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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
terça-feira, 11 de setembro de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
MÚSICA NA SEXTA
Antônio Viana Gomes, o Tony Tornado, nasceu em 1930, em Mirante de Paranapanema, SP. Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, cantando rock no programa “Hoje é dia de rock”, da Rádio Mayrink Veiga, com o nome artístico de Tony Checker.
Nos anos 60, foi morar em Nova York, onde atuava como traficante de drogas e proxeneta. Conheceu por lá, Tim Maia.
Em 1969, de volta ao Brasil, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln e também cantava na noite com o pseudônimo de Johnny Bradfor, fingindo ser estrangeiro.
Após Tony ter vencido, em 1970 (na fase brasileira, na fase internacional ficou em terceiro lugar), o V Festival Internacional da Canção, acompanhado do Trio Ternura, com a música BR-3 (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar), que se tornaria sua música mais popular, lançou o álbum Toni Tornado. No disco, havia músicas de autoria de Roberto e Erasmo Carlos, Getúlio Cortes, Dom Salvador, Hyldon e do próprio Tony.
Ibrahim Sued, concorrente desclassificado, insinuava que BR-3 não era somente a sigla da rodovia Rio-Belo Horizonte, mas um código de viciados que designava uma veia no braço onde se injetava cocaína. A sugestão fazia parte de um lobby para um livro escrito por um general de nome Jaime Graça (amigo de Ibrahim), chamado “Tóxico”, em cuja capa vermelha o título lembrava uma carreira de cocaína e nas primeiras páginas sugeria que BR-3 era um hino toxicômano, substituindo os versos originais por: “Há uma seringa, que vem do céu cruzando o braço, e uma agulha feita em aço, pra esperar a outra vez”.
Para Flávio Cavalcanti era uma referência ao LSD. Para muita gente, uma apologia à maconha. Os autores de BR-3 responderam ao Serviço Nacional de Informações (cujo diretor, à época, era João Batista Figueiredo), devido à suspeita de que a letra teria conotações a drogas e também a grupos políticos como os Panteras Negras.
Para Flávio Cavalcanti era uma referência ao LSD. Para muita gente, uma apologia à maconha. Os autores de BR-3 responderam ao Serviço Nacional de Informações (cujo diretor, à época, era João Batista Figueiredo), devido à suspeita de que a letra teria conotações a drogas e também a grupos políticos como os Panteras Negras.
BR-3
Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
A gente corre na BR-3
A gente morre na BR-3
A gente morre na BR-3
Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez
E a gente corre na BR-3
E agente morre na BR-3
Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
E a gente corre na BR-3
E a gente morre na BR-3
Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
quinta-feira, 20 de julho de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
ANTONIO ADOLFO & A BRAZUCA - 1971
O disco Antonio Adolfo & A Brazuca, de 1971, marcou várias mudanças na banda. Julie deixou o grupo e foi substituída pelo vocalista Luiz Keller. E uma história curiosa: Vitor Manga deixara o grupo para excursionar com Wilson Simonal no México um ano antes. Seus problemas com drogas acabaram fazendo com que o cantor de "Sá Marina" o despedisse - e ele, desgostoso, acabou morrendo de overdose. A tristeza com a partida de Vitor acabou gerando a carregadíssima balada "Tributo a Vitor Manga".
O disco conta com músicas como "Panorama", "Pela Cidade", "Cláudia", "Atenção! Atenção!", a progressiva "Transamazônica" e o soul "Que se dane". A primazia da parceria Antonio Adolfo e Tibério Gaspar foi substituída por várias composições da dupla Luiz Cláudio Ramos e Mariozinho Rocha e por músicas creditadas à Brazuca.
Antonio Adolfo lançaria mais um disco pela Philips, em 1972, e depois passaria a se dedicar à produção independente, gravando e distribuindo seus discos por conta própria, a partir do pioneiro selo Artezanal. Tibério Gaspar iniciaria uma parceria com o cantor e compositor Guilherme Lamounier.
Uma curiosidade: Vitor era sobrinho do homem de televisão Carlos Manga, que após a morte do músico decidiu se vingar procurando Wilson Simonal durante meses, munido de um revólver - fato que foi revelado pelo próprio Carlos Manga numa entrevista à Playboy nos anos 90. Vários amigos em comum acabaram impedindo que o encontro entre os dois acontecesse.
Lado 1
1 - Panorama (Mariozinho Rocha e Luiz Cláudio)
2 - Cláudia (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo)
3 - Tributo a Victor Manga (Brazuca)
4 - Pela Cidade (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo)
5 - Grilopus nº 1 (1ª parte) (Antônio Adolfo)
6 - Que se dane (Mariozinho Rocha e Luiz Cláudio)
Lado 2
Lado 2
1 - Atenção! Atenção! (Brazuca)
2 - Cotidiano (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo)
3 - Transamazônica (Brazuca)
4 - Cortando Caminho (Brazuca)
5 - Grilopus nº 1 (2ª parte) (Antônio Adolfo)
6 - Caminhada (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo)
Antonio Adolfo: Piano
Luiz Cláudio Ramos: Guitarra
Luizão Maia: Baixo
Paulo Braga: Bateria
Bimba: Vocais
Luiz Keller: Vocais
domingo, 7 de maio de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
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