Páginas

Mostrando postagens com marcador Diego Velázquez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diego Velázquez. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de agosto de 2016

VÊNUS AO ESPELHO

Vênus ao espelho ou Vênus olhando-se ao espelho (em espanhol: La venus del espejo) é uma pintura de Diego Velázquez (1599-1660), principal artista do Século de Ouro Espanhol. Concluída entre 1647 e 1651 e provavelmente pintada durante permanência do artista na Itália, a pintura apresenta a deusa Vênus numa posição sensual, deitada em uma cama e olhando em um espelho segurado pelo seu filho Cupido, o deus romano do amor físico. A pintura está exposta na National Gallery, em Londres, sob o título The Toilet of Venus ou The Rokeby Venus.


Muitas obras, do clássico ao barroco, têm sido citadas como fontes de inspiração de Velázquez. As Vênus dos pintores italianos, como a Vênus adormecida de Giorgione (c. 1510) e a Vênus de Urbino de Ticiano (1538) foram os principais precedentes. Nessa obra, Velázquez combinou duas poses estabelecidas para Vênus: reclinada sobre um sofá ou cama e olhando para um espelho. Ela é frequentemente descrita como olhando a si mesma no espelho, embora isso seja fisicamente impossível, já que os observadores podem ver sua face refletida na direção deles. Esse fenômeno é conhecido como "efeito Vênus". De certa maneira, a pintura representa a partida, devido ao uso central do espelho e porque ela mostra o corpo de Vênus de costas para o observador da pintura.

A Vênus ao espelho é a única obra de nu feminino feita por Velázquez que chegou aos nossos dias. Nus eram extremamente raros na arte espanhola do século XVII, durante o qual a sociedade foi ativamente controlada por membros da Inquisição espanhola.[2] [3] Apesar disso, nus de artistas estrangeiros foram intensamente colecionados pelo círculo de frequentadores da corte, e esta pintura foi pendurada na casa de cortesões espanhóis até 1813: pertenceu à Casa de Alba e a Manuel de Godoy, quando era conservada no Palácio de Buenavista de Madrid. Depois foi levada para a Inglaterra para ser pendurado em Rokeby Park, Yorkshire, de onde provém seu apelido Rokeby Venus. Em 1906, a pintura foi comprada pelo Fundo Nacional de Coleções de Arte para a National Gallery. Apesar de ter sido atacada e seriamente danificada em 1914 pela sufragista Mary Richardson, logo foi totalmente restaurada e voltou a ser exposta.

Mais informações em Wikipédia.

sábado, 20 de agosto de 2016

AS FIANDEIRAS

O mito de Aracne popularmente conhecido como As Fiandeiras (em espanhol: La fábula de Aracne (Las hilanderas)) é uma pintura a óleo sobre tela do pintor espanhol Diego Velázquez criada cerca de 1657 e que se encontra atualmente no Museu do Prado, Madrid.


Esta obra é um dos maiores expoentes da pintura barroca espanhola sendo considerada como um dos grandes exemplos da mestria de Velázquez. Tematicamente, é uma das suas obras mais enigmáticas, pois ainda não se conhece o verdadeiro propósito da obra.

Em primeiro plano vêem-se cinco fiandeiras que estão a transformar a lã em bruto em fio primeiro e depois em novelos. A mulher da direita que veste um camiseiro branco é «uma clara transposição» de uma das figuras do Teto da Capela Sistina. Ao fundo, atrás das fiandeiras e numa sala que aparece mais elevada, surgem outras três mulheres ricamente vestidas que parecem contemplar uma tapeçaria que representa uma cena mitológica.

Durante muito tempo considerou-se As Fiandeiras como um quadro de género em que se mostrava um dia de trabalho numa dependência da fábrica de tapeçarias de Santa Isabel de Madrid e que este era o seu único tema. No entanto, por causa da envolvência de tapeçarias e da ambiguidade de significados presente em algumas das pinturas mais significativas de Velázquez, alguns, incluindo José Ortega y Gasset ou o historiador de arte Diego Angulo Íñiguez, apontaram para um simbolismo mitológico.

Hoje admite-se que o quadro trata um tema mitológico: o mito de Atena e Aracne descrito no sexto livro de As Metamorfoses de Ovídio. A jovem lídia Aracne tecia tão bem que a gente da sua cidade começou a comentar que tecia melhor que a deusa Atena, inventora da roca. A cena em primeiro plano retrataria Aracne à direita, de costas, trabalhando a enovelar o fio e, à esquerda, a deusa Atena fingindo ser una anciã, a fiar.

Depois, ao fundo, está representado o desenlace do mito. A tapeçaria confecionada por Aracne está dependurada na parede; o seu tema constitui uma evidente ofensa contra Atena, dado que Aracne representou vários dos artifícios que o pai de Atena, Zeus, utilizava para conseguir os favores sexuais de mulheres e deusas. Em frente da tapeçaria vêem-se duas figuras, que são a Deusa, ataviada com os seus atributos (como o capacete), e perante ela a jovem humana rebelde, que veste um traje pregueado clássico. Estão colocadas de tal maneira que parecem fazer parte da tapeçaria. Outras três damas contemplam como a Deusa ofendida, como forma de castigo, vai transformar a jovem Aracne en aranha, condenada a tecer eternamente.

Com Wikipédia

domingo, 14 de agosto de 2016

A RENDIÇÃO DE BREDA

A rendição de Breda, A tomada de Breda ou As lanças é um óleo sobre tela, pintado antes de 1635 por Diego Velázquez, que se encontra no Museu do Prado, Madrid.


Para entender esta obra de Velázquez dum ponto de vista histórico, é preciso levar em conta que, no final do século XVI e início do XVII, os Países Baixos (liderados pelo seu nobre mas importante, Guilherme de Orange) estavam imersos na Guerra dos Oitenta Anos ou guerra da Flandres, na qual lutavam pela independência da Espanha.

Velázquez desenvolveu o tema sem vanglória nem sangue. Os dois protagonistas estão no centro da cena e parecem dialogar mais como amigos do que como inimigos. Justino de Nassau aparece com as chaves de Breda na mão, e faz ademão de ajoelhar-se, o qual é impedido pelo seu adversário que põe uma mão sobre seu ombro para evitar que se humilhe. É assim uma ruptura com a tradicional representação do herói militar, que costumava ser representado erguido sobre o derrotado, humilhando-o. Igualmente afasta-se do hieratismo que dominava os quadros de batalhas.

Velázquez representa com realismo o general Spínola, a quem conhecia pessoalmente, pois viajaram juntos à Itália em 1629. Um realismo semelhante, com caracterização individual, aprecia-se nos rostos dos soldados, que estão tratados como retratos.

Este quadro foi destinado ao Salão de Reinos do recinto do Palácio do Bom Retiro de Madrid, destinado a narrar as batalhas do monarca. Quando foi colocado ali, todavia Velázquez mantinha em branco uma folha num pequeno canto embaixo à direita do quadro, reservado sem dúvida para pôr ali a data e a sua assinatura. Nunca o fez, como ocorreu com outras tantas obras suas.

Com Wikipédia

sábado, 18 de junho de 2016

AS MENINAS

As Meninas é uma pintura de 1656 por Diego Velázquez, o principal artista do Século de Ouro Espanhol. Ela está atualmente no Museu do Prado em Madrid. A composição enigmática e complexa da obra levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas. Por essas complexidades, As Meninas é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental.


A pintura mostra um grande aposento no Real Alcázar de Madrid durante o reinado do rei Filipe IV da Espanha, mostrando várias figuras da corte espanhola contemporânea representadas, de acordo com alguns analistas, em um momento específico como se em uma fotografia. Algumas olham para fora do quadro em direção ao observador, enquanto outras interagem entre si. A jovem infanta Margarida Teresa está cercada por um séquito de damas de companhia, chaperone, guarda-costa, dois anões e um cachorro. Pouco atrás deles está o próprio Velázquez, que se representa trabalhando em uma grande tela. O artista olha para longe, além do espaço pictórico onde o observador da pintura estaria.  Ao fundo está um espelho que reflete o rei Filipe e a rainha Maria Ana. Eles parecem estar colocados fora do espaço da pintura em uma posição similar à do observador, apesar de alguns acadêmicos especularem que suas imagens são o reflexo da pintura em que Velázquez é mostrado trabalhando.

As Meninas foi reconhecida como uma das pinturas mais importantes na história da arte ocidental. O pintor barroco Luca Giordano afirmou que ela representa a "teologia da pintura", com o presidente da Academia Real Inglesa sir Thomas Lawrence descrevendo a obra em 1827 para David Wilkie como "a verdadeira filosofia da arte". Mais recentemente, foi descrita como a "realização suprema de Velázquez, uma demonstração bem consciente e calculada sobre o que uma pintura pode alcançar".

Mais informações em Wikipédia

sábado, 13 de fevereiro de 2016

VÊNUS AO ESPELHO

Vênus ao espelho ou Vênus olhando-se ao espelho (em espanhol: La venus del espejo) é uma pintura de Diego Velázquez (1599-1660), principal artista do Século de Ouro Espanhol. Concluída entre 1647 e 1651 e provavelmente pintada durante permanência do artista na Itália, a pintura apresenta a deusa Vênus numa posição sensual, deitada em uma cama e olhando em um espelho segurado pelo seu filho Cupido, o deus romano do amor físico. A pintura está exposta na National Gallery, em Londres, sob o título The Toilet of Venus ou The Rokeby Venus.




Muitas obras, do clássico ao barroco, têm sido citadas como fontes de inspiração de Velázquez. As Vênus dos pintores italianos, como a Vênus adormecida de Giorgione (c. 1510) e a Vênus de Urbino de Ticiano (1538) foram os principais precedentes. Nessa obra, Velázquez combinou duas poses estabelecidas para Vênus: reclinada sobre um sofá ou cama e olhando para um espelho. Ela é frequentemente descrita como olhando a si mesma no espelho, embora isso seja fisicamente impossível, já que os observadores podem ver sua face refletida na direção deles. Esse fenômeno é conhecido como "efeito Vênus". De certa maneira, a pintura representa a partida, devido ao uso central do espelho e porque ela mostra o corpo de Vênus de costas para o observador da pintura.

A Vênus ao espelho é a única obra de nu feminino feita por Velázquez que chegou aos nossos dias. Nus eram extremamente raros na arte espanhola do século XVII, durante o qual a sociedade foi ativamente controlada por membros da Inquisição espanhola.[2] [3] Apesar disso, nus de artistas estrangeiros foram intensamente colecionados pelo círculo de frequentadores da corte, e esta pintura foi pendurada na casa de cortesões espanhóis até 1813: pertenceu à Casa de Alba e a Manuel de Godoy, quando era conservada no Palácio de Buenavista de Madrid. Depois foi levada para a Inglaterra para ser pendurado em Rokeby Park, Yorkshire, de onde provém seu apelido Rokeby Venus. Em 1906, a pintura foi comprada pelo Fundo Nacional de Coleções de Arte para a National Gallery. Apesar de ter sido atacada e seriamente danificada em 1914 pela sufragista Mary Richardson, logo foi totalmente restaurada e voltou a ser exposta.

Mais informações em Wikipédia.

sábado, 9 de janeiro de 2016

AS MENINAS

As Meninas é uma pintura de 1656 por Diego Velázquez, o principal artista do Século de Ouro Espanhol. Ela está atualmente no Museu do Prado em Madrid. A composição enigmática e complexa da obra levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas. Por essas complexidades, As Meninas é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental.


A pintura mostra um grande aposento no Real Alcázar de Madrid durante o reinado do rei Filipe IV da Espanha, mostrando várias figuras da corte espanhola contemporânea representadas, de acordo com alguns analistas, em um momento específico como se em uma fotografia. Algumas olham para fora do quadro em direção ao observador, enquanto outras interagem entre si. A jovem infanta Margarida Teresa está cercada por um séquito de damas de companhia, chaperone, guarda-costa, dois anões e um cachorro. Pouco atrás deles está o próprio Velázquez, que se representa trabalhando em uma grande tela. O artista olha para longe, além do espaço pictórico onde o observador da pintura estaria.  Ao fundo está um espelho que reflete o rei Filipe e a rainha Maria Ana. Eles parecem estar colocados fora do espaço da pintura em uma posição similar à do observador, apesar de alguns acadêmicos especularem que suas imagens são o reflexo da pintura em que Velázquez é mostrado trabalhando.

As Meninas foi reconhecida como uma das pinturas mais importantes na história da arte ocidental. O pintor barroco Luca Giordano afirmou que ela representa a "teologia da pintura", com o presidente da Academia Real Inglesa sir Thomas Lawrence descrevendo a obra em 1827 para David Wilkie como "a verdadeira filosofia da arte". Mais recentemente, foi descrita como a "realização suprema de Velázquez, uma demonstração bem consciente e calculada sobre o que uma pintura pode alcançar".

Mais informações em Wikipédia