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quinta-feira, 21 de novembro de 2019
segunda-feira, 15 de maio de 2017
CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA
SANGUE LATINO (1973) SECOS & MOLHADOS
Sérgio Luiz Gallina
Dentre os clássicos ao pé da letra, da bula, da gema, de carteirinha, enfim, "Sangue Latino" é presença obrigatória. Foi o primeiro sucesso nacional da banda de João Ricardo (líder e detentor da marca) em sua formação com Ney Matogrosso e Gérson Conrad.
Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
Os ventos do norte não movem moinhos
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E o que me resta é só um gemido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minh'alma cativa
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Rompi tratados, traí os ritos
Quebrei a lança, lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar vencido
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Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minh'alma cativa
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sexta-feira, 5 de maio de 2017
MÚSICA NA SEXTA
Secos & Molhados foi um grupo vocal e instrumental de rock-MPB formado em 1972 na cidade de São Paulo. Apesar da sua breve duração, é considerado um dos grupos mais importantes do rock no Brasil. João Ricardo, jornalista nascido em Portugal com influências do rock, e Gérson Conrad, admirador do jazz e da bossa nova, buscavam um cantor que se adequasse ao seu projeto musical. Por intermédio de Luli, da dupla Luli & Lucinha, foram apresentados a Ney Matogrosso, que ingressou no grupo.
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O Vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
Primavera nos Dentes
João Ricardo/João Apolinário
Com Dicionário Caro Albin de Música Popular Brasileira.
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O Vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
No ano seguinte, o grupo lotou o Maracanãzinho (RJ), e o Ginásio Presidente Médici (Brasília), com suas apresentações ao vivo. Também em 1974, lançou seu segundo e último disco com a formação original, com destaque para "Flores Astrais" e "Tercer Mundo", vindo a dissolver-se ainda nesse ano.
No final dos anos 1970 e início dos 1980, João Ricardo tentou, com formações diferentes, retomar o conjunto, lançando dois LPs pela Philips, porém, sem obter o mesmo sucesso. Em 1981, a Continental lançou um disco ao vivo com a gravação feita no show do Maracanãzinho.
É do disco de 1973 a música Primavera nos Dentes.
Primavera nos Dentes
João Ricardo/João Apolinário
Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa contra a mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera
Nota da Redação: Esta é a música mais longa do grupo, com 4min50seg. Há quem afirme que a introdução é baseada em "Breathe", música que abre Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Acho pouco provável, pois Dark Side of the Moon foi lançado em março de 1973 e o disco dos Secos & Molhados foi gravado entre maio e junho do mesmo ano. Sem contar que a semelhança não é muito grande. João Apolinário, que fez a letra de Primavera nos Dentes, é pai de João Ricardo, que fez a música.
Com Dicionário Caro Albin de Música Popular Brasileira.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
MÚSICA NA SEXTA
Secos & Molhados foi um grupo formado em 1972 na cidade de São Paulo. Apesar da sua breve duração, é considerado um dos grupos mais importantes do rock no Brasil. João Ricardo, jornalista nascido em Portugal, com influências do rock, e Gérson Conrad, admirador do jazz e bossa nova, buscavam um cantor que se adequasse ao seu projeto musical. Por intermédio de Luli, da dupla Luli & Lucinha, foram apresentados a Ney Matogrosso, que ingressou no grupo.
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
No ano seguinte, o grupo lotou o Maracanãzinho (RJ), e o Ginásio Presidente Médici (Brasília), com suas apresentações ao vivo. Também em 1974, lançou seu segundo e último disco com a formação original, com destaque para "Flores astrais" e "Tercer mundo", vindo a dissolver-se ainda nesse ano.
No final dos anos 1970 e início dos 1980, João Ricardo tentou, com formações diferentes, retomar o conjunto, lançando dois LPs pela Philips, porém, sem obter o mesmo sucesso. Em 1981, a Continental lançou um disco ao vivo com a gravação feita no show do Maracanãzinho. É do disco de 1973 a música Primavera nos Dentes.
Primavera nos Dentes
(João Ricardo e Apolinário)
(João Ricardo e Apolinário)
Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa contra a mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera
Nota da Redação: Esta é a música mais longa do grupo, com 4min50seg. Há quem afirme que a introdução é baseada em "Breathe", música que abre Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Acho pouco provável, pois Dark Side of the Moon foi lançado em março de 1973 e o disco dos Secos & Molhados foi gravado entre maio e junho do mesmo ano. Sem contar que a semelhança não é muito grande. João Apolinário, que fez a letra de Primavera nos Dentes, é pai de João Ricardo, que fez a música.
sábado, 24 de setembro de 2016
COVER DO SÁBADO
O Vira é uma canção composta por João Ricardo e Luhli e que aparece no primeiro álbum, de 1973, do grupo Secos & Molhados. A canção original tem grande influência da música portuguesa, com instrumentos como o acordeão. É um dos maiores sucessos do grupo ao lado de "Sangue Latino" e "Rosa de Hiroshima".
Considerada à época uma "elegia gay bem-humorada", sua abertura alucinante com um solo de guitarra elétrica executada por John Flavin chamou a atenção para o início do rock pesado no Brasil. A letra alude às tradições portuguesas como a dança-típica Vira.
Em 1991, o português Roberto Leal regravou a canção em seu disco Gosto de Sal.
wikipedia
Considerada à época uma "elegia gay bem-humorada", sua abertura alucinante com um solo de guitarra elétrica executada por John Flavin chamou a atenção para o início do rock pesado no Brasil. A letra alude às tradições portuguesas como a dança-típica Vira.
Em 1991, o português Roberto Leal regravou a canção em seu disco Gosto de Sal.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
MÚSICA NA SEXTA
Secos & Molhados foi um grupo vocal e instrumental de rock-MPB formado em 1972 na cidade de São Paulo. Apesar da sua breve duração, é considerado um dos grupos mais importantes do rock no Brasil. João Ricardo, jornalista nascido em Portugal com influências do rock, e Gérson Conrad, admirador do jazz e da bossa nova, buscavam um cantor que se adequasse ao seu projeto musical. Por intermédio de Luli, da dupla Luli & Lucinha, foram apresentados a Ney Matogrosso, que ingressou no grupo.
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O Vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
É do disco de 1973 a música Primavera nos Dentes.
Com Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso "O Vira" (João Ricardo e Luli) e "Rosa de Hiroshima" (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
No ano seguinte, o grupo lotou o Maracanãzinho (RJ) e o Ginásio Presidente Médici (Brasília) com suas apresentações. Também em 1974, lançou seu segundo e último disco com a formação original, com destaque para "Flores Astrais" e "Tercer Mundo", vindo a dissolver-se ainda nesse ano.
No final dos anos 1970 e início dos 1980, João Ricardo tentou, com formações diferentes, retomar o conjunto, lançando dois LPs pela Philips, porém, sem obter o mesmo sucesso. Em 1981, a Continental lançou um disco ao vivo com a gravação feita no show do Maracanãzinho.
É do disco de 1973 a música Primavera nos Dentes.
Primavera nos Dentes
(João Ricardo/João Apolinário)
Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa contra a mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera
(João Ricardo/João Apolinário)
Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa contra a mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera
Nota da Redação: Esta é a música mais longa do grupo, com 4min50seg. Há quem afirme que a introdução é baseada em "Breathe", música que abre Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Acho pouco provável, pois Dark Side of the Moon foi lançado em março de 1973 e o disco dos Secos & Molhados foi gravado entre maio e junho do mesmo ano. Sem contar que a semelhança não é muito grande. João Apolinário, que fez a letra de Primavera nos Dentes, é pai de João Ricardo, que fez a música.
Com Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
ÁLBUM DA QUINTA
SECOS & MOLHADOS - 1974 - SECOS & MOLHADOS
Em fevereiro de 1974, os Secos & Molhados fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público. O ginásio comportava 30 mil pessoas, mas diz a lenda que outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo saiu em turnê internacional, o que, segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida.
Em agosto do mesmo ano, sai o segundo disco de estúdio da banda, que tinha como destaque "Flores Astrais", único sucesso do disco. Lançado pouco antes do fim da formação clássica da banda, que se desfez por brigas internas, o disco – sem título, com uma capa preta –, talvez ,por isso, não tenha feito tanto sucesso comercial como o primeiro.
Lado A
1. Tercer Mundo João Ricardo/Julio Cortázar 2:36
2. Flores Astrais João Ricardo/João Apolinário 3:51
3. Não: Não Digas Nada João Ricardo/Fernando Pessoa 1:37
4. Medo Mulato João Ricardo/Paulinho Mendonça 2:18
5. Oh! Mulher Infiel João Ricardo 1:30
6. Voo João Ricardo/João Apolinário 2:34
Lado B
1. Angústia João Ricardo/João Apolinário 2:45
2. O Hierofante João Ricardo/Oswald de Andrade 2:15
3. Caixinha de Música do João João Ricardo 1:04
4. O Doce e o Amargo João Ricardo/P. Mendonça 1:52
5. Preto Velho João Ricardo 1:01
6. Delírio Gérson Conrad/P. Mendonça 2:39
7. Toada & Rock & Mambo & Tango & Etc João Ricardo/Luhli 2:08
Ney Matogrosso – vocal
João Ricardo – violões de 6 e 12 cordas, harmônica de boca e vocal
Gérson Conrad – violões de 6 e 12 cordas e vocal
Norival - bateria, timbales e percussão
Sérgio Rosadas – flauta transversal e flauta de bambu
John Flavin – guitarra elétrica e violão de 12 cordas
Willi Verdaguer – contrabaixo elétrico
Emilio Carrera – piano, órgão e acordeão
Triana Romero: castanholas
Jorge Omar: violões e viola
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
ÁLBUM DA QUINTA
SECOS & MOLHADOS - 1973 - SECOS & MOLHADOS
Secos & Molhados é o álbum de estreia do grupo homônimo (Gérson Conrad, Ney Matogrosso e João Ricardo), lançado em 1973. Unindo a poesia de autores como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário, pai de João Ricardo, o idealizador, com danças e canções do folclore português e de tradições brasileiras, o grupo causou uma revolução na MPB.
O álbum traz as músicas mais famosas do trio (que começou como quarteto, conforme mostra a capa do disco, onde aparece Marcelo Frias), como "Sangue Latino", "O Vira", "Assim Assado" e "Rosa de Hiroshima". O disco, assim como a própria banda, surgiu em meio a um tempo de censura e ditadura militar no Brasil e retrata a liberdade de expressão, o racismo e as guerras. Um fenômeno de vendas para a época, é o LP mais famoso dos Secos e Molhados, aquele que os projetou no cenário nacional e vendeu mais de 1 milhão de cópias no país (mais de 1.500 só na primeira semana).
No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino, uma maquiagem extravagante e o timbre de Ney Matogrosso fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento.
O álbum recebeu certificação de disco de platina em 1997 da ABPD, pelo relançamento em CD, o quinto lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira da Rolling Stone Brasil, em 2007, e a 97.ª posição no "Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano" da Al Borde, de 2008.
Lado 1
Lado 2
1. Sangue Latino (João Ricardo/Paulinho Mendonça) 2:07
2. O Vira (J. Ricardo/Luhli) 2:12
3. O Patrão Nosso de Cada Dia (J. Ricardo) 3:19
4. Amor (J. Ricardo/João Apolinário) 2:14
5. Primavera nos Dentes (J. Ricardo/J. Apolinário) 4:50
6. Assim Assado (J. Ricardo) 2:58
7. Mulher Barriguda (J. Ricardo/Solano Trindade) 2:35
Lado 2
1. El Rey (Gerson Conrad/J. Ricardo) 0:58
2. Rosa de Hiroshima (G. Conrad/Vinicius de Moraes) 2:00
3. Prece Cósmica (J. Ricardo/Cassiano Ricardo) 1:57
4. Rondó do Capitão (J. Ricardo/Manuel Bandeira) 1:01
5. As Andorinhas (João Ricardo/C. Ricardo) 0:58
6. Fala (J. Ricardo/Luhli)
João Ricardo - vocais, violão e harmônica
Gérson Conrad - vocais e violão
Ney Matogrosso - vocais
Marcelo Frias - bateria e percussão
Emílio Carrera - piano e órgão
Sérgio Rosadas - flauta
John Flavin - guitarra
Willy Verdaguer - baixo
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