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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SOLIDARIEDADE

Não se pode dizer que nós, os gaúchos, não cuidamos de nossas celebridades. 

Assim como aconteceu no episódio do despejo do poeta Luiz de Miranda, já se vislumbra uma mobilização pelo jornalista Kenny Braga, demitido da RBS. Já tem gente se propondo a fazer um abaixo-assinado, com 1 milhão de assinaturas, para que o presidente da empresa reconsidere.

Dá para ver que Kenny Braga, atualmente um "profissional que busca por recolocação" (termo politicamente correto para desempregado), é um homem de muitos amigos, o que é um mérito seu. Mas também há muita gente que achou injusta a demissão só porque não suporta o Paulo Sant'Ana.

Se a moda pega...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

DA SOLIDARIEDADE

Emocionante o apoio que o acidentado Michael Schumacher vem recebendo de seus ex-colegas de Fórmula 1 e outros solidários tantos.

Rubinho e Felipe Massa foram dos primeiros a colocar mensagens no Twitter. Mas será que não seria mais fácil ligar para um parente próximo pra manifestar essa solidariedade? Eu não tenho o telefone do Schumi, muito menos o de sua senhora, mas seus colegas, se não tem, podem conseguir com alguma facilidade.

E por via das dúvidas o recado “nas redes sociais” desses dois citados vai em português, que é pra facilitar o entendimento. Não do Schumacher, é claro.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

DA SOLIDARIEDADE

Mendigos são pessoas. Logo, têm mendigos simpáticos, emburrados, conformados, resignados, malvados, desaforados. Imagino que mendigos sintam fome. Muitas pessoas gostam de saciar, generosamente, a fome dos mendigos.

Uma das pérolas populares correntes é que “quem tem fome, pedras come”. (Por algum motivo, ditados populares são rimados.) O camarada está ali, portanto, sem condições de higiene, de dignidade, de nada. Que desaforo é esse de querer escolher comida?

Eu vejo seguidamente entregarem a mendigos (ou deixarem aquela sacolinha pendurada na lixeira) embalagens de Delivery (é mais phyno) dizendo que ali tem filé com alguma coisa.

Normalmente, é na proporção de um naquinho de filé (resto do prato) para quilos de arroz. E alfaces murchas (a salada). E essa gente fina, elegante e sincera se espanta com a falta de agradecimento dos mendigos.

Ora, por favor... Eu acho que ninguém tem obrigação de alimentar mendigo (Luiggi, o desalmado). Mas, se o fizer, pelo menos que o faça com decência.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

DA SOLIDARIEDADE

Não levo fé no ser humano. Para quem acompanha o blog não é novidade.
Mas nem nesse clima natalino? Pois foi esse clima natalino que me chamou a atenção a declaração de quase todos os voluntários envolvidos na entrega de presentes para despossuídos, preparação de ceias francas de natal em bandejões e outros congêneres.

 Inclusive já escrevi AQUI que muita generosidade sempre parece um tipo de faxina na consciência. Mas esse tipo de pensamento é para os descrentes, como eu.

Assistindo às reportagens sobre os solidários do Natal, vejo a maioria dos comentários com o seguinte jaez: “O presente, verdadeiramente, acaba sendo pra mim”, “É uma alegria poder ajudar a esses necessitados”, “Eu é que saio daqui alimentado”.

Mas parecem vampiros de miséria...