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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

I ACTO - 1973 - ZÉ RODRIX

Em 1973, após sua saída do trio Sá, Rodrix & Gauarabyra, José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, lança, pela EMI-ODEON, I Acto, seu primeiro disco solo. Ainda influenciado pelo trabalho do trio e pelas experiências anteriores com o Momento Quatro (com Davi Tygel, Maurício Maestro e Ricardo Villas) e o Som Imaginário (com Fredera, Robertinho Silva, Tavito, Wagner Tiso e Luiz Alves), o álbum traz rocks e baladas, com ótimos arranjos e letras bem elaboradas. 

Destaque para Casca de Caracol (ótimo arranjo de sopros), Eu Preciso de Você Pra Me Ligar e Essas Coisas Acontecem Sempre, que teve boa execução em rádio na época. Disco pouco conhecido, atualmente, mas imperdível!


Lado 1
1 - Casca de Caracol  (Rodrix)
2 - Coisas Pequenas (Rodrix - Tavito)
3 - Eu Não Quero (Rodrix)
4 - Essas Coisas Acontecem Sempre (Rodrix - Tavito)
5 - Receita de Bolo (Rodrix - Tavito)

Lado 2
1 - Cadilac 52 (Rodrix)
2 - Eu Preciso de Você Pra Me Ligar (Rodrix)
3 - Xamego da Nega (Rodrix)
4 - Quando Você Ficar Velho (Rodrix)
5 - IIº Acto (Zé Rodrix - Tavito)


Zé Rodrix - voz, piano, teclados e arranjos
Tavito - violão, guitarra e arranjos
Emílio Carrera - piano e teclados
Johnny Flavin - guitarras
Willie Verdaguer - baixo
Marcelo Frias - bateria
Dazinho - percussão
Sérgio Barroso - baixo acústico
Ronaldo, Waldir, Marisinha e Evinha - backing vocals
Norato, Sylvio, Nogueira e Bogado - trombones
Maurílio, Heraldo, Barreto e Mozart - trompetes
Jorginho, Copinha, Jaime Araújo e Jorge Melacrino - flautas

quinta-feira, 15 de junho de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

NUNCA - 1974 - SÁ & GUARABYRA

Nunca, primeiro álbum da dupla após a dissolução do trio Sá, Rodrix & Guarabyra, foi lançado em 1974 pela Odeon. O disco conta com a participação do grupo O Terço em todas as faixas.


Todas as composições são da dupla, com exceção de "Terras do Sul", parceria de Sá com Sérgio Hinds, e "Coisa à Toa", parceria da dupla com Zé Rodrix. "Verão do Cometa", "2ª Canção da Estrada" e "Divina Decadência" foram as músicas mais tocadas nas emissoras de rádio.


Lado A
1. As Canções Que Eu Faço (Sá/Guarabyra)
2. Canção da Estrada (Sá/Guarabyra)
3. Justo Momento (Sá/Guarabyra)
4. São Nicolau (Sá/Guarabyra)
5. Verão do Cometa (Sá/Guarabyra)
6. Esses Cabides Vazios (Sá/Guarabyra)

Lado B
1. Nuvens D'água (Sá/Guarabyra)
2. Divina Decadência (Sá/Guarabyra)
3. Voar é Como o Passarinho (Sá/Guarabyra)
4. Apreciando a Cidade (Sá/Guarabyra)
5. Terras do Sul (Sá/Sérgio Hinds)
6. Coisa à Toa (Sá/Guarabyra/Zé Rodrix)


: voz e violões
Guarabyra: voz e violões
Sérgio Hinds: guitarra, viola e violões
Flávio Venturini: piano e teclados
Moreno: bateria
Sérgio Magrão: baixo
César das Mercês: guitarra e violões

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Soy Latino Americano
(Zé Rodrix e Livi)

Não acordo muito cedo
mas não fico preocupado
muita gente me censura
e acha que eu estou errado
Deus ajuda a quem madruga
mas dormir não é pecado
o apressado come cru
e eu como mais descansado

Soy latino americano 
e nunca me engano, e nunca me engano
Soy latino americano 
e nunca me engano

Meu caminho pro trabalho
é um pouco mais comprido
eu vou sempre pela praia
que é muito mais divertido
chego sempre atrasado
mas eu não corro perigo
quem devia dar o exemplo
chega atrasado comigo, e diz...

Soy latino americano...

É legal voltar pra casa
mas eu não volto correndo
quem tem pressa de ir embora
no transporte vai morrendo
e eu que não me apresso nunca
pro meu bar eu vou correndo
e encontro minha turma toda
sentada na mesa dizendo assim...

Soy latino americano... 

Quando eu abro a minha porta
muita gente está jantando
quando eu ponho a minha mesa
muita gente esta deitando
eu me arrumo e vou pra rua
e na rua vou achando
muita gente que trabalha 
se divertindo e cantando assim...

Soy latino americano... 

domingo, 27 de dezembro de 2015

DO FUNDO DO BAÚ

O Espigão foi uma telenovela brasileira de 112 capítulos produzida pela Rede Globo e exibida de 1 de abril a 1 de novembro de 1974, às 22 horas. Foi escrita por Dias Gomes e dirigida por Régis Cardoso.


A telenovela girou em torno da desumanização da cidade, de como o progresso descontrolado pode esmagar o ser humano. Conta a história de Lauro Fontana, um empresário megalomaníaco que quer construir o maior hotel do Brasil, o "Fontana Sky", e para isso precisa convencer os Camará, uma família misteriosa, a vender sua mansão em Botafogo, no Rio de Janeiro, para que ele possa utilizar o imenso terreno para concretizar seu propósito. Junto, a história de Léo, um rapaz que defende a preservação da natureza e cujo destino cruza com o de Dora, uma jovem mãe solteira.


Milton Moraes - Lauro Fontana
Betty Faria - Lazinha Chave-de-Cadeia
Ary Fontoura - Prof. Baltazar Camará
Carlos Eduardo Dolabella - Marcito Camará
Suzana Vieira - Tina Camará
Vanda Lacerda - Urânia Camará
Rosamaria Murtinho - Elka Escobar
Suely Franco - Cordélia Fontana
Cláudio Marzo - Léo Simões
Débora Duarte - Dora
Mauro Mendonça - Donatello
Milton Gonçalves - Nonô Alegria-das-Gringas
Mário Lago - Gabriel Passos
Lutero Luiz - Gigante
Ruy Rezende - Dico
Myriam Pérsia - Olga
Jardel Mello Machado
Cecil Thiré - Silveirinha
Maria Lúcia Dahl - Renata
Bibi Vogel - Samanta
Gilberto Garcia - Coroinha
Dorinha Duval - Zilda
Júlio César - Henrique
Tomil Gonçalves - Carlinhos Camará
Marta Anderson - Elizabeth
Vera Lúcia - Sula

A trilha sonora nacional contava com nomes como Tom Zé, Benito Di Paula, Betinho, Sônia Santos, Djalma Dias, Azimuth, Walker, Pery Ribeiro e Alceu Valença. O tema de abertura é de Zé Rodrix.

wikipedia

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MÚSICA NA SEXTA

José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Em 2000, compôs JESUS NUMA MOTO, lançada diretamente em um CD/DVD ao vivo em 2001, no reencontro com seus parceiros Sá e Guarabyra.

Abaixo, alguns depoimentos do autor sobre a música.

Isso, quando ele parou (um motoqueiro "Hells Angel's”), tirou o capacete e era um gerente de banco, um senhor. Um senhor de quase seus 70 anos, aquela cara de gerente de banco, e estava numa moto. Aí falei para o meu filho, "Olha aí, meu filho, esse aí meteu um Marlon Brando nas ideias e saiu por aí!", exatamente onde começa a música. Então, essa característica panfletária, você pode ver nas músicas antigas e nas novas, pois nós sempre fomos gente com esse tipo de postura, panfletária, aberta, de opinião, nunca a música pela música, algo que a gente não perdeu nesses anos, e talvez aí esteja o motivo do interesse das pessoas ter permanecido.

Ela foi composta em 2000, a partir da imagem de Jesus dirigindo uma moto. No momento, ela vem se tornando hino dos grupos de motoqueiros brasileiros. Cada vez mais cantada por eles em seus eventos. Não acredito em sonhos, a não ser quando estou dormindo. Por isso, creio que JESUS NUMA MOTO é apenas um retrato das pessoas de minha geração que, após amadurecerem, se tornam capazes de ter duas vidas, sendo uma delas aquela que lhes agrada integralmente

Existe um Universo mítico que só tem concretude na musica feita no Brasil, e sendo mais transcendente que imanente, ainda assim é levado a sério, como se tivesse existência real. Passei por isso com CASA NO CAMPO; a quantidade de gente que embarcou naquele sonho, sem perceber que ele era apenas a fotografia de um determinado momento, não está no gibi. Tenho passado por isso atualmente com JESUS NUMA MOTO(...).

A imensa quantidade de motoqueiros individuais ou coletivamente organizados que está transformando a música em um hino da categoria (rsss) não dá para encarar. (Neste caso, acho que o problema está na sonoridade das palavras CELA e SELA, que cada um entende do jeito que quer, pode e consegue...)

Há quem viva de acordo com as personas estabelecidas nas músicas deste ou daquele, provavelmente porque elas decifraram dentro de seu espirito algum enigma que ele sequer sabia que lá estava. Esta é a função do artista, nascida da sua capacidade criativa e de sua maior ou menor coragem de se atirar no abismo-de-si-mesmo em busca de alguma coisa a mais. Se o artista não presta esse serviço, desbravando continentes inexplorados, o público vai ficando bobinho e sem essência, vivendo apenas da epiderme para fora, sem que haja real penetração da arte no seu eu mais interior, daí em diante reiterando ou clonando personagens e atitudes que não são verdadeiras nem mesmo para o autor da canção.

Uma impostura de parte a parte: os artistas mentem, o público se deixa enganar, e a indústria cultural continua faturando. Cada vez menos, é verdade, porque aquilo que não se instala profundamente no público se torna apenas descartável, dando ao púublico a sensação de que TODA MUSICA É DESCARTÁVEL, já que vazia de significado e incapaz de penetrar em seu espírito. Do outro lado, temos as músicas comerciais que se pretendem profundas, mas não o são, fingindo uma importância e um valor que não têm, mas do qual se arrogam através do artifício da pretensa "qualidade", sem fundamento nem realidade alguma. Em todos os lados, o que vemos é apenas o culto à personalidade, sem que as obras o justifiquem. Artistas também se tornam descartáveis, uma espécie de ex-BBB com cachê cada vez menor, e nunca compreendem que foi exatamente a sua maneira equivocada de agir em relação à música que os transformou em pálidas sombras de si mesmos.

  
Jesus numa Moto
Zé Rodrix
  
Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue
Dando ordens a quem não sabe
Obedecendo a quem tem.
Só espero a hora
Nem que o mundo estanque
Prá me aproveitar do conforto
De não ser mais ninguém.
Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcateia
Vou meter um Marlon Brando" nas ideias
E sair por aí.
Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Cassius Clay antes dos tratamentos
John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E arcanjo Gabriel sem apocalipse.
Nada no passado
Tudo no futuro
Espalhando o que já está morto
Pro que é vivo crescer.
Sob a luz da lua
Mesmo com sol claro
Não importa o preço que eu pague
O meu negócio é viver.
Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcateia (nova alcateia)
Vou meter um Marlon Brando" nas ideias
E sair por aí.
Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Cassius Clay antes dos tratamentos.
John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E arcanjo Gabriel sem apocalipse.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

quinta-feira, 24 de julho de 2014

FRASE DO DIA

"Jesus foi só mais um carpinteiro que prometeu voltar outro dia para terminar o serviço."
Zé Rodrix

domingo, 22 de junho de 2014

DO FUNDO DO BAÚ

O Espigão foi uma telenovela brasileira de 112 capítulos produzida pela Rede Globo e exibida de 1 de abril a 1 de novembro de 1974, às 22 horas. Foi escrita por Dias Gomes e dirigida por Régis Cardoso.


A telenovela girou em torno da desumanização da cidade, de como o progresso descontrolado pode esmagar o ser humano. Conta a história de Lauro Fontana, um empresário megalomaníaco que quer construir o maior hotel do Brasil, o "Fontana Sky", e para isso precisa convencer os Camará, uma família misteriosa, a vender sua mansão em Botafogo, no Rio de Janeiro, para que ele possa utilizar o imenso terreno para concretizar seu propósito. Junto, a história de Léo, um rapaz que defende a preservação da natureza e cujo destino cruza com o de Dora, uma jovem mãe solteira.


Elenco:
Milton Moraes - Lauro Fontana
Betty Faria - Lazinha Chave-de-Cadeia
Ary Fontoura - Prof. Baltazar Camará
Carlos Eduardo Dolabella .... Marcito Camará
Suzana Vieira - Tina Camará
Vanda Lacerda - Urânia Camará
Rosamaria Murtinho - Elka Escobar
Suely Franco - Cordélia Fontana
Cláudio Marzo - Léo Simões
Débora Duarte - Dora
Mauro Mendonça - Donatello
Milton Gonçalves - Nonô Alegria-das-Gringas
Mário Lago - Gabriel Passos
Lutero Luiz - Gigante
Ruy Rezende .... Dico
Myriam Pérsia - Olga
Jardel Mello Machado
Cecil Thiré - Silveirinha
Maria Lúcia Dahl - Renata
Bibi Vogel - Samanta
Gilberto Garcia - Coroinha
Dorinha Duval - Zilda
Júlio César - Henrique
Tomil Gonçalves - Carlinhos Camará
Marta Anderson - Elizabeth
Vera Lúcia - Sula

A trilha sonora nacional contava com nomes como Tom Zé, Benito Di Paula, Betinho, Sônia Santos, Djalma Dias, Azimuth, Walker, Pery Ribeiro e Alceu Valença. O tema de abertura é de Zé Rodrix.

wikipedia

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MÚSICA NA SEXTA

José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Em 2000, compôs JESUS NUMA MOTO, lançada diretamente em um CD/DVD ao vivo em 2001, no reencontro com seus parceiros Sá e Guarabyra.

Abaixo, alguns depoimentos do autor sobre a música.

Isso, quando ele parou (um motoqueiro "Hells Angel's”), tirou o capacete e era um gerente de banco, um senhor. Um senhor de quase seus 70 anos, aquela cara de gerente de banco, e estava numa moto. Aí falei para o meu filho, "Olha aí, meu filho, esse aí meteu um Marlon Brando nas ideias e saiu por aí!", exatamente onde começa a música. Então, essa característica panfletária, você pode ver nas músicas antigas e nas novas, pois nós sempre fomos gente com esse tipo de postura, panfletária, aberta, de opinião, nunca a música pela música, algo que a gente não perdeu nesses anos, e talvez aí esteja o motivo do interesse das pessoas ter permanecido.

Ela foi composta em 2000, a partir da imagem de Jesus dirigindo uma moto. No momento, ela vem se tornando hino dos grupos de motoqueiros brasileiros. Cada vez mais cantada por eles em seus eventos. Não acredito em sonhos, a não ser quando estou dormindo. Por isso, creio que JESUS NUMA MOTO é apenas um retrato das pessoas de minha geração que, após amadurecerem, se tornam capazes de ter duas vidas, sendo uma delas aquela que lhes agrada integralmente

Existe um Universo mítico que só tem concretude na musica feita no Brasil, e sendo mais transcendente que imanente, ainda assim é levado a sério, como se tivesse existência real. Passei por isso com CASA NO CAMPO; a quantidade de gente que embarcou naquele sonho, sem perceber que ele era apenas a fotografia de um determinado momento, não está no gibi. Tenho passado por isso atualmente com JESUS NUMA MOTO(...).

A imensa quantidade de motoqueiros individuais ou coletivamente organizados que está transformando a música em um hino da categoria (rsss) não dá para encarar. (Neste caso, acho que o problema está na sonoridade das palavras CELA e SELA, que cada um entende do jeito que quer, pode e consegue...)

Há quem viva de acordo com as personas estabelecidas nas músicas deste ou daquele, provavelmente porque elas decifraram dentro de seu espirito algum enigma que ele sequer sabia que lá estava. Esta é a função do artista, nascida da sua capacidade criativa e de sua maior ou menor coragem de se atirar no abismo-de-si-mesmo em busca de alguma coisa a mais. Se o artista não presta esse serviço, desbravando continentes inexplorados, o público vai ficando bobinho e sem essência, vivendo apenas da epiderme para fora, sem que haja real penetração da arte no seu eu mais interior, daí em diante reiterando ou clonando personagens e atitudes que não são verdadeiras nem mesmo para o autor da canção.

Uma impostura de parte a parte: os artistas mentem, o público se deixa enganar, e a indústria cultural continua faturando. Cada vez menos, é verdade, porque aquilo que não se instala profundamente no público se torna apenas descartável, dando ao púublico a sensação de que TODA MUSICA É DESCARTÁVEL, já que vazia de significado e incapaz de penetrar em seu espírito. Do outro lado, temos as músicas comerciais que se pretendem profundas, mas não o são, fingindo uma importância e um valor que não têm, mas do qual se arrogam através do artifício da pretensa "qualidade", sem fundamento nem realidade alguma. Em todos os lados, o que vemos é apenas o culto à personalidade, sem que as obras o justifiquem. Artistas também se tornam descartáveis, uma espécie de ex-BBB com cachê cada vez menor, e nunca compreendem que foi exatamente a sua maneira equivocada de agir em relação à música que os transformou em pálidas sombras de si mesmos.

  
Jesus numa Moto
Zé Rodrix
  
Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue
Dando ordens a quem não sabe
Obedecendo a quem tem.

Só espero a hora
Nem que o mundo estanque
Prá me aproveitar do conforto
De não ser mais ninguém.

Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcateia
Vou meter um Marlon Brando" nas ideias
E sair por aí.

Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Cassius Clay antes dos tratamentos

John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E arcanjo Gabriel sem apocalipse.

Nada no passado
Tudo no futuro
Espalhando o que já está morto
Pro que é vivo crescer.

Sob a luz da lua
Mesmo com sol claro
Não importa o preço que eu pague
O meu negócio é viver.

Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcateia (nova alcateia)
Vou meter um Marlon Brando" nas ideias
E sair por aí.

Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Cassius Clay antes dos tratamentos.

John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E arcanjo Gabriel sem apocalipse.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ÁLBUM DA QUINTA

I ACTO

Em 1973, após sua saída do trio Sá, Rodrix & Gauarabyra, José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, lança, pela EMI-ODEON, I Acto, seu primeiro disco solo.

Ainda influenciado pelo trabalho do trio e pelas experiências anteriores com o Momento Quatro (com Davi Tygel, Maurício Maestro e Ricardo Villas) e o Som Imaginário (com Fredera, Robertinho Silva, Tavito, Wagner Tiso e Luiz Alves), o álbum traz rocks, baladas e MPB, com ótimos arranjos e letras bem elaboradas.

Destaque para Casca de Caracol (ótimo arranjo de sopros), Eu Preciso de Você Pra Me Ligar e Essas Coisas Acontecem Sempre, que teve boa execução em rádio na época. Disco pouco conhecido, mas imperdível!
01-Casca De Caracol
02-Coisas Pequenas
03-Eu Não Quero
04-Essas Coisas Acontecem Sempre
05-Receita De Bolo
06-Cadilac 52
07-Eu Preciso De Você Pra Me Ligar
08-Xamego Da Nega
09-Quando Você Ficar Velho
10-IIºActo