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terça-feira, 7 de janeiro de 2020
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
MÚSICA NA SEXTA
Luiz Carlos dos Santos, Luiz Melodia, nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Tem nome de sambista, pinta de sambista, nascido e criado em reduto de sambistas (o morro do Estácio, onde também nasceu Ismael Silva), mas jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Apenas faz um gênero de música diferente. A música de Luiz Melodia reflete influências de blues, rock, soul e até de samba-canção, enfim, de um universo habitado por Billie Holiday, B. B. King, o tecladista-arranjador Taj Mahal, Beatles, Jorge Ben e Maria Bethânia, artistas que ele curtia e admirava.
Um pouco disso tudo, misturado à sua maneira, gerou composições como “Pérola Negra”, uma canção de amor diferente, confessional, rude, instigante: “Tente passar pelo que estou passando / tente apagar este teu novo engano / tente me amar pois estou te amando / baby, te amo, nem sei se te amo / (...) / arranje algum sangue / escreva no pano / pérola negra, te amo, te amo...”
Peça fundamental na obra de Luiz Melodia, “Pérola Negra” foi composta em 1969, quando ele tinha dezoito anos, recebendo originalmente o título de “My Black”. Dois anos depois, por sugestão do poeta Waly Salomão, que apresentou Luiz a Gal Costa, “My Black” passou a se chamar “Pérola Negra”, sendo lançada pela cantora no show “Fa-Tal” e em seguida no LP homônimo, com grande sucesso. Luiz Melodia gravou Pérola Negra no seu primeiro disco, em 1973.
Pérola Negra
Luiz Melodia
Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou de amando
Baby, te amo, nem sei se te amo
Tente usar a roupa que eu estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo
Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano Baby , te amo, nem sei se te amo
Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
COVER DO SÁBADO
Cala a boca, Zebedeu foi gravada por Sérgio Sampaio no disco "Eu quero é botar meu bloco na rua", de 1973. A música foi composta por Raul Gonçalves Sampaio, pai de Sérgio.
Em 1998, seu amigo e antigo parceiro Sérgio Natureza organizou uma coletânea lançada pela gravadora MZA, de Marco Mazzola. O disco contou com a participação de João Bosco, Lenine, Chco César, Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Eduardo Dusek, Zizi Possi e Erasmo Carlos, entre outros. Luiz Melodia interpretou Cala a boca, Zebedeu.
Em 1998, seu amigo e antigo parceiro Sérgio Natureza organizou uma coletânea lançada pela gravadora MZA, de Marco Mazzola. O disco contou com a participação de João Bosco, Lenine, Chco César, Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Eduardo Dusek, Zizi Possi e Erasmo Carlos, entre outros. Luiz Melodia interpretou Cala a boca, Zebedeu.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Negro Gato
(Getúlio Cortes)
Eu sou o negro gato de arrepiar
E essa minha vida é mesmo de amargar
Só mesmo de um telhado aos outros desacato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato
Minha triste história vou lhes contar
E depois de ouvi-la sei que vão chorar
Há tempos eu não sei o que é um bom prato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato
Sete vidas tenho para viver
Sete chances tenho para vencer
Mas se não comer acabo num buraco
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato
Um dia lá no morro, pobre de mim
Queriam minha pele para tamborim
Apavorado, desapareci no mato
Eu sou o negro gato, eu sou o negro gato
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Juventude Transviada
(Luiz Melodia)
Lava roupa todo dia, que agonia
Na quebrada da soleira, que chovia
Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar
Eu entendo a juventude transviada
E o auxílio luxuoso de um pandeiro
Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar
Cada cara representa uma mentira
Nascimento, vida e morte, quem diria
Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada
Uma mulher não deve vacilar
Hoje pode transformar, e o que diria a juventude
Um dia você vai chorar, vejo clara as fantasias
sábado, 10 de setembro de 2016
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Luiz Carlos dos Santos, Luiz Melodia, nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Tem nome de sambista, pinta de sambista, é nascido e criado em reduto de sambistas (o morro do Estácio, onde também nasceu Ismael Silva), mas jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Apenas faz um gênero de música diferente. A música de Luiz Melodia, reflete influências de blues, rock, soul e até de samba-canção, enfim, de um universo habitado por Billie Holiday, B. B. King, o tecladista-arranjador Taj Mahal, os Beatles, Jorge Ben e Maria Bethânia, artistas que ele curte e admira.
Pérola Negra
Um pouco disso tudo, misturado à sua maneira, gerou composições como “Pérola Negra”, uma canção de amor diferente, confessional, rude, instigante: “Tente passar pelo que estou passando / tente apagar este teu novo engano / tente me amar pois estou te amando / baby, te amo, nem sei se te amo / (...) / arranje algum sangue / escreva no pano / pérola negra, te amo, te amo...”
Peça fundamental na obra de Luiz Melodia, “Pérola Negra” foi composta em 1969, quando ele tinha dezoito anos, recebendo originalmente o título de “My Black”. Dois anos depois, por sugestão do poeta Waly Salomão, que apresentou Luiz a Gal Costa, “My Black” passou a se chamar “Pérola Negra”, sendo lançada pela cantora no show “Fa-Tal” e em seguida no elepê homônimo, com grande sucesso. Luiz Melodia gravou Pérola Negra no seu primeiro disco, em 1973.
Pérola Negra
Luiz Melodia
Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou de amando
Baby, te amo, nem sei se te amo
Tente usar a roupa que eu estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo
Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo
Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano
Baby , te amo, nem sei se te amo
Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 10 de abril de 2015
ÁLBUM DA QUINTA
PÉROLA NEGRA - 1973 - LUIZ MELODIA
Luiz Melodia nasceu no Rio de Janeiro em 7 de janeiro de 1951. Seu pai, tocador de viola em bares da redondeza, era como ele disse, um “musiquim”, um amador de música. Melodia descobriu a música ao ver o pai tocando em casa. Ouviu muito Louis Armstrong e Elvis Presley, jazz, blues, balada, rock.
Aos 22 anos, o morador do Estácio foi "descoberto" por Wally Salomão e Torquato Neto. A partir da gravação da música "Pérola Negra" por Gal Costa, músicos como o guitarrista, violonista e arranjador Perinho Albuquerque e o Pianista Antônio Perna, da banda de Gal, se dispuseram a participar da gravação do disco de Melodia. "Estácio, holly Estácio", já havia sido gravada por Maria Bethânia no disco Drama, em 1972.
Com o disco Pérola Negra, gravado em 1973, Luiz Melodia, o Negro Gato (apelido que ganharia posteriormente ao gravar a canção de Getúlio Cortes, imortalizada por Roberto Carlos), foi catapultado ao estrelato da MPB.
Além das duas músicas citadas, o disco conta com a magnífica "Vale Quanto Pesa", "Abundantemente Morte" e "Magrelinha" como outros destaques.
Lado 1
1.Estácio, Eu e Você - 00:00
2.Vale Quanto Pesa - 02:18
3.Estácio, Holly Estácio - 05:30
4.Prá Aquietar - 08:01
5.Abundantemente Morte - 10:48
Lado 2
1.Pérola Negra - 14:18
2.Magrelinha - 17:09
3.Farrapo Humano - 19:17
4.Objeto H - 22:29
5.Forró de Janeiro - 25:00
vocais: Luiz Melodia
arranjos: Perinho Albuquerque, Arthur Verocai
piano: Antônio Perna Froés, Hugo Bellard
baixo: Rubão Sabino, Fernando Leporace, Luiz Alves
percussão: Luis Paraguai, Robertinho Silva, Lula
guitarra/viola: Perinho Albuquerque
bateria: Lula, Robertinho Silva, Pascoal Meirelles
guitarra: Hyldon, Perinho Albuquerque, Renato Piau
harmônica: Rildo Hora
accordeon: Dominguinhos
sábado, 1 de março de 2014
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
MÚSICA NA SEXTA
Luiz Carlos dos Santos, Luiz Melodia, nasceu no Rio de
Janeiro em 1951. Tem nome de sambista, pinta de sambista, é nascido e criado em reduto de sambistas (o morro do Estácio, onde também nasceu Ismael Silva), mas
jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Apenas faz um gênero de
música diferente. A música de Luiz Melodia, reflete influências de blues,
rock, soul e até de samba-canção, enfim, de um universo habitado por Billie
Holiday, B. B. King, o tecladista-arranjador Taj Mahal, os Beatles, Jorge Ben e
Maria Bethânia, artistas que ele curte e admira.
Tente passar pelo que estou passando
Tente usar a roupa que eu estou usando
Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Um pouco disso tudo, misturado à sua maneira, gerou composições como “Pérola Negra”, uma canção de amor diferente, confessional,
rude, instigante: “Tente passar pelo que estou passando / tente apagar este teu
novo engano / tente me amar pois estou te amando / baby, te amo, nem sei se te
amo / (...) / arranje algum sangue / escreva no pano / pérola negra, te amo, te
amo...”
Peça fundamental na obra de Luiz Melodia, “Pérola Negra” foi
composta em 1969, quando ele tinha dezoito anos, recebendo originalmente o
título de “My Black”. Dois anos depois, por sugestão do poeta Waly Salomão, que
apresentou Luiz a Gal Costa, “My Black” passou a se chamar “Pérola Negra”,
sendo lançada pela cantora no show “Fa-Tal” e em seguida no elepê homônimo, com
grande sucesso.
Luiz Melodia gravou Pérola Negra no seu primeiro disco, em
1973.
Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza
Homem de Mello – Editora 34.
Pérola Negra
Luiz Melodia
Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou de amando
Baby, te amo, nem sei se te amo
Tente usar a roupa que eu estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo
Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo
Tente entender tudo mais sobre o sexo
Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano
Baby , te amo, nem sei se te amo
Baby , te amo, nem sei se te amo
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