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sexta-feira, 7 de junho de 2019
quinta-feira, 7 de junho de 2018
segunda-feira, 4 de abril de 2016
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
ALÉM DO HORIZONTE* (1978) NARA LEÃO
Sérgio Luiz Gallina
Além do horizonte deve ter
Algum lugar bonito pra viver em paz
Onde eu possa encontrar a natureza
Alegria e felicidade com certeza
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Lá nesse lugar o amanhecer é lindo
Com flores festejando mais um dia que vem vindo
Onde a gente pode se deitar no campo
Se amar na relva escutando o canto dos pássaros
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Aproveitar a tarde sem pensar na vida
Andar despreocupado sem saber a hora de voltar
Bronzear o corpo todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida sem frescura
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Se você não vem comigo
Tudo isso vai ficar
No horizonte esperando por nós dois
Se você não vem comigo
Nada disso tem valor
De que vale o paraíso sem amor
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Além do horizonte existe um lugar
Bonito e tranquilo prá gente se amar
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*Roberto Carlos e Erasmo Carlossexta-feira, 17 de julho de 2015
MÚSICA NA SEXTA
Nara Lofego Leão Diegues nasceu no Espírito Santo,
em 1942.
Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon
Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas", de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de
Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá
Ferreira, em Copacabana. Aos 18 anos, Nara tornou-se professora da academia.
Em janeiro de 1964, Nara cumpre uma temporada de shows da
boite Bottle’s, no Beco das Garrafas, ao lado do Bossa Trio (Dom Um Romão na
bateria, Gusmão no baixo e Carlinhos no piano) e da violonista Rosinha de
Valença.
Nara, seu primeiro disco pela Elenco, é lançado na boate Zum
Zum em fevereiro desse ano. Nesse disco, Nara se afasta de vez do rótulo de
“cantora de bossa nova” e inaugura um repertório que promovia o encontro das
composições de Carlos Lyra, Vinícius de Moraes e Baden Powell com os sambas de
Cartola, Zé Ketti e Nelson Cavaquinho.
Ainda nesse ano de 1964, Nara assina um contrato com a
Philips para a gravação de seu novo disco. Além disso, fez uma temporada em São
Paulo e shows em várias cidades brasileiras, passando pelo Norte e pelo
Nordeste. Em uma dessas viagens, conhece os trabalhos de Maria Bethânia,
Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Em setembro, Nara participa, ao lado de Sérgio Mendes, Tião
Neto e Edson Machado, de uma turnê de shows nacionais e internacionais (com
apresentações no Japão) promovida pela empresa de moda Rhodia.
Em outubro, Nara concede uma polêmica declaração para a
revista Fatos e Fotos em que anuncia sua ruptura completa e, até então,
definitiva, com a bossa nova e seus compositores. Com o título “Nara de uma
bossa só”, a matéria teria uma réplica dos seus antigos parceiros, na mesma
revista, com o título “Resposta à Nara”.
Em novembro é lançado Opinião de Nara, segundo disco da
cantora, pela Philips. O disco, com, repertório na mesma linha do primeiro,
torna-se a inspiração para o espetáculo musical Opinião, escrito por Oduvaldo
Vianna Filho, Paulo Pontes e Armanda Costa, dirigido por Augusto Boal e
encenado pela própria Nara, por Zé Ketti e João do Vale.
Em 1977, após um período dedicado aos seus estudos de
psicologia e aos filhos, Nara retorna ao universo da música popular gravando o
disco "Meus Amigos São Um Barato", com parcerias com alguns de seus
amigos da bossa nova, como Tom, João Donato, Menescal e Boscôli, amigos
compositores, como Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso e Edu Lobo, e com
novos amigos como, Dominguinhos e Sivuca.
Também grava com Erasmo Carlos “Meu Ego”, música dele e de Roberto Carlos. Sobre essa música, Nara escreve no álbum: “O Tremendão é uma pessoa sensível e sempre simpatizei muito com ele,
desde que o conheci nos áureos tempos dos musicais da Record. Adoro suas
músicas e quando ele me mostrou Meu Ego, achei forte, densa, de uma
agressividade necessária. Agressividade que abre os olhos, que fala dos
problemas de todo mundo.”
Meu Ego
Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Por favor meu ego
Não dê força ao prego
Que nos põe contra a parede
Pra nos afogar de sede
Chove chuva na sua boca
E você não bebe
Há palavras, existem letras
Mas você não forma
As frases loucas que cultiva por aí
Fale pelos cotovelos, e pelos joelhos
Me critique sem razão
Se omitir não vale à pena
Mas não polua minha cultura
Não venha dividir comigo sua auto-censura
Me desencontre, não me prostitua
Se não seremos mais uma carcaça em desgraça por aí
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
DUETO (1984) NARA LEÃO & CHICO BUARQUE
Sérgio Luiz Gallina
Eis um clássico que trata dos astros, dos signos, dos búzios, das bulas, dos dogmas, das ciganas e dos profetas, sincretista e iconoclasta, com a especial presença do meu casal predileto da MPB. Do disco "Com açúcar, com afeto", de 1980, no qual Nara Leão inerpreta só músicas de Chico Buarque.
Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho
Tá lá no evangelho, garantem os orixás
Tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
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Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado
Está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
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Mas se a ciência provar o contrário
E se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
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Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás amor a minha paz
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Consta na pauta, no Karma, na carne,
Passou na novela, está no seguro, picharam no muro
Mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
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Mas se a ciência provar o contrário
E se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
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Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás amor a minha paz
sábado, 21 de dezembro de 2013
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