músicos americanos, como o tecladista George Duke, o contrabaixista Stanley Clarke e o vibracionista Cal Tjader.


Lado 1
1. The Frog (A Rã) (João Donato)
2. Celestial Showers (João Donato)
3. Bambu (João Donato)
4. Lunar Tune (João Donato)
5. Cadê Jodel? (The Beautiful One) (João Donato)

Lado 2
1. Debutante's Ball (João Donato)
2. Straight Jacket (João Donato)
3. Mosquito (Fly) (João Donato)
4. Almas Irmãs (João Donato)
5. Malandro (João Donato)


João Donato: órgão, piano
Ernie Watts, Jack Nimitz, Bill Hood, Don Menza: clarinete
Pete Candoli, Conti Candoli, Jimmy Zito: trompete
Jimmy Cleveland, Ken Shroyer: trombone
Bud Shank: flauta
Oscar Castro Neves: violão
Warren Klein: guitarra
Chuck Domanico: baixo
Mark Stevens, Paulinho Magalhães, Dom Um Romão: bateria
Joe Porcaro, Emil Richards: percussão


br-instrumental.blogspot.com.br

terça-feira, 14 de maio de 2013

BIOGRAFIA


Publicação revela lado humano de Chet Baker
"Funny Valentine", que chega às livrarias 25 anos após sua morte, fala sobre a agressão que mudou sua carreira
RONALDO EVANGELISTACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Chet Baker cantava Edu Lobo e Antonio Carlos Jobim. Ao piano, João Donato. Mil novecentos e sessenta e seis, Califórnia. Durante algumas semanas, The João Donato Trio featuring Chet Baker se apresentou no clube Trident, na pequena Sausalito, Baía de São Francisco.

Até o dia em que Chet Baker apareceu, atrasado como sempre, mas dessa vez com um lenço sobre a boca ensanguentada. Havia sido espancado, segundo ele por "cinco jovens negros, sem motivo aparente".
Não tocou mais naquela noite nem nas próximas, abortou-se o plano de um disco João Donato/Chet Baker, e a carreira do trompetista demorou para se recuperar. 

Como consequência da agressão, acabou removendo todos seus dentes superiores e, quando conseguiu voltar a tocar, já era outro.

"Fiquei chateado, claro --ver aquilo acontecer com uma pessoa bonita, com quem eu trabalhava todos os dias. Ele não podia tocar da mesma maneira depois disso. Então eu o mandei para casa e disse, se cuide", lembra Donato, na biografia "Funny Valentine", do britânico Matthew Ruddick, que conta a história de Chet Baker de um ponto de vista mais humano.

A história da agressão que mudou sua carreira, bem quando mais tinha contato com a música brasileira, é um dos vários pontos da vida de Chet Baker abordados no longo livro. São mais de 800 páginas na versão inglesa da biografia, que também inclui discografia completa e comentada do trompetista.

"Ele exerce um fascínio que se estende para além do jazz", comentou Ruddick, em entrevista à Folha.

"E isso continua a existir, esse fascínio com seu tom frágil de tocar, seu canto delicado. E, claro, com o visual dele --no começo, quando ele era bonito como uma estrela de cinema, e também nos anos mais tarde, quando seu estilo de vida cobrava seu preço."

Com seu toque cristalino, voz romântica e sorriso de Mona Lisa, e sua história tão ligada a drogas, mulheres, carros, prisões, Chet Baker é grande figura cult, que já inspirou tributos, documentários, homenagens, relançamentos de suas centenas de discos, fama em vida e póstuma.

DROGAS
Vinte e cinco anos depois de sua misteriosa morte, ao cair de uma janela de quarto de hotel em Amsterdã, na madrugada de 13 de maio de 1988 --outra história investigada na biografia--, continua um dos nomes que mais atraem interesse no jazz.

Tão famoso por sua longa e intensa relação com a heroína como com a música, o Chet Baker que se revela em "Funny Valentine" é um personagem algo mais humano, com um perfil mais completo e musical que o de sua outra biografia famosa de alguns anos atrás, "No Fundo de um Sonho" (lançada no Brasil pela Companhia das Letras).

"Foi relativamente fácil falar sobre as drogas", disse Ruddick. "Porque James Gavin, autor de 'No Fundo de um Sonho', explorou a questão com profundidade --a ponto de vários músicos com quem falei terem sentido que o livro não focava suficientemente na música. Então, me propus a criar um retrato mais equilibrado de Chet."

Baseado em Hong Kong há oito anos, o autor conta que falou com um total de mais de 150 músicos e amigos do trompetista.

"Comecei a trabalhar no livro quando morava em Londres, estava em contato com o filho de Chet, Paul Baker", conta Ruddick. "Mas infelizmente sua mãe, a terceira mulher de Chet, Carol Baker, decidiu que meu livro poderia atrapalhar seus planos de vender os direitos de imagem de Chet para um produtor de Hollywood fazer um filme", diz.

"Nos anos seguintes, a internet explodiu e tornou minha pesquisa muito mais fácil. Fiz muitas entrevistas por telefone, mas também encontrei pessoalmente com um número de pessoas chave em viagens à Europa e aos Estados Unidos", afirma.