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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

MÚSICA NA SEXTA

Jorge "Ben" Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo. Mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly "Bop-A-Lena" de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo). Seu ritmo híbrido lhe trouxe alguns problemas no início, quando a música brasileira estava dividida entre a Jovem Guarda e o samba tradicional, de letras engajadas. Ao passar a ter interesse pela música, o artista vivenciou uma época na qual a bossa nova predominava no mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas, desde o início, foi bastante inovador.

Em 1968, Jorge Ben foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Rede Tupi. Ele também participou de "O Fino da Bossa" (comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nesta época, Jorge Ben obteve enorme sucesso com as músicas "Cadê Tereza?", "País Tropical", "Que Pena" e "Que Maravilha", além de concorrer com "Charles, Anjo 45" no festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969. Na década de 1970, venceria este festival com "Fio Maravilha", interpretado por Maria Alcina. "País Tropical" também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 1970, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como A Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976). Embora não tenham obtido sucesso comercial, estes álbuns são, hoje, considerados clássicos da música brasileira.

A música O Homem da Gravata Florida é do disco A Tábua de Esmeralda.


O Homem Da Gravata Florida
Jorge Ben
  
Lá vem o homem da gravata florida
Meu deus do céu... que gravata mais linda
Que gravata sensacional
Olha os detalhes da gravata...
Que combinação de côres
Que perfeição tropical
Olha que rosa lindo
Azul turquesa se desfolhando
Sob os singelos cravos
E as margaridas, margaridas
De amores com jasmim

Isso não é só uma gravata
Essa gravata é o relatório
De harmonia de coisas belas
É um jardim suspenso
Dependurado no pescoço
De um homem simpático e feliz
Feliz, feliz porque... com aquela gravata
Qualquer homem feio, qualquer homem feio
Vira príncipe, simpático, simpático, simpático
Porque... com aquela gravata
Êle é esperado e bem chegado
É adorado em qualquer lugar
Por onde ele passa nascem flores e amores
Com uma gravata florida singela
Como essa, linda de viver
Até eu, até eu, até eu, até eu, até eu,...

Com Wikipédia

domingo, 23 de abril de 2017

DOMINGO 23 É DIA DE JORGE


Domingo 23
(Jorge Ben Jor)

Domingo 23, domingo 23
É dia de Jorge
É dia dele passear
Dele passear
No seu cavalo branco
Pelo mundo prá ver
Como é que tá
De armadura e capa
Espada forjada em ouro
Gesto nobre
Olhar sereno
De cavaleiro, guerreiro justiceiro
Imbatível ao extremo
Assim é Jorge
E salve Jorge viva viva viva Jorge
Pois com sua sabedoria e coragem
Mostrou que com uma rosa
E o cantar de um passarinho
Nunca nesse mundo se está sozinho

sábado, 21 de janeiro de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Namorado da Viúva
(Jorge Ben)

O namorado da viúva passou por aqui
Apressado, pensativo, desconfiado
Olhando prá todos os lados
Pois ele soube que na cidade
As apostas subiram dizendo
Que ele não vai dar conta do recado

Que viúva é essa
Que todos querem mas têm medo
Tem receio de ser dono dela
Dizem que ela tem um dote
Físico e financeiro invejável (eu quero ver!)

O namorado da viúva passou por aqui
Namomorarado da viúva
Namomorarado da viúva

quinta-feira, 30 de julho de 2015

ÁLBUM DA QUINTA

A TÁBUA DE ESMERALDA - 1974 - JORGE BEN

A Tábua de Esmeralda é o décimo primeiro álbum de estúdio DE Jorge Ben, lançado em 1974. “Esse é meu novo disco, que tem por título A Tábua De Esmeralda que foi onde começou toda alquimia e… eu faço nele uma alquimia musical”, diz o autor na apresentação.

O disco é espetacular da primeira à última faixa.  "Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas" foi um estrondoso sucesso, mas há outros grandes destaques, como a magnífica "O Homem da Gravata Florida (A Gravata Florida de Paracelso)" e a filosófica "Errare Humanum Est".


O álbum é considerado como o principal da carreira de Jorge Ben, abrindo a sua fase chamada de "alquimia musical" e um dos principais discos da música popular brasileira, tendo sido eleito em lista divulgada pela revista Rolling Stone Brasil, o sexto melhor disco da música brasileira de todos os tempos. O crítico Philip Jandovský, do Allmusic, elogiou especialmente as melodias do álbum que conseguem soar naturais ao mesmo tempo em que nunca são previsíveis ou banais.


Depois da gravação, Roberto Menescal – o então produtor musical da Phonogram/Phillips – ligou para Jorge para dizer que a primeira prova do disco estava pronta e disse também que todos na gravadora haviam adorado o novo disco. Jorge, ansioso para ouvir o resultado, pediu a Menescal que o deixasse ouvir pelo menos uma vez e ele acatou. Logo depois, ele telefonou para Menescal e disse: “Por mim, está ótimo. Eu só não sei se o cara lá do outro lado vai gostar”. “Como assim, Jorge?”, perguntou Menescal. “É que de um lado é o meu disco, mas do outro colocaram Beethoven!”.

Destaque negativo para o fato de o disco, a exemplo de muitos discos brasileiros da época, não trazer a ficha técnica com os músicos que participaram das gravações.


Lado A
1. Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas   3:14
2. O Homem da Gravata Florida (A Gravata Florida de Paracelso)   3:05
3. Errare Humanum Est   4:50
4. Menina Mulher da Pele Preta   2:57
5. Eu Vou Torcer   3:15
6. Magnólia   3:14

Lado B
1. Minha Teimosia, Uma Arma pra te Conquistar   2:41
2. Zumbi   3:30
3. Brother   2:54
4. O Namorado da Viúva   2:03
5. Hermes Trismegisto e sua Celeste Tábua de Esmeralda (Tratado Hermético Escrito pelo Faraó Egípicio Hermes Trimegisto e Traduzido por Fulcanelli)   Fulcanelli / Jorge Ben 5:30
6. Cinco Minutos (5 minutos)   2:57


Direção de produção: Paulinho Tapajós
Técnico de gravação: Luigi Hoffer e João Moreira
Arranjos: Osmar Milito, Darcy de Paulo e Hugo Bellard
Capa: Aldo Luiz
Figuras da capa: Nicolas Flamel

https://escutaessablog.wordpress.com
http://soulart.org

quinta-feira, 2 de julho de 2015

ÁLBUM DA QUINTA

GIL & JORGE: OGUM, XANGÔ - 1975 - GILBERTO GIL E JORGE BEN

Lançado em 1975, o álbum é famoso pelo seu experientalismo e pelo improviso dos dois artistas, que interagem entre si durante todo o disco. Quatro faixas têm mais de 10 minutos. Gilberto Gil e o ainda Jorge Ben (hoje, Ben Jor) assumem em "Gil & Jorge" a identificação musical existente entre ambos e que ganhou vida sob o título dos orixás Ogum e Xangô. 


Produzido por Paulinho Tapajós e Perinho Albuquerque, o disco têm apenas quatro canções inéditas ("Meu Glorioso São Cristóvão", "Jurubeba", "Filhos de Gandhi" e "Sarro"), sendo o resto composto por regravações: "Nega", que apareceu no álbum auto intitulado de 1971, e "Essa É pra Tocar no Rádio", que seria lançada dali alguns meses no disco Refazenda, pelo lado de Gil; e "Quem Mandou (Pé na Estrada)", lançada por Wilson Simonal em 1973, "Taj Mahal" e "Morre o Burro, Fica o Homem", lançadas no álbum Ben de 1972.


O disco foi gravado em apenas uma noite, que deve ter sido "mágica" e regada a muito "café preto". Luis Wagner (o guitarreiro) é responsável pelo baixo e Djalma Corrêa pela percussão.

Apesar da ótima qualidade sonora do disco, ele não teve uma receptividade muito boa de público na época, inclusive com algumas críticas negativas dos jornalistas especializados, tanto é que o disco passou pouco tempo nas lojas e nunca foi relançado em LP.


Lado A
1. Meu Glorioso São Cristóvão - Jorge Ben 8:16
2. Nega - Gilberto Gil 10:34
Lado B
1. Jurubeba - Gilberto Gil 11:37
2. Quem Mandou (Pé na Estrada) - Jorge Ben 6:51
Lado C
1. Taj Mahal - Jorge Ben 14:42
2. Morre o Burro, Fica o Homem - Jorge Ben 6:03
Lado D
1. Essa é Pra Tocar no Rádio - Gilberto Gil 6:19
2. Filhos de Gandhi - Gilberto Gil 13:03
3. Sarro - Gilberto Gil/Jorge Ben 1:09


Jorge Ben - voz, violão
Gilberto Gil - voz, violão
Djalma Corrêa - percussão
Luis Wagner - baixo

sábado, 8 de junho de 2013

LUCIANO LDMRH

Já ouvia Jorge Ben, eventualmente, em rádios. Lembro de sucessos seus tocados no final dos anos 60, mas criança ou pré-adolescente, meus intéresses eram outros (sim eu tinha um pinto).

Na na casa de meu pai foi que pude conhecer melhor sua obra. Meu velho tinha um equipamento de fita cassete com um ótimo estéreo. Lá, ouvi pela primeira vez o álbum Negro é Lindo. Produzido por Paulinho Tapajós e com acompanhamento do Trio Tapajós. "Rita Jeep", com arranjo de harmônica, ou das cordas em "Porque é proibido pisar na grama", foi um divisor de águas em meu gosto musical. A partir dali, nunca mais seria o mesmo, mas quem se importa...

Da contracapa do álbum: Negro é Lindo traz homenagem a Cassius Clay, Muhammad Ali e João Parahyba, apelidado de Comanche. Traz declarações de amor à sua querida Maria Tereza Domingas e, ao mesmo tempo, propõe um pacto de comunhão de bens à Rita Lee, sua carona dos estúdios pra casa no Brooklin.

No estúdio, Tapajós preferia gravar com Jorge sozinho em cima de um estrado, sob o qual colocava microfones que captavam a batida dos tamancos do artista e o roçar da palheta sobre as cordas dos violões. A partir dali, os arranjos eram montados. 

"Com a pulsação dos tamancos, da voz e da palheta, o Jorge se transformava numa máquina de ritmo. Depois eu enfeitava com os outros instrumentos em tessituras que não esbarravam na dele. Gravamos 30, 40 músicas para um único disco, e acredito que ainda deva existir muito material inédito (nota do copista (me): por Baco, cadê isto?). Era a melhor maneira, porque o grande barato do Jorge é a liberdade. Ele não tem disciplina. Então, temos de ir atrás dele". 

Pode-se analisar essa liberdade como uma certa alienação às técnicas e às artificialidades de estúdio e ao processo de ensaio como um todo.

Esta é a sua discografia de estúdio, mas tem ainda gravações ao vivo, coletâneas, tributos e outros.

1963 - Samba Esquema Novo
1964 - Sacundin Ben Samba
1964 - Ben É Samba Bom
1965 - Big Ben
1967 - O Bidú: Silêncio no Brooklin
1969 - Jorge Ben
1970 - Força Bruta
1971 - Negro É Lindo
1972 - Ben
1973 - 10 Anos Depois
1974 - A Tábua de Esmeralda
1975 - Gil & Jorge: Ogum, Xangô
1975 - Solta o Pavão
1976 - África Brasil
1976 - Tropical
1978 - A Banda do Zé Pretinho
1979 - Salve Simpatia
1980 - Alô Alô, Como Vai?
1981 - Bem-vinda Amizade
1984 - Dádiva
1985 - Sonsual
1986 - Ben Brasil
1989 - Ben Jor
1993 - 23
1995 - Homo Sapiens
2004 - Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum)
2007 - Recuerdos de Asunción 443

Pérolas para quem gosta de boa música. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

MÚSICA NA SEXTA

Jorge Duílio Lima Meneses, Jorge Ben, Jorge Benjor, Jorge Ben Jor, ou Babulina, nasceu no Rio de Janeiro em 1945*. 

Filho de Augusto Menezes, pandeirista do bloco Cometa do Bispo, cantor e compositor de músicas de carnaval, e da etíope Sílvia Saint Ben Lima. Na adolescência, integrou um regional, tocando pandeiro, e fez parte do coro da igreja do Colégio Diocesano São José, onde estudava. Aos 18 anos, ganhou seu primeiro violão e um método para principiantes. Logo em seguida, começou a tocar bossa nova e rock em festas de amigos.

Iniciou sua carreira artística em 1961, como pandeirista, ao lado do Copa Trio, grupo liderado pelo organista Zé Maria, que se apresentava na casa noturna Little Club, no Beco das Garrafas (RJ). Em seguida, apresentou-se no Bottle's, também no Beco das Garrafas, cantando e tocando músicas de sua autoria. Atuou, também nessa época, como cantor de rock, na boate Plaza (RJ).

Em 1963, voltou a apresentar-se no Bottle's, acompanhado pelo Copa Cinco, integrado por Meireles (sax), Pedro Paulo (trompete), Toninho (piano), Dom Um (bateria) e Manoel Gusmão (baixo). Ainda nesse ano, realizou sua primeira participação em estúdio, atuando como crooner nas faixas "Mas que nada" e "Por causa de você, menina", ambas de sua autoria, incluídas no LP "Tudo azul", de Zé Maria. Em seguida, foi contratado pela gravadora Philips, e gravou um 78 rpm com essas duas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco. O disco obteve muito êxito. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Samba esquema novo", contendo essas duas canções, além de "Chove chuva", que veio consolidar seu sucesso como cantor e compositor. O disco atingiu um total de 100 mil cópias vendidas, marca incomum para a época.

Lançou, em 1964, os LPs "Sacundin Ben samba" e "Ben é samba bom".

No ano seguinte, viajou para os Estados Unidos, a convite do Ministério das Relações Exteriores, apresentando-se em clubes e universidades, durante três meses. Dono de um estilo único, chegou a participar de programas antagônicos como "O fino da bossa" e "Jovem guarda" (TV Record). Nessa época, algumas de suas canções foram gravadas nos Estados Unidos: "Mas que nada" e "Chove chuva", por Sergio Mendes, que chegaram às paradas de sucesso norte-americanas, "Zazoeira", por Herp Albert, e "Nena Naná", por José Feliciano.

Em 1974, lançou o festejado e cultuado LP "A tábua de esmeralda", produzido por Paulinho Tapajós, contendo suas canções "Os alquimistas estão chegando", "O homem da gravata florida", "Errare humanum est", "Menina mulher da pele preta", "Magnólia", "Minha teimosia, uma arma pra te conquistar", "O namorado da viúva" e "Hermes Trismegisto e sua celeste Tábua de Esmeralda" (sobre texto de Fulcanelli), entre outras

No disco "Salve simpatia", de 1979, registrou composições próprias como "Boiadeiro" (c/ Augusto de Agosto), "Ive Brussel" e a faixa-título. Neste disco também tem Waldomiro Pena.
Com dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

Notas da Redação: A idade de Jorge Bem sempre foi contestada por Tim Maia, o Síndico. O apelido “Babulina” vem de sua pronúncia do título do Rock "Bop-A-Lena" de Ronnie Self. (Consta que o supra citado Sebastião também tinha o mesmo apelido e pelo mesmo motivo.) Por causa de seu estilo particular de tocar conseguia transitar tranquilamente entre a turma da Bossa Nova e da Jovem Guarda. No final dos anos 80, altera seu nome para Jorge Benjor e logo em seguida para Jorge Ben Jor. Há quem diga que é para evitar confusões com George Benson, há quem diga que por influência da numerologia. Waldomiro Pena foi composta para o personagem homônimo vivido por Hugo Carvana no seriado da rede Globo chamado "Plantão de Polícia".

Jorge Ben fala com grande orgulho que nunca tocou, muito menos compôs, uma música triste.


Waldomiro Pena
Jorge Ben
Esta é a história de Waldomiro Pena, o cândido
O último repórter policial romântico
Salve Waldomiro Pena, o cândido!
Waldomiro anda muito preocupado
Com as idéias de seu editor
Que querendo modernizar o jornal
Cerra e esquece o romantismo
Que ele criou e ele conquistou
Waldomiro Pena mora no bairro do Flamengo
Num quarto e sala displicente e decorado
Onde depois da matinal - média e pão com manteiga
Num boteco da esquina, às pressas manda botar na conta
E se manda para o jornal, a folha popular, a sua glória nacional
Bate o ponto, pega uma velha perua e com a sua gangue cai nas ruas
Transando com gente de todo tipo e espécie
Como, por exemplo, camelôs, policiais
Bicheiros, sambistas, otários e marginais
Waldomiro Pena topa toda hora
Com lances incríveis e perigosos
Sem perder o seu humor heróico e romântico
Salve Waldomiro Pena, o cândido!