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terça-feira, 16 de julho de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
terça-feira, 24 de abril de 2018
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
NÓS, OS FOLIÕES (1976) SIDNEY MILLER
Sérgio Luiz Gallina
Nosso amor passou
Eu sei
No principio eu não quis acreditar
Chorei
Mas depois eu tive que me conformar
Me conformei
A realidade foi maior
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Aprendi nessa dor
A mágoa não compensa
E o orgulho é mais cruel
Que toda a indiferença
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Pode acreditar
Mulher
Nosso amor foi lindo
Como um carnaval qualquer
Que se acaba e faz um novo dia a dia
Acontecer
Tão difícil assim como viver
----
Até um dia em que vem
Reacender alegrias e salões
Nós, os foliões
Nossas alegorias
Tão esperado e se foi
Tão colorido e lá vai perdendo a cor
O carnaval do nosso amor
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
ÁLBUM DA QUINTA
LÍNGUAS DE FOGO - 1974 - SIDNEY MILLER
O carioca Sidney Miller despontou como compositor durante a década de 1960, e, assim como outros artistas que também estavam começando, participou com algum destaque em diversos festivais. Compôs músicas que se tornariam clássicos da MPB, como A Estrada e o Violeiro, O Circo e Pois é, pra quê?, entre outras.
Lado A
1 - Cicatrizes (Sidney Miller)
2 - Um dia qualquer (Sidney Miller)
3 - Línguas de fogo (Sidney Miller)
4 - Dos anjos (Sidney Miller)
5 - Alô (Sidney Miller)
6 - Pala palavra (Sidney Miller)
Lado B
1 - No quarto das moças (Sidney Miller)
2 - Sombrasileiro (Sidney Miller)
3 - Espera (Sidney Miller)
4 - Alento (Sidney Miller)
5 - Dois toques (Sidney Miller)
Toninho Horta - Guitarra (1,2,4,5,6,8,10,11), guitarras (3), violão (7,9), vocal (3,4,11)
Cláudio Guimarães - Guitarra (1,2,4,5,7,9), violão (3,8,10), guitarras (5), guitarra-solo (8), guitarras-solo (11), vocal (11)
Danilo Caymmi - Flauta (1,4,6,7,9,10), vocal (3,4)
Paulo Guimarães - Flauta (1,4,6,7,9,10), vocal (11)
Tenório Jr. - Órgão (1,5,9), piano (2), piano elétrico (4,6), percussão (8)
Maurício Maestro - Baixo elétrico (1, 2,4,5,6,7,9), vocal (3,4), violão de 12 cordas (8)
Robertinho Silva - Bateria (1,4,8,9,10,11)
Chico Batera - Percussão (1)
Luiz Carlos - Percussão (1,4,7,8,9)
Novelli - Percussão (4), vocal (4), baixo acústico (8)
Gustavo Schroeter - Bateria (2,3,5,6,7), percussão (8)
Luiz Alves - Baixo elétrico (3,8,11), baixo acústico (10)
Jeanne Miller - Vocal (7)
Arranjos:
Toninho Horta (4,7,9)
Maurício Maestro (1)
Sidney Miller (6)
Arranjo vocal:
Maurício Maestro (3) e Cláudio Guimarães (3)
sexta-feira, 5 de abril de 2013
MÚSICA NA SEXTA
Sidney Álvaro Miller Filho começou a compor aos 17
anos de idade, tendo seu primeiro registro como compositor em 1965 com a
gravação de "Queixa", samba em parceria com Zé Kéti e Paulo Tiago.
Esta música foi defendida por Cyro Monteiro e ficou com o 4° lugar no I
Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP) de 1965.
Participou, como compositor, ao lado de Theo de Barros,
Caetano Veloso e Gilberto Gil da trilha sonora da peça "Arena conta
Tiradentes", de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.
Trabalhou em outras tantas peças de teatro ("Yes, nós
temos Braguinha", "Alice no país do divino maravilhoso", "Por
mares nunca dantes navegados", "A torre em concurso") e também
para cinema.
Em 1967 gravou seu primeiro LP, “Sidney Miller”, pela
gravadora Elenco. Disco que tem um diálogo entre “A Estrada e o Violeiro”, com participação
de Nara Leão.
“A Estrada e o Violeiro”
(Sidney Miller)
Sou violeiro caminhando só
Por uma estrada caminhando só
Sou uma estrada procurando só
Levar o povo pra cidade só.
Por uma estrada caminhando só
Sou uma estrada procurando só
Levar o povo pra cidade só.
Parece um cordão sem ponta
Pelo chão desenrolado
Rasgando tudo o que encontra
Na terra de lado a lado
Estrada de sul a norte
Que eu passo penso e peço
Notícias de toda sorte
De dias que eu não alcanço
De noites que eu desconheço
De amor de vida ou de morte.
Pelo chão desenrolado
Rasgando tudo o que encontra
Na terra de lado a lado
Estrada de sul a norte
Que eu passo penso e peço
Notícias de toda sorte
De dias que eu não alcanço
De noites que eu desconheço
De amor de vida ou de morte.
Eu que já corri o mundo
Cavalgando a terra nua
Tenho o peito mais profundo
E a visão maior que a sua
Muita coisa tenho visto
Nos lugares onde eu passo
Mas cantando agora insisto
Neste aviso que ora faço
Não existe um só compasso
Pra contar o que eu assisto.
Cavalgando a terra nua
Tenho o peito mais profundo
E a visão maior que a sua
Muita coisa tenho visto
Nos lugares onde eu passo
Mas cantando agora insisto
Neste aviso que ora faço
Não existe um só compasso
Pra contar o que eu assisto.
Trago comigo uma viola só
Para dizer uma palavra só
Para dizer uma palavra só
Para cantar o meu caminho só
Porque sozinho vou a pé e pó.
Porque sozinho vou a pé e pó.
Guarde sempre na lembrança
Que esta estrada não é sua
Sua vista pouco acusa
Mas a terra continua
Siga em frente violeiro
Que eu lhe dou a garantia
De que alguém passou primeiro
Na procura da alegria
Pois quem anda noite e dia
Sempre encontra um companheiro.
Que esta estrada não é sua
Sua vista pouco acusa
Mas a terra continua
Siga em frente violeiro
Que eu lhe dou a garantia
De que alguém passou primeiro
Na procura da alegria
Pois quem anda noite e dia
Sempre encontra um companheiro.
Minha estrada meu caminho
Me responda de repente
Se eu aqui não vou sozinho
Quem vai lá na minha frente?
Tanta gente tão ligeiro
Que eu até perdi a conta
Mas lhe afirmo violeiro
Mora a dor que a dor não conta
Mora a morte quando encontra
Vai na frente um povo inteiro.
Me responda de repente
Se eu aqui não vou sozinho
Quem vai lá na minha frente?
Tanta gente tão ligeiro
Que eu até perdi a conta
Mas lhe afirmo violeiro
Mora a dor que a dor não conta
Mora a morte quando encontra
Vai na frente um povo inteiro.
Sou uma estrada procurando só
Levar o povo pra cidade só
Se meu destino é ter um rumo só
Choro e meu pranto é pau é pedra é pó.
Levar o povo pra cidade só
Se meu destino é ter um rumo só
Choro e meu pranto é pau é pedra é pó.
Se esse rumo assim foi feito
Sem aprumo e sem destino
Caio fora desse leito
Desafio e desafino
Mudo a sorte do meu canto
Mudo o norte dessa estrada
Que em meu povo não há santo
Não há força não há forte
Não há morte não há nada
Que me faça sofrer tanto.
Sem aprumo e sem destino
Caio fora desse leito
Desafio e desafino
Mudo a sorte do meu canto
Mudo o norte dessa estrada
Que em meu povo não há santo
Não há força não há forte
Não há morte não há nada
Que me faça sofrer tanto.
Vá violeiro me leve pra outro lugar
Que eu também quero um dia poder levar
Toda a gente que virá
Caminhando
Caminhando
Na certeza de encontrar
Que eu também quero um dia poder levar
Toda a gente que virá
Caminhando
Caminhando
Na certeza de encontrar
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