Páginas

Mostrando postagens com marcador Jean-Auguste Dominique Ingres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jean-Auguste Dominique Ingres. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de maio de 2016

A GRANDE ODALISCA

A Grande Odalisca, do pintor francês Jean-Auguste Dominique Ingres. A pintura foi encomendada pela rainha Carolina de Nápolis, irmã de Napoleão.


Originalmente, a obra deveria formar par com outro nu pintado por Jean-Auguste Dominique Ingres, porém o regime de Bonaparte desmoronou, obrigando Carolina a fugir. Desta maneira, o segundo nu, uma pessoa dormindo, foi destruído.

Ingres era fiel ao estilo neoclássico, com uma obra de atmosfera serena, e mais atenção aos contornos do que à cor em sua pintura. A Grande Odalisca foi pintada em Roma, durante um período em que o artista desfrutava de uma reputação muito melhor na Itália do que na França.

Na obra a modelo é retratada como uma mulher de um harém, adotando, assim, o gosto temático pelo orientalismo, popular entre os artistas românticos. Mesmo com essa afinidade, o pintor permaneceu contrário aos ideais românticos até sua morte.

DETALHES DE A GRANDE ODALISCA SE DESTACAM:

1. OLHAR DE SOBERBA:

Apesar de sua nudez, a odalisca é representada de maneira a parecer distante e inacessível. Ela esconde o seu corpo do espectador e oferece a ele um olhar arrogante, sem sinais de simpatia. O efeito ainda é reforçado pelo fundo e pelos tons frios e prateados dos tecidos e acessórios.

2. POSE ESTRANHA:

A obra e repleta de contradições. A imagem parece exemplificar, ao mesmo tempo, a indolência mimada e a sensualidade natural da mulher. No entanto, ao ser melhor analisada, é possível perceber que sua pose é rígida e estranha.

3. INCENSÁRIO:

Talvez o artista estivesse interessado em exagerar nas curvas de sua modelo para reforçar o apelo visual, mas também investiu na ilusão simples para aguçar outros sentidos do espectador. Isso fica evidente com os rastros finos de fumaça que saem do incensário, retratados com precisão. Isso evoca uma atmosfera perfumada e inebriante, enquanto as texturas dos tecidos exibem uma aparência palpável.

4. CURVATURA DAS COSTAS:

A posição em que a modelo está, com suas costas estranhamente curvadas, passa a impressão de que a moça possui três vértebras a mais. Ingres sabia bem disso, mas não sentiu remorsos ao distorcer sua imagem para criar um contorno mais agradável e sensual.

A Grande Odalisca

FICHA TÉCNICA - A GRANDE ODALISCA:

Autor: Jean-Auguste Dominique Ingres 
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França 
Ano: 1814 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 91cm x 162cm 
Movimento: Neoclassicismo

Com Universia Brasil

sábado, 11 de outubro de 2014

A BANHISTA DE VALPINÇON

No quadro A Banhista de Valpinçon, do pintor francês Jean-Auguste Dominique Ingres, um gracioso nu, é apresentada uma das maiores "costas" da história da arte, com seu equilíbrio perfeito de intimidade e grandiosidade.


A obra, originalmente chamada de A Mulher Sentada, acabou por receber o nome do colecionador a quem pertencia quando foi comprada pelo Louvre, em 1879. A obra foi pintada em Roma, onde Ingres esteve de 1806 a 1810. A imagem transmite uma sensação de contemplação distraída e encanto sensual.

Existe na obra uma preocupação maior com os contornos fluidos do corpo da mulher do que com a sugestão de estrutura óssea da mesma. Isso é especialmente evidente na perna direita, desenhada com graça. No entanto, se observada de perto é possível perceber que essa parece ter sido enxertada nos panos acima dela, ao invés de conectar-se de modo convincente ao corpo.

4 detalhes de A Banhista de Valpinçon se destacam:

1. Turbante e rosto:

Apenas uma parte do rosto da banhista é visível, o que destaca ainda mais o seu trubante listrado. Alguns outros nus de Ingres seguem essa tradição orientalista.

2. Costas:

A vasta área das costas da banhista cria um conjunto de formas abstratas, mas ao mesmo tempo transmite a suavidade da carne viva.

3. Ombro:

O contorno liso do ombro esquerdo sintetiza a filosofia idealista do artista sobre a representação do corpo feminino. Todas as angulosidades e irregularidades reais que indicam ossos e tendões sob a pele foram substituídos pela perfeição.

4. Pé e sandália:

Ingres concebeu as formas da banhista de modo amplo, em especial quando comparadas às delicadas rendas da sandália. Isso passa a impressão de que a mulher não tem ossos nem tornozelos.

Ficha Técnica - A Banhista de Valpinçon:

Autor: Jean-Auguste Dominique Ingres
Onde ver: Louvre, Paris, França
Ano: 1808
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 146cm x 97cm
Movimento: Neoclassicismo

Com Universia Brasil