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segunda-feira, 1 de julho de 2019
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
segunda-feira, 4 de junho de 2018
sexta-feira, 28 de julho de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Briga de Faca
(Sérgio Ricardo)
Bento, Terêncio, cadê eles
Foi o jagunço que matou
Bento, Terêncio, cadê eles
Foi o jagunço do coronel
A noite que tinha era escura
Que santo nenhum podia alumiar
Noite que só dá lobisomem
E os home do seu coroné
Mataram o Terêncio dormindo
E Bento que fazia um Bentinho
Pegaram todo milho que tinha
E a pobre da vaquinha Zabé
Zeferino ta morto no mato
E Lucas ficou sem cabeça
Só falta você Tulão
E é vem jagunço
Ê… sai da toca seu jagunço
Que eu não mato à traição
Sai da toca seu macaco
Vem que eu te pego e te capo
Vem que eu dou conta de cinco
Vem que eu dou conta de seis
Vem jagunço traiçoeiro
Que eu mato um de cada vez
Tome peixeira no bucho
Agora é cinco o que era seis
Tome peixeira no bucho
Lá se foi um, dois e três
Tome peixeira no bucho
Agora só tem nós três
Tome peixeira no bucho
Falta um pra interar seis
quinta-feira, 8 de junho de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
GERALDO AZEVEDO - 1977
O primeiro disco solo do cantor, compositor e violonista pernambucano, lançado pela gravadora Som Livre, em 1977, traz alguns clássicos autorais, como “Cadê Meu Carnaval” e “Malaksuma”. Outro ponto alto do disco é o “Pot-Pourri Correnteza”, que contém duas canções escritas por Geraldo Azevedo em parceria com Alceu Valença: “Caravana” e “Talismã”.
O disco foi produzido por Guto Graça Mello e teve arranjos de base do próprio Geraldo, além de arranjos de cordas e orquestração a cargo de Dori Caymmi e Radamés Gnatalli. Alceu Valença, Ivinho, Elba Ramalho, Robertinho do Recife e Terezinha de Jesus são os convidados especiais.
Lado 1
1. Cadê Meu Carnaval (Geraldo Azevedo)
2. Pot-Pourri "Correnteza"
- Caravana (Geraldo Azevedo - Alceu Valença)
- Talismã (Geraldo Azevedo - Alceu Valença)
- Barcarola do São Francisco (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
3. Domingo de Pedra e Cal (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
Lado 2
1. Em Copacabana (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
2. Cravo Vermelho (Carlos Fernando)
3. Fulô do Dia (Carlos Fernando)
4. Juritis e Borboletas (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
5. Coração do Agreste (Sobre texto de Pissica) (Carlos Fernando - Geraldo Azevedo)
Vocal: Geraldo Azevedo
Backing vocals: Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Schangay (Xangay), Elba Ramalho, Soninha Burnier, Cybele, Terezinha de Jesus, Fabíola
Violão: Geraldo Azevedo
Guitarra: Robertinho do Recife e Ivinho (Ivson Wanderley)
Violão de 12 cordas: Ivinho (Ivson Wanderley)
Guitarra portuguesa: Robertinho do Recife
Baixo acústico: Luiz Alves
Baixo elétrico: Luizão
Flauta: Zé da Flauta e Ronaldo Medeiros
Sax: Nivaldo Ornelas
Bateria e
percussão: Robertinho Silva, Chico Batera, Paulinho Braga, Israel Semente
Proibida, Sérgio Mello, Nenê da Cuíca, Gordo
quinta-feira, 21 de julho de 2016
ÁLBUM DA QUINTA
CAVALO DE PAU - 1982 - ALCEU VALENÇA
Cavalo de Pau foi lançado em 1982 pela Ariola. É o oitavo disco de Alceu Valença, se forem computados o álbum de estreia, Quadrafônico, com Geraldo Azevedo (1972), e Saudade de Pernambuco (1979), que só foi lançado em 1986, na série Sertanejo & Forró no JT, do Jornal da Tarde.
Cavalo de Pau talvez seja o disco que melhor traduza essa mistura de ritmos. O disco abre com um "Rima com Rima", sublinhada pela guitarra rascante e vigorosa de Paulo Raphael. A segunda e a terceira faixas (Tropicana e Como Dois Animais) transformaram-se nos dois maiores sucessos do álbum. No lado dois, "Lava Mágoas" e a faixa título são os pontos altos.
Lado 1
1. Rima com Rima (Alceu Valença) 03:35
2. Tropicana (Alceu Valença - Vicente Barreto) 03:45
3. Como Dois Animais (Alceu Valença) 04:04
4. Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença - Vicente Barreto) 02:50
Lado 2
1. Martelo Alagoano (Alceu Valença) 02:20
2. Lava Mágoas (Alceu Valença - Dominguinhos) 03:18
3. Cavalo de Pau (Alceu Valença) 03:39
4. Maracatu (Alceu Valença - Ascenso Ferreira) 03:30
Alceu Valença - voz, violão
Jorge Degas - baixo
Paulo Raphael - guitarra
Jurim Moreira - bateria
Wilson Meireles - bateria
Zé da Flauta - flauta
Léo Gandelman - sax tenor
Firmino - percussão
Repolho - percussão
Márcio Miranda - piano, sintetizador
Jaques Morelenbaum - produção
quinta-feira, 22 de maio de 2014
SOLIDÃO
Ouvi no jornal da TV dia desses que inventaram um robô para
cuidar de idosos. Entre outras coisas, o robô ajuda a curar a solidão. Ledo
engano, ledo engano.
Se uma pessoa idosa não aprendeu a conviver com ou nunca se
preparou para a solidão, nunca entendeu nada da vida. A vida, justamente por
ser “a arte do encontro”, é solitária. Se não fosse assim, encontrar alguém não
seria essa “arte”, como definiu Vinícius de Moraes. É claro que por Vinícius
ter dito essa frase, isso não passa a valer como máxima absoluta. Mas não é à
toa que tudo que faz sucesso, por exemplo, na internet, é buscando aproximar
pessoas.
E buscar resolver a solidão com robôs, francamente, antes de
uma derrota é um engano. Solidão não tem remédio.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
ÁLBUM DA QUINTA
CAVALO DE PAU - 1982 - ALCEU VALENÇA
Cavalo de Pau foi lançado em 1982 pela Ariola. É o oitavo disco de Alceu Valença, se forem computados o álbum de estreia, Quadrafônico, com Geraldo Azevedo (1972), e Saudade de Pernambuco (1979), que só foi lançado em 1986, na série Sertanejo & Forró no JT, do Jornal da Tarde.
Lado 1
1. Rima com Rima (Alceu Valença) 03:35
2. Tropicana (Alceu Valença - Vicente Barreto) 03:45
3. Como Dois Animais (Alceu Valença) 04:04
4. Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença - Vicente Barreto) 02:50
Lado 2
1. Martelo Alagoano (Alceu Valença) 02:20
2. Lava Mágoas (Alceu Valença - Dominguinhos) 03:18
3. Cavalo de Pau (Alceu Valença) 03:39
4. Maracatu (Alceu Valença - Ascenso Ferreira) 03:30
Alceu Valença - voz, violão
Jorge Degas - baixo
Paulo Raphael - guitarra
Jurim Moreira - bateria
Wilson Meireles - bateria
Zé da Flauta - flauta
Léo Gandelman - sax tenor
Firmino - percussão
Repolho - percussão
Márcio Miranda - piano, sintetizador
Jaques Morelenbaum - produção
sábado, 22 de março de 2014
sábado, 11 de maio de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
MÚSICA NA SEXTA
O SOL VERMELHO COMO UM TIÇÃO
Alceu Paiva Valença nasceu em Pernambuco no ano de 1946.
Vou Danado pra Catende
Alceu Valença
(baseado no poema de Ascenso Ferreira, O Trem Das Alagoas)
Ai
Telminha
Ouça esta carta
Que eu não escrevi
Por aqui
Vai tudo bem
Mas eu só penso
Um dia em voltar
Ai
Telminha
Veja a enrascada
Que fui me meter
Por aqui
Tudo corre tão depressa
As motocicletas se movimentando
Os dedos da moça
Datilografando
Numa engrenagem
De pernas pro ar
Eu quero um trem
Eu preciso de um trem
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
E o sol é vermelho
Como um tição
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
Mergulhão, mucambos, moleques, mulatos
vêm ve-los passar
Adeus, adeus, adeus
Adeus morena do cabelo cacheado
Maribondo sai da mata
Que lá é casa das caiporas
Caiporas, caiporas, caiporas
Alceu Paiva Valença nasceu em Pernambuco no ano de 1946.
Desde criança interessado por música, cresceu ouvindo Dalva
de Oliveira, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Ganhou seu primeiro violão aos 15
anos.
No ano de 1968, iniciou sua carreira artística apresentando-se
no show "Erosão: a cor e o som", com a banda Ave Sangria, que na
época ainda se chamava Underground Tamarineira Village. O redescobrimento das
raízes nordestinas se deu em 1969, quando em um intercâmbio universitário, estudando em Harvard, apresentou-se em praças e escolas tocando músicas
regionais. Volta ao Brasil e se forma em Direito em 1970. Em 1971 vai para o
Rio de Janeiro com o amigo Geraldo Azevedo, com quem grava seu primeiro disco,
em 1972.
Em 1975 apresenta-se com Jackson do Pandeiro no Teatro João
Caetano e participa do Festival Abertura da TV Globo com a música “Vou Danado
pra Catende”, obrigando o júri a criar o prêmio especial de "melhor
trabalho de pesquisa", por conta de sua apresentação. Ivinho (guitarra), Paulo
Raphael (baixo), Israel Semente Proibida (bateria) e Agricinho Noia (percussão)
formavam o grupo Ave Sangria. E também Zé Ramalho (voz e viola), Lula Côrtes
(tricórdio) e Zé da Flauta (flauta), que haviam acabado de gravar o disco
"Paebiru", acompanharam Alceu no festival e nessa gravação ao vivo
para o Fantástico.
Telminha
Ouça esta carta
Que eu não escrevi
Por aqui
Vai tudo bem
Mas eu só penso
Um dia em voltar
Ai
Telminha
Veja a enrascada
Que fui me meter
Por aqui
Tudo corre tão depressa
As motocicletas se movimentando
Os dedos da moça
Datilografando
Numa engrenagem
De pernas pro ar
Eu preciso de um trem
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
E o sol é vermelho
Como um tição
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
Mergulhão, mucambos, moleques, mulatos
vêm ve-los passar
Adeus, adeus, adeus
Maribondo sai da mata
Que lá é casa das caiporas
Caiporas, caiporas, caiporas
A música com a letra completa está no disco “Molhado de Suor”,
de 1974.
sábado, 2 de março de 2013
Cantando no Banheiro
A notícia abaixo, sobre todo aquele pobre drink, é deveras triste. Motivo de luto, talvez. Digna do Correio do Corvo. Mas, como diz o Nei Lisboa, não adianta chorar sobre o uísque derramado, the show most go on.
O grande Alceu Valença tem um projeto chamado “Cantando no banheiro”. Alceu estava cantando em seu banheiro quando a esposa o viu, achou interessante a ideia e resolveu gravar. Estão todos em seu canal no youtube Segue aqui um aperitivo (cultural):
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