Páginas

Mostrando postagens com marcador Francisco Goya. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Francisco Goya. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de agosto de 2017

O SONHO DA RAZÃO PRODUZ MONSTROS

O quadro O Sonho da Razão Produz Monstros faz parte da série chamada Caprichos. Nela, Francisco Goya retratou-se sentado, dormindo sobre suas anotações. O seu corpo está contorcido e transmite a ideia de desconforto, da transição entre o estado alerta e um sono que não pode ser evitado.


Atrás do artista estão morcegos e corujas, criaturas noturnas que espreitam o sono do pintor. Essas criaturas são interpretadas como os fantasmas, medos e obsessões de Goya, conhecido por pinturas enigmáticas e de sentimentos fortes.

3 DETALHES DE O SONHO DA RAZÃO PRODUZ MONSTROS SE DESTACAM:


1. O lince
Aos pés do pintor, um lince o observa com olhos grandes, postura imponente e patas cruzadas como os braços de Goya. O animal parece velar o sono do artista, ao mesmo tempo em que se mostra alheio às criaturas que o assombram.

2. A luz
A cena é monocromática, porém Goya utiliza tonalidades claras para destacar o pintor adormecido. Os tons mais escuros são atribuídos às criaturas, tornando-as assustadoras e transmitindo a ideia de assombrações.

3. O escrito na mesa
O título da obra está escrito na mesa em que o pintor descansa. O seu significado é, de certa forma, simples: enquanto a razão dorme, os monstros aproveitam.

Com UniversiaBrasil

domingo, 13 de agosto de 2017

O GUARDA-SOL

O quadro O Guarda-sol, de Francisco Goya, retrata uma mulher que repousa ao ar livre, coberta por um guarda-sol segurado por um jovem. Não se sabe se esse jovem era um criado um cortejo, mas pode-se perceber que ele está feliz por fazer companhia à bela jovem. A jovem vista no quadro é bela, elegante e tem um cachorro repousando em seu colo. A sua expressão é suave e demonstra delicadeza, um olhar tímido e encantador. A cena é alegre e descontraída, atendendo aos requisitos da rainha.


DETALHES DE O GUARDA-SOL SE DESTACAM:

1. Os trajes
Goya sempre apresentava seus personagens em trajes franceses. A moça retratada utiliza uma casaca de cetim que é realçada pelos lenços de seda branca e rendas da mesma cor. A elegância de suas roupas mostra que ela é uma jovem de nascimento elevado.

2. O olhar
Goya é famoso por dar ênfase ao olhar de suas personagens. Assim como no quadro A Maja Nua, a jovem retratada nesta obra parece seduzir e encantar o apreciador com um olhar tímido e, ao mesmo tempo, de deboche, hipnotizando e acompanhando os olhares de quem analisa a obra.

O Guarda-sol, de Goya

FICHA TÉCNICA - O GUARDA-SOL:

Autor: Francisco Goya 
Onde ver: Museu do Prado 
Ano: 1776-1778 
Técnica: Óleo sobre tela 
Movimento: Romantismo

Com UniversiaBrasil

sábado, 1 de outubro de 2016

O TRÊS DE MAIO

Uma das obras mais importantes na carreira de Goya, pela carga de dramaticidade. O quadro descreve o fuzilamento de cidadãos espamhóis que haviam se rebelado contra a ocupação francesa liderada por Napoleão Bonaparte entre 1808 e 1814. Segundo Goya, este quadro teve como objetivo “perpetuar com o pincel as ações e as cenas mais heroicas e notáveis da nossa gloriosa insurreição contra a tirania”.


À noite, uma fileira de soldados, dos quais não se veem os rostos, prepara-se para atirar. Entra os condenados à morte, as expressões vão do desafio ao desespero.

Mas a figura mais impressionante é a de um homem ajoelhado, que abre os braços aguardando seu trágico destino. Goya não mostra seus compatriotas com gigantismo, nem exagera apresentando soldados caricatos. A força da tela está no seu próprio conteúdo. O horror por si só já perpetua a bravura dos homens que serão assassinados e condena a bestialidade dos militares franceses.

O Três de Maio, 1808
(1814)
Óleo sobre tela
266 cm x 345 cm
Museu do Prado,
Madri (Espanha)

Fonte: Pinacoteca Coleção Abril
Nota da Redação: O quadro forma uma série junto com “O Dois de Maio”.

sábado, 6 de agosto de 2016

SATURNO DEVORANDO UM FILHO

A obra Saturno Devorando um Filho pertence às “Pinturas Negras”, feitas por Goya sobre a superfície de reboco da parede de sua casa, e representa uma passagem da mitologia romana.


Na mitologia romana, Saturno era o deus grego do tempo, Cronos. Avisado por um oráculo de que um dos seus filhos seria a sua destruição, Saturno resolve comer os seus próprios filhos. Essa é a cena retratada no quadro de Francisco Goya.

Freud analisa a obra de Goya como fruto de um estado melancólico do pintor ou até uma fase de impotência sexual do mesmo, que estava casado com uma mulher muito mais jovem do que ele. A certeza é de que essa obra reflete um momento de decadência física do pintor, feita já nos anos finais da sua vida.

4 DETALHES DE SATURNO DEVORANDO UM FILHO SE DESTACAM:

1. Saturno
O deus é pintado de forma grotesca, com pinceladas fortes e expressivas. A intenção era a de horrorizar a cena, portanto Saturno é pintado como um verdadeiro monstro.

2. Os olhos de Saturno
Os olhos de Saturno são os olhos de um lunático, esbugalhados e sedentos de poder. Essa ilustração transmite o desejo do deus, que está disposto a cruzar limites para manter o poder.

3. A luz
A luz do quadro é totalmente focada em Saturno, sendo que o resto do quadro é escuro, transmitindo a sensação de pessimismo.

4. O filho
O filho de Saturno é um homem crescido, o que torna a cena ainda mais horrível. Ele está nu e a parte superior de seu corpo já está ensanguentada. É um monstro comendo um homem.

FICHA TÉCNICA - SATURNO DEVORANDO UM FILHO:

Autor: Francisco Goya 
Onde ver: Museu do Prado 
Ano: 1819 - 1823 
Técnica: Óleo sobre reboco 
Tamanho: 146 cm x 83 cm 
Movimento: Romantismo

domingo, 31 de julho de 2016

A MAJA NUA

A obra romântica A Maja Nua faz par com A Maja Vestida, pintada dois anos depois e é uma das obras mais célebres de Francisco Goya, sendo conhecida também como A Cigana.


O quadro retrata uma mulher nua que parece consciente e satisfeita com as suas formas. Existem rumores de que a figura retratada seja a Duquesa de Alba, mas não existem informações comprovadas de que este seja o rosto da duquesa.

Outro rumor sobre a obra surgiu devido à rapidez com que Goya pintou os dois quadros, A Maja Nua e A Maja Vestida. Conta-se que o Duque de Alba soube que sua esposa seria retratada nua pelo pintor e ameaçou matá-lo. Goya supostamente teria trabalhado na Maja Vestida durante a noite para apresentá-la ao duque enfurecido.

2 DETALHES DE A MAJA NUA SE DESTACAM:

1. A luz
Goya optou por utilizar um fundo escuro e retratar o corpo da mulher iluminado, sendo essa a única fonte de luz da pintura. Esse detalhe mostra que o pintor pretendia ressaltar as formas da suposta Duquesa de Alba, sendo esse o ponto de atenção para o apreciador.

2. O olhar
A mulher retratada tem um olhar que acompanha o apreciador e parece desafiá-lo a olhar as suas formas. Ela parece satisfeita com a sua aparência e expressa toda a sensualidade que Goya pretendia que a combinação do seu olhar e sorriso demonstrasse.

FICHA TÉCNICA - A MAJA NUA:

Autor: Francisco Goya 
Onde ver: Museu do Prado 
Ano: 1797 - 1800 
Técnica: Tinta a óleo 
Tamanho: 97 cm x 190 cm 
Movimento: Romantismo

sábado, 15 de junho de 2013

O TRÊS DE MAIO (1808)


Uma das obras mais importantes na carreira de Goya, pela carga de dramaticidade. O quadro descreve o fuzilamento de cidadãos espamhóis que haviam se rebelado contra a ocupação francesa liderada por Napoleão Bonaparte entre 1808 e 1814. Segundo Goya, este quadro teve como objetivo “perpetuar com o pincel as ações e as cenas mais heroicas e notáveis da nossa gloriosa insurreição contra a tirania”.
 
 

À noite, uma fileira de soldados, dos quais não se veem os rostos, prepara-se para atirar. Entra os condenados à morte, as expressões vão do desafio ao desespero.

Mas a figura mais impressionante é a de um homem ajoelhado, que abre os braços aguardando seu trágico destino. Goya não mostra seus compatriotas com gigantismo, nem exagera apresentando soldados caricatos. A força da tela está no seu próprio conteúdo. O horror por si só já perpetua a bravura dos homens que serão assassinados e condena a bestialidade dos militares franceses.

O Três de Maio, 1808
(1814)
Óleo sobre tela
266 cm x 345 cm
Museu do Prado,
Madri (Espanha)

Fonte: Pinacoteca Coleção Abril
 
Nota da Redação: O quadro forma uma série junto com “O Dois de Maio”.