Casa Forte, composição de Edu Lobo, apareceu pela primeira vez no disco do compositor, Cantiga de Longe, de 1970. O LP foi gravado no período em que Edu estava em Los Angeles estudadando orquestração e regência com Gil Evans e Albert Harris. Hermeto Pascoal e Airto Moreira participaram das gravações do disco, que teve a produção de Aloysio de Oliveira.
Em 1975, Flora Purim incluiu a música no disco Stories to Tell, que teve a participação de Ron Carter, Miroslav Vitous, Raul de Souza, Airto Moreira, Oscar Castro-Neves, Earl Klugh, George Duke e Carlos Santana.
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sábado, 25 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Eduardo de Góes Lobo nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Filho do compositor Fernando Lobo (Chuvas de Verão, Nega Maluca, Ninguém me Ama), estudou acordeão dos 8 aos 14 anos, quando se interessou por violão, recebendo as primeiras lições de Theo de Barros, seu amigo de infância. Cursou até o terceiro ano de Direito.
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era argola, ferro, chibata e pau
Como um sangue novo
Vento virador no clarão do mar
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1962, gravou seu primeiro compacto, com composições suas influenciadas pela bossa nova e com o texto da contracapa assinado por Vinícius de Moraes. Em seguida, sob a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Ruy Guerra, passou a trabalhar também uma temática mais social.
Em 1964 teve uma música incluída no espetáculo Opinião e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para compor a trilha sonora de "Arena conta Zumbi", peça teatral de Guarnieri e Augusto Boal.
Venceu, em 1965, o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com "Arrastão" (letra de Vinícius de Moraes), defendida por Elis Regina. Também venceu o III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "Ponteio" (letra de Capinam), que interpretou com Marília Medalha, o grupo vocal Momento 4 (Ricardo Villas, David Tygel, Zé Rodrix e Maurício Maestro) e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo do Monte).
Ao ganhar esse festival, Edu Lobo aceitou a primeira proposta que teve para tocar fora do Brasil, desgostoso e temeroso com o rumo que tomavam as carreiras dos participantes de festivais. Chegou a dizer que se sentia como um cavalo em que as pessoas apostavam para ver quem levaria o primeiro prêmio. É autor de várias músicas memoráveis, entre elas Lero Lero, Corrida de Jangada, Viola fora de Moda e toda sua parceria com Chico Buarque.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo
Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar
Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar...
sexta-feira, 19 de junho de 2015
MÚSICA NA SEXTA
Maysa Figueira
Monjardim Matarazzo nasceu em São Paulo, em 1936.
Em 1956, durante uma reunião familiar, foi convidada pelo produtor Roberto
Côrte-Real para gravar um disco. O álbum Convite
para ouvir Maysa (todo preenchido com composições próprias) foi gravado logo
após o nascimento de seu único filho, Jayme Monjardim. O disco, gravado apenas em
caráter beneficente (toda sua renda fora destinada ao Hospital do Câncer de
Dona Carmen Annes Dias Prudente), logo começou a fazer sucesso, tocando nas
rádios paulistas e cariocas. Pouco a pouco, a carreira de Maysa foi adquirindo
um caráter profissional, o que descontentou seu marido André Matarazzo e logo
levou seu casamento à ruína. Já em 1957 (ainda não desquitada), Maysa era
contratada da TV Record paulista, com um programa só seu, patrocinado pela Abrasivos
Bombril, tendo acabado de gravar seu segundo disco, de 10 polegadas, intitulado
Maysa.
Em 1957, com menos de um ano de carreira, no julgamento
anual dos cronistas de Rádio de São Paulo, para a escolha de Os Melhores do Ano
de 1956, Maysa foi apontada como A maior revelação feminina, melhor compositor
e melhor letrista. O Clube dos Cronistas de Discos concedeu-lhe o título de maior cantora do ano. No ano seguinte, foi premiada com o disputado Troféu
Roquette Pinto de melhor cantora de 1958. No ano anterior, ela já havia
recebido o mesmo prêmio como cantora revelação de 1957. O jornal O Globo, que
em 1957 havia conferido a ela o Disco de Ouro de cantora revelação, agora
também a premiava como a principal voz feminina do país. Também seria de Maysa
naquele ano o Troféu Chico Viola, para o melhor disco de 1958.
Em 1958 (já desquitada) muda-se para o Rio de Janeiro, então
Capital Federal, e se torna também contratada da TV Rio, com um programa só seu
patrocinado pelos Biscoitos Piraquê. Lança seu terceiro disco (agora de 12
polegadas) intitulado Convite para Ouvir Maysa nº 2. O disco foi considerado,
pela crítica, musicalmente irretocável, tornando-se campeão de vendas, e a canção Meu Mundo Caiu foi o maior sucesso do ano. Até o fim da
década, Maysa seguiria acumulando diversos prêmios e vendo a
carreira e popularidade em crescente ascensão. Seus discos eram campeões de
vendas e seus programas de televisão eram muito prestigiados. Ainda em 1958 ela
se tornaria a melhor e mais bem paga cantora do Brasil.
Demais foi gravada primeiramente no seu disco ao vivo de
1964, junto de I've Got You Under My Skin (Cole Porter). Em 1966, foi gravada em
estúdio no seu disco Maysa, junto com "Meu Mundo Caiu" e “Preciso
Aprender a Ser Só".
Demais
Tom Jobim / Aloysio de Oliveira
Todos acham que eu falo demais
E que eu ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar
Dizem até que ando rindo demais
E que eu conto anedotas demais
Que eu não largo o cigarro
E dirijo o meu carro
Correndo, chegando, no mesmo lugar
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar toda a vida esquecendo você
E a razão por que vivo esses dias banais
É porque ando triste, ando triste demais
E é por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais
É porque meu amor por você é imenso demais
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