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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ÁLBUM

PREVISÃO DO TEMPO - 1973 - MARCOS VALLE

Previsão do Tempo foi lançado em 1973. As gravações começaram em 1972 e foram concluídas no ano seguinte, nos estúdios da gravadora Odeon, com produção de Milton Miranda. Os arranjos são de Marcos Valle, Waltel Branco e José Roberto Bertrami.


O disco é o segundo gravado pelo músico carioca com a banda Azymuth - após a trilha sonora do filme O Fabuloso Fittipaldi -, e conta com a participação do grupo O Terço em duas faixas. Nem paletó, nem gravata e Mentira foram bem executadas nas emissoras de rádio, além de Os Ossos do Barão, trilha de abertura da novela do mesmo nome, da Globo. Outros destaques são a belíssima Previsão do Tempo e a "donatiana" Não tem nada não.

Previsão do Tempo é um álbum elogiado pela crítica especializada e considerado muito representativo de uma época da música popular brasileira. Tornou-se muito cultuado em círculos estrangeiros consumidores de música brasileira, como a Europa e o Japão.


Lado A
1 - Flamengo até morrer (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle) 
2 - Nem paletó, nem gravata (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
3 - Tira a mão (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
4 - Mentira (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
5 - Previsão do tempo (Marcos Valle)
6 - Mais do que valsa (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)

Lado B
1 - Os ossos do Barão (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
2 - Não tem nada não (Eumir Deodato, Marcos Valle, João Donato)
3 - Não tem nada não (Eumir Deodato, Marcos Valle, João Donato)
4 - Samba fatal (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
5 - Tiu-ba-la-quieba (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)
6 - De repente, moça flor (Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)


Marcos Valle - vocal, Fender Rhodes, violão, arranjos (faixas 1 e 10)
Azymuth:
José Roberto Bertrami - Arp Strings, órgão Hammond, sintetizadores, arranjos (faixas 1, 6, 8, 9, 11 e 12)
Alex Malheiros - baixo
Ivan Conti (Mamão) - bateria

O Terço (faixas 1 e 10):
Sérgio Hinds - guitarra
César das Mercês - baixo
Vinícius Cantuária - bateria

Waltel Branco - arranjo (faixa 7)
Lindolfo Gaya - direção musical
Milton Miranda - produção

quinta-feira, 15 de junho de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

NUNCA - 1974 - SÁ & GUARABYRA

Nunca, primeiro álbum da dupla após a dissolução do trio Sá, Rodrix & Guarabyra, foi lançado em 1974 pela Odeon. O disco conta com a participação do grupo O Terço em todas as faixas.


Todas as composições são da dupla, com exceção de "Terras do Sul", parceria de Sá com Sérgio Hinds, e "Coisa à Toa", parceria da dupla com Zé Rodrix. "Verão do Cometa", "2ª Canção da Estrada" e "Divina Decadência" foram as músicas mais tocadas nas emissoras de rádio.


Lado A
1. As Canções Que Eu Faço (Sá/Guarabyra)
2. 2ª Canção da Estrada (Sá/Guarabyra)
3. Justo Momento (Sá/Guarabyra)
4. São Nicolau (Sá/Guarabyra)
5. Verão do Cometa (Sá/Guarabyra)
6. Esses Cabides Vazios (Sá/Guarabyra)

Lado B
1. Nuvens D'água (Sá/Guarabyra)
2. Divina Decadência (Sá/Guarabyra)
3. Voar é Como o Passarinho (Sá/Guarabyra)
4. Apreciando a Cidade (Sá/Guarabyra)
5. Terras do Sul (Sá/Sérgio Hinds)
6. Coisa à Toa (Sá/Guarabyra/Zé Rodrix)


Sá: voz e violões
Guarabyra: voz e violões
Sérgio Hinds: guitarra, viola e violões
Flávio Venturini: piano e teclados
Moreno: bateria
Sérgio Magrão: baixo
César das Mercês: guitarra e violões

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

MÚSICA NA SEXTA

O Terço foi formado por Jorge Amiden (baixo), Vinicius Cantuária (bateria), Sérgio Hinds (voz e guitarra) e Flávio Venturini (teclados) no Rio de Janeiro, em 1968. Inicialmente, o nome do grupo era "Os Liberais", nome vetado pela censura na época. Apesar de ser oriundo do Rio, o grupo radicou-se e desenvolveu carreira em São Paulo. Ao lado dos Mutantes, foi um dos grupos mais importantes da cena roqueira na década de 1970.

Teve várias formações, e pelo grupo também passaram César das Mercês (baixo), Luiz Moreno (bateria, falecido em 2002) e Sérgio Magrão (baixo). Caracterizado pela versatilidade, mesclava várias tendências do rock, como o progressivo, o rural e o heavy, além do funk.

Lançou o seu primeiro disco em 1970, pelo Selo Forma (dirigido por Paulinho Tapajós para a gravadora Companhia Brasileira de Disco, mais tarde Phonogram).

Em 1975, lança seu terceiro álbum, chamado Criaturas da Noite. Disco que abre com a faixa Hey Amigo.

Hey Amigo
(Cezar de Mercês)
Hey amigo, cante a canção comigo!
Hey amigo, cante a canção comigo!

É nada!
É quase!
É tudo!

Hey amigo, cante a canção comigo!
Hey amigo, cante a canção comigo!
Metade é parte de um todo!

Nesse rock estamos todos juntos!
Nesse rock estamos todos juntos!

Nesse rock estamos perto de ser a unidade final!
A unidade final!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ÁLBUM DA QUINTA

CRIATURAS DA NOITE - 1975 - O TERÇO

Criaturas da Noite é o terceiro álbum da banda de rock progressivo O Terço, lançado em 1975. Após uma carreira que passara do total anonimato para a categoria de expoente do rock nacional, ao lado dos Mutantes, o Terço entrou no estúdio Vice-Versa, após colaborar no primeiro trabalho de Sá e Guarabyra, sem Zé Rodrix, no álbum “Nunca”, para gravar um disco ansiosamente aguardado pelo seus fãs. Era novembro de 1974, e o disco que resultou desse trabalho, “Criaturas da Noite”, seria considerado o ponto alto da trajetória do grupo do guitarrista Sérgio Hinds.


A banda já havia gravado dois Lps e compactos, e por ela tinham passado músicos como Jorge Amiden, Vinícius Cantuária e Cézar de Mercês. Sérgio, além de Cézar de Mercês fazendo guitarra base, era agora acompanhado em shows de uma nova cozinha, que antes acompanhara o trio Sá, Rodrix & Guarabyra: Sérgio Magrão no baixo e Luiz Moreno (falecido, em 2002), na bateria. Para completar o time, um tecladista, violonista e cantor que anos mais tarde faria carreira solo de sucesso, Flávio Venturini, na época usando o nome artístico de Flávio Alterosas. A saída de Cézar oficializou a formação do quarteto e foi assim, com Hinds, Magrão, Flávio e Moreno, que saíram os créditos do disco, embora a presença de Cézar seja presente não só pela percussão em duas faixas mas, principalmente, pela quantidade de músicas em que ele é o autor ou parceiro. 


A música que abre o disco,“Hey Amigo” (Cézar de Mercês), tornou-se, bem antes do lançamento de “Criaturas da Noite” presença obrigatória nos shows da banda. Com uma letra simples, meio tola e fácil de memorizar, convidando a todos para se unirem como um só através desse rock, “Hey Amigo” tem uma melodia e um arranjo empolgantes. Nela uma velha característica do Terço está presente, que é a guitarra e o baixo dobrando os riffs, mas agora acrescentada pela cama proporcionada pelo órgão e os vocais mais elaborado, com várias vozes, recurso que viria a ser aplicado no 14 Bis, para onde Magrão e Flávio se bandeariam mais tarde.


O lado acústico da banda brilha em “Queimada” (Flávio Venturini e Cézar de Mercês). O som de violas, baixo elétrico, percussão e os vocais são a pitadinha de folk que faltava na mistura que gerou a banda. Uma música sem grandes pretensões que, cedo, tornou-se uma das favoritas do álbum.

A música que dá nome ao disco, “Criaturas da Noite” (Flávio Venturini e Luiz Carlos Sá), com a abertura feita pelo piano de Flávio e os vocais da banda, apoiados por um naipe de cordas, tem um gosto de Sá, Rodrix & Guarabyra inconfundível, deixando bem clara a influência, inclusive pela parceria. O vocal solo é de Flávio e a guitarra solando com os violinos completa o clima onírico sugerido pela letra.

Mesmo com alguns problemas técnicos, que qualquer demo de hoje passa por cima, “Criaturas da Noite” foi um marco para o rock nacional e colocou a banda, para sempre, na história.


Lado 1
1. Hey Amigo (Cezar de Mercês) — 3:32
2. Queimada (Flávio Venturini / Cezar de Mercês) — 3:04
3. Pano de Fundo (Sérgio Magrão / Cezar de Mercês) — 3:44
4. Ponto Final (Luiz Moreno) — 4:38
5. Volte na Próxima Semana (Sérgio Hinds) — 2:59

Lado 2
1. Criaturas da Noite (Flávio Venturini / Luiz Carlos Sá) — 3:41
2. Jogo das Pedras (Flávio Venturini / Cezar de Mercês) — 3:25
3. 1974 (Flávio Venturini) — 12:27


Sérgio Hinds - guitarra, viola e vocal
Sérgio Magrão - baixo e vocal
Luiz Moreno - percussão e vocal
Flávio Venturini - piano, órgão, sintetizador, viola e vocal

http://whiplash.net

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

MÚSICA NA SEXTA

O Terço foi formado por Jorge Amiden (baixo), Vinicius Cantuária (bateria), Sérgio Hinds (voz e guitarra) e Flávio Venturini (teclados) no Rio de Janeiro, em 1968. Inicialmente, o nome do grupo era "Os Liberais", nome vetado pela censura na época. Apesar de ser oriundo do Rio, o grupo radicou-se e desenvolveu carreira em São Paulo. Ao lado dos Mutantes, foi um dos grupos mais importantes da cena roqueira na década de 1970.

Teve várias formações e pelo grupo também passaram César das Mercês (baixo), Luiz Moreno (bateria, falecido em 2002) e Sérgio Magrão (baixo). Caracterizado pela versatilidade, mesclava várias tendências do rock, como o progressivo, o rural, o heavy, além do funk.

Lançou o seu primeiro disco em 1970, pelo Selo Forma (dirigido por Paulinho Tapajós para a gravadora Companhia Brasileira de Disco, mais tarde Phonogram).

Em 1975, lança seu terceiro álbum, chamado Criaturas da Noite. Disco que abre com a faixa Hey Amigo.

Hey Amigo
(Cezar de Mercês)
Hey amigo, cante a canção comigo!
Hey amigo, cante a canção comigo!
É nada!
É quase!
É tudo!
Hey amigo, cante a canção comigo!
Hey amigo, cante a canção comigo!
Metade é parte de um todo!
Nesse rock estamos todos juntos!
Nesse rock estamos todos juntos!
Nesse rock estamos perto de ser a unidade final!
A unidade final!