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quinta-feira, 3 de outubro de 2019
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
sábado, 21 de outubro de 2017
VERSÃO BRASILEIRA
Knockin' on Heaven's Door é um single de Bob Dylan, lançado na trilha sonora do filme Pat Garrett & Billy the Kid, de 1973. É uma de suas canções mais famosas, regravada por diversos artistas.
Em 1997, o cantor e compositor Zé Ramalho gravou uma versão em português da canção, intitulada de Batendo na Porta do Céu. A versão foi gravada no álbum Antologia Acústica.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Garoto de Aluguel
(Zé Ramalho)
Baby!
Dê-me seu dinheiro
Que eu quero viver
Dê-me seu relógio
Que eu quero saber
Quanto tempo falta
Para lhe esquecer
Quanto vale um homem
Para amar você
Minha profissão
É suja e vulgar
Quero um pagamento
Para me deitar
E junto com você
Estrangular meu riso
Dê-me seu amor
Que dele não preciso
Baby!
Nossa relação
Acaba-se assim
Como um caramelo
Que chega-se ao fim
Na boca vermelha
De uma dama louca
Pague meu dinheiro
E vista sua roupa
Deixe a porta aberta
Quando for saindo
Você vai chorando
E eu fico sorrindo
Conte pras amigas
Que tudo foi mal (tudo foi mal!)
Nada me preocupa
De um marginal
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
MÚSICA NA SEXTA
José Ramalho Neto, Zé Ramalho, nasceu em outubro de 1949, na cidade de Brejo do Cruz, Paraíba.
Quando eu fiz esta música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me chegou a palavra [Avôhai]... Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante...
Em 1975, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes, pela gravadora Rozenblit. Durante muito tempo foi o disco (vinil) mais caro do Brasil, devido à sua raridade. A maioria dos exemplares se perdeu numa enchente na cidade de Recife.
Vai para o Rio de Janeiro com o nome de Zé Ramalho da Paraíba e começa a tocar na banda de Alceu Valença.
Há uma lenda que diz que Zé Ramalho, em uma experiência com cogumelos alucinógenos, Zé teria visto uma nave espacial e uma voz teria lhe dito “avôhai” no ouvido.
A música Avôhai, nas palavras do próprio Zé Ramalho em entrevista ao site Via Fanzine:
Quando eu fiz esta música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me chegou a palavra [Avôhai]... Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante...
A música está no seu primeiro disco, “Zé Ramalho”, de 1978. O disco tem Sérgio Dias nas guitarras e Patrick Moraz gravou os teclados em Avôhai.
Nota da Redação: Zé Ramalho sempre frisa que Chico Buarque errou o nome da sua cidade ao batizar a sua música com o nome de Brejo DA Cruz.
Nota da Redação 2: A primeira gravação de Avôhai foi feita pela cantora Vanusa, no disco “Vanusa 30 anos”, que também tem composições de Caetano Veloso, Belchior, Arnaud Rodrigues, Assis Valente e Raul Seixas.
Avôhai
Zé Ramalho
Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde quarava
Sua camisa e seu alforje
De caçador...
Oh! Meu velho e Invisível
Avôhai!
Oh! Meu velho e Indivisível
Avôhai!
Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redor...
E se eu disser
Que é meio sabido
Você diz que é meio pior
Mas e pior do que planeta
Quando perde o girassol...
É o terço de brilhante
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo
Da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia só...
O brejo cruza a poeira
De fato existe
Um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas
Que fitar...
Mas que bebem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de Avôhai...
Na pedra de turmalina
E no terreiro da usina
Eu me criei
Voava de madrugada
E na cratera condenada
Eu me calei
E se eu calei foi de tristeza
Você cala por calar
Mas e calado vai ficando
Só fala quando eu mandar...
Rebuscando a consciência
Com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando
Eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Prá doutor não reclamar...
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
MÚSICA NA SEXTA
José Ramalho Neto, Zé
Ramalho, nasceu em outubro de 1949, na cidade de Brejo do Cruz, Paraíba.
Quando eu fiz esta
música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de
homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e
de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando
eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir
o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me
chegou a palavra [Avôhai]... Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas
que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também,
representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma
geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por
diante...
Avôhai
Em 1975, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes, pela
gravadora Rozenblit. Durante muito tempo foi o disco (vinil) mais caro do
Brasil, devido à sua raridade. A maioria dos exemplares se perdeu numa enchente na
cidade de Recife.
Vai para o Rio de Janeiro com o nome de Zé Ramalho da
Paraíba e começa a tocar na banda de Alceu Valença.
Há uma lenda que diz que Zé Ramalho, em uma experiência com
cogumelos alucinógenos, Zé teria visto uma nave espacial e uma voz teria lhe
dito “avôhai” no ouvido.
A música Avôhai, nas palavras do próprio Zé Ramalho em entrevista
ao site Via Fanzine:
Quando eu fiz esta
música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de
homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e
de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando
eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir
o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me
chegou a palavra [Avôhai]... Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas
que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também,
representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma
geração para a outra... O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por
diante...
A música está no seu primeiro disco, “Zé Ramalho”, de 1978. O
disco tem Sérgio Dias nas guitarras e Patrick Moraz gravou os teclados em
Avôhai.
Nota da Redação: Zé Ramalho sempre frisa que Chico Buarque
errou o nome da sua cidade ao batizar a sua música com o nome de Brejo DA Cruz.
Nota da Redação 2: A primeira gravação de Avôhai foi feita
pela cantora Vanusa, no disco “Vanusa 30 anos”, que também tem
composições de Caetano Veloso, Belchior, Arnaud Rodrigues, Assis Valente e Raul
Seixas.
Avôhai
Zé Ramalho
Um velho cruza a soleira
De botas longas, de
barbas longas
De ouro o brilho do
seu colar
Na laje fria onde
quarava
Sua camisa e seu
alforje
De caçador...
Oh! Meu velho e Invisível
Avôhai!
Oh! Meu velho e
Indivisível
Avôhai!
Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro
coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente
cortina
Ao meu redor...
E se eu disser
Que é meio sabido
Você diz que é meio
pior
Mas e pior do que
planeta
Quando perde o
girassol...
É o terço de brilhante
Nos dedos de minha
avó
E nunca mais eu tive
medo
Da porteira
Nem também da
companheira
Que nunca dormia
só...
O brejo cruza a poeira
De fato existe
Um tom mais leve
Na palidez desse
pessoal
Pares de olhos tão
profundos
Que amargam as
pessoas
Que fitar...
Mas que bebem sua vida
Sua alma na altura
que mandar
São os olhos, são as
asas
Cabelos de Avôhai...
Na pedra de turmalina
E no terreiro da
usina
Eu me criei
Voava de madrugada
E na cratera
condenada
Eu me calei
E se eu calei foi de
tristeza
Você cala por calar
Mas e calado vai
ficando
Só fala quando eu
mandar...
Rebuscando a consciência
Com medo de viajar
Até o meio da cabeça
do cometa
Girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando
Eu sigo dentro a
linha reta
Eu tenho a palavra
certa
Prá doutor não
reclamar...
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