Mostrando postagens com marcador Maria Bethânia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria Bethânia. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 18 de junho de 2019
terça-feira, 19 de junho de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Loucura
(Lupicínio Rodrigues)
E aí eu comecei a cometer a loucura
Era um verdadeiro inferno
Uma tortura
O que eu sofria
Por aquele amor
Milhões de diabinhos martelando
O meu pobre coração que agonizando
Já não podia mais de tanta dor
E aí eu comecei a cantar um verso triste
O mesmo verso que até hoje existe
Na boca triste de algum sofredor
Como é que existe alguém
Que ainda tem coragem de dizer
Que os meus versos não contêm mensagem
São palavras frias, sem nenhum valor
Ó, Deus! será que o Senhor não está vendo isto
Então, porque é que o Senhor mandou Cristo
Aqui na Terra para semear o Amor
E quando se tem alguém
Que ama de verdade
Serve de riso para a Humanidade
É um covarde, um fraco, um sonhador
Se é que hoje tudo está tão diferente
Por que é que não deixa eu mostrar a essa gente
Que ainda existe o verdadeiro Amor
Faça ela voltar de novo para o meu lado
Eu me sujeito a ser sacrificado
Salve o seu mundo com a minha dor
segunda-feira, 3 de julho de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Teresinha
(Chico Buarque)
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista:
Trouxe um bicho de pelúcia,
Trouxe um broche de ametista.
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha.
Me mostrou o seu relógio;
Me chamava de rainha.
Me encontrou tão desarmada,
Que tocou meu coração,
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse "não".
O segundo me chegou
Como quem chega do bar:
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar.
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida.
Vasculhou minha gaveta;
Me chamava de perdida.
Me encontrou tão desarmada,
Que arranhou meu coração,
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse "não".
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada:
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração
segunda-feira, 27 de março de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Ronda
(Paulo Vanzolini)
De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar.
No meio de olhares espio,
Em todos os bares
Você não está...
Volto pra casa abatida,
Desencantada da vida.
O sonho alegria me dá:
Nele você está.
Ah, se eu tivesse
Quem bem me quisesse,
Esse alguém me diria:
"Desiste, esta busca é inútil".
Eu não desistia,
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar.
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres,
Rolando um dadinho,
Jogando bilhar
E neste dia, então,
Vai dar na primeira edição:
Cena de sangue num bar
Da Avenida São João.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso nasceu em, Santo Amaro
da Purificação, BA, em 1946. Iniciou sua carreira artística em 1963, atuando na peça
teatral "Boca de Ouro", de Nélson Rodrigues com direção de
Alvinho Guimarães. A peça foi musicada por Caetano Veloso, que abria o
espetáculo cantando um samba de Ataulfo Alves. Ainda nesse ano, conheceu, em
Salvador, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Djalma Correa, Pitti, Alcivando Luz
e Fernando Lona, grupo com o qual se apresentou nas comemorações da inauguração
do Teatro Vila Velha de Salvador, em 1964, nos shows "Nós por Exemplo"
e "Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova". Apresentou, também em 1964,
"Mora na Filosofia", seu primeiro show individual, quando conheceu
Nara Leão.
Em 1965, a musa da bossa nova convidou-a para substituí-la
na peça "Opinião", apresentada no Teatro Opinião (RJ), com direção
musical de Dori Caymmi e direção geral de Augusto Boal. Seguiu, então, para o
Rio de Janeiro, acompanhada por seu irmão Caetano Veloso. Estreou no dia 13 de
fevereiro, dividindo o palco com Zé Kéti e João do Vale, no lugar de Suzana de
Moraes (filha de Vinícius), pois Nara Leão já havia se afastado semanas antes.
Destacou-se no cenário artístico por sua marcante interpretação de
"Carcará", passando a figurar entre as estrelas da época. Do Rio, o
espetáculo seguiu para São Paulo, onde foi apresentado, com o mesmo sucesso, no
Teatro Ruth Escobar.
Em 1979, Maria Bethânia estava colhendo os frutos que o álbum Álibi trazia pelo grande sucesso de vendas. A cantora era uma das mais populares e a artista feminina que mais vendia no Brasil. Nessa fase da carreira, contava com Perinho Albuquerque como produtor e regente. O disco de 1979 seguia o caminho de Álibi, um álbum com repertório que consiste em uma mistura de canções românticas, sensuais, dramáticas e passionais. Porém, Mel contém um clima geral menos tenso. O amor é cantado com mais liberdade e satisfação. Desde a arte do LP, passando pelas letras e pela sonoridades, o disco é uma versão mais leve e iluminada de Álibi. É desse disco a canção Gota de Sangue, de Ângela Rô Rô, que também toca piano na gravação.
Não tire da minha mão esse copo
Não pense em mim quando eu calo de dor
Olha meus olhos repletos de ânsia e de amor
Não se perturbe nem fique à vontade
Tira do corpo essa roupa e maldade
Venha de manso ouvir o que eu tenho a contar
Não é muito nem pouco eu diria
Não é pra rir mas nem sério seria
É só uma gota de sangue em forma verbal
Deixa eu sentir muito além do ciúme
Deixa eu beber teu perfume
Embriagar a razão, porque não volto atrás?
Quero você mais e mais que um dia
Não tire da minha boca esse beijo
Nunca confunda carinho e desejo
Beba comigo a gota de sangue final
Com Wikipédia
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Sem Açúcar
(Chico Buarque)
Todo dia ele faz diferente, não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente, não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido, quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmancha o vestido, ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate, dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor, eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada, a vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada, sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado eu rolo sozinha na esteira
E nem me adivinha os desejos
Eu de noite sou seu cavalo
terça-feira, 4 de outubro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Esse Cara
(Caetano Veloso)
Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
ÁLBUM DA QUINTA
CHICO BUARQUE & MARIA BETHÂNIA AO VIVO - 1975
Em 1975, Maria Betânia comemorou dez anos de carreira com um show com Chico Buarque, que foi lançado em LP. O álbum é histórico, com clássicos como "Sinal Fechado" (Paulinho da Viola), "Foi Assim" (Lupicínio Rodrigues), "Gita" (Raul Seixas) e pérolas de Buarque, como "Olê, Olá", "Sem Fantasia ", " Sem Açúcar ", " Com Açúcar, Com Afeto " e outras.
Lado 1
1. Olê, Olá - Chico Buarque
2. Sonho Impossível - J. Darion, M. Leigh (versão de C. Buarque e Ruy Guerra)
3. Sinal Fechado - Paulinho da Viola
4. Sem Fantasia - Chico Buarque
5. Sem Açúcar - Chico Buarque
6. Com Açúcar, Com Afeto - Chico Buarque
7. Camisola do Dia - David Nesser, Herivelto Martins
8. Notícia de Jornal - Haroldo Barbosa, Luis Reis
9. Gota d'Água - Chico Buarque
10. Tanto Mar - Chico Buarque
Lado 2
1. Foi Assim - Lupicínio Rodrigues
2. Flor da Idade - Chico Buarque
3. Bem Querer - Chico Buarque
4. Cobras e Lagartos - Hermínio Bello de Carvalho, Sueli Costa
5. Gita - Raul Seixas, Paulo Coelho
6. Quem Te Viu, Quem Te Vê - Chico Buarque
7. Vai Levando - Caetano Veloso, C. Buarque
8. Noite dos Mascarados - C. Buarque
Direção de produção e coordenação musical: Perinho Albuquerque
Arranjos de orquestra e regência: Maestro Gaya
Arranjos de Base: Terra Trio e Luis Cláudio
Violão, viola e guitarra: Luis Cláudio
Flauta: Franklin
Piano: Zé Maria
Baixo: Fernando
Bateria: Ricardo
Percussão: Bira da Silva
Técnico de gravação e mixagem: Ary Carvalhaes
Técnico de equipamentos: Dudu
Assistente de gravação e montagem: Jairo Gualberto
Corte: Joaquim Figueira
Capa: Lobianco
Fotos: Luiz Garrido
sábado, 5 de dezembro de 2015
COVER DO SÁBADO
Pra Dizer Adeus, composição de Edu Lobo e Torquato Neto, foi gravada pela primeira vez no disco Edu e Bethania, lançado pela Elenco, em 1967. A música fez grande sucesso e tornou-se um clássico da MPB.
Em 1979, a genial Sarah Vaughan gravou, pelo selo Copacabana, um disco chamado "Exclusivamente Brasil", e To Say Goodbye (Pra Dizer Adeus), com letra em inglês de Lani Hall, cantora que trabalhou por muitos anos com Sérgio Mendes, é uma das músicas interpretadas por ela.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
CARCARÁ, PEGA, MATA E COME
Notícia veiculada ontem dá conta de que Maria Bethânia vai responder processo sobre porte ilegal de arma.
O que verdadeiramente me fascina nessas matérias são os comentários que os vigilantes de plantão postam. Tem gente que conseguiu vincular a arma da Bethânia à Dilma e ao Lula. Sobrou até pro Gil.
Ah, se fosse na Tailândia...
sábado, 11 de outubro de 2014
COVER DO SÁBADO
Adelino Moreira de Castro nasceu em Portugal em 1918. Veio para o Brasil com um ano de idade, indo morar na Estrada do Monteiro, no Rio de Janeiro, no bairro de Campo Grande.
Grande parte de sua obra foi gravada por Nélson Gonçalves, para quem compunha desde 1952, tendo sido "Última Seresta" a primeira canção gravada. No total, foram mais de 370 canções gravadas. A cantora Núbia Lafayete foi lançada em 1959, também gravando diversas canções compostas por Adelino Moreira, como "Devolvi" e "Solidão".
Em 1960, compôs aquele que seria seu maior sucesso, o samba-canção "Negue", com Enzo de Almeida Passos, composição lançada por Carlos Augusto, pela Odeon, e que foi regravada por vários cantores de diferentes épocas e estilos como Cauby Peixoto e Agostinho dos Santos.
Em 1978, Maria Bethânia lança o disco Álibi, cujas vendas ultrapassaram a marca de 1 milhão de cópias. O disco teve vários sucessos, como "Sonho Meu", "Ronda" e "Explode Coração", talvez seu maior sucesso. Negue também foi um dos destaques.
wikipedia
Grande parte de sua obra foi gravada por Nélson Gonçalves, para quem compunha desde 1952, tendo sido "Última Seresta" a primeira canção gravada. No total, foram mais de 370 canções gravadas. A cantora Núbia Lafayete foi lançada em 1959, também gravando diversas canções compostas por Adelino Moreira, como "Devolvi" e "Solidão".
Em 1978, Maria Bethânia lança o disco Álibi, cujas vendas ultrapassaram a marca de 1 milhão de cópias. O disco teve vários sucessos, como "Sonho Meu", "Ronda" e "Explode Coração", talvez seu maior sucesso. Negue também foi um dos destaques.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
quarta-feira, 17 de abril de 2013
DAS MADRUGADAS
Cântico Negro
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Assinar:
Postagens (Atom)







.jpg)