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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
sábado, 12 de agosto de 2017
COVER
Arrumação é uma composição de Elomar gravada pela primeira vez no antológico Na Quadrada das Águas Perdidas, em 1978.
Em 1984, Elomar, Vital Farias, Xangai e Geraldo Azevedo lançaram um projeto chamado Cantoria, com o qual percorreram todo o Brasil com enorme sucesso. A gravadora Kuarup gravou as apresentações e lançou um excelente disco. Em 1988, o quarteto lança, nos mesmo moldes, Cantoria 2. Arrumação recebeu uma linda interpretação do goiano Francisco Aafa.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
NA QUADRADA DAS ÁGUAS PERDIDAS - 1978 - ELOMAR
Na Quadrada das Águas Perdidas foi gravado nos estúdios do Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia em dezembro de 1978, com participação de muitos amigos do baiano Elomar Figueira de Mello. É o seu terceiro disco (o segundo LP; o primeiro foi um compacto lançado em 1968). Arrumação e Campo Branco estão entre as músicas mais pedidas nos shows de Elomar. Seus discos, via de regra, contêm um glossário com as expressões do sertão usadas por ele em suas composições.
Artista de estilo único, nada que se fale sobre ele pode traduzir a sua obra e a sua criatividade. Para entendê-lo, há que se ouvi-lo.
"Assim que ouviu os primeiros acordes de viola, violão e sanfona e as primeiras estrofes das tiranas dos côcos e parcelas dos três Zés, têm início as primeiras fugidas de casa, pelas bocas-de-noite, não só para ouvir como também, por excelência, para aprender os primeiros tons no braço do violão, o qual será, a partir dali, seu instrumento definitivo. Note-se bem que estas proezas davam-se às voltas e muito às escondidas, pois que não só para seus pais e parentes, como também para toda sociedade de então, labutar com música era coisa para vagabundo. Tocador de violão, viola ou sanfona, era sinônimo de irresponsável."
(http://www.elomar.com.br/biografia.html)
Disco 1
1. A Meu Deus um Canto Novo
2. Na Quadrada das Águas Perdidas
3. A Pergunta
4. Arrumação
5. Deserança
6. Chula no Terreiro
7. Campo Branco
8. Parcelada (do Auto da Catingueira)
9. Estrela Maga dos Ciganos
10. Função
Disco 2
1. Noite de Santos Reis
2. Cantoria Pastoral
3. O Rapto de Joana do Tarugo
4. Canto de Guerreiro Mongoió
5. Clariô (do Auto da Catingueira)
6. Bespa (do Auto da Catingueira)
7. Dassanta (do Auto da Catingueira)
8. Curvas do Rio
9. Tirana (de O Tropeiro Gonsalin)
10. Puluxias (de O Tropeiro Gonsalin)
Todas as composições são de Elomar.
Gravação: Alcivando Luz e João Américo
Mixagem: Alcivando Luz
Canto e violão: Elomar
Flauta: Elena Rodrigues
Violão e charango: Dércio Marques
Vozes: Dércio Marques, Xangai e Carlos Pita
Direção: Carlos Pita e Dércio Marques
Produção de Agravi: Antônio C. Limonge
Uma curiosidade sobre o disco: a gravação e a mixagem ficaram a cargo de Alcivando Luz, autor de, entre outras músicas, "É Preciso Perdoar" (parceria com Carlos Coqueijo), gravada por João Gilberto. Foi na casa de Alcivando que Gal, Gil e Caetano foram apresentados a João Gilberto.
sábado, 10 de junho de 2017
COVER DO SÁBADO
Suíte Correnteza foi gravada no primeiro disco solo de Geraldo Azevedo (como Pout-Pourri Correnteza), lançado pela Som Livre, em 1977. A suíte é composta por "Caravana" e "Talismã", de Geraldo e Alceu Valença, e "Barcarola do São Francisco", de Geraldo e Carlos Fernando.
Em 1988, Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai e Vital Farias fizeram uma versão ao vivo de Suíte Correnteza no disco Cantoria 2 (Cantoria 1 havia sido lançado em 1984), pela Kuarup Discos.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Elomar Figueira Mello nasceu em Vitória da Conquista, BA, em 1937. Seu nome aparece com variações nos primeiros discos, o que contribuiu para difundir dúvidas e confusões sobre a grafia. A forma adotada na publicação de suas obras desde o álbum Na Quadrada das Águas Perdidas, de 1978, fixou-se como Elomar Figueira Mello, que é seu nome civil.
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".
Lançou, em 1968, seu primeiro disco, um compacto simples que trazia suas composições "O Violeiro" e "Canções da Catingueira". No mesmo ano, teve "O Robot" e "Mulher Imaginária" gravadas por Israel Filho, também em compacto simples. Em 1972, lançou o LP "Das Barrancas do Rio Gavião". O disco, independente, gravado no estúdio J.S. Gravações Bahia, vinha com apresentação de Vinícius de Morais, na qual o poeta declarava fazer Elomar "uma sábia mistura do romanceiro medieval e do cancioneiro do nordeste".
O LP trazia doze faixas, todas de sua autoria, e prenunciava a carreira de um compositor fiel às suas raízes, guardando os jeitos, falares e sonoridades do povo do semiárido e também as influências medievais europeias tão presentes no interior do nordeste, entre elas: "O Violêro", "Zefinha", "Incelença do Amor Retirante", "Cantiga de Amigo" e "Cavaleiro do São Joaquim". Em 1979, lançou, com Arthur Moreira Lima, o LP "Parcelada Malunga", pelo selo Marcus Pereira.
É do LP Das Barrancas do Rio Gavião a música "O Pidido".
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".
Lançou, em 1968, seu primeiro disco, um compacto simples que trazia suas composições "O Violeiro" e "Canções da Catingueira". No mesmo ano, teve "O Robot" e "Mulher Imaginária" gravadas por Israel Filho, também em compacto simples. Em 1972, lançou o LP "Das Barrancas do Rio Gavião". O disco, independente, gravado no estúdio J.S. Gravações Bahia, vinha com apresentação de Vinícius de Morais, na qual o poeta declarava fazer Elomar "uma sábia mistura do romanceiro medieval e do cancioneiro do nordeste".
O LP trazia doze faixas, todas de sua autoria, e prenunciava a carreira de um compositor fiel às suas raízes, guardando os jeitos, falares e sonoridades do povo do semiárido e também as influências medievais europeias tão presentes no interior do nordeste, entre elas: "O Violêro", "Zefinha", "Incelença do Amor Retirante", "Cantiga de Amigo" e "Cavaleiro do São Joaquim". Em 1979, lançou, com Arthur Moreira Lima, o LP "Parcelada Malunga", pelo selo Marcus Pereira.
É do LP Das Barrancas do Rio Gavião a música "O Pidido".
O Pidido
Elomar Figueira Melo
Já qui tu vai lá prá fêra
Traga di lá para mim
Água da fulô qui chêra
Um nuvelo e um carrin
Trais um pacote de misse
Meu amigo ah se tu visse
Aquele cego cantadô!
Um dia ele me disse
Jogano um mote de amô
Qui eu havéra de vivê
Pur esse mundo
E morrê ainda em flô
Passa naquela barraca
Daquela mulé reizêra
Onde almuçamo paca
Panelada e frigidêra
Inté você disse vã lõa
Gabano a boia bôa
Qui das casas da cidade
Aquela era a primêra
Trais pra mim uãs brividade
Qui eu quero matá a sôdade
Fais tempo qui fui na fêra
Ai sôdade...
Apois sim vê se num isquece
Quinda nessa lua chêa
Nós vai brincá na quermesse
Lá no Riacho d'Arêa
Na casa daquêle home
Feiticêro e curadô
Qui o dia intêro é home
Fiiho de Nosso Sinhô
Mais dispois da mêa noite
É lubisome cumedô
Dos pagão qui as mãe isqueceu
Do batismo salvadô
E tem mais dois garrafão
Cum dois canguin responsadô
Apois sim vê se num isquece
De trazê ruge e carmim
Ah se o dinheiro desse!
Eu queria um tracilin
E mais treis metro de chita
Qui é preu fazê um vistido
E ficá bem mais bunita
Qui Madô de Juca Dido
Qui Zefa de Iô Joaquim
Já qui tu vai lá prá fêra
Meu amigo trais
Essas coisinhas para mim...
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