Mostrando postagens com marcador Frank Sinatra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frank Sinatra. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
terça-feira, 15 de maio de 2018
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 11 de dezembro de 2016
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
ÁLBUM DA QUINTA
OL' BLUE EYES IS BACK - 1973 - FRANK SINATRA
Ol' Blue Eyes is Back foi lançado em 1973, quando Frank Sinatra retornou de sua aposentadoria, pela Reprise Records, selo da Warner Music, criado pelo próprio cantor, para que ele pudesse ter maior liberdade artística em suas gravações.
Lançado em meio a um turbilhão de publicidade, o álbum foi um sucesso comercial, ganhando o disco de ouro nos EUA e no Reino Unido. Produzido por Don Costa, os destaques ficam por conta de "Send in the Clowns" e "There Used to Be a Ballpark", ambas com arranjos sutis de Gordon Jenkins e lindamente interpretadas por Sinatra. A canção "Let Me Try Again" foi um estrondoso sucesso.
O álbum foi acompanhado de um especial de TV, Magnavox Presents Frank Sinatra, que contou com a presença de Gene Kelly.
Lado A
1. You Will Be My Music (Joe Raposo) – 3:52
2. You're So Right (For What's Wrong in My Life) (Victoria Pike, Teddy Randazzo, Roger Joyce) – 4:03
3. Winners (Joe Raposo) – 2:50
4. Nobody Wins (Kris Kristofferson) – 5:10
5. Send in the Clowns (Stephen Sondheim) – 4:10
Lado B
1. Dream Away (John Williams, Paul Williams) – 4:22
2. Let Me Try Again ("Laisse-moi le temps") (Paul Anka, Sammy Cahn, Michel Jourdan) – 3:31
3. There Used to Be a Ballpark (Joe Raposo) – 3:34
4. Noah (Joe Raposo) – 4:22
Frank Sinatra - Vocals
Gordon Jenkins - Arranger, Conductor
Don Costa - Arranger, Conductor
sábado, 19 de dezembro de 2015
COVER DO SÁBADO
White Christmas é uma canção de Irving Berlin rememorando um Natal à moda antiga. De acordo com o Guinness World Records, a versão cantada por Bing Crosby é o single mais vendido de todos os tempos, com vendas estimadas em mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo.
A primeira apresentação pública da música foi por Bing Crosby, em seu programa de rádio NBC The Kraft Music Hall, no dia de Natal de 1941. Uma cópia da gravação do programa de rádio é de propriedade do espólio de Bing Crosby. Em seguida, ele gravou a música com a Orquestra Trotter Scott John e Ken Darby para a Decca Records em apenas 18 minutos, em 29 de maio de 1942, e foi lançado em 30 de julho como parte de um álbum de seis discos 78 rpm do filme Holiday Inn.
A canção teve centenas de regravações. Uma delas foi com Frank Sinatra, em "Christmas Songs", gravado em 1948, uma coleção de quatro 78 rpm.
wikipedia
A primeira apresentação pública da música foi por Bing Crosby, em seu programa de rádio NBC The Kraft Music Hall, no dia de Natal de 1941. Uma cópia da gravação do programa de rádio é de propriedade do espólio de Bing Crosby. Em seguida, ele gravou a música com a Orquestra Trotter Scott John e Ken Darby para a Decca Records em apenas 18 minutos, em 29 de maio de 1942, e foi lançado em 30 de julho como parte de um álbum de seis discos 78 rpm do filme Holiday Inn.
A canção teve centenas de regravações. Uma delas foi com Frank Sinatra, em "Christmas Songs", gravado em 1948, uma coleção de quatro 78 rpm.
domingo, 13 de dezembro de 2015
DO FUNDO DO BAÚ
From Here to Eternity, no Brasil A Um Passo da Eetrnidade, é um filme de 1953 dirigido por Fred Zinnemann com roteiro baseado em livro de James Jones. O filme relata histórias de soldados em um campo do exército americano no Havaí às vésperas do ataque japonês a Pearl Harbor.
O filme centraliza as ações acompanhando os conflitos de três militares da base: o sargento Warden, que tem um caso com Karen Holmes, esposa de seu superior imediato, e que vive um conflito entre assumir publicamente sua relação com Karen (o que ele quer) apesar de, para isso, ter que optar por uma carreira de oficial do exército (o que ele não quer); o soldado Prewitt, transferido para a base por ser famoso como lutador de boxe e que, devido a um trauma antigo, abandonou os ringues e é por isso perseguido por seu capitão e por outros soldados a mando deste, que o querem na equipe de boxe do pelotão; o soldado Angelo Maggio, de origem italiana e temperamento esquentado, que tem um forte atrito com o sargento "Fatso", da prisão da base, e que, ao ser preso por insubordinação, fica nas mãos de seu inimigo declarado.
Venceu na categoria de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra), melhor atriz coadjuvante (Donna Reed), melhor edição, melhor fotografia preto e branco, melhor roteiro adaptado e melhor som. Indicado nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster e Montgomery Cliff), melhor atriz (Deborah Kerr), melhor trilha sonora e melhor figurino - preto e branco.
No Globo de Ouro 1954 (EUA) venceu nas categorias de melhor diretor e melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra). No Festival de Cannes 1954 (França) recebeu um prêmio especial. Foi indicado ao Grande Prêmio do Festival. No BAFTA 1954 (Reino Unido) venceu na categoria de melhor filme de qualquer origem. No NYFCC 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA) venceu nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster), melhor diretor e melhor filme.
A atriz Joan Crawford recusou-se a participar do filme por ter odiado os figurinos.
From Here to Eternity foi o primeiro de três filmes em que os atores Deborah Kerr e Burt Lancaster atuaram juntos.
O ator Eli Wallach tinha aceitado o papel de "Angelo Maggio", mas mudou de ideia por ter preferido atuar na peça teatral da Broadway, Camino Real, produzida por Elia Kazan. O filme The Godfather (1972) explora a história, mostrando que na verdade o ator teria sido "convencido" pela máfia a desistir do papel, para que Frank Sinatra pudesse interpretá-lo em seu lugar, pois na época o cantor estava em baixa.
Foi feita uma refilmagem para a televisão americana, no formato de minissérie, em 1979.
Contrariando todas as previsões, a Academia não deu o Oscar de melhor ator a Clift, preferindo premiar William Holden por Stalag 17.
wikipedia
O filme centraliza as ações acompanhando os conflitos de três militares da base: o sargento Warden, que tem um caso com Karen Holmes, esposa de seu superior imediato, e que vive um conflito entre assumir publicamente sua relação com Karen (o que ele quer) apesar de, para isso, ter que optar por uma carreira de oficial do exército (o que ele não quer); o soldado Prewitt, transferido para a base por ser famoso como lutador de boxe e que, devido a um trauma antigo, abandonou os ringues e é por isso perseguido por seu capitão e por outros soldados a mando deste, que o querem na equipe de boxe do pelotão; o soldado Angelo Maggio, de origem italiana e temperamento esquentado, que tem um forte atrito com o sargento "Fatso", da prisão da base, e que, ao ser preso por insubordinação, fica nas mãos de seu inimigo declarado.
Burt Lancaster .... sargento Milton Warden
Montgomery Clift .... Robert E. Lee "Prew" Prewitt
Deborah Kerr .... Karen Holmes
Donna Reed .... Alma Burke
Frank Sinatra .... Angelo Maggio
Philip Ober .... capitão Dana Holmes
Mickey Shaughnessy .... Leva
Harry Bellaver .... Mazzioli
Ernest Borgnine .... sargento james "Fatso" Judson
Jack Warden .... cabo Buckley
John Dennis .... sargento Ike Galovitch
Merle Travis .... Sal Anderson
Tim Ryan .... sargento Pete Karelsen
Arthur Keegan .... Treadwell
George Reeves .... sargento Maylon Stark
Venceu na categoria de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra), melhor atriz coadjuvante (Donna Reed), melhor edição, melhor fotografia preto e branco, melhor roteiro adaptado e melhor som. Indicado nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster e Montgomery Cliff), melhor atriz (Deborah Kerr), melhor trilha sonora e melhor figurino - preto e branco.
No Globo de Ouro 1954 (EUA) venceu nas categorias de melhor diretor e melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra). No Festival de Cannes 1954 (França) recebeu um prêmio especial. Foi indicado ao Grande Prêmio do Festival. No BAFTA 1954 (Reino Unido) venceu na categoria de melhor filme de qualquer origem. No NYFCC 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA) venceu nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster), melhor diretor e melhor filme.
From Here to Eternity foi o primeiro de três filmes em que os atores Deborah Kerr e Burt Lancaster atuaram juntos.
O ator Eli Wallach tinha aceitado o papel de "Angelo Maggio", mas mudou de ideia por ter preferido atuar na peça teatral da Broadway, Camino Real, produzida por Elia Kazan. O filme The Godfather (1972) explora a história, mostrando que na verdade o ator teria sido "convencido" pela máfia a desistir do papel, para que Frank Sinatra pudesse interpretá-lo em seu lugar, pois na época o cantor estava em baixa.
Foi feita uma refilmagem para a televisão americana, no formato de minissérie, em 1979.
Contrariando todas as previsões, a Academia não deu o Oscar de melhor ator a Clift, preferindo premiar William Holden por Stalag 17.
LEITURA DE DOMINGO
“Quando Frank Sinatra morrer e for para o céu, a primeira coisa que ele fará será procurar Deus e gritar com ele por tê–lo feito careca.” (Marlon Brando)
Texto de Anélio Barreto
Quando, no show de encerramento da Copa do Mundo, no Dodgers Stadium, em Los Angeles, os tenores Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo cantaram os primeiros acordes de “My Way”, os três acenaram e sorriram para um senhor de cristalinos olhos azuis sentado em uma das primeiras filas. Os olhos azuis brilharam, mas o corpo não executou todos os comandos e ele teve que ser apoiado para erguer-se e acenar de volta, retribuindo o cumprimento.
Era Frank Sinatra. Aos 78 anos, o velhinho vivia a emoção de ver–se homenageado pelos três mais disputados tenores do mundo, todos eles dando o melhor de si na interpretação de uma música que é Sinatra da cabeça aos pés.
Nada mau para um garotinho desenganado no parto e deixado de lado para morrer.
Um adolescente problemático que vivia brigando nas ruas e dizendo que seria um gângster.
Um sujeito de escrúpulos duvidosos que chegou a envolver–se com o inimigo público número um da América.
Ou para um cantor que se tornou tão formidável que é praticamente impossível apontar alguém, entre nós, nossos pais e avós, que não tenha cantarolado, ou dançado, ou namorado ao som de uma de suas canções.
Esta história real (ou uma lenda real?) começou em uma cidadezinha de Nova Jersey, ao lado do Rio Hudson, chamada Hoboken. Ali moravam, no número 415 da Monroe Street, o ex–boxeador Anthony Martin Sinatra e sua mulher, uma enfermeira e parteira, nascida Natalie Garaventi e chamada na época simplesmente Dolly, Dolly Sinatra. Os dois italianos: ele siciliano, ela genovesa.
Francis Albert Sinatra nasceu no dia 12 de dezembro de 1915. O parto foi difícil e o fórceps o marcou.
Um superbebê. Pesava seis quilos e pouco, tinha ferimentos no queixo e em uma das orelhas.
– Não acho que sobreviverá – disse o médico. – O melhor é que nos concentremos na mãe.
Rosa Garaventi, a avó, não levou o médico a sério: colocou o garotinho sob uma torneira de água fria e o choque fez com que respirasse.
Em dezembro de 1915 os Estados Unidos acompanhavam a guerra na Europa e dois anos depois entrariam nela. No cinema, chorava-se a morte de John Bunny, a primeira grande estrela da comédia americana, um abre-alas para Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd, entre outros. E, enquanto o garotinho Sinatra crescia, outro gênero de filmes ia se firmando: o de gângsteres. Muitos consideram Underworld, de 1927, o primeiro deles.
O Sinatra adolescente acompanhou as aventuras de Little Caesar, O Pequeno César, com Edward G. Robinson, em 1930, e Scarface, com Paul Muni, em 32. Na tela eles eram vistos como heróis e, para os garotos com que Frank convivia, ser gângster estava na moda. Ele chegou a declarar, muitos anos depois, que gostara daquilo e talvez tivesse levado a coisa um pouco longe demais. Queria ser considerado um bandido, e chamava gângsteres por apelidos, era grosseiro, ameaçava pessoas e procurava exibir mau-caratismo entre maus-caracteres. Falava de uma garrafa que partiu sua cabeça em uma briga de quadrilhas, e de uma corrente de ferro que quase o aleijou, mas muita gente achou aquilo papo-furado, e que tudo o que Sinatra queria era aparecer.
Ele retrucou afirmando que foram apenas a música e seu talento que o impediram de tornar–se um bandido de verdade.
Publicado em O Estado de S. Paulo em 10 de dezembro de 1995, por ocasião dos 80 anos do cantor. Confiram texto na íntegra em http://50anosdetextos.com.br/2010/sinatra/
Texto de Anélio Barreto
Quando, no show de encerramento da Copa do Mundo, no Dodgers Stadium, em Los Angeles, os tenores Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo cantaram os primeiros acordes de “My Way”, os três acenaram e sorriram para um senhor de cristalinos olhos azuis sentado em uma das primeiras filas. Os olhos azuis brilharam, mas o corpo não executou todos os comandos e ele teve que ser apoiado para erguer-se e acenar de volta, retribuindo o cumprimento.
Era Frank Sinatra. Aos 78 anos, o velhinho vivia a emoção de ver–se homenageado pelos três mais disputados tenores do mundo, todos eles dando o melhor de si na interpretação de uma música que é Sinatra da cabeça aos pés.
Nada mau para um garotinho desenganado no parto e deixado de lado para morrer.
Um adolescente problemático que vivia brigando nas ruas e dizendo que seria um gângster.
Um sujeito de escrúpulos duvidosos que chegou a envolver–se com o inimigo público número um da América.
Ou para um cantor que se tornou tão formidável que é praticamente impossível apontar alguém, entre nós, nossos pais e avós, que não tenha cantarolado, ou dançado, ou namorado ao som de uma de suas canções.
Esta história real (ou uma lenda real?) começou em uma cidadezinha de Nova Jersey, ao lado do Rio Hudson, chamada Hoboken. Ali moravam, no número 415 da Monroe Street, o ex–boxeador Anthony Martin Sinatra e sua mulher, uma enfermeira e parteira, nascida Natalie Garaventi e chamada na época simplesmente Dolly, Dolly Sinatra. Os dois italianos: ele siciliano, ela genovesa.
Francis Albert Sinatra nasceu no dia 12 de dezembro de 1915. O parto foi difícil e o fórceps o marcou.
Um superbebê. Pesava seis quilos e pouco, tinha ferimentos no queixo e em uma das orelhas.
– Não acho que sobreviverá – disse o médico. – O melhor é que nos concentremos na mãe.
Rosa Garaventi, a avó, não levou o médico a sério: colocou o garotinho sob uma torneira de água fria e o choque fez com que respirasse.
Em dezembro de 1915 os Estados Unidos acompanhavam a guerra na Europa e dois anos depois entrariam nela. No cinema, chorava-se a morte de John Bunny, a primeira grande estrela da comédia americana, um abre-alas para Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd, entre outros. E, enquanto o garotinho Sinatra crescia, outro gênero de filmes ia se firmando: o de gângsteres. Muitos consideram Underworld, de 1927, o primeiro deles.
O Sinatra adolescente acompanhou as aventuras de Little Caesar, O Pequeno César, com Edward G. Robinson, em 1930, e Scarface, com Paul Muni, em 32. Na tela eles eram vistos como heróis e, para os garotos com que Frank convivia, ser gângster estava na moda. Ele chegou a declarar, muitos anos depois, que gostara daquilo e talvez tivesse levado a coisa um pouco longe demais. Queria ser considerado um bandido, e chamava gângsteres por apelidos, era grosseiro, ameaçava pessoas e procurava exibir mau-caratismo entre maus-caracteres. Falava de uma garrafa que partiu sua cabeça em uma briga de quadrilhas, e de uma corrente de ferro que quase o aleijou, mas muita gente achou aquilo papo-furado, e que tudo o que Sinatra queria era aparecer.
Ele retrucou afirmando que foram apenas a música e seu talento que o impediram de tornar–se um bandido de verdade.
Publicado em O Estado de S. Paulo em 10 de dezembro de 1995, por ocasião dos 80 anos do cantor. Confiram texto na íntegra em http://50anosdetextos.com.br/2010/sinatra/
sábado, 12 de dezembro de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
FRASE DO DIA
"Sou a favor de tudo que ajude a passar a noite, sejam
orações, calmantes ou
uma garrafa de Jack Daniels."
Frank Sinatra
sábado, 27 de setembro de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
domingo, 30 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 25 de abril de 2013
BIOGRAFIA
Enfim, a biografia de Frank Sinatra
Autor lembra que cantor até fez parar de chover em show no Maracanã e anuncia sequência das memórias
Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo
Três anos após seu lançamento nos Estados Unidos, chega às livrarias este domingo a biografia Frank, A Voz, de James Kaplan (Companhia das Letras, R$ 69), uma viagem de mais de 700 páginas pela primeira fase da vida do maior crooner que já passou pelo planeta. O livro vai do nascimento do artista, em Hoboken, New Jersey, até 1954, quando Sinatra ganha o Oscar por A Um Passo da Eternidade. Kaplan falou ao Estado ontem, por telefone, sobre a biografia e sua sequência.
Já há um título para o segundo livro das memórias de Sinatra?
JAMES KAPLAN - Sim. Ainda não está pronto, mas vai se chamar Sinatra - The Charmain of the Board. É um apelido que lhe foi dado por um radialista norte-americano chamado William B. Williams, que foi um importante broadcaster nos Estados Unidos nos anos 1950 e 1960 e que era grande apreciador da arte de Sinatra. Ele o apelidou assim por causa de sua posição no mundo da música e também por causa da ambição de Sinatra de controlar cada etapa de sua carreira profissional.
JAMES KAPLAN - Sim. Ainda não está pronto, mas vai se chamar Sinatra - The Charmain of the Board. É um apelido que lhe foi dado por um radialista norte-americano chamado William B. Williams, que foi um importante broadcaster nos Estados Unidos nos anos 1950 e 1960 e que era grande apreciador da arte de Sinatra. Ele o apelidou assim por causa de sua posição no mundo da música e também por causa da ambição de Sinatra de controlar cada etapa de sua carreira profissional.
Nesse primeiro livro, Frank - A Voz, seu editor disse que o resultado fazia o leitor sentir o que era realmente ser Frank Sinatra. Foi essa sua intenção ou foi natural?
JAMES KAPLAN - Bem, eu queria... Sabe, essa foi a minha primeira biografia. Sou um romancista, tinha ajudado a fazer dois livros sobre celebridades, John McEnroe e Jerry Lewis. Esta foi minha primeira biografia, um formidável desafio. Eu não queria escrever uma biografia convencional, ou que fosse "seca" ou acadêmica. Queria dar uma narrativa forte, que pudesse carregar as forças de uma boa ficção, mas que fosse completamente verdadeira, até nos detalhes.
JAMES KAPLAN - Bem, eu queria... Sabe, essa foi a minha primeira biografia. Sou um romancista, tinha ajudado a fazer dois livros sobre celebridades, John McEnroe e Jerry Lewis. Esta foi minha primeira biografia, um formidável desafio. Eu não queria escrever uma biografia convencional, ou que fosse "seca" ou acadêmica. Queria dar uma narrativa forte, que pudesse carregar as forças de uma boa ficção, mas que fosse completamente verdadeira, até nos detalhes.
Há até alguns detalhes que são controversos, como por exemplo o tamanho do pênis de Sinatra. Como o sr. decide colocar um detalhe assim numa biografia?
JAMES KAPLAN - Eu não queria explorar nenhum lado sensacional de Sinatra. Há muitas biografias em inglês da vida dele e elas... A maior parte delas antes da minha era muito sensacionalista, muito escorada em escândalos: as conexões com a Máfia, crime organizado, sexo. A razão pela qual eu escrevi esse livro em primeiro lugar foi... Você conhece Jerry Lewis? Eu fiz um livro sobre Jerry, e ele foi um amigo muito próximo de Sinatra. E ele e eu somos grandes amigos agora e conversamos durante muitas horas sobre essa amizade com Sinatra. Eu acabei sentindo como se conhecesse Sinatra, ele acabou se tornando muito humano para mim. Durante o processo de pesquisa, eu saí para jantar com diversos músicos que tinham trabalhando com o cantor, e eu esperava deles fofocas e histórias sobre mulheres e a Máfia, mas em vez disso eles todos me falaram de quão genial ele era, o gênio musical que ele foi. Eu me dei conta que, se desse a dimensão desse gênio, seria um livro interessante. Há coisas que ajudam a dar a dimensão do homem que homens e mulheres admiravam. Pegue o aspecto físico dele: era baixinho, tinha cicatrizes no rosto, tornou-se careca muito jovem. Acho que ele nunca foi satisfeito com seu físico. E é preciso compreender o ambiente em que Sinatra nasceu e cresceu, nos Estados Unidos dos anos 1920 e 1930. Os gângsteres eram homens de poder. E Sinatra, não de forma elogiável, os admirava. Ele foi assim a vida toda. No novo volume, eu narro como ele se relacionava com o gângster Sam Giancana, que esteve profundamente envolvido na eleição de John Kennedy.
JAMES KAPLAN - Eu não queria explorar nenhum lado sensacional de Sinatra. Há muitas biografias em inglês da vida dele e elas... A maior parte delas antes da minha era muito sensacionalista, muito escorada em escândalos: as conexões com a Máfia, crime organizado, sexo. A razão pela qual eu escrevi esse livro em primeiro lugar foi... Você conhece Jerry Lewis? Eu fiz um livro sobre Jerry, e ele foi um amigo muito próximo de Sinatra. E ele e eu somos grandes amigos agora e conversamos durante muitas horas sobre essa amizade com Sinatra. Eu acabei sentindo como se conhecesse Sinatra, ele acabou se tornando muito humano para mim. Durante o processo de pesquisa, eu saí para jantar com diversos músicos que tinham trabalhando com o cantor, e eu esperava deles fofocas e histórias sobre mulheres e a Máfia, mas em vez disso eles todos me falaram de quão genial ele era, o gênio musical que ele foi. Eu me dei conta que, se desse a dimensão desse gênio, seria um livro interessante. Há coisas que ajudam a dar a dimensão do homem que homens e mulheres admiravam. Pegue o aspecto físico dele: era baixinho, tinha cicatrizes no rosto, tornou-se careca muito jovem. Acho que ele nunca foi satisfeito com seu físico. E é preciso compreender o ambiente em que Sinatra nasceu e cresceu, nos Estados Unidos dos anos 1920 e 1930. Os gângsteres eram homens de poder. E Sinatra, não de forma elogiável, os admirava. Ele foi assim a vida toda. No novo volume, eu narro como ele se relacionava com o gângster Sam Giancana, que esteve profundamente envolvido na eleição de John Kennedy.
Em janeiro de 1980, Sinatra veio cantar no Maracanã. É um recorde absoluto de público até hoje, 175 mil pessoas.
JAMES KAPLAN - Sim. E a chuva parou para ele cantar! Foi um milagre!
JAMES KAPLAN - Sim. E a chuva parou para ele cantar! Foi um milagre!
Foi um momento-chave para o show biz do Brasil, porque até aquele momento não havia know-how para um show desse porte.
JAMES KAPLAN - Eu não sabia disso, mas faz sentido. Foi um momento muito importante tanto para o Brasil quanto para Sinatra. Foi a maior audiência para a qual ele cantou na carreira, ele amava o Brasil e ele e Jobim se adoravam, eram muito reverentes um com o outro artisticamente. Ele demonstrou grande sentimento por cantar no Brasil.
JAMES KAPLAN - Eu não sabia disso, mas faz sentido. Foi um momento muito importante tanto para o Brasil quanto para Sinatra. Foi a maior audiência para a qual ele cantou na carreira, ele amava o Brasil e ele e Jobim se adoravam, eram muito reverentes um com o outro artisticamente. Ele demonstrou grande sentimento por cantar no Brasil.
Gay Talese perpetrou uma frase clássica do new journalism dizendo que "Sinatra gripado é como Picasso sem tinta, Ferrari sem gasolina - só que pior".
JAMES KAPLAN - (Risos) Gay Talese é um grande amigo meu. Conversei bastante com ele para fazer meu livro e acho que ele escreveu o mais importante artigo sobre Sinatra (na revista Esquire). Talese admirava Sinatra e sofreu com ele, que tinha pouca paciência e era volátil. Não deu a Talese o tempo que este queria.
JAMES KAPLAN - (Risos) Gay Talese é um grande amigo meu. Conversei bastante com ele para fazer meu livro e acho que ele escreveu o mais importante artigo sobre Sinatra (na revista Esquire). Talese admirava Sinatra e sofreu com ele, que tinha pouca paciência e era volátil. Não deu a Talese o tempo que este queria.
Assinar:
Postagens (Atom)





















