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quinta-feira, 29 de agosto de 2019
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
MÚSICA NA SEXTA
Eduardo de Góes Lobo nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Filho do compositor Fernando Lobo (Chuvas de Verão, Nega Maluca, Ninguém me Ama), estudou acordeão dos 8 aos 14 anos, quando se interessou por violão, recebendo as primeiras lições de Theo de Barros, seu amigo de infância. Cursou até o terceiro ano de Direito.
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1962, gravou seu primeiro compacto, com composições suas influenciadas pela bossa nova e com o texto da contracapa assinado por Vinícius de Moraes. Em seguida, sob a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Ruy Guerra, passou a trabalhar também uma temática mais social.
Em 1964 teve uma música incluída no espetáculo Opinião e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para compor a trilha sonora de "Arena conta Zumbi", peça teatral de Guarnieri e Augusto Boal.
Venceu, em 1965, o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com "Arrastão" (letra de Vinícius de Moraes), defendida por Elis Regina. Também venceu o III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "Ponteio" (letra de Capinam), que interpretou com Marília Medalha, o grupo vocal Momento 4 (Ricardo Villas, David Tygel, Zé Rodrix e Maurício Maestro) e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo do Monte).
Ao ganhar esse festival, Edu Lobo aceitou a primeira proposta que teve para tocar fora do Brasil, desgostoso e temeroso com o rumo que tomavam as carreiras dos participantes de festivais. Chegou a dizer que se sentia como um cavalo em que as pessoas apostavam para ver quem levaria o primeiro prêmio. É autor de várias músicas memoráveis, entre elas Lero Lero, Corrida de Jangada, Viola fora de Moda e toda sua parceria com Chico Buarque.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo
Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar
Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar...
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Nego Maluco
(Edu Lobo e Chico Buarque)
Eu tava jogando vinte e um
Um nego maluco apareceu
Vinha com um baita de um rádio no colo
Tocando um samba a mil
E dizia pro povo que o samba era meu
Pintou saia justa no salão
Por culpa daquele fariseu
Dando, batendo no mesmo bordão
Toma aqui, toma aqui
Toma que o samba é teu
Sou da banda do jazz
Ganzá jamais me apeteceu
Não conheço o rapaz
Tenho família e esse samba não é meu
sexta-feira, 3 de março de 2017
DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO
Ciranda da Bailarina
(Edu Lobo e Chico Buarque)
Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
quinta-feira, 2 de março de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
O GRANDE CIRCO MÍSTICO - 1983 - EDU LOBO E CHICO BUARQUE
Criado originalmente para o Balé Teatro Guaíra e inspirado no poema homônimo do parnasianista/modernista Jorge de Lima (da obra A Túnica Inconsútil, 1938), O Grande Circo Místico foi um espetáculo preparado durante todo o ano de 1982. Estreou em 17 de março de 1983, mesclando música, balé, ópera, circo, teatro e poesia.
O sucesso originou uma turnê de dois anos pelo país, assistida por mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações. Consagrou umas das mais completas obras já apresentadas no país, lotando o Maracanãzinho e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
A obra conta com participações de Gal Costa, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Zizi Possi, Tim Maia, Simone e Jane Duboc.
Lado A
1. "Abertura do Circo (Instrumental)" 3:30
2. "Beatriz - Milton Nascimento" 5:01
3. "Valsa dos Clowns - Jane Duboc" 3:39
4. "Opereta do Casamento - Coro" 3:55
5. "A História de Lily Braun - Gal Costa" 3:51
6. "Oremus - Coro" 1:57
Lado B
1. "Meu Namorado - Simone" 2:44
2. "Sobre Todas as Coisas - Gilberto Gil" 5:00
3. "Ciranda da Bailarina - Coro Infantil" 2:22
3. "Ciranda da Bailarina - Coro Infantil" 2:22
4. "O Tatuador (Instrumental)" 3:26
5. "A Bela e a Fera - Tim Maia" 2:55
6. "O Circo Místico - Zizi Possi" 3:41
7. "Na Carreira - Chico Buarque & Edu Lobo"
Piano: Cristóvão Bastos
Piano Yamaha: Cristóvão Bastos e Chico de Moraes
Piano Rhodes: Antônio Adolfo e Raimundo Nicioli
Baixo Acústico: Sérgio Barroso e Ken Wild
Baixo Elétrico: Jamil Joanes e Jorjão
Violão: Edu Lobo, Gilberto Gil e Nelson Angelo
Percussão: Paschoal Meirelles, Chico Batera e Jorge de Oliveira
Flauta: Mauro Senise, Celso Woltzenlogel e Paulinho Guimarães
Bateria: Paulinho Braga
Guitarra: Hélio Delmiro
Bells e Xilofone: Pinduca
Minimoog: Chico de Moraes
Clarinete: Biju, Macaé, Mazinho, Zé Bodega e José Botelho
Requinta: José Botelho
Picollo: Celso Woltzenlogel
Trompa: Zdenek Svab, Antônio Cândido, Luiz Cândido e Luciano
Sax-Alto: Netinho, Oberdan Magalhães e Macaé
Sax-Tenor: Leo Gandelmann, Biju, Nivaldo Ornellas e Zé Bodega
Sax-Barítono: Aurino e Leo Gandelmann
Trompete: Formiga, Barreto, Niltinho, Bidinho, Hamilton e Márcio Montarroyos
Trombone: Edmundo Maciel, Edson Maciel, Flamarion, Berto, Jessé, Manoel Araújo e Serginho
Fagote: Noel Devos
Gaita: Maurício Einhorn
Harpa: Dorothy Ashby
Oboé: Braz
Violinos: Giancarlo Pareschi (spalla), Aizik Geliër, Alfredo Vidal, Carlos Hack, Francisco Perrota, João Daltro de Almeida, Jorge Faini, José Alves, Luiz Carlos Marques, Marcelo Pompeu, Michel Bessler, Walter Hack, Paschoal Perrota, André Charles Guetta, João de Menezes, José de Lana e Virgilio Arraes
Violas: Arlindo Penteado, Frederick Stephany, Hindemburgo Pereira, Murilo Loures, Nelson Macedo e José de Lana
Cellos: Alceu de Almeida Reis, Jacques Morelenbaum, Jorge Ranevsky, Márcio Mallard e Henrique Drach
Contrabaixos: Gabriel Bezerra de Mello e Sandrino Santoro
Coro: Luna, Márcia Ruiz, Maucha Adnet, Regininha, Rosa Lobo, Verônica Sabino, Chico Adnet, Dalmo Medeiros, Márcio Lott, Paulinho Pauleira, Paulo Roberto, Ronald Vale e Zé Luiz
Coro Infantil: Bebel, Isabel, Lelê, Luiza, Mariana, Silvinha, Bernardo, Cristiano e Kiko
Arregimentação e Regência do Coro Infantil: Cristina
sábado, 25 de fevereiro de 2017
COVER DO SÁBADO
Casa Forte, composição de Edu Lobo, apareceu pela primeira vez no disco do compositor, Cantiga de Longe, de 1970. O LP foi gravado no período em que Edu estava em Los Angeles estudadando orquestração e regência com Gil Evans e Albert Harris. Hermeto Pascoal e Airto Moreira participaram das gravações do disco, que teve a produção de Aloysio de Oliveira.
Em 1975, Flora Purim incluiu a música no disco Stories to Tell, que teve a participação de Ron Carter, Miroslav Vitous, Raul de Souza, Airto Moreira, Oscar Castro-Neves, Earl Klugh, George Duke e Carlos Santana.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
ÁLBUM DA QUINTA
CANTIGA DE LONGE - 1970 - EDU LOBO
Com mais solos instrumentais do que os álbuns regulares de Edu Lobo, Cantiga de Longe conta com o gênio do arranjador e instrumentista Hermeto Pascoal. O álbum tem outras estrelas, como o percussionista Airto Moreira e o baterista Cláudio Siom.
Há várias canções importantes neste álbum, como "Casa Forte" (gravada mais tarde por Flora Purim, Elis, Black Rio e mais uma dezena de artistas internacionais), "Mariana, Mariana", "Cantiga de Longe", "Zanzibar" (uma das mais belas músicas de Edu Lobo) e outras. Não são os maiores sucessos do compositor, mas são belas melodias e letras em um álbum com suporte instrumental muito forte.
Lado A
1 - Casa Forte (Edu Lobo)
2 - Frevo De Itamaracá / Come e Dorme (Edu Lobo/Nelson Ferreira)
3 - Mariana, Mariana (Edu Lobo/Ruy Guerra)
4 - Zum-Zum (Fernando Lobo/Paulo Soledade)
5 - Águaverde (Edu Lobo)
6 - Cantiga de Longe (Edu Lobo)
Lado B
1 - Na Feira de Santarém (Lobo/Guarnieri/Guerra) - Vocals – Cybele Freire, Regina Werneck
2 - Zanzibar (Edu Lobo)
3 - Marta e Romão (Edu Lobo/Gianfrancesco Guarnieri)
4 - Rancho de Ano Novo (Edu Lobo/José Carlos Capinan)
5 - Cidade Nova (Edu Lobo)
Arranjos: Edu Lobo e Hermeto Pascoal
Edu Lobo - voz e violão (todas as faixas)
Hermeto Pascoal - flauta (1, 2, 5, 7, 10), piano (3, 6, 7, 8, 9)
Airto Moreira: percussão (1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10)
Cláudio Sion: bateria (2, 3, 5, 6, 7, 8, 9, 10)
José Marino (Zelão): contrabaixo (5, 6, 8, 9)
Wanda Sá: voz (5)
Cybele: voz (7)
Regina Werneck: voz (7)
terça-feira, 23 de agosto de 2016
DAS MADRUGADAS
This popular set matches the brilliant harmonica player Toots Thielemans with such top Brazilian performers as Ivan Lins, Djavan, Oscar Castro-Neves, Dori Caymmi, Ricardo Silveira, João Bosco, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Luiz Bonfá, Edu Lobo and Eliane Elias, in addition to bassist Brian Bromberg, keyboardist Michael Lang, trumpeter Mark Isham and Dave Grusin. Thielemans is often in a supportive role behind the many soothing brazilian singers and performers. The atmospheric date surprisingly does not have any Antonio Carlos Jobim songs, instead emphasizing lesser-known tunes (other than Toots' greatest hit "Bluesette"). Easily recommended to fans of brazilian pop and jazz, this CD was soon followed by a second (and equally rewarding) set featuring many of the same performers.
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Djavan,
Edu Lobo,
Eliane Elias,
Gilberto Gil,
Ivan Lins,
Luiz Bonfá,
Milton Nascimento,
Oscar Castro-Neves,
Ricardo Silveira,
Tom Jobim,
Toots Thielemans
domingo, 17 de abril de 2016
DO FUNDO DO BAÚ
Uma Noite em 67 é um documentário brasileiro de 2010, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Com imagens de arquivo da Rede Record e depoimentos de músicos como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos, o documentário conta a história da final do "3º Festival da Música Popular Brasileira".
Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.
O júri era composto por 15 membros: Chico Anysio, Sandino Hohagen, Júlio Medaglia, Roberto Corte Real, Raul Duarte, Ferreira Gullar, Tereza Aragão, Carlos Manga, Roberto Freire, Luis Guedes, Carlos Vergueiro, Sebastião Bastos, Franco Paulino, Sérgio Cabral, Salomão Schwartzmann.
Os seis primeros colocados:
1º lugar: PONTEIO (Edu Lobo/Capinan) Edu Lobo y Marília Medalha con el Quarteto Novo y Momento Quatro. Arreglos de Airto Moreira
2º lugar: DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil) Gilberto Gil y Os Mutantes
3º lugar: RODA VIVA (Chico Buarque) Chico Buarque e MPB-4
4º lugar: ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso) Caetano Veloso y Os Beat Boys
5º lugar: MARIA, CARNAVAL E CINZAS (Lu¡z Carlos Paraná) Roberto Carlos y O Grupo
6º lugar: GABRIELA (Francisco Fuzzetti “Maranhão”) MPB-4
As outras finalistas:
BOM DIA (Nana Caymmi/Gilberto Gil) Nana Caymmi
A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller) Nara Leão y Sidney Miller
O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta) Elis Regina
BETO BOM DE BOLA (Sérgio Ricardo) Sérgio Ricardo
SAMBA DE MARIA (Francis Hime/Vinícius de Moraes) Jair Rodrigues
VENTANIA [De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando] (Hilton Acioly/Geraldo Vandré) Geraldo Vandré
Melhor letra: A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller)
Melhor intérprete: Elis Regina, O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta)
Melhor arranjo: Rogério Duprat, DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil)
wikipedia / http://festivalesdempb.blogspot.com.br/
Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.
O júri era composto por 15 membros: Chico Anysio, Sandino Hohagen, Júlio Medaglia, Roberto Corte Real, Raul Duarte, Ferreira Gullar, Tereza Aragão, Carlos Manga, Roberto Freire, Luis Guedes, Carlos Vergueiro, Sebastião Bastos, Franco Paulino, Sérgio Cabral, Salomão Schwartzmann.
Os seis primeros colocados:
1º lugar: PONTEIO (Edu Lobo/Capinan) Edu Lobo y Marília Medalha con el Quarteto Novo y Momento Quatro. Arreglos de Airto Moreira
2º lugar: DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil) Gilberto Gil y Os Mutantes
3º lugar: RODA VIVA (Chico Buarque) Chico Buarque e MPB-4
4º lugar: ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso) Caetano Veloso y Os Beat Boys
5º lugar: MARIA, CARNAVAL E CINZAS (Lu¡z Carlos Paraná) Roberto Carlos y O Grupo
6º lugar: GABRIELA (Francisco Fuzzetti “Maranhão”) MPB-4
As outras finalistas:
BOM DIA (Nana Caymmi/Gilberto Gil) Nana Caymmi
A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller) Nara Leão y Sidney Miller
O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta) Elis Regina
BETO BOM DE BOLA (Sérgio Ricardo) Sérgio Ricardo
SAMBA DE MARIA (Francis Hime/Vinícius de Moraes) Jair Rodrigues
VENTANIA [De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando] (Hilton Acioly/Geraldo Vandré) Geraldo Vandré
Melhor letra: A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller)
Melhor intérprete: Elis Regina, O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta)
Melhor arranjo: Rogério Duprat, DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil)
wikipedia / http://festivalesdempb.blogspot.com.br/
sexta-feira, 4 de março de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Eduardo de Góes Lobo nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Filho do compositor Fernando Lobo (Chuvas de Verão, Nega Maluca, Ninguém me Ama), estudou acordeão dos 8 aos 14 anos, quando se interessou por violão, recebendo as primeiras lições de Theo de Barros, seu amigo de infância. Cursou até o terceiro ano de Direito.
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era argola, ferro, chibata e pau
Como um sangue novo
Vento virador no clarão do mar
Iniciou sua carreira como músico profissional em 1961, tocando em boates ao lado de Marcos Valle e Dori Caymmi.
Em 1962, gravou seu primeiro compacto, com composições suas influenciadas pela bossa nova e com o texto da contracapa assinado por Vinícius de Moraes. Em seguida, sob a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Ruy Guerra, passou a trabalhar também uma temática mais social.
Em 1964 teve uma música incluída no espetáculo Opinião e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para compor a trilha sonora de "Arena conta Zumbi", peça teatral de Guarnieri e Augusto Boal.
Venceu, em 1965, o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com "Arrastão" (letra de Vinícius de Moraes), defendida por Elis Regina. Também venceu o III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "Ponteio" (letra de Capinam), que interpretou com Marília Medalha, o grupo vocal Momento 4 (Ricardo Villas, David Tygel, Zé Rodrix e Maurício Maestro) e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo do Monte).
Ao ganhar esse festival, Edu Lobo aceitou a primeira proposta que teve para tocar fora do Brasil, desgostoso e temeroso com o rumo que tomavam as carreiras dos participantes de festivais. Chegou a dizer que se sentia como um cavalo em que as pessoas apostavam para ver quem levaria o primeiro prêmio. É autor de várias músicas memoráveis, entre elas Lero Lero, Corrida de Jangada, Viola fora de Moda e toda sua parceria com Chico Buarque.
Em 1981, Edu estava gravando um LP em que receberia diversos convidados. O primeiro foi Tom Jobim. O produtor Aloysio de Oliveira sugeriu que os dois dividissem inteiramente o disco. E assim fizeram o disco “Edu & Tom, Tom & Edu”, que conta, entre tantas belas canções, com Vento Bravo, de Edu e Paulo César Pinheiro.
Era um cerco bravo, era um palmeiral,
Limite do escravo entre o bem e o mal
Era a lei da coroa imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o vento vira e do vendaval
Surge o vento bravo, o vento bravo
Era argola, ferro, chibata e pau
Era a morte, o medo, o rancor e o mal
Era a lei da Coroa Imperial
Calmaria negra de pantanal
Mas o tempo muda e do temporal
Surge o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar
Se acalmar
Vento virador no clarão do mar
Vem sem raça e cor, quem viver verá
Vindo a viração vai se anunciar
Na sua voragem, quem vai ficar
Quando a palma verde se avermelhar
É o vento bravo, o vento bravo
Como um sangue novo
Como um grito no ar
Correnteza de rio
Que não vai se acalmar...
sábado, 5 de dezembro de 2015
COVER DO SÁBADO
Pra Dizer Adeus, composição de Edu Lobo e Torquato Neto, foi gravada pela primeira vez no disco Edu e Bethania, lançado pela Elenco, em 1967. A música fez grande sucesso e tornou-se um clássico da MPB.
Em 1979, a genial Sarah Vaughan gravou, pelo selo Copacabana, um disco chamado "Exclusivamente Brasil", e To Say Goodbye (Pra Dizer Adeus), com letra em inglês de Lani Hall, cantora que trabalhou por muitos anos com Sérgio Mendes, é uma das músicas interpretadas por ela.
sábado, 15 de agosto de 2015
COVER DO SÁBADO
Casa Forte, composição de Edu Lobo, apareceu pela primeira vez no disco do compositor, Cantiga de Longe, de 1970. O LP foi gravado no período em que Edu estava em Los Angeles estudadando orquestração e regência com Gil Evans e Albert Harris. Hermeto Pascoal e Airto Moreira participaram das gravações do disco, que teve a produção de Aloysio de Oliveira.
Em 1975, Flora Purim incluiu a música no disco Stories to Tell, que teve a participação de Ron Carter, Miroslav Vitous, Raul de Souza, Airto Moreira, Oscar Castro-Neves, Earl Klugh, George Duke e Carlos Santana.
domingo, 26 de abril de 2015
domingo, 15 de junho de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
ÁLBUM DA QUINTA
LIMITE DAS ÁGUAS - 1976 - EDU LOBO
Limite das Águas é o décimo álbum de Eduardo de Góes Lobo, o Edu Lobo. Após quatro anos de ausência do mercado fonográfico (seu último disco de estúdio tinha sido "Missa Breve", de 1973), Edu, de volta ao Brasil, assina contrato com a Continental e lança um maravilhoso disco.
Limite das Águas, por Carlos Dalla Bernardina Júnior:
"Este disco foi criado pelo Edu depois que ele voltou de um período em Los Angeles estudando arranjo e orquestração. Mas ao contrário do que poderia se esperar, é um disco essencialmente centrado na força da canção. Por outro lado, é clara a influência que a temporada no exterior exerceu sobre seu processo criativo. É como se agora Edu fosse capaz de pensar a canção sem estar preso ao instrumento (seja o violão ou o piano – no caso dele, mais o violão), ou pelo menos, como se tivesse adquirido uma habilidade maior para desconstruir a própria idéia original a partir de um leque mais rico de possibilidades musicais, tal como o diretor de cinema que lê o roteiro original e imagina mil situações para transformá-lo em filme.
Em suma, é como se Edu tomasse consciência de que uma canção é mais um roteiro do que uma música, e que o resultado final pode ser infinitamente mais rico do que a mera sobreposição da seção rítmica e melódica à idéia musical original. Talvez neste disco Edu esteja fazendo música como quem faz cinema...
As letras tentam romper de vez com a herança bossa-novista de seu parceiro e referência de início de carreira, Vinícius de Morais. Com exceção talvez de duas faixas, “Considerando” e “Toada”, as letras tentam exprimir uma subjetividade menos linear, mais fragmentada, como que tentando transmitir a intensidade das impressões, mais do que sua síntese numa “moral sentimental da história”. Outras vezes, elas seguem o caminho oposto e assumem a figura de um narrador externo, mas ainda preferindo o relato fragmentado e “impressionado” dos fatos, jogando de forma (propositalmente) confusa com eles, como se a intenção fosse mais construir uma certa “textura simbólica”, do que contar uma história propriamente.
Enfim, este me parece um disco onde Edu se sente maduro o suficiente para permitir se perder, arriscar novos caminhos musicais, sem com isso abrir mão da unidade estética, ou perder o leme do processo criativo. Como se ele tivesse a confiança de que, ao final, ele se encontraria novamente, mas agora num novo patamar artístico."
"Este disco foi criado pelo Edu depois que ele voltou de um período em Los Angeles estudando arranjo e orquestração. Mas ao contrário do que poderia se esperar, é um disco essencialmente centrado na força da canção. Por outro lado, é clara a influência que a temporada no exterior exerceu sobre seu processo criativo. É como se agora Edu fosse capaz de pensar a canção sem estar preso ao instrumento (seja o violão ou o piano – no caso dele, mais o violão), ou pelo menos, como se tivesse adquirido uma habilidade maior para desconstruir a própria idéia original a partir de um leque mais rico de possibilidades musicais, tal como o diretor de cinema que lê o roteiro original e imagina mil situações para transformá-lo em filme.
Em suma, é como se Edu tomasse consciência de que uma canção é mais um roteiro do que uma música, e que o resultado final pode ser infinitamente mais rico do que a mera sobreposição da seção rítmica e melódica à idéia musical original. Talvez neste disco Edu esteja fazendo música como quem faz cinema...
As letras tentam romper de vez com a herança bossa-novista de seu parceiro e referência de início de carreira, Vinícius de Morais. Com exceção talvez de duas faixas, “Considerando” e “Toada”, as letras tentam exprimir uma subjetividade menos linear, mais fragmentada, como que tentando transmitir a intensidade das impressões, mais do que sua síntese numa “moral sentimental da história”. Outras vezes, elas seguem o caminho oposto e assumem a figura de um narrador externo, mas ainda preferindo o relato fragmentado e “impressionado” dos fatos, jogando de forma (propositalmente) confusa com eles, como se a intenção fosse mais construir uma certa “textura simbólica”, do que contar uma história propriamente.
Enfim, este me parece um disco onde Edu se sente maduro o suficiente para permitir se perder, arriscar novos caminhos musicais, sem com isso abrir mão da unidade estética, ou perder o leme do processo criativo. Como se ele tivesse a confiança de que, ao final, ele se encontraria novamente, mas agora num novo patamar artístico."
As composições são todas de Edu, sendo três em parceria com Cacaso, três com Capinam e duas com Gianfrancesco Guarnieri. O disco conta com a participação de vários músicos de destaque e tem arranjos do próprio Edu e de Maurício Maestro. Joyce aparece em "Uma vez um caso" e Os 3 Morais em "Limite das Águas".
Lado 1
1. Uma Vez Um Caso (Edu Lobo / Cacaso)
2.Negro Negro (Edu Lobo / Capinan)
3. Considerando (Edu Lobo / Capinan)
4. Toada (Edu Lobo / Cacaso)
5. Gingado Dobrado (Nordestino) (Edu Lobo / Cacaso)
Lado 2
Lado 2
1. Limite das Águas (Edu Lobo)
2. Cinco Crianças (Edu Lobo / Gianfrancesco Guarnieri)
3. Segue o Coração (Edu Lobo / Gianfrancesco Guarnieri)
4. Repente (Edu Lobo / Capinan)
A música Limite das Águas, originalmente, tinha letra de Capinam, mas Edu achou a letra tão linda que recusou-se a musicá-la, publicando-a como um poema na contracapa do disco.
"Qual o limite das águas
"Qual o limite das águas
A margem que reprime o rio
Eu digo então que os meus olhos não são olhos, são imagens
Eu digo então que as imagens não são imagens, mas visagens
E as visagens, personagens, pessoas dos olhos, passagens
Qual o limite das águas
Entre a cidade e o campo
Entre a navalha e a carne
Eu digo então que meus olhos não são olhos, são imagens
Eu digo então que imagens não são paisagens, mas viagens
Entre o que sente e o que sabe qual o limite das águas
Me dê a mão sobre as águas
Vou navegar nos seus ais
Ou nada disso limita o delírio e a razão
Que medo então nos assalta entre a calma e os temporais
Entre o terror e a ternura, entre o negror e a brancura
Entre o espaço e a ave, a tempestade e o cais
Talvez no seu coração
Eu digo então que a paixão não é paixão, é meu sangue
A incessante viagem
Eu digo então que a luz não é a luz, é ofuscante detalhe do negror
Eu digo então que a cor não é a cor, mas a luz
O outro lado da cor
Qual o limite das águas
Que dificulta o simples
Que malbarata o amor
Qual o limite das águas
Edu Lobo - arranjos, voz, violão
Cristovão Bastos - piano
Rubinho - bateria
Maurício Maestro - baixo, regência
Édson Lobo - baixo
Toninho Horta - violão
Cláudio Guimarães - guitarra
Márcio Montarroyos - trompete
Edson Maciel - trombone
Jorginho, Macaé - sax alto
Oberdan - sax tenor
Cristovão Bastos - piano
Rubinho - bateria
Maurício Maestro - baixo, regência
Édson Lobo - baixo
Toninho Horta - violão
Cláudio Guimarães - guitarra
Márcio Montarroyos - trompete
Edson Maciel - trombone
Jorginho, Macaé - sax alto
Oberdan - sax tenor
Geraldo - sax barítono
Os 3 Morais - vocais
Gegê, Cláudio Carybé, Rubinho - percussão
Danilo Caymmi, Paulo Guimarães, Mauro Senise, Nivaldo Ornellas, Dimitri - flautas
Joyce - vocais
Lindolfo Gaya, Otávio Basso - regência
Cláudio Bertrami - baixo
Jacques Morelenbaum - cello
Wanda Lobo, Malu, Cybele, Ângela, Fernando Leporace - coro
Lindolfo Gaya - regência
Os 3 Morais - vocais
Gegê, Cláudio Carybé, Rubinho - percussão
Danilo Caymmi, Paulo Guimarães, Mauro Senise, Nivaldo Ornellas, Dimitri - flautas
Joyce - vocais
Lindolfo Gaya, Otávio Basso - regência
Cláudio Bertrami - baixo
Jacques Morelenbaum - cello
Wanda Lobo, Malu, Cybele, Ângela, Fernando Leporace - coro
Lindolfo Gaya - regência
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