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sexta-feira, 28 de julho de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Briga de Faca
(Sérgio Ricardo)

Bento, Terêncio, cadê eles
Foi o jagunço que matou
Bento, Terêncio, cadê eles
Foi o jagunço do coronel

A noite que tinha era escura
Que santo nenhum podia alumiar
Noite que só dá lobisomem
E os home do seu coroné
Mataram o Terêncio dormindo
E Bento que fazia um Bentinho
Pegaram todo milho que tinha
E a pobre da vaquinha Zabé
Zeferino ta morto no mato
E Lucas ficou sem cabeça
Só falta você Tulão
E é vem jagunço

Ê… sai da toca seu jagunço
Que eu não mato à traição
Sai da toca seu macaco
Vem que eu te pego e te capo

Vem que eu dou conta de cinco
Vem que eu dou conta de seis
Vem jagunço traiçoeiro
Que eu mato um de cada vez

Tome peixeira no bucho
Agora é cinco o que era seis
Tome peixeira no bucho
Lá se foi um, dois e três

Tome peixeira no bucho
Agora só tem nós três
Tome peixeira no bucho
Falta um pra interar seis

quinta-feira, 8 de junho de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

GERALDO AZEVEDO - 1977

O primeiro disco solo do cantor, compositor e violonista pernambucano, lançado pela gravadora Som Livre, em 1977, traz alguns clássicos autorais, como “Cadê Meu Carnaval” e “Malaksuma”. Outro ponto alto do disco é o “Pot-Pourri Correnteza”, que contém duas canções escritas por Geraldo Azevedo em parceria com Alceu Valença: “Caravana” e “Talismã”.


O disco foi produzido por Guto Graça Mello e teve arranjos de base do próprio Geraldo, além de arranjos de cordas e orquestração a cargo de Dori Caymmi e Radamés Gnatalli. Alceu Valença, Ivinho, Elba Ramalho, Robertinho do Recife e Terezinha de Jesus são os convidados especiais.


Lado 1
1. Cadê Meu Carnaval (Geraldo Azevedo)
2. Pot-Pourri "Correnteza"
  - Caravana (Geraldo Azevedo - Alceu Valença)
  - Talismã (Geraldo Azevedo - Alceu Valença)
  - Barcarola do São Francisco (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
3. Domingo de Pedra e Cal  (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)

Lado 2
1. Em Copacabana (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
2. Cravo Vermelho (Carlos Fernando)
3. Fulô do Dia (Carlos Fernando)
4. Juritis e Borboletas (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando)
5. Coração do Agreste (Sobre texto de Pissica) (Carlos Fernando - Geraldo Azevedo)


Vocal: Geraldo Azevedo
Backing vocals: Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Schangay (Xangay), Elba Ramalho, Soninha Burnier, Cybele, Terezinha de Jesus, Fabíola
Violão: Geraldo Azevedo
Guitarra: Robertinho do Recife e Ivinho (Ivson Wanderley)
Violão de 12 cordas: Ivinho (Ivson Wanderley)
Guitarra portuguesa: Robertinho do Recife
Baixo acústico: Luiz Alves
Baixo elétrico: Luizão
Flauta: Zé da Flauta e Ronaldo Medeiros
Sax: Nivaldo Ornelas
Bateria e percussão: Robertinho Silva, Chico Batera, Paulinho Braga, Israel Semente Proibida, Sérgio Mello, Nenê da Cuíca, Gordo

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

CAVALO DE PAU - 1982 - ALCEU VALENÇA

Cavalo de Pau foi lançado em 1982 pela Ariola. É o oitavo disco de Alceu Valença, se forem computados o álbum de estreia, Quadrafônico, com Geraldo Azevedo (1972), e Saudade de Pernambuco (1979), que só foi lançado em 1986, na série Sertanejo & Forró no JT, do Jornal da Tarde.


Alceu Valença é considerado o músico que atingiu o maior equilíbrio estético entre as bases musicais nordestinas com o universo dos sons elétricos da música pop. Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, o coco, a toada, o maracatu, o frevo, caboclinhos e embolada e repentes cantados com bases rock’n'roll.


Cavalo de Pau talvez seja o disco que melhor traduza essa mistura de ritmos. O disco abre com um "Rima com Rima", sublinhada pela guitarra rascante e vigorosa de Paulo Raphael. A segunda e a terceira faixas (Tropicana e Como Dois Animais) transformaram-se nos dois maiores sucessos do álbum. No lado dois, "Lava Mágoas" e a faixa título são os pontos altos.


Lado 1
1.  Rima com Rima (Alceu Valença) 03:35
2.  Tropicana (Alceu Valença - Vicente Barreto) 03:45
3.  Como Dois Animais (Alceu Valença) 04:04
4.  Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença - Vicente Barreto) 02:50

Lado 2
1.  Martelo Alagoano  (Alceu Valença) 02:20
2.  Lava Mágoas (Alceu Valença - Dominguinhos) 03:18
3.  Cavalo de Pau (Alceu Valença) 03:39
4.  Maracatu (Alceu Valença - Ascenso Ferreira) 03:30


Alceu Valença - voz, violão
Jorge Degas - baixo
Paulo Raphael - guitarra
Jurim Moreira - bateria
Wilson Meireles - bateria
Zé da Flauta - flauta
Léo Gandelman - sax tenor
Firmino - percussão
Repolho - percussão
Márcio Miranda - piano, sintetizador
Jaques Morelenbaum - produção

quinta-feira, 22 de maio de 2014

SOLIDÃO

Ouvi no jornal da TV dia desses que inventaram um robô para cuidar de idosos. Entre outras coisas, o robô ajuda a curar a solidão. Ledo engano, ledo engano.

Se uma pessoa idosa não aprendeu a conviver com ou nunca se preparou para a solidão, nunca entendeu nada da vida. A vida, justamente por ser “a arte do encontro”, é solitária. Se não fosse assim, encontrar alguém não seria essa “arte”, como definiu Vinícius de Moraes. É claro que por Vinícius ter dito essa frase, isso não passa a valer como máxima absoluta. Mas não é à toa que tudo que faz sucesso, por exemplo, na internet, é buscando aproximar pessoas.

E buscar resolver a solidão com robôs, francamente, antes de uma derrota é um engano. Solidão não tem remédio.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

ÁLBUM DA QUINTA

CAVALO DE PAU - 1982 - ALCEU VALENÇA

Cavalo de Pau foi lançado em 1982 pela Ariola. É o oitavo disco de Alceu Valença, se forem computados o álbum de estreia, Quadrafônico, com Geraldo Azevedo (1972), e Saudade de Pernambuco (1979), que só foi lançado em 1986, na série Sertanejo & Forró no JT, do Jornal da Tarde.


Alceu Valença é considerado o músico que atingiu o maior equilíbrio estético entre as bases musicais nordestinas com o universo dos sons elétricos da música pop. Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, o coco, a toada, o maracatu, o frevo, caboclinhos e embolada e repentes cantados com bases rock’n'roll.


Cavalo de Pau talvez seja o disco que melhor traduza essa mistura de ritmos. O disco abre com um "Rima com Rima", sublinhada pela guitarra rascante e vigorosa de Paulo Raphael. A segunda e a terceira faixas (Tropicana e Como Dois Animais) transformaram-se nos dois maiores sucessos do álbum. No lado dois, "Lava Mágoas" e a faixa título são os pontos altos.


Lado 1
1. Rima com Rima (Alceu Valença) 03:35
2. Tropicana (Alceu Valença - Vicente Barreto) 03:45
3. Como Dois Animais (Alceu Valença) 04:04
4. Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença - Vicente Barreto) 02:50

Lado 2
1. Martelo Alagoano  (Alceu Valença) 02:20
2. Lava Mágoas (Alceu Valença - Dominguinhos) 03:18
3. Cavalo de Pau (Alceu Valença) 03:39
4. Maracatu (Alceu Valença - Ascenso Ferreira) 03:30


Alceu Valença - voz, violão
Jorge Degas - baixo
Paulo Raphael - guitarra
Jurim Moreira - bateria
Wilson Meireles - bateria
Zé da Flauta - flauta
Léo Gandelman - sax tenor
Firmino - percussão
Repolho - percussão
Márcio Miranda - piano, sintetizador
Jaques Morelenbaum - produção


sábado, 22 de março de 2014

FRASE DO DIA

"A ideia de royalties para os biografados ou herdeiros me parece imoral. (...) Nem tudo pode se resumir ao vil metal!"
Alceu Valença

sexta-feira, 12 de abril de 2013

MÚSICA NA SEXTA

O SOL VERMELHO COMO UM TIÇÃO

Alceu Paiva Valença nasceu em Pernambuco no ano de 1946.

Desde criança interessado por música, cresceu ouvindo Dalva de Oliveira, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Ganhou seu primeiro violão aos 15 anos.

No ano de 1968, iniciou sua carreira artística apresentando-se no show "Erosão: a cor e o som", com a banda Ave Sangria, que na época ainda se chamava Underground Tamarineira Village. O redescobrimento das raízes nordestinas se deu em 1969, quando em um intercâmbio universitário, estudando em Harvard, apresentou-se em praças e escolas tocando músicas regionais. Volta ao Brasil e se forma em Direito em 1970. Em 1971 vai para o Rio de Janeiro com o amigo Geraldo Azevedo, com quem grava seu primeiro disco, em 1972.

Em 1975 apresenta-se com Jackson do Pandeiro no Teatro João Caetano e participa do Festival Abertura da TV Globo com a música “Vou Danado pra Catende”, obrigando o júri a criar o prêmio especial de "melhor trabalho de pesquisa", por conta de sua apresentação. Ivinho (guitarra), Paulo Raphael (baixo), Israel Semente Proibida (bateria) e Agricinho Noia (percussão) formavam o grupo Ave Sangria. E também Zé Ramalho (voz e viola), Lula Côrtes (tricórdio) e Zé da Flauta (flauta), que haviam acabado de gravar o disco "Paebiru", acompanharam Alceu no festival e nessa gravação ao vivo para o Fantástico.
Vou Danado pra Catende
Alceu Valença
(baseado no poema de Ascenso Ferreira, O Trem Das Alagoas)

 Ai
Telminha
Ouça esta carta
Que eu não escrevi
Por aqui
Vai tudo bem
Mas eu só penso
Um dia em voltar
Ai
Telminha
Veja a enrascada
Que fui me meter
Por aqui
Tudo corre tão depressa
As motocicletas se movimentando
Os dedos da moça
Datilografando
Numa engrenagem
De pernas pro ar
Eu quero um trem
Eu preciso de um trem
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
E o sol é vermelho
Como um tição
Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar
Mergulhão, mucambos, moleques, mulatos
vêm ve-los passar
Adeus, adeus, adeus
Adeus morena do cabelo cacheado
Maribondo sai da mata
Que lá é casa das caiporas
Caiporas, caiporas, caiporas

A música com a letra completa está no disco “Molhado de Suor”, de 1974.

sábado, 2 de março de 2013

Cantando no Banheiro


A notícia abaixo, sobre todo aquele pobre drink,  é deveras triste. Motivo de luto, talvez. Digna do Correio do Corvo. Mas, como diz o Nei Lisboa, não adianta chorar sobre o uísque derramado, the show most go on.
O grande Alceu Valença tem um projeto chamado “Cantando no banheiro”. Alceu estava cantando em seu banheiro quando a esposa o viu, achou interessante a ideia e resolveu gravar. Estão todos em seu canal no youtube
Segue aqui um aperitivo (cultural):