Páginas

terça-feira, 23 de maio de 2017

BREGA CHIQUE

Egresso do rock (começou cantando com Raul Seixas, Serguei e outros), Balthazar entrou no mercado fonográfico encaixando-se na vaga que Evaldo Braga deixara na gravadora Phonogram com sua morte, em 1973.

Foi por meio do primeiro compacto, gravado em 1973, que Balthazar despontou para o sucesso comercial. A boa aceitação do público diante da música “Carta de Amor”, de sua autoria, serviu de respaldo para que a gravadora avançasse para o passo seguinte: gravar o primeiro LP.  Um de seus grandes sucessos, Se eu parar de cantar, é de 1976.


Você pode me pedir
Só não pode exigir
Que eu largue a viola
E pare de cantar

Se eu parar de cantar
Eu vou morrer, eu vou morrer
Pois cantando eu digo
O quanto eu amo você

Eu posso parar por uns tempos
Se você quiser
Só não posso deixar de vez de cantar
O dia só me traz tristeza
E problemas pra resolver
A noite me traz alegria e prazer

De conversar com meus amigos
De tocar violão e cantar
Uma canção de amor pra você

Se eu parar de cantar
Eu vou morrer, eu vou morrer
Pois cantando eu digo
O quanto eu amo você

FRASE DO DIA

segunda-feira, 22 de maio de 2017

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO


Rua Augusta
(Ronnie Cord e Fred Jorge)

Entrei na rua Augusta,
A cento e vinte por hora,
Botei a turma toda,
Do passeio pra fora.
Fiz curva em duas rodas,
Sem usar a buzina,
Parei a quatro dedos da vitrine,
Legal...

Ai ai Johnny, ai ai Alfredo,
Quem é da nossa gangue,
Não tem medo...

Meu carro nao tem breque,
Não tem luz,
Não tem busina.
Tem tres carburadores,
Todos tres envenenados.
Só para na subida,
Quando acaba a gasolina,
Só passa se tiver sinal fechado.

Ai ai Johnny, ai ai Alfredo...

Toquei a centro e trinta,
Com destino à cidade.
No Anhangabaú botei mais velocidade,
Com três pneus carecas,
Derapando na raia,
Subi a galeria Prestes Maia
Tremendão...

Ai ai Johnny, ai ai Alfredo...

DAS REDES

DAS REDES

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

RODÉSIA (1976) TIM MAIA

Sérgio Luiz Gallina


Em Guiné-Bissau
Não está legal
Muito menos na Rodésia
África do Sul
Pegue o sangue azul
Mande para as cucuias
----
Só assim vão ver
Que o preto é bom
Mas é valente também
----
Meu irmão de cor
Chega de pudor
Pois assim não é possível
Tome o que é seu
Pois foi quem te deu
Bela natureza triste
----
Foi deixar pra lá
Mas assim não dá
Veja o que aconteceu
----
Vai bem devagar
Vai bem como és
Mas vai bem objetivo
Pegue o que é seu
Viva livre em paz
Pois a sua terra é esta
----
Sei que és do som
Não és de matar
Mas não vais deixar pra lá
-----------------------------

FRASE DO DIA

domingo, 21 de maio de 2017

DO FUNDO DO BAÚ

Gone with the Wind (...E o Vento Levou, título no Brasil) é um filme clássico americano de 1939, um romance dramático, dirigido por Victor Fleming e com roteiro de Sidney Howard, adaptado do livro homônimo de autoria de Margaret Mitchell. Entre os colaboradores do roteiro estiveram também os escritores F. Scott Fitzgerald e William Faulkner. 

É o filme com maior faturamento da história, considerando a inflação. Ou, se preferirem, é o filme mais visto de todos os tempos (mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo). Um filme com esse público, atualmente, faturaria mais de 3 bilhões de dólares.

Apesar de a direção ter sido creditada exclusivamente a Victor Fleming, ele dirigiu apenas 45% do filme, com o restante cabendo a George Cukor, Sam Wood, William Cameron Menzies e Sidney Franklin, todos não creditados.


A trilha sonora é de Max Steiner, um austríaco que entre as décadas de 1930 e 1960 compôs para centenas de filmes. Foi nomeado dezoito vezes para o Oscar e ganhou três. 

Em 1939, houve uma série de protestos quando a trilha de Gone with the Wind perdeu o Oscar para O Mágico de Oz. Mesmo assim, a trilha de Steiner é, até hoje, considerada uma das mais lindas da história do cinema. A abertura é Tara's Theme.

MUSAS - MATILDE MASTRANGI

LEITURA DE DOMINGO

TEMER, MORO, OS ‘VERDADEIROS COMUNISTAS” E "AS RUAS" 

  Carlos Augusto Bissón
É preciso que haja coerência. Se eu, nós e boa parte da esquerda acreditamos que a classe média foi para a rua pedir a queda de Dilma não exatamente pela corrupção, mas por rejeição ideológica ao PT, atiçada pela imprensa num quadro de retração econômica - a qual acabou com a farra de consumo protagonizada por ela no governo Lula - então, Temer tem toda a razão, do ponto de vista dele, não do meu, friso, em não renunciar. Porque ele sabe, senti isto no depoimento dele nesta tarde (20/05), que é improvável que a chamada “massa coxinha” vá para as ruas pedir sua queda. 

O que eles queriam já conseguiram.Uma das evidências disso é que a Folha e o Estadão já se colocaram no papel de “assessores de imprensa” de Temer chamando “especialistas” para sugerir que houve “edição” nas gravações da conversa entre Joesley Batista e Temer (foto). Isso paralisa a esquerda, já que ela sempre afirmou que a imprensa faz “vazamentos seletivos” contra o PT. A direita não brinca em serviço. É verdade que em trechos fundamentais – como as menções a Eduardo Cunha – os jornais dizem que não houve cortes. Isto, porém, está no corpo da notícia, não nas manchetes. E são as manchetes que determinam a opinião pública do país.

O drama brasileiro é que, diante do mais devastador conjunto de denúncias contra o sistema político brasileiro jamais feita, é provável, infelizmente, que boa parte da população se mantenha apática – a não ser que novas revelações bombásticas alterem essa posição. Isto num momento em que as declarações do dono da JBS deixam claro que a compra de políticos no Brasil – mais de 1800, segundo Joesley - é regra, e não exceção, como quiseram nos escandalizar com aquele troço de Mensalão. 

Num momento, repito, em que os valores astronômicos envolvendo as operações de compra e suborno da JBS também escarram para a sociedade aquilo que a ironia brilhante da Denise Cogo detectou: “O empresariado brasileiro parece todo comunista, tamanha a profundidade dos laços com o setor público e a dependência do Estado. Capitalista é o povo brasileiro que tem que se contentar com o Estado mínimo que eles defendem pra nós." Sim, pois como alguém disse no Facebook, os maiores propagandistas das virtudes da livre iniciativa e do capitalismo neste país são os pequenos e médios comerciantes que pensam que são “grandes empresários” por vender cacarecos à classe C. 

O fato é que estamos diante do que os marxistas chamam de “condições objetivas” para uma reforma geral do Brasil – mas, a sociedade não se move, inclusive por falta de agenda política transformadora, a qual nem esquerda nem direita parecem interessadas em produzir. Isto, porém, já sabíamos. 

O país avacalha qualquer coisa, até Marx. Notem que, neste final de semana, já há uma certa retração na perplexidade nacional. O dólar voltou a cair, após ter sofrido a maior alta dos últimos 18 anos. Joesley negou que tivesse comprado juízes, ato de legítima de defesa, já que é com o Judiciário – peça essencial na sustentação corrupta desta pseudo-república – que ele está negociando sua delação premiada. E, por fim, o senhor Sergio Moro – que “não sabia” que Eduardo Cunha recebia mesada, mesmo preso – está liberado, enfim,diante das denúncias contra Temer e Aécio Neves, para prender Lula sem provas consistentes. Não gostou do que leu ? Eu também não. Então, vá pra rua protestar, meu caro. O Brasil precisa de você.

CURTA NO TOA - MARTINHO DA VILA, PARIS 77


Martinho da Vila, Paris 77

Sinopse: O filme é um depoimento do cantor, bem extrovertido, com amigos, pelos bairros e bares parisienses. Neste ano o cantor fazia sucesso em Paris. 

Gênero: Documentário 
Diretor: Ari Candido Fernandes 
Duração: 10 min Ano: 1977 Formato: 16mm 
País: Brasil Local de Produção: 
Cor: Colorido 

Informações do site PortaCurtas

VERSÃO BRASILEIRA

Gesù Bambino, composta por Lucio Dalla e Paola Pallottino, foi lançada no disco Storie di casa mia, de Lucio, em 1971.

Chico Buarque fez uma versão em português e gravou no disco Construção (1971), mas teve que colocar o título Minha História, pois não podia chamar de Menino Jesus por problemas com a censura. Conta-se que na primeira vez que Chico foi à Cuba, em 1978, um repórter, tomando ao pé da letra o título da canção, veio pedir-lhe, condoído, mais detalhes de sua história.


Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história e esse nome que ainda carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

FRASE DO DIA

sábado, 20 de maio de 2017

O TRIUNFO DE GALATÉIA

O Triunfo de Galateia, de Rafael Sanzio, apresenta a ideia do pintor sobre a beleza. O rosto de Catarina de Alexandria foi a inspiração para Galatéia, a Ninfa dos mares.


Galatéia foge de seu admirador Polifemo, um ciclope, em uma fantástica carruagem de conchas puxada por golfinhos. A versão da história narrada por Filóstrato dá conta de que Galatéia rejeita as investidas de Polifemo e vai ao encontro de seu amado Ácis.

O tema foi escolhido pelo patrono de Rafael, Agostinho Chigi, que alimentava esperanças de se casar com Margherita GOnzaga, filha do marquês de Mântua. No entanto, sua proposta estava sendo rejeitada. É provável que Chigi tenha escolhido esse tema baseando-se nas versões anteriores do mito, nas quais o ciclope Polifemo tem êxito com seus galanteios para cima da ninfa.

4 DETALHES DE O TRIUNFO DE GALATÉIA SE DESTACAM:

1. FLECHAS GUARDADAS:

Galatéia ignora as felchas dos cupidos, todas apontadas para a sua direção. A ninfa olha apenas para o cupido que mantém as flechas guardadas, o qual representa o amor platônico. Ao olhar para ele, Galatéia revela sua rejeição às investidas do ciclope, bem como a sua preferência por um amor mais espiritual que físico.

2. CORES INCONSISTENTES:

A obra foi pintada em dias sucessivos e as mudanças de temperatura diárias causaram variações sutis nas cores. O arco do cupido da direita, por exemplo, assinala uma mudança perceptível no tom de azul usado de um dia para o outro.

3. GOLFINHOS:

As imagens de Rafael para os golfinhos provavelmente ilustram um detalhe presente em uma outra versão do mito de Galatéia, bastante popular: La Giostra.

4. MENSAGEIRO MONTADO:

O detalhe do tritão, mensageiro do mar, montado em seu cavalo-marinho mostra o interesse de Rafael pela arqueologia romana. O artista pode ter copiado a posição do Tritão e do animal - que está relinchando - de uma antiga estátua.

FICHA TÉCNICA - O TRIUNFO DE GALATÉIA:

Autor: Rafael Sanzio 
Onde ver: Vila Farnesina, Roma, Itália 
Ano: 1512 
Técnica: Afresco 
Tamanho: 2,95m x 2,24m 
Movimento: Alta Renascença

Com Universia Brasil

COVER DO SÁBADO

Anna Júlia, do grupo carioca Los Hermanos, composta pelo vocalista e guitarrista da banda Marcelo Camelo, foi um hit em 1999, ano de lançamento do primeiro álbum da banda.


Em 2001, Jim Capaldi, em uma temporada no Brasil, ouviu Anna Júlia e resolveu gravar a música. Segundo ele “Anna Júlia tem, ao mesmo tempo, uma vibração forte e simples. O estilo desta música, assim como os versos e o refrão, lembram muito as músicas da primeira fase dos Beatles".

Capaldi reuniu para a regravação: George Harrison na guitarra, o ex-líder do The Jam, Paul Weller, no backing vocals e Ian Paice, do Deep Purple, na bateria. Mas apenas Capaldi e sua banda aparecem no clipe.

COADJUVANTES - RICHARD BELZER

FRASE DO DIA

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CORREIO DO CORVO

Kid Vinil
(10/03/1955 - 19/05/2017)

DO CANCIONEIRO POLITICAMENTE INCORRETO

Falsa Baiana
(Geraldo Pereira)
  
Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não dança, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca

A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a bahia, senhor

Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de são salvador