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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu/PE, em 1912. Antes de ser o rei do baião, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical.

Em 1939, deu baixa do exército na cidade do Rio de Janeiro. Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão em choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, foi aplaudido executando Vira e Mexe, com sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora RCA Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e Mexe foi a primeira música que gravou em disco.

Veio depois sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Lá conheceu o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava trajes típicos da sua região. Daí surgiu a ideia de apresentar-se vestido de vaqueiro, figurino que o consagrou como artista.

Em 11 de abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha, em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.

Entre 1951 e 1952 o Colírio Moura Brasil celebrou um contrato de puro teor promocional com o cantor, então o maior nome de cultura de massa no Brasil, custando-lhe a excursão por todo o país, fato este registrado por Gilberto Gil.

A música "Asa Branca", seu maior sucesso, é de 1947.


Asa Branca
Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga
   
Quando oiei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Depois eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Depois eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

sábado, 9 de julho de 2016

COVER DO SÁBADO

Asa Branca é um baião de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, composta em 3 de março de 1947. O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro, que pode chegar a ser muito intensa, a ponto de fazer migrar até mesmo a ave asa-branca, uma espécie de pombo também conhecido como pomba-pedrês ou pomba-trocaz. A seca, na música, obriga, também, um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor.

A gravação de Luiz Gonzaga, a primeira, é a mais conhecida, mas ao longo dos anos, dezenas de artistas dos mais diversos gêneros regravaram a canção. Fagner, Chitãozinho & Xororó, Hermeto Pascoal, Lulu Santos, David Byrne e Angra são alguns exemplos.


Coreyah é uma banda formada por quatro músicos de instrumentos tradicionais coreanos, um guitarrista e um percussionista. Embora tenha a base da música tradicional coreana, o grupo procura criar uma música do cotidiano coreano, absorvendo e assimilando vários outros estilos de música, como rock anglo-americano, música cigana balcânica entre outros da América do Sul e da África.

Desde seu início, em 2010, a banda vem expandindo seu domínio musical, mudando ativamente a diferença entre música tradicional e contemporânea popular. Em 2011, ganhou primeiro lugar em uma competição chamada “Cheonchamanbyeol (todos os tipos de música) Concert” no Teatro de Bukchon Changwoo, e, no mesmo ano, foi selecionada para o “tune Up”, um programa para músicos populares patrocinado pela CJ Culture Foundation. No ano seguinte, Coreyah provou que poderia chamar tanta atenção quanto o rock quando o grupo ficou no top 16 d “top Band II” da  KBS. A banda também foi convidada para o “Sfinx Mixed”, um festival mundial de música que acontece na Bélgica, além de fazer turnê em quatro países europeus. Em 2013, recebeu a maior nota no Edinburgh Festival Fringe. A banda está ativa tano na Coreia do Sul quanto mundialmente.

O gosto pela música brasileira é antigo, segundo seus integrantes, e Asa Branca foi para eles uma espécie de amor à primeira vista quando ouviram a magistral versão do Quinteto Violado.