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segunda-feira, 21 de maio de 2018

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

ALGUÉM CANTANDO (1978) GAL COSTA & CAETANO VELOSO

Sérgio Luiz Gallina


Alguém cantando longe daqui
Alguém cantando longe, longe
Alguém cantando muito
Alguém cantando bem
Alguém cantando é bom de se ouvir
Alguém cantando alguma canção
A voz de alguém nessa imensidão
A voz de alguém que canta
A voz de um certo alguém
Que canta como que pra ninguém
A voz de alguém quando vem do coração
De quem mantém toda a pureza
Da natureza
Onde não há pecado nem perdão

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

ÁLBUM DA QUINTA

CINEMA TRANSCENDENTAL - 1979 - CAETANO VELOSO

Cinema Transcendental conserva o alto nível de seus predecessores, trazendo um material ainda mais diverso. O disco combina canções sintéticas no formato pop e momentos experimentais, intimistas ou mesmo de caráter regional, tudo com a roupagem do grupo A Outra Banda da Terra.


O disco conta com sucessos, como Lua de São Jorge, Beleza Pura (sucesso com  a Cor do Som), Menino do Rio (imortalizada po Baby Consuelo), Elegia, de Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti, e a belíssima Louco por Você.


Lado 1
1. Lua de São Jorge – Caetano Veloso
2. Oração ao Tempo – Caetano Veloso
3. Beleza Pura – Caetano Veloso
4. Menino do Rio – Caetano Veloso
5. Vampiro – Jorge Mautner
6. Elegia – Augusto De Campos e Péricles Cavalcanti

Lado 2
1. Trilhos Urbanos – Caetano Veloso
2. Louco por Você – Caetano Veloso
3. Cajuína – Caetano Veloso
4. Aracaju – Caetano Veloso, Tomas Improta, Vinicius Cantuária
5. Badauê – Môa do Catendê
6. Os Meninos Dançam – Caetano Veloso


Violão e voz – Caetano Veloso
Vocais – Solange (3)
Baixo – Arnaldo Brandão
Bateria – Vinícius Cantuária 
Teclados – Tomás Improta
Percussão – Edu (Bolão) Gonçalves

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Dom de Iludir
(Caetano Veloso)

Não me venha falar na malícia
De toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia
De ser o que é

Não me olhe
Como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca e não cale na boca
Notícia ruim

Você sabe explicar
Você sabe entender tudo bem
Você está, você é
Você faz, você quer, você tem

Você diz a verdade
A verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer
Que a mulher vá viver sem mentir

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Os Outros Românticos
(Caetano Veloso)
  
Eram os outros românticos, no escuro
Cultuavam outra idade média, situada no futuro
Não no passado
Sendo incapazes de acompanhar
A baba Babel de economias
As mil teorias da economia
Recitadas na televisão
Tais irredutíveis ateus
Simularam uma religião
E o espírito era o sexo de Pixote, então
Na voz de algum cantor de rock alemão
Com o ódio aos que mataram Pixote a mão
Nutriam a rebeldia e a revolução

E os trinta milhões de meninos abandonados do Brasil
Com seus peitos crescendo, seus paus crescendo
E os primeiros mênstruos
Compunham as visões dos seus vitrais
E seus apocalipses mais totais
E suas utopias radicais

Anjos sobre Berlim
"O mundo desde o fim"
E no entanto era um SIM
E foi e era e é e será sim

domingo, 25 de junho de 2017

DO FUNDO DO BAÚ

Chico & Caetano foi um musical produzido e apresentado na década de 80 pela Rede Globo. Era exibido mensalmente na faixa denominada Sexta Super, sempre após a novela das oito, às 21h30. 


Criado por Daniel Filho e escrito por Luiz Carlos Maciel e Nelson Motta, foi apresentado semanalmente nos meses de abril e dezembro de 1986, sendo o primeiro programa exibido em 25 de abril e o último em 26 de dezembro, totalizando nove programas. Reuniu Chico Buarque e Caetano Veloso no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro.


O programa não tinha nenhuma rigidez. Os apresentadores tinham total liberdade para conduzir o programa da forma que achavam mais conveniente. A descontração ficava ainda maior com as brincadeiras de Caetano com a timidez de Chico e a interatividade que os dois tinham com a platéia, geralmente composta por gente famosa.



Logo no primeiro programa houve um problema: a divisão de censura da Superintendência da Polícia Federal vetou a execução da canção Merda (saudação que significa sorte no jargão teatral), de Caetano Veloso. Além do uso de uma linguagem considerada imprópria pelas autoridades, ela ainda fazia referência ao uso de drogas: Nem a loucura do amor/da maconha, do pó, do tabaco e do álcool/vale a loucura do ator... A canção foi retirada do programa, mas acabou incluída num disco lançado no final de 1986 com os melhores momentos do programa.


Outro acontecimento foi a não participação de Tim Maia. O músico chegou a ensaiar na véspera, mas, no dia em que deveria comparecer, acabou faltando, obrigando a equipe de produção a alterar o formato do programa, incluindo trechos da gravação do ensaio.


Grandes nomes da música brasileira e internacional participaram do programa, como Mercedes Sosa, Silvio Rodriguez, Astor Piazzolla, Tom Jobim, Paulinho da Viola e Jorge Benjor, entre outros.

wikipedia

sexta-feira, 23 de junho de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Dom de Iludir
(Caetano Veloso)
  
Não me venha falar na malícia
De toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia
De ser o que é

Não me olhe
Como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca e não cale na boca
Notícia ruim

Você sabe explicar
Você sabe entender tudo bem
Você está, você é
Você faz, você quer, você tem

Você diz a verdade
A verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer
Que a mulher vá viver sem mentir

sábado, 15 de outubro de 2016

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Samba e Amor
(Chico Buarque)

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã

De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar

No colo da bem-vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade, que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?

Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Esse Cara
(Caetano Veloso)

Ah! Que esse cara tem me consumido 
A mim e a tudo que eu quis 
Com seus olhinhos infantis 
Como os olhos de um bandido 
Ele está na minha vida porque quer 
Eu estou pra o que der e vier 
Ele chega ao anoitecer 
Quando vem a madrugada ele some 
Ele é quem quer 
Ele é o homem 
Eu sou apenas uma mulher

terça-feira, 23 de agosto de 2016

DAS MADRUGADAS

This popular set matches the brilliant harmonica player Toots Thielemans with such top Brazilian performers as Ivan Lins, Djavan, Oscar Castro-Neves, Dori Caymmi, Ricardo Silveira, João Bosco, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Luiz Bonfá, Edu Lobo and Eliane Elias, in addition to bassist Brian Bromberg, keyboardist Michael Lang, trumpeter Mark Isham and Dave Grusin. Thielemans is often in a supportive role behind the many soothing brazilian singers and performers. The atmospheric date surprisingly does not have any Antonio Carlos Jobim songs, instead emphasizing lesser-known tunes (other than Toots' greatest hit "Bluesette"). Easily recommended to fans of brazilian pop and jazz, this CD was soon followed by a second (and equally rewarding) set featuring many of the same performers.

sábado, 30 de julho de 2016

COVER DO SÁBADO

Totalmente Demais é uma canção da banda Hanói-Hanói, lançada em seu primeiro álbum, também intitulado Totalmente Demais. Foi composta por Arnaldo Brandão, vocalista da banda, junto com os compositores Tavinho Paes e Roberio Rafael e lançada como single de estreia do grupo.


Caetano Veloso regravou a canção em 1986 (mesmo ano da versão original), em seu primeiro álbum ao vivo, que também levou o mesmo nome.

wikipedia

domingo, 24 de abril de 2016

DO FUNDO DO BAÚ

Alegria, Alegria é uma canção composta por Caetano Veloso que foi o marco inicial do movimento tropicalista em 1967. O single foi lançado (com Remelexo no lado B) em 1967 e também integrou o álbum Caetano Veloso, do mesmo ano.


Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras. No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.

Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Tornou-se uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais nacionalistas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.

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domingo, 17 de abril de 2016

DO FUNDO DO BAÚ

Uma Noite em 67 é um documentário brasileiro de 2010, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Com imagens de arquivo da Rede Record e depoimentos de músicos como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos, o documentário conta a história da final do "3º Festival da Música Popular Brasileira".


Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.


O júri era composto por 15 membros: Chico Anysio, Sandino Hohagen, Júlio Medaglia, Roberto Corte Real, Raul Duarte, Ferreira Gullar, Tereza Aragão, Carlos Manga, Roberto Freire, Luis Guedes, Carlos Vergueiro, Sebastião Bastos, Franco Paulino, Sérgio Cabral, Salomão Schwartzmann.


Os seis primeros colocados:

1º lugar: PONTEIO (Edu Lobo/Capinan) Edu Lobo y Marília Medalha con el Quarteto Novo y Momento Quatro. Arreglos de Airto Moreira
2º lugar: DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil) Gilberto Gil y Os Mutantes
3º lugar: RODA VIVA (Chico Buarque) Chico Buarque e MPB-4
4º lugar: ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso) Caetano Veloso y Os Beat Boys
5º lugar: MARIA, CARNAVAL E CINZAS (Lu¡z Carlos Paraná) Roberto Carlos y O Grupo
6º lugar: GABRIELA (Francisco Fuzzetti “Maranhão”) MPB-4


As outras finalistas:

BOM DIA (Nana Caymmi/Gilberto Gil) Nana Caymmi
A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller) Nara Leão y Sidney Miller
O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta) Elis Regina
BETO BOM DE BOLA (Sérgio Ricardo) Sérgio Ricardo
SAMBA DE MARIA (Francis Hime/Vinícius de Moraes) Jair Rodrigues
VENTANIA [De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando] (Hilton Acioly/Geraldo Vandré) Geraldo Vandré


Melhor letra: A ESTRADA E O VIOLEIRO (Sidney Miller)
Melhor intérprete: Elis Regina, O CANTADOR (Dori Caymmi/Nelson Motta)
Melhor arranjo: Rogério Duprat, DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil)


wikipedia / http://festivalesdempb.blogspot.com.br/

sábado, 31 de outubro de 2015

COVER DO SÁBADO

"Legal", álbum da cantora Gal Costa, de 1970, traz canções conhecidas, como "Eu Sou Terrível", "Hotel das Estrelas" e "Falsa Baiana". Traz também "Love, Try and Die", primeira composição de Gal, em parceria com Jards Macalé e o guitarrista Lanny Gordin.


Uma das composições mais conhecidas do disco é London, London, composta por Caetano Veloso durante o seu exílio político na Inglaterra. Caetano gravou a canção no álbum que leva o seu nome, lançado pala Philips, em 1971.

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