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segunda-feira, 4 de maio de 2020
domingo, 12 de novembro de 2017
VERSÃO BRASILEIRA
Track Track é uma canção do argentino Fito Páez. A música é a última faixa do álbum Ciudad de Pobres Corazones, de 1987.
A música ficou bastante conhecida no Brasil numa versão feita pelos Paralamas do Sucesso, que a intitulou como "Trac trac", (do álbum Os Grãos). A versão estourou nas rádios do Brasil em 1991 e ficou entre as mais tocadas do ano. A versão fez mais sucesso na Argentina do que no Brasil, e conta com a participação de Fernanda Abreu nos vocais e de Fito Páez no piano.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Grupo formado em 1981 no Rio de Janeiro, Os Paralamas do Sucesso tinha em sua formação original Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e Vital Dias (bateria), que no ano seguinte, seria substituído por João Barone.
Já no Rio de Janeiro, o grupo começou a se apresentar no circuito alternativo da cidade. Foi em um desses espaços, o Western, no Humaitá, que Maurício Valladares, então com um programa na Rádio Fluminense FM, de Niterói, pediu que o grupo levasse uma fita demo à rádio, na qual constava "Vital e sua Moto", que rapidamente se tornou um sucesso da programação da rádio.
Contratado pela EMI-Odeon, a banda lançou o primeiro disco em 1983, "Cinema Mudo", que continha, além de "Vital e sua Moto" - inspirada no primeiro baterista do grupo -, "Vovó Ondina é Gente Fina", em homenagem à avó de Bi Ribeiro, que cedia o apartamento para os ensaios do grupo, ambas de Herbert Vianna, e "Química", do até então desconhecido Renato Russo.
Já no Rio de Janeiro, o grupo começou a se apresentar no circuito alternativo da cidade. Foi em um desses espaços, o Western, no Humaitá, que Maurício Valladares, então com um programa na Rádio Fluminense FM, de Niterói, pediu que o grupo levasse uma fita demo à rádio, na qual constava "Vital e sua Moto", que rapidamente se tornou um sucesso da programação da rádio.
Contratado pela EMI-Odeon, a banda lançou o primeiro disco em 1983, "Cinema Mudo", que continha, além de "Vital e sua Moto" - inspirada no primeiro baterista do grupo -, "Vovó Ondina é Gente Fina", em homenagem à avó de Bi Ribeiro, que cedia o apartamento para os ensaios do grupo, ambas de Herbert Vianna, e "Química", do até então desconhecido Renato Russo.
Em 1989, lança o disco Big Bang, e sobre ele está escrito no site da banda:
O som de uma explosão pode ter vários significados, e neste disco o principal deles talvez seja a consolidação de um Paralamas não mais de três, mas de sete cabeças. Um bicho com a guitarra afiada e uma cozinha neguinha até a última ponta (esteja a ponta no gueto de mundo em que estiver), e também com um teclado detonador e o naipe de metais que ficou consagrado como o mais sincronizado do Brasil.
O Brasil de 89, aliás, era um país que não sabia mais votar para presidente, que não via no horizonte um fim para a hiperinflação, e que tinha acabado de por fim à censura. Aaaargh! Por que não uma bomba como solução? As letras provocativas de Herbert estavam longe de qualquer rabugice: muito mais uma ode à malandragem de quem sobrevive e tira onda, de quem resiste na boa. Daí o groove quente-pelando de baixo incansável e bateria toda quebrada, com as levadas de um teclado nervoso e solos precisos de sax-trompete-trombone. Suor de verão escorria, mesmo quando era hora de balada, ora mais bossa, ora mais jazz – afinal, a lição da fossa tinha sido bem aprendida em “Bora Bora”.
Nada previsível, nem nada inatingível. O hit Lanterna dos Afogados até hoje merece interpretações, e a audição dentro do disco inteiro só amplia as possibilidades. Como disse o então titã Arnaldo Antunes no release da época: “o pé que dança decodifica melhor o recado”.
Lanterna dos Afogados
Herbert Vianna
Quando está escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Com Dicionário Cravo Albin
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 6 de março de 2015
MÚSICA NA SEXTA
Vital José de
Assis Dias nasceu no Maranhão, em 1960.
Foi o primeiro baterista da banda Os Paralamas do Sucesso.
Ele conheceu os outros membros do grupo (Herbert Vianna e Bi Ribeiro) no final
da década de 1970 num curso pré-vestibular.
Em 1982, Vital faltou a uma apresentação dos Paralamas na
Universidade Rural do Rio e foi substituído por João Barone, que assumiu de vez
o lugar na banda algum tempo depois.
Depois dos Paralamas, Vital tocou também na banda de heavy
metal Sadom. Em meados dos anos 1990 também deixou esse grupo e abandonou a
música, tornando-se funcionário público.
Uma das maiores contribuições de Vital para os Paralamas se
deu de forma arrevesada: foi tema da canção Vital e sua Moto, mais importante
música dos Paralamas do Sucesso. Vital, a música, foi gravada em uma fita Demo
com mais três canções e entregue na Rádio Fluminense. As músicas foram bem
tocadas e os Paralamas assinaram com a EMI. Vital e sua Moto virou compacto e
posteriormente entrou como primeira música do primeiro disco da banda, Cinema
Mudo, de 1983.
Nos últimos anos de vida, morou em Teresópolis. Vital morreu em 3 de março de 2015, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer.
Vital e sua Moto
(Herbert Vianna)
Vital andava a pé e achava que assim estava mal
De um ônibus pro outro, aquilo para ele era o fim
Conselho de seu pai:
- Motocicleta é perigoso, Vital
É duro te negar, filho, mas isso dói bem mais em mim
Mas Vital comprou a moto
E passou a se sentir total
Vital e sua moto mas que união feliz
Corria e viajava era sensacional
A vida em duas rodas era tudo o que ele sempre quis
Vital passou a se sentir total
Com seu sonho de metal
Vital passou a se sentir total
Com seu sonho
Os Paralamas do Sucesso iam tentar tocar na capital
E a caravana do amor
Então pra lá se encaminhou
Ele foi com sua moto porque de carro era baixo astral
Minha prima já está lá e é por isso que eu também vou
Nota da Redação: Na capa de seu site oficial, Os Paralamas do Sucesso está a seguinte mensagem: Primeiro baterista a tocar com Bi e Herbert, tema do
primeiro sucesso dos Paralamas, um grande amigo da banda nesses anos todos. É
com grande tristeza que comunicamos a perda do nosso velho amigo Vital Dias,
que faleceu nesta terça-feira no Rio de Janeiro. Estamos solidários e mandamos
nossos pensamentos mais elevados para sua esposa, filhos e amigos nessa hora
difícil. Descanse em paz, Vital! (Os Paralamas do Sucesso)
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
ÁLBUM DA QUINTA
O PASSO DO LUI - 1984 - OS PARALAMAS DO SUCESSO
O disco obteve maior sucesso com a apresentação dos Paralamas no Rock in Rio de 1985. A música "Óculos" já estava praticamente estourada. Com dois shows considerados como umas das melhores atrações do festival, a banda levou a turnê do disco para todo o Brasil.
As músicas do disco são assinadas por Herbert Vianna, com exceção de "Assaltaram a Gramática", de Lulu Santos e Waly Salomão, e "Romance Ideal", parceria com Martim Cardoso.
O álbum teve oito faixas de enorme sucesso. Apenas "Menino e Menina" e "O Passo do Lui" não tiveram grande execução nas rádios. Clássicos como "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska", "Mensagem de Amor" e "Me Liga" mostram porque o disco é considerado um dos melhores para o público e para os fãs. As vendas chegaram a mais de 250 mil cópias.
Lado 1
1. Óculos (Herbert Vianna) 03:41
2. Meu Erro (Herbert Vianna) 03:29
3. Fui Eu (Herbert Vianna) 03:52
4. Romance Ideal (Martim Cardoso, Herbert Vianna) 04:10
5. Ska (Herbert Vianna) 02:29
Lado 2
1. Mensagem de Amor (Herbert Vianna) 04:20
2. Me Liga (Herbert Vianna) 03:50
3. Assaltaram a Gramática (Lulu Santos, Waly Salomão) 02:52
4. Menino e Menina (Herbert Vianna) 03:59
5. O Passo do Lui (Herbert Vianna) 02:20
Herbert Vianna: vocal e guitarra
Bi Ribeiro: baixo
João Barone: bateria e percussão
Lulu Santos: backing vocals em "Assaltaram a Gramática"
Scarlet Moon: backing vocals em "Assaltaram a Gramática"
Jotinha: teclados em "Me Liga", "Óculos" e "Meu Erro"
Ricardo Cristaldi: teclados em "Óculos" e "Assaltaram a Gramática".
Paula Preuss: Backing vocals em "Me Liga" e "Fui Eu"
Léo Gandelmann: sax
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
MÚSICA NA SEXTA
Grupo formado em 1981, na cidade de Brasília, Os Paralamas do Sucesso tinha em sua
formação original Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e Vital
Dias (bateria), que no ano seguinte, seria substituído por João Barone.
Já no Rio de Janeiro, o grupo começou a se apresentar no circuito alternativo da cidade. Foi em um desses espaços, o Western, no Humaitá, que Maurício Valladares, então com um programa na Rádio Fluminense FM, de Niterói, pediu que o grupo levasse uma fita demo à rádio, na qual constava "Vital e sua Moto", que rapidamente se tornou um sucesso da programação da rádio.
Contratado pela EMI-Odeon, a banda lançou o primeiro disco em 1983, "Cinema Mudo", que continha, além de "Vital e sua Moto" - inspirada no primeiro baterista do grupo -, "Vovó Ondina é Gente Fina", em homenagem à avó de Bi Ribeiro, que cedia o apartamento para os ensaios do grupo, ambas de Herbert Vianna, e "Química", do até então desconhecido Renato Russo.
Já no Rio de Janeiro, o grupo começou a se apresentar no circuito alternativo da cidade. Foi em um desses espaços, o Western, no Humaitá, que Maurício Valladares, então com um programa na Rádio Fluminense FM, de Niterói, pediu que o grupo levasse uma fita demo à rádio, na qual constava "Vital e sua Moto", que rapidamente se tornou um sucesso da programação da rádio.
Contratado pela EMI-Odeon, a banda lançou o primeiro disco em 1983, "Cinema Mudo", que continha, além de "Vital e sua Moto" - inspirada no primeiro baterista do grupo -, "Vovó Ondina é Gente Fina", em homenagem à avó de Bi Ribeiro, que cedia o apartamento para os ensaios do grupo, ambas de Herbert Vianna, e "Química", do até então desconhecido Renato Russo.
Em 1989, lança o disco Big Bang, e sobre ele está escrito no
site da banda:
O som de uma explosão pode ter vários significados, e neste
disco o principal deles talvez seja a consolidação de um Paralamas não mais de
três, mas de sete cabeças. Um bicho com a guitarra afiada e uma cozinha
neguinha até a última ponta (esteja a ponta no gueto de mundo em que estiver),
e também com um teclado detonador e o naipe de metais que ficou consagrado como
o mais sincronizado do Brasil.
O Brasil de 89, aliás, era um país que não sabia mais votar
para presidente, que não via no horizonte um fim para a hiperinflação, e que
tinha acabado de por fim à censura. Aaaargh! Por que não uma bomba como
solução? As letras provocativas de Herbert estavam longe de qualquer rabugice:
muito mais uma ode à malandragem de quem sobrevive e tira onda, de quem resiste
na boa. Daí o groove quente-pelando de baixo incansável e bateria toda
quebrada, com as levadas de um teclado nervoso e solos precisos de sax-trompete-trombone.
Suor de verão escorria, mesmo quando era hora de balada, ora mais bossa, ora
mais jazz – afinal, a lição da fossa tinha sido bem aprendida em “Bora Bora”.
Nada previsível, nem nada inatingível. O hit Lanterna dos
Afogados até hoje merece interpretações, e a audição dentro do disco inteiro só
amplia as possibilidades. Como disse o então titã Arnaldo Antunes no release da
época: “o pé que dança decodifica melhor o recado”.
Lanterna dos Afogados
Herbert Vianna
Quando está escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
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