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sábado, 1 de abril de 2017

O GRANDE TUFO DE ERVAS

Os detalhes minuciosos desta imagem - A obra O Grande Tufo de Ervas, do pintor alemão Albrecht Dürer -  de um simples tufo de ervas do prado têm precisão quase fotográfica. Neste caso, a arte e a natureza se confundem, mostrando a beleza que pode estar contida em coisas pelas quais passamos desapercebidos: um tufo de ervas.


Com mais de 500 anos, O Grande Tufo de Ervas é um dos primeiros grandes estudos europeus da biodiversidade. Com esta obra, Dürer nos oferece a perspectiva de inseto. Ele recriou as pequenas e emaranhadas plantas com tal nitidez que é possível identificá-las.

O Grande Tufo de Ervas é uma obra-prima por si só, mas, como seu contemporâneo Leonardo da Vinci, Dürer fazia esses estudos basicamente para compreender a natureza e preparar detalhes de suas gravuras.

Nesta obra, Dürer usou aquarela, o que lhe permitiu trabalhar relativamente rápido e concentrar-se nas cores e texturas das plantas. Com esta técnina, é fácil misturar tons sutis e aplicar camadas de tinta diluída umas sobre as outras sem ter que esperar muito para que sequem.

O artista juntava as diferentes nuances de verde com grande precisão, tanto para diferenciar cada planta como para dar profundidade à composição.

3 detalhes de O Grande Tufo de Ervas se destacam:

1. Folhas carnudas

Repare que há 3 folhas carnudas que se destacam na relva. Dürer usou pinceladas finas e secas de um verde mais profundo para modelar a forma das folhas, com linhas finas brancas para salientas as nervuras e as bordas das folhas.

2. Flor de dente-de-leão

À esquerda, é possível ver uma flor, que se diferencia da relva. É um dente-de-leão. Na parte de cima da pintura foi aplicada uma aguada clara para que as plantas se delineassem com clareza contra ela.

3. Raízes prateadas

Dürer não limitou seu estudo ao que cresce sobre o solo. Ele limpou a terra em algumas partes para revelar as raízes das plantas e colocou-as contra uma aguada escura para torná-las mais visíveis.

Ficha Técnica - O Grande Tufo de Ervas:

Autor: Albrecht Dürer

Onde ver: Albertina, Viena, Áustria
Ano: 1503
Técnica: Aquarela e bico de pena sobre papel
Tamanho: 40,8cm x 31,5cm
Movimento: Renascimento

Com Universia Brasil

sábado, 9 de abril de 2016

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Albrecht Dürer foi responsável por ilustrar o apocalipse do Livro da Revelação do Novo Testamento. 


Em 1948, quando seu conjunto de 15 gravuras foi publicado, o pintor obteve grande sucesso. Dürer usa técnicas de linhas paralelas e cruzadas para criar tons de luz, sombra e volume.

As gravuras ajudaram Albrecth Dürer a estebelecer uma reputação internacional e a revolucionar as ilustrações de livros. O sucesso foi tão grande, que ele viveu da renda de ilustrações até sua morte.

Dürer escolheu o tema com inteligência. Como a Europa estava chegando nos anos 1500, muitos acreditavam que o mundo estava chegando ao seu fim. Por isso, muitos estavam lendo o livro do apocalipse.

Na Bíblia, os 4 cavaleiros surgem depois que os primeiros selos do livro sagrado são rompidos (Apocalipse 4:1-8). A identidade dos cavaleiros varia em diferentes representações da cena.

Na versão de Dürer, o primeiro cavaleiro, com arco e flecha, representa a enfermidade. O segundo ergue uma espada e representa a guerra. O terceiro, com uma balança vazia, a fome. Por fim, o último e quarto cavaleiro representa a morte e está atirando as pessoas para a garra do inferno.

A fonte elementar do tema provavelmente está na profecia de Zacarias, no Antigo Testamento (Zacarias 6:1-7), que se refere a quatro carruagens, cada qual com cavalos de uma cor e que são chamados de "os quatro espíritos dos Céus".

4 DETALHES DE OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE SE DESTACAM:

1 - Gesto do anjo
O anjo voando acima dos cavaleiros parece sugerir uma bênção. Abaixo dele, a galope, o cavaleiro com o arco é o mais controverso da obra. Alguns creem que ele é Cristo, outros o interpretam como uma figura destruidora.

2 - Boca do inferno
Desde a Idade Média, o inferno costuma ser retratado como o ventre exposto de um terrível monstro representando o Leviatã. Na extrema esquerda abaixo da tela, o inferno devora um homem que usa a insígnia de um bispo. Isso sugere que ninguém está livre da morte ou do inferno: nem ricos, nem pobres, nem padres.

3 - Rosto e tridente
Em geral, a morte é simbolizada através de um tridente. Neste quadro, o tridente do cavaleiro abaixo que representa a morte está relacinado com o inferno.Antes de Dürer, ninguém tinha retratado tanta destruição causada pelos Cavaleiros do Apocalipse.

4 - Balanças da fome
As balanças da fome se agitam atrás do cavaleiro central, que galopa furiosamente. A nuvem de poeira e devastação que os cavaleiros deixam para trás reforçam a sensação de velocidade e exprimem uma energia que não havia sido encontrada em outras versões anteriores do tema até então.

FICHA TÉCNICA - OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE:

Autor: Albrecht Dürer
Onde ver: British Museum, Londres, Reino Unido
Ano: 1498
Técnica: xilogravura
Tamanho: 39,5cm x 28cm

Movimento: Renascimento Nórdico

sábado, 22 de agosto de 2015

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Albrecht Dürer foi responsável por ilustrar o apocalipse do Livro da Revelação do Novo Testamento. 


Em 1948, quando seu conjunto de 15 gravuras foi publicado, o pintor obteve grande sucesso. Dürer usa técnicas de linhas paralelas e cruzadas para criar tons de luz, sombra e volume.

As gravuras ajudaram Albrecth Dürer a estebelecer uma reputação internacional e a revolucionar as ilustrações de livros. O sucesso foi tão grande, que ele viveu da renda de ilustrações até sua morte.

Dürer escolheu o tema com inteligência. Como a Europa estava chegando nos anos 1500, muitos acreditavam que o mundo estava chegando ao seu fim. Por isso, muitos estavam lendo o livro do apocalipse.

Na Bíblia, os 4 cavaleiros surgem depois que os primeiros selos do livro sagrado são rompidos (Apocalipse 4:1-8). A identidade dos cavaleiros varia em diferentes representações da cena.

Na versão de Dürer, o primeiro cavaleiro, com arco e flecha, representa a enfermidade. O segundo ergue uma espada e representa a guerra. O terceiro, com uma balança vazia, a fome. Por fim, o último e quarto cavaleiro representa a morte e está atirando as pessoas para a garra do inferno.

A fonte elementar do tema provavelmente está na profecia de Zacarias, no Antigo Testamento (Zacarias 6:1-7), que se refere a quatro carruagens, cada qual com cavalos de uma cor e que são chamados de "os quatro espíritos dos Céus".

4 DETALHES DE OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE SE DESTACAM:

1 - Gesto do anjo
O anjo voando acima dos cavaleiros parece sugerir uma bênção. Abaixo dele, a galope, o cavaleiro com o arco é o mais controverso da obra. Alguns creem que ele é Cristo, outros o interpretam como uma figura destruidora.

2 - Boca do inferno
Desde a Idade Média, o inferno costuma ser retratado como o ventre exposto de um terrível monstro representando o Leviatã. Na extrema esquerda abaixo da tela, o inferno devora um homem que usa a insígnia de um bispo. Isso sugere que ninguém está livre da morte ou do inferno: nem ricos, nem pobres, nem padres.

3 - Rosto e tridente
Em geral, a morte é simbolizada através de um tridente. Neste quadro, o tridente do cavaleiro abaixo que representa a morte está relacinado com o inferno.Antes de Dürer, ninguém tinha retratado tanta destruição causada pelos Cavaleiros do Apocalipse.

4 - Balanças da fome
As balanças da fome se agitam atrás do cavaleiro central, que galopa furiosamente. A nuvem de poeira e devastação que os cavaleiros deixam para trás reforçam a sensação de velocidade e exprimem uma energia que não havia sido encontrada em outras versões anteriores do tema até então.

FICHA TÉCNICA - OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE:

Autor: Albrecht Dürer
Onde ver: British Museum, Londres, Reino Unido
Ano: 1498
Técnica: xilogravura
Tamanho: 39,5cm x 28cm

Movimento: Renascimento Nórdico

sábado, 18 de julho de 2015

AUTORRETRATO

Autorretrato, do pintor renascentista alemão Albrecht Dürer, foi feito logo após a conclusão do período de aprendizado do artista, em 1493. 


Provavelmente feita em Estrasburgo, na casa dos irmãos de Martin Schongauer, a obra retrata Dürer com um barrete pouco convencional, que deixa grande parte de sua cabeleira à mostra. Além disso, o pintor veste um gracioso mantel verde sobre uma blusa branca com fitas cor-de-rosa.

Acredita-se que a obra tenha sido pintada como presente para sua noiva, Agnes Freyll, com quem se casaria no ano seguinte. No retrato é possível ver o artista com um ramo de cardo, flor que representa a fidelidade, nas mãos. Além disso há uma inscrição no topo da tela, que significa "Meu destino irá progredir segundo a ordem Suprema".

FICHA TÉCNICA - AUTORRETRATO:

Autor: Albrecht Dürer
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França
Ano: 1493
Técnica: Óleo sobre tela

Movimento: Renascimento

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O GRANDE TUFO DE ERVAS

Os detalhes minuciosos desta imagem - A obra O Grande Tufo de Ervas, do pintor alemão Albrecht Dürer -  de um simples tufo de ervas do prado têm precisão quase fotográfica. Neste caso, a arte e a natureza se confundem, mostrando a beleza que pode estar contida em coisas pelas quais passamos desapercebidos: um tufo de ervas.

 
Com mais de 500 anos, O Grande Tufo de Ervas é um dos primeiros grandes estudos europeus da biodiversidade. Com esta obra, Dürer nos oferece a perspectiva de inseto. Ele recriou as pequenas e emaranhadas plantas com tal nitidez que é possível identificá-las.

O Grande Tufo de Ervas é uma obra-prima por si só, mas, como seu contemporâneo Leonardo da Vinci, Dürer fazia esses estudos basicamente para compreender a natureza e preparar detalhes de suas gravuras.

Nesta obra, Dürer usou aquarela, o que lhe permitiu trabalhar relativamente rápido e concentrar-se nas cores e texturas das plantas. Com esta técnina, é fácil misturar tons sutis e aplicar camadas de tinta diluída umas sobre as outras sem ter que esperar muito para que sequem.

O artista juntava as diferentes nuances de verde com grande precisão, tanto para diferenciar cada planta como para dar profundidade à composição.

3 detalhes de O Grande Tufo de Ervas se destacam:

1. Folhas carnudas

Repare que há 3 folhas carnudas que se destacam na relva. Dürer usou pinceladas finas e secas de um verde mais profundo para modelar a forma das folhas, com linhas finas brancas para salientas as nervuras e as bordas das folhas.

2. Flor de dente-de-leão

À esquerda, é possível ver uma flor, que se diferencia da relva. É um dente-de-leão. Na parte de cima da pintura foi aplicada uma aguada clara para que as plantas se delineassem com clareza contra ela.

3. Raízes prateadas

Dürer não limitou seu estudo ao que cresce sobre o solo. Ele limpou a terra em algumas partes para revelar as raízes das plantas e colocou-as contra uma aguada escura para torná-las mais visíveis.

Ficha Técnica - O Grande Tufo de Ervas:

Autor: Albrecht Dürer

Onde ver: Albertina, Viena, Áustria
Ano: 1503
Técnica: Aquarela e bico de pena sobre papel
Tamanho: 40,8cm x 31,5cm
Movimento: Renascimento

Com Universia Brasil