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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

DE JORNAL

Na sua coluna de sábado (27/12/2014) em ZH, David Coimbra exalta a índole honesta do povo brasileiro. Ilustra sua tese com uma história que aconteceu entre ele e um chofer de táxi aqui na MuiLeal, que depois de meses e meses lhe fez umas corridas de graça por conta de um troco não devolvido preteritamente.

Eu concordo, muitas pessoas são realmente honestas, mas, sem querer duvidar da idoneidade do citado motorista, essa história aconteceu com o David Coimbra, um sujeito relativamente conhecido na cidade. E sabemos nós como os muilealevalerosenses são deslumbrados com personalidades que aparecem na televisão. Tenho minhas dúvidas do desfecho do acontecido com um cidadão qualquer.

E, completando minha premissa anterior, de que as pessoas são honestas. Acho que sim, porém, muitas são honestas simplesmente por pura falta de opção. Quando a oportunidade aparece, essa índole escorreita fica pra trás. 

O problema é que a gente acha que político roubar dinheiro de merenda de creches e escolas é feio (e realmente é, muito), mas roubar sinal de TV a cabo é justificável.

domingo, 24 de agosto de 2014

DAVID COIMBRA

Gosto muito do David Coimbra. Gosto mesmo. E temos origens meio parecidas: família pobre, pais separados, criados na zona norte da MuiLeal. A diferença é que ele chegou ainda jovem aonde não chegarei nem velho: escritor, colunista de jornal, comentarista de rádio e televisão. E participou do Sala de Redação! Logo, é mais inteligente e mais talentoso do que eu.


Mas isso não me impede de fazer uma criticazinha. Desde que foi morar nos EUA, só escreve sobre os EUA. Não sei se é decisão pessoal ou linha editorial. De repente, o Nélson ralhou: “Escreva sobre os EUA, rapaz!”. Mas acho que não.

Mas, pior do que isso. Acho que ele incorre num pequeno erro. Ele fala dos EUA (e dos americanos) como um todo, a partir da cidade em que mora. Imagine você: um americano vem morar no Brasil e se estabelece em Cacique Doble. Ou na MuiLeal, que seja. Ou em Salvadô (terra maravilhosa do amô e do tambô). Cada um desses lugares (assim como qualquer lugar e seus respectivos habitantes) têm suas características, vicissitudes e peculiaridades.
Mas, pode ser que todo esse texto seja apenas mais um motivo pra justificar a conclusão primeiro parágrafo.