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sexta-feira, 28 de março de 2014

COMIDA INTELIGENTE II

"Mas percebo que quem não gosta de comida inteligente também não gosta de experimentar coisas novas – e sabidamente boas – que estão ao alcance das mãos." 

Onde foi que eu li isso? 
"Run, Forrest, run!!! Tem feijoada com queijo gratinado e orégano no caminhão!"


COMIDA INTELIGENTE?

A comida pode não ser inteligente, o que, realmente é uma frescura e um exagero. Mas pelo menos passa pelo fogo. O que, se não é uma inteligência, repito, é um elogio ao engenho humano, aos anos de conquistas da civilização e às calças compridas.

Fui forte e vilmente agravado aqui por ter sugerido que se colocasse queijo derretido, tomate e orégano sobre o carreteiro. Quando escrevi sobre quibe cru também fiz o mea culpa por tentar forjar toda culinária ao meu gosto. Mas percebo que quem não gosta de comida inteligente também não gosta de experimentar coisas novas – e sabidamente boas – que estão ao alcance das mãos. São burocratas do rango.

Comida inteligente é a comida que está à mão. Sem prefácio. Sem grife. Sem explicação. E de preferência gratinada.

COMIDA INTELIGENTE

Leio que a brasileira Helena Rizzo, do restaurante Maní, em São Paulo, foi eleita a melhor chef mulher de 2014 pelo prêmio Veuve Clicquot. 

Duas coisas me chamaram a atenção na reportagem. Uma delas foi o fato de a Zero Hora não colocar que a "gaúcha" Helena Rizzo foi premiada (desta vez foi o Correio do Povo).

A outra, foi a descrição da comida do restaurante de propriedade da chef e seu marido, um espanhol que também é do ramo, feita pelos organizadores de um evento culinário em 2006: "A comida é inteligente, de acordo com as práticas gastronômicas e ingredientes brasileiros e salpicada de influência espanhola."

Fofo, não? Como se já não bastasse queijo derretido, tomate e orégano no carreteiro...