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quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

A dupla Kris e Cristina surgiu em 1972 e fez grande sucesso com o tema de abertura da novela ‘Uma Rosa com Amor’, de Antônio Carlos e Jocafi. Kris, antes de formar a dupla com a irmã, atuou durante a Jovem Guarda como Maritza Fabiani. Deixou a carreira durante dois ou três anos para se dedicar aos estudos.


A dupla se integrou ao nascente programa Chico City, de Chico Anysio, então ao vivo, no qual cantavam o tema de abertura. Além disso, elas participam do LP gravado por Chico Anysio e Arnaudo Rodrigues (Baiano e os Novos Caetanos) cantando e fazendo backing vocals em diversas canções. Isso é Muito Bom (Chico Anysio e Arnaud Rodrigues), de 1973, era o tema de abertura do programa.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

FRASE DO DIA

"Quem é casado há quarenta anos com dona Maria não entende de casamento, entende de dona Maria. De casamento entendo eu, que tive seis."
Chico Anysio

domingo, 7 de fevereiro de 2016

GALERIA DE NOTÁVEIS


DO FUNDO DO BAÚ

Chico City foi um programa humorístico produzido pela Rede Globo e exibido de 1973 a 1980, semanalmente, tendo como figura principal o humorista Chico Anysio.

No inicio da história do programa, todos os quadros se passavam numa cidade do interior do Nordeste, a tal Chico City, aproveitando o sucesso da novela O Bem Amado, que fazia graça com os personagens e o sotaque daquela região do Brasil. 


O prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira. Seu pai, foi revelado depois, era o Professor Raimundo, que também teve lugar no programa com sua Escolinha. Um dos destaques era o velhote Seu Popó, que vivia implicando com seu companheiro Albamerindo (Jomba) e com suas enfermeiras. O jornal da cidade, que fazia oposição ao prefeito, era escrito por Setembrino, vulgo "Esquerdinha". Na rádio fazia sucesso o locutor Roberval Taylor. Nos comícios de Canavieira, se apresentavam o grupo Baiano e os Novos Caetanos (sátira de Caetano Veloso e os Novos Baianos). A música Vô Batê Pá Tu, de autoria de Orlandivo e Arnaud Rodrigues, foi um mega sucesso, inclusive na Europa. 

Um dos habitantes mais conhecidos da cidade era o famoso Pantaleão, o maior mentiroso do Brasil. Era casado com Terta (Suely May), chamada frequentemente por ele para confirmar as "histórias" do marido (pelo bordão "É mentira, Terta?") que sempre se passavam em 1927. O protegido do casal era o famoso Pedro Bó, adulto com postura de criança. Ele era interpretado pelo artista de circo Joe Lester, que era secretário do comediante Jararaca (da dupla Jararaca e Ratinho), que fazia parte do elenco do programa. O bordão "Não, Pedro Bó", foi um sucesso nacional, sendo inclusive o nome da seção da revista MAD que tinha "Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis".



O último quadro do programa era com o Véio Zuza, um preto velho tradicional a quem os personagens iam consultar sobre problemas diversos. Ele sempre respondia com um misto de ironia e bom-senso. Nesse quadro, o personagem Negritim era interpretado pelo filho de Chico, Nizo Neto, também maquiado de negro. 

Chico protagonizava todos os quadros principais, mas havia alguns exclusivos de outros humoristas, como o "Beleza" (o conquistador da cidade), interpretado por Carlos Leite, e "Os Intelectuais", em que Bertoldo Brecha (o pretenso intelectual de botequim, que vivia travando "sábios" diálogos com um amigo, Martim Francisco, a quem se referia como "Caro colégua", e cujo nome é uma sátira ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht), interpretado por Mário Tupinambá, que voltaria na Escolinha com o bordão "Veeeeeenha!".



Depois, a cidade cresceria, tornando-se uma metrópole, o que daria oportunidade para o surgimento de nova série de personagens, como o Coalhada (sátira de jogador de futebol em fim de carreira), Bozó (que tentava impressionar dizendo que trabalhava na Globo) e Tavares, um malandro alcoólatra, que casou com uma mulher feia e rica a qual chamava de Biscoito (Zezé Macedo).

Mas o destaque era mesmo Chico, que em cada programa interpretava vários de seus mais de 200 tipos. Além dos citados, havia também o Coronel Limoeiro, o Professor Raimundo, Quem-Quem (três dos seus mais antigos tipos), Meinha, Mariano, Nazareno, Valentino, entre muitos outros.



Chico Anysio
Lupe Gigliotti
Walter D'Ávila
Berta Loran
Luís Delfino
Sônia Mamede
Antônio Carlos Pires
Rafael de Carvalho
Lucio Mauro
Arnaud Rodrigues
Zé Trindade
José Vasconcellos
Elza Gomes
Zezé Macedo
Castrinho
Rogério Cardoso
Mário Tupinambá
Nélia Paula
Rony Cócegas
Selma Lopes
Dary Reis
Alberto Perez
Agnes Fontoura
Eleonor Bruno
Magalhães Graça
Luiz Magnelli
Wilson Grey
Suely May
Ema D'Ávila
Fernando José
Jorge Loredo
Felipe Carone
Alcione Mazzeo
Tião Macalé
Domício Costa
Glória Pires
Nizo Neto
Geraldo Alves
Macedo Neto
Suzy Arruda
Augusto Olímpio
Darcy de Souza
Apolo Correia
Eliezer Motta
Alfredo Murphy
Rose Rondelli
Estelita Bell
Nélson Caruso
José de Arimathéa


Em  1973, foi lançado um long play pela Som Livre com músicas da trilha sonora do programa, a maioria de autoria de Chico e Arnaud. Entre elas estava o tema de abertura "Isso É Muito Bom", cantado pela dupla Kris e Cristina.


wikipedia

FRASE DO DIA

"Herói é o cara que não teve tempo de correr."
Chico Anysio

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

FRASE DO DIA

"Claro que eu tenho depressão. Tive seis mulheres, nove filhos e dez netos. Se eu não tivesse depressão, teriam de me internar, porque eu seria um psicopata."
Chico Anysio

domingo, 7 de dezembro de 2014

DO FUNDO DO BAÚ

Chico City foi um programa humorístico produzido pela Rede Globo e exibido de 1973 a 1980, semanalmente, tendo como figura principal o humorista Chico Anysio.

No inicio da história do programa, todos os quadros se passavam numa cidade do interior do Nordeste, a tal Chico City, aproveitando o sucesso da novela O Bem Amado, que fazia graça com os personagens e o sotaque daquela região do Brasil. 


O prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira. Seu pai, foi revelado depois, era o Professor Raimundo, que também teve lugar no programa com sua Escolinha. Um dos destaques era o velhote Seu Popó, que vivia implicando com seu companheiro Albamerindo (Jomba) e com suas enfermeiras. O jornal da cidade, que fazia oposição ao prefeito, era escrito por Setembrino, vulgo "Esquerdinha". Na rádio fazia sucesso o locutor Roberval Taylor. Nos comícios de Canavieira, se apresentavam o grupo Baiano e os Novos Caetanos (sátira de Caetano Veloso e os Novos Baianos). A música Vô Batê Pá Tu, de autoria de Orlandivo e Arnaud Rodrigues, foi um mega sucesso, inclusive na Europa. 

Um dos habitantes mais conhecidos da cidade era o famoso Pantaleão, o maior mentiroso do Brasil. Era casado com Terta (Suely May), chamada frequentemente por ele para confirmar as "histórias" do marido (pelo bordão "É mentira, Terta?") que sempre se passavam em 1927. O protegido do casal era o famoso Pedro Bó, adulto com postura de criança. Ele era interpretado pelo artista de circo Joe Lester, que era secretário do comediante Jararaca (da dupla Jararaca e Ratinho), que fazia parte do elenco do programa. O bordão "Não, Pedro Bó", foi um sucesso nacional, sendo inclusive o nome da seção da revista MAD que tinha "Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis".


O último quadro do programa era com o Véio Zuza, um preto velho tradicional a quem os personagens iam consultar sobre problemas diversos. Ele sempre respondia com um misto de ironia e bom-senso. Nesse quadro, o personagem Negritim era interpretado pelo filho de Chico, Nizo Neto, também maquiado de negro. 

Chico protagonizava todos os quadros principais, mas havia alguns exclusivos de outros humoristas, como o "Beleza" (o conquistador da cidade), interpretado por Carlos Leite, e "Os Intelectuais", em que Bertoldo Brecha (o pretenso intelectual de botequim, que vivia travando "sábios" diálogos com um amigo, Martim Francisco, a quem se referia como "Caro colégua", e cujo nome é uma sátira ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht), interpretado por Mário Tupinambá, que voltaria na Escolinha com o bordão "Veeeeeenha!".


Depois, a cidade cresceria, tornando-se uma metrópole, o que daria oportunidade para o surgimento de nova série de personagens, como o Coalhada (sátira de jogador de futebol em fim de carreira), Bozó (que tentava impressionar dizendo que trabalhava na Globo) e Tavares, um malandro alcoólatra, que casou com uma mulher feia e rica a qual chamava de Biscoito (Zezé Macedo).

Mas o destaque era mesmo Chico, que em cada programa interpretava vários de seus mais de 200 tipos. Além dos citados, havia também o Coronel Limoeiro, o Professor Raimundo, Quem-Quem (três dos seus mais antigos tipos), Meinha, Mariano, Nazareno, Valentino, entre muitos outros.


Chico Anysio
Lupe Gigliotti
Walter D'Ávila
Berta Loran
Luís Delfino
Sônia Mamede
Antônio Carlos Pires
Rafael de Carvalho
Lucio Mauro
Arnaud Rodrigues
Zé Trindade
José Vasconcellos
Elza Gomes
Zezé Macedo
Castrinho
Rogério Cardoso
Mário Tupinambá
Nélia Paula
Rony Cócegas
Selma Lopes
Dary Reis
Alberto Perez
Agnes Fontoura
Eleonor Bruno
Magalhães Graça
Luiz Magnelli
Wilson Grey
Suely May
Ema D'Ávila
Fernando José
Jorge Loredo
Felipe Carone
Alcione Mazzeo
Tião Macalé
Domício Costa
Glória Pires
Nizo Neto
Geraldo Alves
Macedo Neto
Suzy Arruda
Augusto Olímpio
Darcy de Souza
Apolo Correia
Eliezer Motta
Alfredo Murphy
Rose Rondelli
Estelita Bell
Nélson Caruso
José de Arimathéa


Em  1973, foi lançado um long play pela Som Livre com músicas da trilha sonora do programa, a maioria de autoria de Chico e Arnaud. Entre elas estava o tema de abertura "Isso É Muito Bom", cantado pela dupla Kris e Cristina.

wikipedia

domingo, 16 de novembro de 2014

LEITURA DE DOMINGO

A Moça Feia 

                  Chico Anysio
Cada um de nós tem o seu conceito de feiúra e isto é um assunto bastante discutível. Há pessoas que são feias na sua opinião e que na minha não são, assim como muitas a quem eu considero horríveis, vivem cheias de namorados que se encantam com elas. Há ainda a não ser esquecido aquele papo de que "quem come cara é bexiga" e, diante disto, uma mulher não deve ser medida pelo que o rosto promete ou deixa de prometer.

Mas somos obrigados a reconhecer que há as irremediavelmente feias, porque mulheres cujas feiúras são absolutas e nada têm de relativo. Feiúra total. Roberinha nem era assim tão feia, mas parece que ficou combinado que era. É verdade que ela nasceu feia. Contam que o médico que a aparou ao se deparar com a carinha de Roberinha, passou-a para os braços da enfermeira e saiu em desabalada carreira.

Roberinha nasceu no interior e, quando o pai a levou para ser batizada o padre a olhou, examinou bem e disse:

 -Sr. Gonçalves, vamos combinar o seguinte: o senhor leva a menina para casa. Se dentro de três dias ela não latir, o senhor traz de volta que eu batizo.

Roberinha, aos quatro anos vinha com seu pai a cavalo, sentadinha ali junto ao Santo Antonio da sela e uma vizinha convidou o pai para um café.

-Bom dia, Seu Gonçalves. Suba até aqui. Venha tomar um café...

Sr. Gonçalves subiu para a entrada da cozinha, apeou do cavalo e tirou Roberinha de sela, segurando-a no colo. O vizinho, que se aproximava...

-Sua filha ?

-Sim. Roberinha.

 -Bonitinha

E o pai:

-Liga, não, filha. Ele está falando isso só pra te agradar.

Roberinha sempre soube que era feia e, por esta razão, não se aborreceu ou se surpreendeu quando, ao contar a uma autoridade o que sabia de um assalto havido na rua, o homem disse ao policial.

 -Eu vi tudo. Ele assaltou a mulher e depois botou a mulher dentro de um carro e sumiu com ela.

-E como era a mulher ?

 -Feia. Assim como essa mocinha aqui.

A mocinha era Roberinha. Mas depois de casar, ou melhor, depois de ter conseguido casar, Roberinha parou de aceitar esta discriminação. E sua decisão incluía o próprio marido. Assim, quando ela perdeu o avião que a levaria para Roraima e só havia outro no dia seguinte, ao voltar para casa e entrar, dizendo...

 -Perdi o avião.

Na hora em que Cláudio, seu marido, a olhou exclamando feliz por tê-la de volta ao lar:

 -Mas que beleza !

...Roberinha rebateu.

 -Vai pra...

E deu o endereço de um lugar para onde ele ir.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MÚSICA NA SEXTA

Francisco “Chico” Anysio de Paula nasceu em Maranguape, CE, em 1931.

Conhecido principalmente por seus programas humorísticos, Chico Anysio começou a carreira como redator de programas de rádio. Ao mesmo tempo, escrevia músicas “sérias”, e foi gravado por Dalva de Oliveira, Dolores Duran, Elis Regina, Maísa, Alcione e Benito de Paula.

Criou, em 1974, com os personagens de seu programa “Chico City”, Baiano (o próprio Chico) e Paulinho Boca de Profeta (Arnauld Rodrigues), Baiano e os Novos Caetanos. O grupo contava com Renato Piau nas gravações e apresentações.

O primeiro disco da dupla abre com seu maior sucesso, “Vô batê pá tú”.


Vô batê pá tú
Arnauld Rodrigues / Orlandivo
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê
O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações
Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações
Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê

domingo, 4 de maio de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

FRASE DO DIA

"Quem é casado há quarenta anos com dona Maria não entende de casamento, entende de dona Maria. De casamento entendo eu, que tive seis."
Chico Anysio

domingo, 22 de dezembro de 2013

LEITURA DE DOMINGO

Chico Anysio

Houve um tempo, no Rio de Janeiro, que cada bairro tinha o seu valentão. Era o Frederico em Copacabana, o Raul na Urca, o Waldemar no Catete, o Silvão no Cosme Velho. Tudo no bairro tinha que acontecer dentro do desejado por eles, de acordo com a vontade do valentão. 

O interessante é que todos se respeitavam e ninguém soube, nunca, de um ter que encarar o outro numa disputa, uma briga, fosse por que motivo fosse. O fato de mandar na sua circunscrição era mais que suficiente para todos eles. 

No Leme, o valentão era o “Chave Inglesa”. Ninguém sabia o seu nome de batismo, mas no Rio não havia quem não soubesse da existência do “Chave Inglesa”, mandando e comandando do Leme até o Lido. 

“Chave Inglesa” morava na Ladeira Ary Barroso – que naquela época chamava-se Ladeira do Leme, numa casa de madeira, pobre, mas isto não interessava para ele. Tinha – segundo se dizia – apenas um amigo, o ex-salva-vidas “China”, também morador da Ladeira e que mantinha um Centro Espírita em sua casa. China foi um dos primeiros banhistas do Rio e professor da maioria deles. Mas o fato de ser amigo do China não aliviava ninguém de uma pressão do “Chave”, se este fosse o desejo dele. Ao China ele respeitava – até mesmo pela idade, mas ser amigo do China não livrava a cara de ninguém. 

Um dia um jovem casal, saído da praia, dirigia-se para seu carro e passou pelo “Chave” que conversava com um amigo perto do “Sacha’s”, cheio de palavrões. O rapaz deixou a moça um pouco afastada e veio até o “Chave” e seu amigo, muito gentil: - Oh, amigo… eu estou passando aqui com a minha menina e o senhor aí com a boca cheia de palavrões… O amigo do “Chave” foi quem respondeu: - Esquece isso e vai embora, garotinho, porque esse aqui é o Chave Inglesa e ele faz o que quiser. 

O rapaz, que era faixa-preta de jiu-jitsu, segurou com o polegar e o indicador nas banhas da cintura do “Chave” e, enquanto apertava o que podia, foi falando, mansamente: - E então ? Sendo o Chave Inglesa é até um motivo mais forte para ter a boquinha limpa, porque vamos que eu me aborreça e resolva lhe dar uma surra. Vai ficar bonito para o famoso Chave Inglesa apanhar feito boi ladrão de um garotão que ninguém sabe quem é… aqui, na casa dele ? Passe a tomar conta do que fala, para não apanhar e muito quem sabe até sem ter conserto. OK? E como apertava mais a cada frase falada, Chave Inglesa, no final, já estava todo retorcido. 

O rapaz soltou as banhas dele e foi embora com a namorada, enquanto Chave Inglesa levantou a camisa e, dando massagem naquela poça de sangue da cintura, comentava com o amigo: 

- Rapazinho forte...