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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SANGRANDO

Salvo o episódio do meu nascimento, nunca fiquei com o rosto ensanguentado. Imagino que tenha nascido sujo de sangue.

Depois disso fora uma espinha mal espremida, ou um escanhoar mais desatento, nunca sangrei seriamente no rosto. Não deve ser bom.

E sempre imaginei que a reação intuitiva de quem sangra no rosto seria limpar o sangue. Mas essa onda de protestos me provou que estou errado. Bacana é deixar o sangue rolando pelo rosto.

BREGA CHIQUE

O Trio Los Angeles surgiu em 1982, quando o então manequim Márcio Mendes juntou-se a duas morenas de sua equipe, sua irmã Ana Maria e Cléo Ferreira, e formou o trio, à convite da gravadora RCA, junto com a coreógrafa e amiga Lourdes Rosa. 

No mesmo ano, começou a ganhar fama através do hit "Vamos Dançar Mambolê". O compacto rendeu ao grupo um disco de ouro e outro de platina.


Aprendam essa nova dança
Procure sempre um bom parceiro
Que fica fora quem descansa
Mambo, mambo, mambolê
Mambo, mambo, mam, mambolê
Mambo, mambo, mam, mambolê (bis)

Já é tempo de esquecer todas as amarguras
Vem, vem provar comigo um pouco de alegria
Não, isto não é fácil mais vai dar certo
Vem dançar mambolê
Se você participa de nossa festa
Vai esquecer de vez todos os problemas
não, não procure nada que o atrapalhe
Vem, dançar mambolê.

wikipedia

PRIMEIROS PARÁGRAFOS INESQUECÍVEIS

"Ele estava numa estrada e havia relâmpagos. As flores vermelhas cheiravam a perfume embriagador: cheiro de sexo e sal do mar. Lá ao longe o mar leitoso e grosso e quente e azulino. E um vento gelado e úmido. Gotas passeando pelo céu, pelo espaço, batendo na carne, na terra. Flores vermelhas dentro da vegetação verde-escura praiana. Lama, areia. Rochas ao longe lambidas pelo mar. Uma casa ao lado de uma rocha enorme e velha e que tinha um buraco que era uma caverna e por onde o mar entrava com uma espuma branca e selvagem."

Narciso em tarde cinza – Jorge Mautner -1965

FRASE DO DIA

"Tenho certeza de que Jesus me ama, mas eu preferia a Penélope Cruz."
Ary Toledo

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

MAGGIE MAY - 1971 - ROD STEWART

Sérgio Luiz Gallina

Maggie May  foi composta Rod Stewart e Martin Quittenton e gravada por Stewart no álbum "Every Picture Tells a Story", de 1971.

Em 2004, a revista Rolling Stone classificou a canção como número 131 na lista das melhores músicas de todos os tempos.


Wake up Maggie I think I got something to say to you
It's late September and I really should be back at school
I know I keep you amused but I feel I'm being used
Oh Maggie I couldn't have tried any more
You lured me away from home just to save you from being alone
You stole my heart and that's what really hurt

The morning sun when it's in your face really shows your age
But that don't worry me none in my eyes you're everything
I laughed at all of your jokes my love you didn't need to coax
Oh, Maggie I couldn't have tried any more
You lured me away from home, just to save you from being alone
You stole my soul and that's a pain I can do without

All I needed was a friend to lend a guiding hand
But you turned into a lover and
mother what a lover, you wore me out
All you did was wreck my bed
and in the morning kick me in the head
Oh Maggie I couldn't have tried anymore
You lured me away from home 'cause you didn't want to be alone
You stole my heart I couldn't leave you if I tried

I suppose I could collect my books and get on back to school
Or steal my daddy's cue and make a living out of playing pool
Or find myself a rock and roll band that needs a helpin' hand
Oh Maggie I wish I'd never seen your face
You made a first-class fool out of me
But I'm as blind as a fool can be
You stole my heart but I love you anyway

Maggie I wish I'd never seen your face
I'll get on back home one of these days

FRASE DO DIA

"Quem diz uma coisa com dez palavras é porque não pode dizer com cinco. Falo muito porque não sei falar. É uma deficiência."
Gilberto Gil

domingo, 23 de fevereiro de 2014

LUIGGI PERGUNTA

Na Holanda, quando prefeituras e taxistas resolvem que precisam equipar os táxis com GPS, é o passageiro quem paga a conta?

CURTA NO TOA - O ANÃO QUE VIROU GIGANTE


O ANÃO QUE VIROU GIGANTE

Sinopse: A improvável - todavia autêntica - história do anão que virou gigante.

Gênero: Animação
Subgênero: Comédia
Diretor: Marão
Duração: 10 min
Ano: 2008
Formato: Beta
País: Brasil
Local de Produção: RJ
Cor: Colorido

DO FUNDO DO BAÚ

Wilson Baptista foi um grande compositor carioca. Com 16 anos, fez seu primeiro samba, "Na Estrada da Vida", lançado por Aracy Cortes, no Teatro Recreio, e gravado em 1933 por Luís Barbosa. 

Acredita-se que sua primeira parceria tenha se dado com o compositor José Barbosa da Silva, o Sinhô, no samba de breque "Mil e Uma Trapalhadas", cuja gravação aconteceu apenas na década de 60, pelo cantor Moreira da Silva. Seu primeiro samba gravado foi "Por favor, vai embora" (com Benedito Lacerda e Osvaldo Silva), pela RCA Victor, na interpretação de Patrício Teixeira, em 1932. A partir de então, passou a fazer parte da Orquestra de Romeu Malagueta, como crooner e ritmista (tocava pandeiro).

Em 1933, Almirante gravou sua batucada "Barulho no Beco" (com Osvaldo Silva) e três intérpretes (Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas) divulgaram seu samba "Desacato" (com Paulo Vieira e Murilo Caldas), que fez muito sucesso.

Ficou famosa a sua rivalidade com Noel Rosa, que rendeu diversos sambas em que os autores provocavam um ao outro


Em 1940, Moreira da Silva gravou "Acertei no Milhar" (de Wilson com Geraldo Pereira), que se tornou um dos clássicos do samba de breque.

wikipedia

LEITURA DE DOMINGO

Dalton Trevisan
Dois velhinhos. Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora. 

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro: — Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde: — Uma menina de vestido branco pulando corda. Ou ainda: — Agora é um enterro de luxo. Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. 

O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

FRASE DO DIA

"Quem é casado há quarenta anos com dona Maria não entende de casamento, entende de dona Maria. De casamento entendo eu, que tive seis."
Chico Anysio

sábado, 22 de fevereiro de 2014

COVER DO SÁBADO

"Tous Les Visages de L'amour" foi composta por Charles Aznavour e lançada em 1974. No mesmo ano, em parceria com o britânico Herbert Kretzmere, lançou a versão em inglês com o título She.

A canção passou batida nos mercados francês e americano, mas estourou na Inglaterra, onde ficou por várias semanas em primeiro lugar nas listas dos discos mais vendidos.



Em 1999, Elvis Costello gravou uma versão para a trilha sonora do filme "Notting Hill" (no Brasil, "Um Lugar Chamado Notting Hill") e a música tornou-se um sucesso mundial.


CANÇÃO DE AMOR

A obra de arte Canção de Amor, do italiano Giorgio de Chirico, criado na Grécia e que estudou em Atenas e Munique antes de se mudar para Paris, é que ilustra esse sábado.

O busto clássico era um motivo recorrente em suas obras - a peça é o foco central na obra apresentada hoje. Trata-se de uma cabeça de mármore de Apolo, patrono da música, da poesia e da medicina.



Essa pintura lançou uma inovação importante que chamou muito a atenção de artistas surrealistas posteriores. O busto aparece ao lado de objetos modernos díspares, como uma luva cirúrgica de borracha, uma bola verde e, ao fundo, uma parte de um trem a vapor. Essa falta de semelhança causa uma sensação de absurdo e uma intranquilidade oculta na composição.

O pintor era influenciado pela filosofia metafísica, especialmente por Kant e Freud. Por isso, cada um dos objetos da composição possuem significados simbólicos, como associações pessoais e universais.

3 detalhes de Canção de Amor se destacam:

1. Trem:

 O trem que aparece ao fundo é uma referência a profissão do pai do artista, ferroviário. No entanto, também foi escolhido para provocar sentimentos nostálgicos no observador.

2. Luva cirúrgica:

 Além de oferecer uma pista visual que identifica o busto como Apolo, a luva também tem por função representar a hipocondria do artista, bem como a percepção de uma doença cultural contemporânea, provavelmente a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

3. Busto de Apolo:

 A presença de Apolo, juntamente com as suas associações implícitas com a literatura e a arte, e também com a medicina, permitem que a obra seja lida como um confronto entre ideologias históricas e modernas, sejam elas culturais ou científicas.

Ficha Técnica - Canção de Amor:
Autor: Giorgio de Chirico
Onde ver: Museum of Modern Art, Nova York, EUA
Ano: 1914
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 73cm x 59cm
Movimento: Surrealismo

FRASE DO DIA

"Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação."
Henry Kissinger

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MOBILIDADE URBANA


O prefeito da MuiLeal, José Fortunati, em sua conta no tuíter, escreveu que “A bicicleta é um símbolo do esforço em qualificar a mobilidade urbana, empregado na Holanda e que estamos fortalecendo aqui em Porto Alegre.”

A minha experiência diz que bicicleta mais atravanca do que agiliza o trânsito das pessoas, salvo o do próprio ciclista.

Mas se a Holanda virou nosso parâmetro, que tal copiar a Holanda em tudo, prefeito?

MÚSICA NA SEXTA

Rita Lee Jones Carvalho nasceu em São Paulo, em 1947.

Aos 16 anos, com três garotas, formou a sua primeira banda, "The Teenager Singers". Tony Campelo as ouviu e elas passaram, então, a fazer o coro para The Jet Blacks, Demétrius e Prini Lorez. Posteriormente, juntariam-se ao "Wooden Faces", dos irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, surgindo, daí, "O Seis", grupo que chegou a gravar um compacto duplo, ainda na década de 1960, e seria o embrião dos Mutantes.

Em 1975, já com carreira solo consolidada, Rita Lee lança "Fruto Proibido", seu quarto disco, acompanhada pela segunda vez pelo grupo Tutti-Frutti (Luis Sérgio Carlini na guitarra, Lee Marcucci no baixo e Franklin Paolillo na bateria).

É desse disco umas das campeãs de acampamento (como Vento Negro e Stairway to Heaven): Ovelha Negra.

O disco tem algumas parcerias de Rita com Paulo Coelho. Entre elas, Esse tal de Roque Enrow.



Esse tal de Roque Enrow
Rita Lee / Paulo Coelho
Ela nem vem mais pra casa, doutor
Ela odeia meus vestidos,
Minha filha é um caso sério, doutor
Ela agora está vivendo
Com esse tal de... Roque Enrow
Roque Enrow, Roque En...
Ela não fala comigo, doutor
Quando ele está por perto
É um menino tão sabido, doutor
Ele quer modificar o mundo
Esse tal de Roque Enrow
Roque Enrow
Roquem é ele? Quem é ele?
Esse tal de Roque Enrow?
Uma mosca, um mistério,
Uma moda que passou
E ele, quem é ele?
Isso ninguém nunca falou!
Ela não quer ser tratada, doutor
E não pensa no futuro
E minha filha está solteira, doutor
Ela agora está lá na sala
Com esse tal de Roque Enrow
Roque Enrow, Roque En...
Eu procuro estar por dentro, doutor
Dessa nova geração
Mas minha filha não me leva à sério, doutor
Ela fica cheia de mistério
Com esse tal de Roque Enrow
Roque Enrow
Roquem é ele? Quem é ele?
Esse tal de Roque Enrow?
Uma mosca, um deserto,
Uma bomba que estourou
Ele, quem é ele?
Isso ninguém nunca falou!
Ela dança o dia inteiro, doutor
E só estuda pra passar
E já fuma com essa idade, doutor
Desconfio que não há mais cura
Pra esse tal de Roque Enrow
Roque Enrow, Roque Enrow
Roque En...row

RELEVÂNCIA

Mulher de cabeleireiro de famosos diz que ele foi morto ao fotografar arco-íris

(globo.com)

FRASE DO DIA

"Não há nada pior que um burro com iniciativa."
Paulo Maluf

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PELA CAUSA

Aproveitando o repentino sucesso por conta de sua prisão por dois meses na Rússia, a ativista  do Greenpeace, Ana Paula Maciel, posou de biquíni para a Playboy de maneira "experimental", segundo ela. Em reportagem do G1, ela declarou que, se houver boa repercussão, admite posar nua e usar parte do cachê para financiar um santuário para animais vítimas de tráfico ilegal.

Carlos Alberto esperava que ela fosse parar em A Fazenda, no BBB ou que fosse protestar nos postos de gasolina da Muileal contra os crápulas que alimentam suas bestas mecânicas reluzentes com petróleo. Não lembro se ele considerou a possibilidade da nudez estampada nas páginas de uma revista masculina. Mas agora já está feito. Só que, atentem, é "pela causa".

Ideologia! Eu quero uma pra viver...

ÁLBUM DA QUINTA

SOMOS TODOS IGUAIS NESTA NOITE - 1977 - IVAN LINS


Somos Todos Iguais nesta Noite é o sexto disco de Ivan Lins, lançado em 1977 pela EMI Odeon. É o álbum que consolida sua parceria com o letrista Victor Martins e que representa uma virada em sua carreira, pois as vendas atingem níveis jamais alcançados pelos seus trabalhos anteriores.



O disco mostra uma variedade de ritmos, uma característica que vai nortear toda a sua obra a partira daí. Com exceção de "Aparecida", com Maurício Tapajós, e "Velho Sermão", com o velho parceiro Ronaldo Monteiro de Souza, todas as músicas são fruto da parceria Ivan Lins/Vitor Martins.


"Qualquer Dia" seria gravada posteriormente por Elis Regina, "Mãos de Afeto" já havia sido gravada por Nana Caymmi e "Dinorah, Dinorah" foi o cartão de apresentação do compositor carioca ao público americano ao ser gravada por George Benson. O espetáculo baseado no disco percorreu o Brasil com enorme sucesso.


Lado 1
1. Quadras de Roda - Ivan Lins e Vitor Martins
2. Um FadoIvan Lins e Vitor Martins
3. Dinorah, DinorahIvan Lins e Vitor Martins
4. Aparecida - Ivan Lins e Maurício Tapajós
5. Velho Sermão - Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
6. Choro das ÁguasIvan Lins e Vitor Martins

Lado 2
1. Somos Todos Iguais Nesta Noite (É o Ciro de Novo) Ivan Lins e Vitor Martins
2. Mãos de AfetoIvan Lins e Vitor Martins
3. Dona PalmeiraIvan Lins e Vitor Martins
4. ItuveravaIvan Lins e Vitor Martins
5. Qualquer DiaIvan Lins e Vitor Martins



Ivan Lins - voz, piano, violão e arranjos
Fred Barbosa - baixo e aaranjos
Gilson Peranzzetta - piano, teclados e arranjos
João Cortez - bateria, percussão e arranjos
Tavito - arranjos
Chico Moreira - guitarra portuguesa
Zé Menezes - bandolim
Jorginho da Flauta - flauta
Maurício Einhorn - harmônica
Robertinho Silva - percussão
Sivuca - acordeon
Everaldo Ferreira - percussão
Octávio Burnier Bonfá - viola de 12 cordas
Lucinha Lins, Márcio Lott, Márcio Proença, Regininha, Sônia Burnier, Zé Luiz Mazziotti - vocal