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quarta-feira, 23 de maio de 2018

ÁLBUM

MPB4 - 10 ANOS DEPOIS - 1975


Lado 1
1 – De Frente Pro Crime (João Bosco/Aldir Blanc)
2 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá/Antônio Maria)
3 – Galope (Gonzaguinha)
4 – Canto Triste (Edu Lobo/Vinícius de Moraes)
5 – Passaredo (Francis Hime/Chico Buarque)
6 – Ana Luisa (Tom Jobim) com Quarteto em Cy

Lado 2
1 – Pressentimento (Élton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho) com Quarteto Em Cy
2 – Praias Desertas (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
3 – Amei Tanto (Baden Powell/Vinícius de Moraes) com Quarteto Em Cy
4 – Evangelho (Dori Caymmi/Paulo César Pinheiro)
5 – Assim Seja Amém (Gonzaguinha/Miltinho)
6 – Vera Cruz (Milton Nascimento/Márcio Borges)


Aquiles, Magro (arranjos), Miltinho, Ruy
Chiquinho do Acordeon (acordeon)
Cream Crackers (Percussão)
Luiz Cláudio Ramos e Meira (violão)
Luna (surdo)
Ivan Conti “Mamao”, Paulinho Braga (bateria)
Neco, Canhoto (cavaquinho)
Sérgio Barroso, Tião Marinho, Novelli (contrabaixo)
Antonio Adolfo (piano)
Alexandre (baixo elétrico)
Antônio Candido Sobrinho, Ari Paulo da Silva, Zdenek Svab (trompa)
Hermes Cortesini, Peninha, Djalma Correia, Alberto das Neves, Chico Batera, Robertinho Silva (percussão)
Arthur Verocai (violão)
Celso Woltzenlongel, Frankling Correa da Silva, Jorginho da Flauta, Geraldo, Raul Mascarenhas, Altamiro Carrilho, Mauro Senise (flauta)
Jose Cardoso Botelho (clarinete)
Braz Limongi (oboé)
Francis Hime (arranjos)
Dino 7 Cordas (violão 7 cordas)
Nivaldo Ornellas (sax)
Wagner Tiso (piano, arranjo)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

AMIGO É PRA ESSAS COISAS* (1973) MPB4

Sérgio Luiz Gallina


- Salve
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo
- Um ano ou mais
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena
- Oh
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Todo amor um dia chega ao fim
- Triste
- É sempre assim
- Eu desejava um trago
- Garçom, mais dois
- Não sei quando eu lhe pago
- Se vê depois
- Estou desempregado
- Você está mais velho
- É
- Vida ruim
- Você está bem disposto
- Também sofri
- Mas não se vê no rosto
- Pode ser
- Você foi mais feliz
- Dei mais sorte com a Beatriz
- Pois é
- Vivo bem
- Prá frente é que se anda
- Você se lembra dela?
- Não
- Lhe apresentei
- Minha memória é fogo
- E o l'argent?
- Defendo algum no jogo
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse
- Prá que, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse
- Vá atrás
- Na morte a gente esquece
- Mas, no amor a gente fica em paz
- Adeus
- Toma mais um
- Já amolei bastante
- De jeito algum
- Muito obrigado, amigo
- Não tem de quê
- Por você ter me ouvido
- Amigo é prá essas coisas
- Tá
- Tome um cabral
- Sua amizade basta
- Pode faltar
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
------------------------------ ------------------------
*Aldir Blanc e Sílvio da Silva Jr

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Ou Bola ou Búlica
(João Bosco e Aldir Blanc)

É tanto, nem se discute no meio, tou meio tã-tã; lé-lé
Mas ninguém fica pra sempre na frente
te vejo amanhã; pois é
Barba, cabelo e bigode na marra você me arrancou
Mas quem tem cabelinho na venta não senta
Não vai nesse andor; morô?

Chega! Já foi tempo do "tá louca". Chega!
Dá um tempo, tô nas boca. Chega!
Eu nunca mais dormi de touca. Chega!
Nunca mais, nunca mais!

Selo, carimbo, estampilha no centro da cuca eu levei; calei
Mas sou marraio no jogo, no tronco, ferido eu sou rei; falei
Teu papo tatibitate, sotaque só vão te engasgar; por que
É bola ou búlica, todo esse jogo não dá pra enganar; nêga

Chega!...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

CONSTRUÇÃO - 1971 - CHICO BUARQUE

Construção, lançado em 1971, foi composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. O álbum é carregado de críticas ao regime militar, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo ("Cordão") e pelo estado indigno no qual as condições individuais se encontravam no país ("Construção"), além de algumas canções mais clássicas e pessoais ("Valsinha" e "Minha História").


O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP. Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada.


Construção teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter uma demanda de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos.


Lado 1
1. Deus lhe Pague (Chico Buarque) 3:19
2. Cotidiano (Chico Buarque) 2:49
3. Desalento (C. Buarque, Vinicius de Moraes) 2:48
4. Construção (Chico Buarque) 6:24

Lado 2
1. Cordão (Chico Buarque) 2:31
2. Olha Maria (Amparo) (C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim) 3:56
3. Samba de Orly (C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes) 2:40
4. Valsinha (C. Buarque, V. de Moraes) 2:00
5. Minha História (Gesú Bambino) (Lucio Dalla, Paola Pallotino; versão de C. Buarque) 3:01
6. Acalanto (Chico Buarque) 1:38


MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9
Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"
Trio Mocotó - percussão em ¨Samba de Orly ¨
Toquinho - violão em ¨Samba de Orly
Rogério Duprat - arranjos e regência
Magro - arranjos de base

segunda-feira, 3 de abril de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


O Pato
(Vinícius de Moraes e Toquinho)

Lá vem o pato
Pato aqui, pato acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há

O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela

domingo, 16 de outubro de 2016

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


De Frente Pro Crime
(João Bosco e Aldir Blanc)

Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...

O bar mais perto
Depressa lotou
Malandro junto
Com trabalhador
Um homem subiu
Na mesa do bar
E fez discurso
Prá vereador...

Veio o camelô vender
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer pastel
E um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu parar
E então...

Tá lá o corpo...

Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

CONSTRUÇÃO - 1971 - CHICO BUARQUE

Construção, lançado em 1971, foi composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. O álbum é carregado de críticas ao regime militar, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo ("Cordão") e pelo estado indigno no qual as condições individuais se encontravam no país ("Construção"), além de algumas canções mais clássicas e pessoais ("Valsinha" e "Minha História").


O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP. Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada.


Construção teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter uma demanda de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos.


Lado 1
1. Deus lhe Pague (Chico Buarque) 3:19
2. Cotidiano (Chico Buarque) 2:49
3. Desalento (C. Buarque, Vinicius de Moraes) 2:48
4. Construção (Chico Buarque) 6:24

Lado 2
1. Cordão (Chico Buarque) 2:31
2. Olha Maria (Amparo) (C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim) 3:56
3. Samba de Orly (C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes) 2:40
4. Valsinha (C. Buarque, V. de Moraes) 2:00
5. Minha História (Gesú Bambino) (Lucio Dalla, Paola Pallotino; versão de C. Buarque) 3:01
6. Acalanto (Chico Buarque) 1:38


MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9
Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"
Trio Mocotó - percussão em ¨Samba de Orly ¨
Toquinho - violão em ¨Samba de Orly
Rogério Duprat - arranjos e regência
Magro - arranjos de base

wikipedia

quarta-feira, 20 de julho de 2016

DIA DO AMIGO (DA ONÇA)


Amigo da Onça (Amigo é Pra Essas Coisas 2)
(Aldir Blanc e Silvio da Silva Jr.)

Salve 
Prazer rever você 
É, já faz um tempão 
Tamos aí 
E aqui, no mesmo bar 
Muita sorte ou azar 
Que cara é essa 

E aquele velho amor? 
O meu papo mudou 
O meu também 
Tô firme na poupança 
Dá pra ver pela pança 
Mas senta 
Traz dois sem colarinho 

Você se agarra direitinho no passado 
E o que há de errado 
Eu me dei bem assim 
À minha custa ou então de gente igual a mim 
Tá me gozando 
Eu nunca te fiz mal 
Pessoalmente, mas no todo é que eu encuco 
Ficou maluco 
Precisa se internar 

Sei que ando mal, pra variar 
Pois é, um pouco mais de humor 
Com a fome que eu tou 
Nem pense nisso 
Pede o de salaminho 
Sem bancar o bonzinho 

Mas, ora essa, tá me agredindo à beça 
Eu não estou pra conversa 
Então se manda 
Não temos que aturar 

Vão querer me encarar 
Cai fora ou vou chamar o guarda 
Por mim tu chama até o raio que o parta 

Ah, mas que falta 
Eu tenho pressão alta 
Mas quando assalta a quem é pobre, ela não sobe 
Não admito meu nome, meu valor 
Custa barato em qualquer casa de penhor 
É bom lembrar com quem tu tá falando 

Tô falando e andando 
Já basta 
Não topo gente rude 
Quem está incomodado que se mude 

Conheço meu lugar 
Então vá passear 
Que ingratidão 
Despeita um velho amigo 
Esse papo é antigo 

Não é possível, você não se comove 
Vai tomar teu "Engov" 
Teu caso só bordoada cura 
Tu é contra abertura 
Eu?

domingo, 17 de abril de 2016

DO FUNDO DO BAÚ

Uma Noite em 67 é um documentário brasileiro de 2010, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Com imagens de arquivo da Rede Record e depoimentos de músicos como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos, o documentário conta a história da final do "3º Festival da Música Popular Brasileira".


Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.


O júri era composto por 15 membros: Chico Anysio, Sandino Hohagen, Júlio Medaglia, Roberto Corte Real, Raul Duarte, Ferreira Gullar, Tereza Aragão, Carlos Manga, Roberto Freire, Luis Guedes, Carlos Vergueiro, Sebastião Bastos, Franco Paulino, Sérgio Cabral, Salomão Schwartzmann.


Os seis primeros colocados:

1º lugar: PONTEIO (Edu Lobo/Capinan) Edu Lobo y Marília Medalha con el Quarteto Novo y Momento Quatro. Arreglos de Airto Moreira
2º lugar: DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil) Gilberto Gil y Os Mutantes
3º lugar: RODA VIVA (Chico Buarque) Chico Buarque e MPB-4
4º lugar: ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso) Caetano Veloso y Os Beat Boys
5º lugar: MARIA, CARNAVAL E CINZAS (Lu¡z Carlos Paraná) Roberto Carlos y O Grupo
6º lugar: GABRIELA (Francisco Fuzzetti “Maranhão”) MPB-4


As outras finalistas:

BOM DIA (Nana Caymmi/Gilberto Gil) Nana Caymmi
A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller) Nara Leão y Sidney Miller
O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta) Elis Regina
BETO BOM DE BOLA (Sérgio Ricardo) Sérgio Ricardo
SAMBA DE MARIA (Francis Hime/Vinícius de Moraes) Jair Rodrigues
VENTANIA [De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando] (Hilton Acioly/Geraldo Vandré) Geraldo Vandré


Melhor letra: A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller)
Melhor intérprete: Elis Regina, O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta)
Melhor arranjo: Rogério Duprat, DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil)


wikipedia / http://festivalesdempb.blogspot.com.br/