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quinta-feira, 12 de setembro de 2019
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
MÚSICA NA SEXTA
“Dom” Salvador da Silva Filho nasceu em São Paulo, em 1938.
Em 1961, tornou-se conhecido no meio artístico por suas apresentações na boate Lancaster, em São Paulo, ponto de encontro de músicos de jazz. Mudou-se para o Rio de Janeiro, a convite de Dom Um Romão, onde passou a integrar o Copa Trio. Atuou com o grupo no Beco das Garrafas. Acompanhou Elis Regina, Jorge Ben e o festejado Quarteto em Cy.
Em 1965, formou, com Edson Lobo (baixo) e Victor Manga (bateria), o Salvador Trio, com o qual gravou um disco homônimo para o selo Mocambo. Em seguida, formou, com Edison Machado (bateria) e Sérgio Barrozo (contrabaixo), o Rio 65 Trio, com o qual se apresentou em shows e gravou o LP "Rio 65 Trio", lançado nesse mesmo ano.
Em 1966, o trio viajou para a Europa, com Edu Lobo, Sylvia Telles, Rubens Bassini e Rosinha de Valença, apresentando-se em nove países. Devido ao sucesso, o grupo gravou um LP na Alemanha que teve incluída no repertório a música de sua autoria "Meu fraco é café forte". Ainda nesse ano, foi para os Estados Unidos com Chico Batera, Copinha e Sérgio Barroso, apresentando-se em Nova York, Minneapolis e Texas. Algum tempo depois, voltou a Nova York com Elza Soares para um show no Waldorf Astoria Hotel. Nessa ocasião, fez amizade com vários músicos de jazz, como Bill Evans, Thelonious Monk, Sonny Rollyns, Elvin Jones, Hamad Jamal e Charles Lloyd, entre outros.
Em 1970, tocando piano e acordeom, formou o grupo Abolição, com Darci (trompete), Oberdan (sax-tenor e flauta), Serginho (trombone), Lulu (bateria e vocal), Rubão Sabino (contrabaixo), Nelsinho (tumbadora) e a cantora Mariá. Com o conjunto, embrião do movimento Black Rio, gravou, em 1971, o LP "Sangue, suor e raça". Ainda nesse ano, mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje.
É desse disco a música “Uma Vida”.
Uma vida
Arnoldo Medeiros & Dom Salvador
Uma vida, uma vida não é nada
se não tem nenhum amor.
Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso
se não tem amor!
Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia
sem amor
Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro
levando sempre, sempre
a minha dor!
Não descanso, não, eu não desisto,
eu insisto! Eu insisto procurando o amor!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Vou andar onde o amor levar
vou descobrir a vida
vou construir meu lar
eu vou sair de mim
eu quero me encontrar
sei que vou ser feliz
meu dia chegará!
Com Dicionário Cravo Albin
Nota da Redação: Escute o álbum inteiro em um DAS MADRUGADAS
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
MÚSICA NA SEXTA
“Dom” Salvador da Silva Filho nasceu em São Paulo, em 1938.
Em 1961, tornou-se conhecido no meio artístico por suas
apresentações na boate Lancaster, em São Paulo, ponto de encontro de músicos de jazz.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, a convite de Dom Um Romão, onde passou a integrar
o Copa Trio. Atuou com o grupo no Beco das Garrafas. Acompanhou Elis Regina,
Jorge Ben e o festejado Quarteto em Cy.
Em 1965, formou, com Edson Lobo (baixo) e Victor Manga
(bateria), o Salvador Trio, com o qual gravou um disco homônimo para o selo
Mocambo. Em seguida, formou, com Edison Machado (bateria) e Sérgio Barrozo
(contrabaixo), o Rio 65 Trio, com o qual se apresentou em shows e gravou o LP
"Rio 65 Trio", lançado nesse mesmo ano.
Em 1966, o trio viajou para a Europa, com Edu
Lobo, Sylvia Telles, Rubens Bassini e Rosinha de Valença, apresentando-se em
nove países. Devido ao sucesso, o grupo gravou um LP na Alemanha que teve
incluída no repertório a música de sua autoria "Meu fraco é café
forte". Ainda nesse ano, foi para os Estados Unidos com Chico Batera, Copinha
e Sérgio Barroso, apresentando-se em Nova York, Minneapolis e Texas. Algum
tempo depois, voltou a Nova York com Elza Soares para um show no Waldorf
Astoria Hotel. Nessa ocasião, fez amizade com vários músicos de jazz, como Bill
Evans, Thelonious Monk, Sonny Rollyns, Elvin Jones, Hamad Jamal e Charles
Lloyd, entre outros.
Em 1970, tocando piano e acordeom, formou o grupo Abolição,
com Darci (trompete), Oberdan (sax-tenor e flauta), Serginho (trombone), Lulu
(bateria e vocal), Rubão Sabino (contrabaixo), Nelsinho (tumbadora) e a cantora
Mariá. Com o conjunto, embrião do movimento Black Rio, gravou, em 1971, o LP
"Sangue, suor e raça". Ainda nesse ano, mudou-se para os Estados
Unidos, onde vive até hoje.
É desse disco a música “Uma Vida”.
Uma vida
Arnoldo Medeiros & Dom Salvador
Uma vida, uma vida não é nada
se não tem nenhum amor.
Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso
se não tem amor!
Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia
sem amor
Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro
levando sempre, sempre
a minha dor!
Não descanso, não, eu não desisto,
eu insisto! Eu insisto procurando o amor!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Vou andar onde o amor levar
vou descobrir a vida
vou construir meu lar
eu vou sair de mim
eu quero me encontrar
sei que vou ser feliz
meu dia chegará!
Com Dicionário Cravo Albin
Nota da Redação: Escute o álbum inteiro em um DAS MADRUGADAS
terça-feira, 30 de abril de 2013
DAS MADRUGADAS
Sempre atento, professor Valdir Machado envia importantíssima lembrança.
Escutem o que o Dom Salvador fez antes de rumar pros USA. Um clássico de nossa "black music". Isto tudo vai desencadear os bailes funk dos anos 70 no RJ. Bons dias!
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Por Tárik de Souza
"Este não é apenas um disco seminal, recuperado pelo trabalho meticuloso do titã pesquisador Charles Gavin. É um estuário. Todos os rios negros que formaram o funk/hip hop nativo confluem para ele. Comandado pelo pianista paulista Salvador Silva Filho, o Dom Salvador, Som, Sangue e Raça, de 1971, um ano depois da explosão de Tim Maia, cataliza a formação bossa nova & jazz do lider com rhythm & blues de integrantes como o saxofonista Oberdã Magalhães, sobrinho do mestre do samba enredo Silas de Oliveira e futuro líder da Banda Black Rio, que desde o grupo Impacto 8 (entre outros Robertinho Silva, bateria, Raul de Souza, trombone) já vinha tentando agregar MPB com Stevie Wonder & James Brown. Entram ainda na mistura samba, sotaque nordestino e até o lado negro gato da Jovem Guarda representado pela presença autoral de Getúlio Cortes (irmão do posterior Gerson King Combo, o nosso James Brown cover) em Hei Você!, uma das faixas mais destacadas. Além destes elementos e da presença de Rubão Sabino (baixo), que ainda se assinava Rubens, do baterista Luis Carlos (outro que integraria a Black Rio), o disco arregimenta o trompete e flugelhorn do músico de sinfônica Darcy no lugar do original Barrosinho (mais um fundador da BR), que estava excursionando durante a gravação, mas seria o titular da banda. Egresso do Beco das Garrafas e a caminho dos EUA, para onde se mudaria em definitivo ainda nos 70, Dom Salvador liderou o Copa Trio ao lado do baixista Gusmão e do batera Dom Um Romão. O grupo serviria de suporte para as decolagens de Elis Regina e Jorge Ben (antes do Jor), entre outros. Formou também o Rio 65 Trio com o baterista Edison Machado. O noneto Abolição (aí incluído o vocal de sua esposa, Mariá) foi uma saída para o desgastado formato trio da bossa nova. E não só. Cada faixa de Som, Sangue e Raça é diferente da anterior por conta de um cuidadoso trabalho de fusão de elementos sonoros até contraditórios como o pique folk de retreta de Folia de Reis moldado em acordeon, sopros (até tu, tuba?) e uma intrusa cuíca. Moeda, Reza e Cor tem um encadeamento de sopros que lembra os arranjos de Gil Evans para Miles Davis, mas logo desagua num solo de piano funkiado pelo baixo elétrico. Samba do Malandrinho levado pianinho (no elétrico digitar de Don Salvador) remete para a bossa nova com direito a improvisos jazzísticos. Já Tio Macrô, repleto de reviradas de sopro e contraritmo sustentado por baixo engata num samba funk. Intercalando grandiloquencia e balanço, Uma Vida abre com declamação e uma longa introdução pianística depois picotada pelos sopros. E tome funk na veia como nas instrumentais Guanabara e Number One. O piano elétrico alicerça O Rio, um funk andante que desata em samba de escola com direito a apitos. Também a construção de sopros funkiados da faixa título acaba num samba, movido a cuíca. Com acordeon e costura acústica, Tema pro Gaguinho lembra o choro dos regionais, só que devidamente turbinado. Hey! Você (belíssima a condução de sopros) combina R&B com um ritmo de baião que antecipa a fusão de Burt Bacharach. A tamborilada Evo emoldura um funkafro com cuíca e coro. A riqueza das combinações torna o resultado muito acima da média do pop ralo das FMs, o que talvez explique o fato de o disco não ter estourado a despeito de tantos ganchos no recheio. Agora em CD remasterizado haveria até uma nova chance, se a situação não tivesse mudado. Para pior." 1 - Uma Vida -- Dom Salvador E Abolição -- (Arnoldo Medeiros & Dom Salvador) 2 - Guanabara -- Dom Salvador E Abolição -- (Arnoldo Medeiros & Dom Salvador) 3 - Hei! Você -- Dom Salvador E Abolição -- (Getúlio Cortes & Nelsinho) 4 - Som, Sangue E Raça -- Dom Salvador E Abolição -- (Marco Versiani & Dom Salvador) 5 - Tema Pro Gaguinho -- Dom Salvador E Abolição -- (Dom Salvador) 6 - O Rio -- Dom Salvador E Abolição -- (Arnoldo Medeiros & Dom Salvador) 7 - Evo -- Dom Salvador E Abolição -- (Pedro Santos & Dom Salvador) 8 - Number One -- Dom Salvador E Abolição -- (Dom Salvador) 9 - Folia De Reis -- Dom Salvador E Abolição -- (Paulo Silva & Jorge Canseira) 10 - Moeda, Reza E Cor -- Dom Salvador E Abolição -- (Marcos Versiani & Dom Salvador) 11 - Samba Do Malandrinho -- Dom Salvador E Abolição -- (Dom Salvador) 12 - Tio Macrô -- Dom Salvador E Abolição -- (Arnoldo Medeiros & Dom Salvador) Músicos: Piano: Dom Salvador Saxofone e flauta: Oberdan Magalhães Guitarra: José Carlos Vocal: Getúlio Cortês Baixo: Rubão Sabino Bateria e vocais: Luiz Carlos Santos Trompete e flugelhorn: Darcy Vocal: Mariá Percussão e vocal: Nelsinho Trombone: Serginho |
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