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terça-feira, 16 de outubro de 2018

TRILHA SONORA

Passarim (Tom Jobim) - Tom Jobim e Orquestra 
O Tempo e o Vento - Rede Globo (Denise Saraceni e Walter Campos) - 1985

segunda-feira, 5 de março de 2018

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

ÁGUAS DE MARÇO (1974) ELIS REGINA & TOM JOBIM

Sérgio Luiz Gallina


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matinta Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
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É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
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É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
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É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
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É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
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É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
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Au, edra, im, minho
Esto, oco, ouco, inho
Aco, idro, ida, ol, oite, orte, aço, zol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

MÚSICA NA SEXTA

Eduardo de Góes Lobo nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Filho do compositor Fernando Lobo (Chuvas de Verão, Nega Maluca, Ninguém me Ama), estudou acordeão dos 8 aos 14 anos, quando se interessou por violão, recebendo as primeiras lições de Theo de Barros, seu amigo de infância. Cursou até o terceiro ano de Direito.

Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.

Em 1962, gravou seu primeiro compacto, com composições suas influenciadas pela bossa nova e com o texto da contracapa assinado por Vinícius de Moraes. Em seguida, sob a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Ruy Guerra, passou a trabalhar também uma temática mais social.

Em 1964 teve uma música incluída no espetáculo Opinião  e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para compor a trilha sonora de "Arena conta Zumbi", peça teatral de Guarnieri e Augusto Boal.

Venceu, em 1965,  o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com "Arrastão" (letra de Vinícius de Moraes), defendida por Elis Regina. Também venceu o III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "Ponteio" (letra de Capinam), que interpretou com Marília Medalha, o grupo vocal Momento 4 (Ricardo Villas, David Tygel, Zé Rodrix e Maurício Maestro) e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo do Monte).

Ao ganhar esse festival, Edu Lobo aceitou a primeira proposta que teve para tocar fora do Brasil, desgostoso e temeroso com o rumo que tomavam as carreiras dos participantes de festivais. Chegou a dizer que se sentia como um cavalo em que as pessoas apostavam para ver quem levaria o primeiro prêmio. É autor de várias músicas memoráveis, entre elas Lero Lero, Corrida de Jangada, Viola fora de Moda e toda sua parceria com Chico Buarque. 

Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.


Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo
Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar
Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar...

sábado, 17 de junho de 2017

COVER DO SÀBADO

Wave (também conhecida como "Vou te Contar") é a primeira música do álbum de mesmo nome, de 1967, de Tom Jobim . Foi interpretada por diversos artistas, como Elis Regina, Gal Costa, Frank Sinatra, João Gilberto, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson. Em sua versão original, recebeu arranjo de Claus Ogerman. A letra em inglês foi adicionada pelo próprio Tom Jobim em novembro de 1969 e cantada por Frank Sinatra no álbum Sinatra & Company, lançado no ano seguinte. 


"Tom Jobim - Os anos 60" é o décimo primeiro álbum de estúdio da cantora Joyce, lançado em 1987, pela gravadora EMI. Wave é a segunda faixa.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

CONSTRUÇÃO - 1971 - CHICO BUARQUE

Construção, lançado em 1971, foi composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. O álbum é carregado de críticas ao regime militar, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo ("Cordão") e pelo estado indigno no qual as condições individuais se encontravam no país ("Construção"), além de algumas canções mais clássicas e pessoais ("Valsinha" e "Minha História").


O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP. Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada.


Construção teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter uma demanda de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos.


Lado 1
1. Deus lhe Pague (Chico Buarque) 3:19
2. Cotidiano (Chico Buarque) 2:49
3. Desalento (C. Buarque, Vinicius de Moraes) 2:48
4. Construção (Chico Buarque) 6:24

Lado 2
1. Cordão (Chico Buarque) 2:31
2. Olha Maria (Amparo) (C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim) 3:56
3. Samba de Orly (C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes) 2:40
4. Valsinha (C. Buarque, V. de Moraes) 2:00
5. Minha História (Gesú Bambino) (Lucio Dalla, Paola Pallotino; versão de C. Buarque) 3:01
6. Acalanto (Chico Buarque) 1:38


MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9
Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"
Trio Mocotó - percussão em ¨Samba de Orly ¨
Toquinho - violão em ¨Samba de Orly
Rogério Duprat - arranjos e regência
Magro - arranjos de base

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

URUBU - 1975 - ANTÔNIO CARLOS JOBIM


"Jereba é urubu importante como, aliás, todo urubu. Mas entre eles, urubus, observam-se prioridades."


Gravado no Columbia Recording Studios, New York, de 16 a 23 de outubro de 1975, Urubu é o décimo disco de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. O álbum também inaugurou o selo Warner Music no Brasil. Um dos criadores da bossa nova, Tom é considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira pela revista Rolling Stone.

Urubu teve arranjos, regência e produção de Claus Ogerman e participação de vários expoentes do jazz, como Ron Carter, Joe Farrell, Hubert Laws e Airto Moreira. Destaque para Bôto, com vocal de Miúcha, e Lígia, que havia sido gravada anteriormente por Chico Buarque no disco Sinal Fechado, de 1974. O lado dois, todo instrumental, é magnífico. Impecável!!!


Lado 1
1 - Bôto (Porpoise) - Antonio Carlos Jobim / Jararaca
2 - Lígia - Antonio Carlos Jobim
3 - Correnteza (The Stream) - Antonio Carlos Jobim / Luiz Bonfá
4 - Ângela - Antonio Carlos Jobim

Lado 2
1 - Saudade do Brazil - Antonio Carlos Jobim
2 - Valse - Paulo Jobim
3 - Arquitetura de morar (Architecture to live) - Antonio Carlos Jobim
4 - O Homem (Man) - Antonio Carlos Jobim


Antônio Carlos Jobim - piano, fender rhodes, violão
Miúcha - vocal
Harry Lookofsky - violino
Joe Farrell - soprano saxofone
Urbie Green - trombone
Hubert Laws - flauta
Ron Carter - contrabaixo
João Palma - bateria
Airto Moreira - percussão
Everaldo Ferreira - conga
Claus Ogerman - arranjos, regência e produção

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

CONSTRUÇÃO - 1971 - CHICO BUARQUE

Construção, lançado em 1971, foi composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. O álbum é carregado de críticas ao regime militar, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo ("Cordão") e pelo estado indigno no qual as condições individuais se encontravam no país ("Construção"), além de algumas canções mais clássicas e pessoais ("Valsinha" e "Minha História").


O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP. Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada.


Construção teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter uma demanda de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos.


Lado 1
1. Deus lhe Pague (Chico Buarque) 3:19
2. Cotidiano (Chico Buarque) 2:49
3. Desalento (C. Buarque, Vinicius de Moraes) 2:48
4. Construção (Chico Buarque) 6:24

Lado 2
1. Cordão (Chico Buarque) 2:31
2. Olha Maria (Amparo) (C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim) 3:56
3. Samba de Orly (C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes) 2:40
4. Valsinha (C. Buarque, V. de Moraes) 2:00
5. Minha História (Gesú Bambino) (Lucio Dalla, Paola Pallotino; versão de C. Buarque) 3:01
6. Acalanto (Chico Buarque) 1:38


MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9
Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"
Trio Mocotó - percussão em ¨Samba de Orly ¨
Toquinho - violão em ¨Samba de Orly
Rogério Duprat - arranjos e regência
Magro - arranjos de base

wikipedia

terça-feira, 23 de agosto de 2016

DAS MADRUGADAS

This popular set matches the brilliant harmonica player Toots Thielemans with such top Brazilian performers as Ivan Lins, Djavan, Oscar Castro-Neves, Dori Caymmi, Ricardo Silveira, João Bosco, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Luiz Bonfá, Edu Lobo and Eliane Elias, in addition to bassist Brian Bromberg, keyboardist Michael Lang, trumpeter Mark Isham and Dave Grusin. Thielemans is often in a supportive role behind the many soothing brazilian singers and performers. The atmospheric date surprisingly does not have any Antonio Carlos Jobim songs, instead emphasizing lesser-known tunes (other than Toots' greatest hit "Bluesette"). Easily recommended to fans of brazilian pop and jazz, this CD was soon followed by a second (and equally rewarding) set featuring many of the same performers.

domingo, 24 de julho de 2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ÁLBUM DA QUINTA

SEM VOCÊ - 1995 - JOYCE E TONINHO HORTA

Gravado para o mercado japonês e lançado por lá em 1995, o álbum Sem Você junta Joyce e Toninho Horta em cima da obra de Tom Jobim.


O CD nasceu por acaso no meio de uma temporada de shows que os dois estavam fazendo no Blue Note, em Tóquio. Em um set, os músicos saiam do palco e ficavam apenas Joyce e Toninho em números de voz e violão. A maior parte do repertório escolhido pela dupla para esse momento intimista era de composições de Tom Jobim. Ideal para um CD em homenagem ao compositor, ideia posta em prática em apenas uma noite. Era o que a agenda da dupla permitia.


Gravado basicamente em Nova York em maio de 1995, com duas canções registradas em um estúdio carioca um mês mais tarde, o álbum prima pela espontaneidade do encontro. Ambos são músicos excepcionais e se destacam em releituras criativas de um repertório já tão registrado ao redor do mundo. 


O básico do disco é o criativo violão de Toninho com a interpretação singular de Joyce. Na festa de Frevo de Orfeu, o encontro é ainda mais intenso quando os dois juntam os instrumentos e as vozes. Joyce volta a pegar o violão em Estrada do sol e Toninho a cantar o medley Este seu olhar/Só em teus braços.

O disco foi gravado em clima de jam session. Sem planos de vôo, a dupla ia lembrando e registrando de improviso. Nasceu um clássico ao acaso. Um disco sem grandes pretensões, mas com o valor do reencontro de Joyce e Toninho Horta se debruçando na obra de Jobim.


1. Ela é carioca (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
2. Correnteza (Tom Jobim, Luiz Bonfá)
3. Inútil paisagem (Tom Jobim, Aloysio de Oliveira)
4. Frevo de Orfeu (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
5. Lígia (Tom Jobim)
6. Vivo sonhando (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
7. Dindi (Tom Jobim, Aloysio de Oliveira)
8. Só danço samba (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
9. Outra vez (Tom Jobim)
10. Sem você (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)
11. Este seu olha/Só em teus braços (Tom Jobim)
12. Estrada do sol (Dolores Duran, Tom Jobim)
13. Ela é carioca (Tom Jobim, Vinicius de Moraes)


http://www2.uol.com.br/ziriguidum

sexta-feira, 6 de maio de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Antônio (Tom) Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1927. No início de sua carreira, trabalhou como pianista em casas noturnas cariocas, como Drink, Bambu Bar, Arpège, Sacha's, Monte Carlo, Night and Day, Casablanca, Tasca e Alcazar. Muitas vezes revezava com Newton Mendonça, de quem se tornou grande amigo e com quem iniciou uma bem sucedida parceria musical, que gerou canções como "Desafinado" e "Samba de uma nota só", entre outras.

Em 1952 foi contratado pela Continental Discos, com a função de fazer transcrições de músicas para registro. Decidido a trocar a vida boêmia e noturna pela diurna, declarou: "Resolvi mudar de vida, de repente. Para ser bicho diurno, arranjei emprego na Continental Discos. Levava a minha pastinha, com algumas partituras. Alguém cantava uma música, batendo na caixa de fósforo, e eu punha a melodia no papel".

O primeiro registro fonográfico de uma composição de sua autoria ocorreu em 1953, quando sua canção "Incerteza" (parceria com Newton Mendonça) foi lançada pela gravadora Sinter, no disco de 78 rpm de Mauricy Moura. Nesse mesmo ano, Ernâni Filho gravou, também pela Sinter, "Pensando em você" e "Faz uma semana" (com Juca B. Stockler). Em seguida, atuou como arranjador, auxiliado, no início, pelo maestro Radamés Gnattali.

Em 1981, sua composição "Luiza" foi tema de abertura da novela "Brilhante" (Rede Globo), mesmo ano em que a música foi grava no disco Tom e Edu. Em 1987, fez parte do disco "Há sempre um nome de mulher", álbum duplo dedicado à campanha do aleitamento materno e do qual se venderam 600.000 cópias apenas nas agências do Banco do Brasil. A gravação foi realizada em sua própria casa, com o maestro tocando apenas ao piano a canção "Luiza", registro considerado um dos seus melhores momentos como cantor.

“Luiza” também está no disco Passarim, de 1987. 


Luiza
Tom Jobim

Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza

Com Dicionário Cravo Albin

sábado, 30 de abril de 2016

COVER DO SÁBADO

Wave (também conhecida como "Vou te Contar") é a primeira música de um álbum de mesmo nome de 1967, composta por Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim). Já foi interpretada por diversos artistas, como Elis Regina, Gal Costa, Frank Sinatra, João Gilberto, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson. Em sua versão original, recebeu arranjo de Claus Ogerman. A letra em inglês foi adicionada pelo próprio Tom Jobim em novembro de 1969 e cantada por Frank Sinatra no álbum Sinatra & Company, lançado no ano seguinte. 


"Tom Jobim - Os anos 60" é o décimo primeiro álbum de estúdio da cantora Joyce, lançado em 1987, pela gravadora EMI. Wave é a segunda faixa.

wikipedia