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quarta-feira, 7 de maio de 2014

MAIS PELADOS

Não tenho nenhum problema com gente pelada, como devem pensar alguns leitores do TOA. Também não tenho nenhum problema com gente de roupa. Só acho que cada coisa tem sua hora e seu lugar.


No último sábado (03/05/2014), mulheres de um clube de leitura de Nova York se reuniram no Central Park sem cobrir os seios. Segundo a reportagem, esse clube de leitura tem como objetivo tornar a leitura sexy. Entre as publicações lidas estava Moby Dick. Mas o que será que faz alguém pensar que ler Moby Dick pelado vai deixar a leitura sexy? Só se a versão delas descreve festas a bordo do Pequod que não tem no meu livro. Ou o canibal Queequeg (?) seja uma metáfora por mim não entendida.


Ao mesmo tempo, vejo uma propaganda no canal Discovery de um programa chamado “Largados e Pelados”. É um daqueles programas em que pessoas são soltas em matagais para, deliberadamente, passarem necessidades primitivas, como falta de comida, água, vaso sanitário etc. Coisas da civilização. Não vi o programa, apenas a propaganda. Deve ser por aí. Obviamente, como o nome sugere, também estão peladões. O que é estranho é que o programa é feito com gente nua mas as pessoas aparecem com aquelas imagens "borradas" nas partes. Eu também envelheço.

Me chamem de Luiggi. E eu também não atenderei. Pobre Ismael.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MAIS PELADOS (AS PEITOLAS)


Ermã escreve:

Então que a panfletagem política – porca e mal feita - chegou à Literatura. E como chegou em terras gringas não demora as FEMENS da nossa Republiqueta irão copiar. Saca só o último grito em New York: ler fazendo topless. ‘Pra jogar na cara da sociedade o quão iguais aos homens elas são, got it?

Lá, em New York, é possível fazer topless em qualquer lugar. Aparentemente uma lei municipal permite o ato. O quê, inclusive,  me fez pensar onde estaria, então o ‘protesto’.

[Pausa ‘pra ver se o encontro. O protesto.]

Ah! Ele não está. Porque quem quer fazer topless faz. Quem quer ler, lê. E quem quer se declarar igual aos homens, se declara.

Agora, combina qualquer duas das vontades acima e tu tem material ‘pro Instagram.

[Ou ‘prum livro da Dona Marthinha.]

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MAIS PROTESTOS, MAIS PELADOS

De vez em quando parece que a gente fica de fora da realidade. Embora soubesse da ocupação da câmara de vereadores da MuiLeal, não estava inteirado de tudo que estava acontecendo. Pode ser que a saturação de movimentos tenha me deixado um pouco alheio a essas notícias. Hoje, por algum motivo, caiu tudo na minha frente. E tem coisa ali que, decididamente, não pode ser séria. Gente dentro da Câmara de Vereadores queimando fumo, escrevendo desaforos pelas paredes... Sem falar num rap nonsense de um comunicado nonsense.
Não vou exagerar e dizer que a democracia tem limites. Mas acho que isso, sem dúvida, não é um bom uso da democracia. Os exageros foram tantos que acabam deixando esquecido até mesmo o motivo do protesto. Acaba fazendo com que a gente preste mais a atenção na rebelde que pede carona para a mãe para voltar pra casa do que na reivindicação do movimento.

E claro, como está na moda, o protesto precisa ter gente pelada. Não contentes em chamar Jesus de gay, precisam ficar nus, decerto para instigar mais uma tentação no Cristo, que deve estar com os olhos voltados pra outras bandas há tempos. Não vou botar foto dessa gente pelada, que já circulou bastante pela net e até na televisão, mas descobri porque essa turma não acha indecente causar um prejuízo grande pra cidade e mostrar a bunda (sempre cobrindo o rosto) para o mundo:
Ninguém vai me convencer que foram os taxistas que ficam na esquina da Borges de Medeiros com a Jerônimo Coelho que escreveram aquilo ali.

Tudo isso que essa gente fez eu considero um exagero. Mas chorar na TV e no rádio como fez o presidente da Câmara também já é demais, né? Pô, presidente....