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segunda-feira, 2 de setembro de 2019
domingo, 2 de setembro de 2018
segunda-feira, 2 de julho de 2018
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
DE FRENTE PRO CRIME (1979) JOÃO BOSCO
Sérgio Luiz Gallina
Tá lá o corpo estendido no chão
Em vez de rosto a foto de um gol
Em vez de reza a praga de alguém
E um silêncio servindo de amém
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O bar mais perto depressa lotou
Malandro junto com trabalhador
Um homem subiu na mesa do bar
E fez discurso prá vereador
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Veio camelô vender
Anel, cordão, perfume barato
Baiana pra fazer pastel
E um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo na porta-bandeira
E a moçada resolveu
Parar e então
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Tá lá um corpo estendido no chão
Em vez de rosto a foto de um gol
Em vez de reza uma praga de alguém
E um silêncio servindo de amém
----
Sem pressa foi cada um pro seu lado
Pensando numa mulher ou num time
Olhei o corpo no chão e fechei
Minha janela de frente pro crime
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Veio camelô vender...
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quinta-feira, 26 de abril de 2018
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
AMIGO É PRA ESSAS COISAS* (1973) MPB4
Sérgio Luiz Gallina
- Salve
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo
- Um ano ou mais
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena
- Oh
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Todo amor um dia chega ao fim
- Triste
- É sempre assim
- Eu desejava um trago
- Garçom, mais dois
- Não sei quando eu lhe pago
- Se vê depois
- Estou desempregado
- Você está mais velho
- É
- Vida ruim
- Você está bem disposto
- Também sofri
- Mas não se vê no rosto
- Pode ser
- Você foi mais feliz
- Dei mais sorte com a Beatriz
- Pois é
- Vivo bem
- Prá frente é que se anda
- Você se lembra dela?
- Não
- Lhe apresentei
- Minha memória é fogo
- E o l'argent?
- Defendo algum no jogo
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse
- Prá que, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse
- Vá atrás
- Na morte a gente esquece
- Mas, no amor a gente fica em paz
- Adeus
- Toma mais um
- Já amolei bastante
- De jeito algum
- Muito obrigado, amigo
- Não tem de quê
- Por você ter me ouvido
- Amigo é prá essas coisas
- Tá
- Tome um cabral
- Sua amizade basta
- Pode faltar
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
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segunda-feira, 5 de março de 2018
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Siri Recheado e o Cacete
(João Bosco e Aldir Blanc)
Sai com a patroa pra pescar
No canal da barra uns siris pra rechear
Siri como ela encheu de me avisar
Era o prato predileto do meu compadre anescar
Levei arrastão e três puçás
Um de cabo outros dois de jogar
De isca um sebo da véspera, e pra completar cachaça iemanjá
Birita que dá garantia de ter maré cheia
Choveu siri do patola, manteiga, azulão, um camaleão,
No tapa a minha patroa espantou três sereias.
Na volta ônibus cheio o balde derramou
Em pleno coletivo um gato se encrespou
O velho trocador até gritou: - não bebo mais!
Siri passando em roleta, mesmo pra mim é demais!
De medo o motorista perdeu a direção
Fez um golpe de vista, raspou num caminhão
Pegou um pipoqueiro, um padre, entrou num butiquim
O português da gerência, quase voltou pra almerim...
Quiseram autuar nossos siris
Mas minha patroa subornou a guarnição
Então os cana-dura mais gentis
Levaram a gente e os siris pra casa na abolição
Depois do "té logo", "um abração"
Fui botar os siris pra ferver
Dentro da lata de banha
Era um tal de chiar, pagava pra ver
Tranqüilo o compadre anescar colocando o azeite
Foi um trabalho de cão, mas valeu o suor
Croquete, bobó, panqueca, siri recheado, fritada e o cacete.
O anescar chegou com uma de alambique
Me perguntou se eu era mendonça ou dinamite
Abri uma lourinha, trouxe um prato de croquete
O anescar mordeu um, feito que come gilete
Baixou minha patroa: anesca, que qui há?
O anescar gemeu: dieta de lascar
O médico mandou que eu coma tudo que pintar
Até cerveja e cachaça
Menos os frutos do mar.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
JOÃO BOSCO - 1973 - JOÃO BOSCO
João Bosco é o primeiro álbum do cantor, músico e compositor mineiro João Bosco, lançado em 1973. Destaque para "Bala Com Bala" (sucesso na voz de Elis Regina), "Boi", "Tristeza de uma Embolada", "Quilombo", parcerias com Aldir Blanc), e "Bernardo, o Eremita", "Quem Será?" e "Amon Rá e O Cavalo de Tróia", compostas com Paulo Emílio e Cláudio Tolomei). O texto da contracapa é de Tom Jobim, e entre os músicos estão Luiz Eça, Bebeto e Hélcio Milito, o Tamba Trio. Cordas e sopros não são apontados na ficha técnica.
Lado A
1. Tristeza de uma Embolada (João Bosco/Aldir Blanc)
2. Nada a Desculpar (João Bosco/Aldir Blanc)
3. Boi (João Bosco/Aldir Blanc)
4. Angra (João Bosco/Aldir Blanc)
5. Quilombo (João Bosco/Aldir Blanc)
6. Bala com Bala (João Bosco/Aldir Blanc)
Lado B
1. Bernardo, o Eremita (João Bosco/Aldir Blanc/Cláudio Tolomei)
2. Quem Será? (João Bosco/Aldir Blanc/Paulo Emílio)
3. Fatalidade (Balconista Teve Morte Instântanea) (João Bosco/Aldir Blanc)
4. Alferes (João Bosco/Aldir Blanc)
6. Amon Rá e o Cavalo de Tróia (João Bosco/Paulo Emílio)
João Bosco: Violão e voz
Luiz Eça: Piano, órgão e arranjos ("Boi", "Angra", "Bala com bala", "Alferes" e "Amon Rá e o Cavalo de Tróia")
Aristeu Reis: Guitarra
Cláudio: Baixo
Dirceu: Bateria
Bebeto: Baixo, flauta e ritmo
Everaldo: Bateria e ritmo
Chico Batera: Bateria e ritmo
Hélcio Milito: Tamba e ritmo
Rubão: Tumba
Guilherme: Surdo, ritmo
Rogério Duprat: Arranjos ("Tristeza de uma embolada", "Nada a desculpar", "Quilombo", "Bernardo, o Eremita", "Quem será?" e "Fatalidade")
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
GALOS DE BRIGA (1976) JOÃO BOSCO
Lado 1
1. Gol anulado
2. Incompatibilidade de gênios
3. O cavaleiro e os moinhos
4. Rumbando
5. Vida noturna
6. O ronco da cuíca
Lado 2
1. Miss Suéter (participação de Ângela Maria)
2. Latin lover
2. Latin lover
3. Galos de briga
4. Feminismo no Estácio
5. Transversal do tempo (participação de Toots Thielemans)
6. O rancho da goiabada
João Bosco - voz, violão
Luiz Eça - arranjos, piano
Paschoal Meirelles - bateria
Luizão - baixo
Toninho Horta - guitarra
Everaldo, Moura e Chacal - percussão
Toots Thielemans - harmônica
Dino - violão de sete cordas
Neco - cavaquinho
Maestro Nelsinho - trombone
Manoel Ferreira, Leonel Villar, Carlos Silva e Souza - violão
Wagner Dias - baixo
Chico Batera - percussão
Radamés Gnattali - arranjo (6B)
Barão - pratos, castanholas
Luciano Perrone - caixa, castanholas
Gilberto D’Ávila - bombo
Maestro Formiga, Heraldo e Hamilton - trompete
Manoel, João Luiz e Azevedo - trombone
Netinho - clarinete
Moacyr Marques “Bijou” - clarinete
Luiz Antonio Ferreira - bombardino
Zênio de Alencar - tuba
Coro do Joab - coro
Rildo Hora - produção
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Profissionalismo é Isso Aí
(João Bosco e Alfir Blanc)
Era eu e mais dez num pardieiro
No Estácio de Sá
Fazia biscate o dia inteiro
Pra não desovar
E quanto mais apertava o cinto
Mais magro ficava com as calças caindo
Sem nem pro cigarro, nenhum pra rangar...
Falei com os dez do pardieiro:
Do jeito que tá
Com a vida pela hora da morte
E vai piorar
Imposto, inflação cheirando a assalto
Juntamos as família na mesma quadrilha
Nos organizamos pra contra-assaltar...
Fizemos a divisão dos trabalhos
Mulher - suadouro, trotuá
Pivete - nas missas, nos sinais
Marmanjo - no arrocho, pó, chantagem,
Balão apagado, tudo o que pintar
E assim reformando o pardieiro
Penduramos placa no portão
Tiziu, cuspe-grosso e seus irmãos
Agora no ramo atacadista
Convidam pro angu de inauguração...
Tenteia, tenteia
Com o berro e saliva
Fizemos o pé-de-meia...
Hoje tenho status, mordomo, contatos,
Pertenço à situação
Mas não esqueço os velhos tempos
Domingo numa solenidade
Uma otoridade me abraçou
Bati-lhe a carteira, nem notou,
Levou meu relógio e eu nem vi
Já não há mais lugar pra amador!
Tenteia, tenteia...
(Ri melhor quem ri impune)
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Ou Bola ou Búlica
(João Bosco e Aldir Blanc)
É tanto, nem se discute no meio, tou meio tã-tã; lé-lé
Mas ninguém fica pra sempre na frente
te vejo amanhã; pois é
Barba, cabelo e bigode na marra você me arrancou
Mas quem tem cabelinho na venta não senta
Não vai nesse andor; morô?
Chega! Já foi tempo do "tá louca". Chega!
Dá um tempo, tô nas boca. Chega!
Eu nunca mais dormi de touca. Chega!
Nunca mais, nunca mais!
Selo, carimbo, estampilha no centro da cuca eu levei; calei
Mas sou marraio no jogo, no tronco, ferido eu sou rei; falei
Teu papo tatibitate, sotaque só vão te engasgar; por que
É bola ou búlica, todo esse jogo não dá pra enganar; nêga
Chega!...
sexta-feira, 5 de maio de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Tal mãe, tal filha
(João Bosco e Aldir Blanc)
Tiê, tiê, tiê, tiê, tiê, tiê, tiê, lelê
Antes de se arrancar falou que ia à luta
Oh filha da adúltera minha sogra
Deus a tenha o terror da Penha
Velha desbocada, centeralf nas peladas, braba de umbigada
Ai,o meu drama é que tal mãe, tal filha
Eu tô ficando careca, uma pilha
Essa mulher é minha urucubaca, ô vaca
Eu ando enchendo o funil de cachaça
Caio mais que ministro em desgraça
E ela por ai fumando de piteira
Fazendo topless em feira, ensaio e gafieira
Banca a artista, se cruza as pernas é aquela vista
Mostra mais que em ida ao ginecologista
Minha santa do pau oco,vais sambar
Não tenho mais saco pra te ouvir cascatear
Vai, ô liberada! Não fico mais de quatro
Cortei a verba do teu teatro
Arranja emprego,compra fiado
Tô tirando o time, parei com essa infeliz
Se o amor já anda fazendo água
Dou a descarga e tampo o nariz
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
A Nível De
(João Bosco e Aldir Blanc)
Vanderley e Odilon
são muito unidos
e vão pro Maracanã
todo domingo
criticando o casamento
e o papo mostra
que o casamento anda uma bosta...
Yolanda e Adelina
são muito unidas
e se fazem companhia
todo domingo
que os maridos vão pro jogo.
Yolanda aposta
que assim a nível de Proposta
o casamento anda uma bosta
e a Adelina não discorda.
Estruturou-se um troca-troca
e os quatro: hum-hum... oqué... tá bom... é...
Só que Odilon, não pegando bem a coisa,
agarrou o Vanderley e a Yolanda ó na Adelina.
Vanderley e Odilon
bem mais unidos
empataram capital
e estão montando
restaurante natural
cuja proposta
é cada um come o que gosta.
Yolanda e Adelina
bem mais unidas
acham viver um barato
e pra provar
tão fazendo artesanato
e pela amostra
Yolanda aposta na resposta.
E Adelina não discorda
que pinta e borda com o que gosta.
É positiva essa proposta
de quatro: hum-hum... oquéi... tá bom... é...
Só que Odilon
ensopapa o Vanderley com ciúme
e Adelina dá na cara de Yoyô...
Vanderley e Odilon
Yolanda e Adelina
cada um faz o que gosta
e o relacionamento... continua a mesma bosta!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Gol Anulado
(João Bosco e Aldir Blanc)
Quando você gritou mengo
No segundo gol do Zico
Tirei sem pensar o cinto
E bati até cansar
Três anos vivendo juntos
E eu sempre disse contente:
Minha preta é uma rainha
Porque não teme o batente,
Se garante na cozinha
E ainda é vasco doente
Daquele gol até hoje
O meu rádio está desligado
Como se irradiasse
O silêncio do amor terminado
Eu aprendi que a alegria
De quem está apaixonado
É como a falsa euforia
De um gol anulado
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Boca de Sapo
(João Bosco e Aldir Blanc)
Costurou na boca do sapo um resto de angu
A sobra do prato que o pato deixou.
Depois deu de rir feito Exu Caveira
marido infiel vai levar rasteira
E amarrou as pernas do sapo com a guia de vidro
que ele pensava que tinha perdido
Depois deu de rir feito Exu Caveira...
Tu tá branco, Honorato, que nem cal,
murcho feito o sapo, Honorato, no quintal
Do teu riso, Honorato, nem sinal.
Se o sapo dança, Honorato, tu, babau.
Definhou e acordou com um sonho contando a mandinga
E falou pra doida: meu santo me vinga
Mas ela se riu feito Exu Caveira...
E implorou: "Patroa, perdoa, eu quero viver
Afasta meus olhos de Obaluaiê".
Mas ela se riu feito Exu Caveira...
Tás virando, Honorato, varapau
Seco feito o sapo, Honorato, no quintal
Figa, reza, Honorato, o escambau.
Nada salva o sapo,Honorato, desse mal
domingo, 16 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
De Frente Pro Crime
(João Bosco e Aldir Blanc)
Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...
O bar mais perto
Depressa lotou
Malandro junto
Com trabalhador
Um homem subiu
Na mesa do bar
E fez discurso
Prá vereador...
Veio o camelô vender
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer pastel
E um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu parar
E então...
Tá lá o corpo...
Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime
sábado, 17 de setembro de 2016
COVER DO SÁBADO
Amigos Novos e Antigos, de João Bosco e Aldir Blanc, foi composta para Vanusa e gravada no disco que recebeu o nome da canção, de 1975. O disco conta ainda com composições de Luiz Melodia, Fagner e Antônio Marcos, Carlinhos Vergueiro, Sérgio Sá e Milton Nascimento e Fernando Brandt, entre outros.
Em 1981, João Bosco incluiu a música no disco Essa é Sua Vida, um de seus trabalhos menos conhecidos, mas um dos mais brilhantes. O disco tem também uma antológica versão de Agnus Sei e a primeira gravação de Corsário, que se tornaria mais conhecida em outras versões do autor.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Feminismo no Estácio
(João Bosco e Aldir Blanc)
Saiu só com a roupa do corpo
Num toró danado
Foi pros cafundó-do-Judas
Apanhou um resfriado
Voltou com a blusa rasgada
Entrou, não disse nada
Tô com dor-de-cotovelo
E com a cabeça inchada
É de amargar, é de amargar
Mas ela é maior e vacinada
Meu chapa eu caí das nuvens com cara-de-tacho
Essa nega tá pisando em mim, essa não, não sou capacho
Agora ando com a pulga atrás da orelha
A telha dessa nega tá avariada
Nega sem modos
Só não chio nem te dou pancada
Porque você é maior e vacinada
Sempre que a nega me torra penso em ir à forra
Se o distinto tem problema igual não é conselho, mas olha:
Fique sabendo quem se mete a manda-chuva
Quase, quase sempre é um chove-não-molha
Bem que eu queria dar com fé uma cacarecada
Mas minha nêga é maior e vacinada
sábado, 6 de agosto de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
DIA DO AMIGO (DA ONÇA)
Amigo da Onça (Amigo é Pra Essas Coisas 2)
(Aldir Blanc e Silvio da Silva Jr.)
Salve
Prazer rever você
É, já faz um tempão
Tamos aí
E aqui, no mesmo bar
Muita sorte ou azar
Que cara é essa
E aquele velho amor?
O meu papo mudou
O meu também
Tô firme na poupança
Dá pra ver pela pança
Mas senta
Traz dois sem colarinho
Você se agarra direitinho no passado
E o que há de errado
Eu me dei bem assim
À minha custa ou então de gente igual a mim
Tá me gozando
Eu nunca te fiz mal
Pessoalmente, mas no todo é que eu encuco
Ficou maluco
Precisa se internar
Sei que ando mal, pra variar
Pois é, um pouco mais de humor
Com a fome que eu tou
Nem pense nisso
Pede o de salaminho
Sem bancar o bonzinho
Mas, ora essa, tá me agredindo à beça
Eu não estou pra conversa
Então se manda
Não temos que aturar
Vão querer me encarar
Cai fora ou vou chamar o guarda
Por mim tu chama até o raio que o parta
Ah, mas que falta
Eu tenho pressão alta
Mas quando assalta a quem é pobre, ela não sobe
Não admito meu nome, meu valor
Custa barato em qualquer casa de penhor
É bom lembrar com quem tu tá falando
Tô falando e andando
Já basta
Não topo gente rude
Quem está incomodado que se mude
Conheço meu lugar
Então vá passear
Que ingratidão
Despeita um velho amigo
Esse papo é antigo
Não é possível, você não se comove
Vai tomar teu "Engov"
Teu caso só bordoada cura
Tu é contra abertura
Eu?
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