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domingo, 10 de janeiro de 2016

DO FUNDO DO BAÚ

Cross of Iron (Cruz de Ferro, no Brasil) é um filme de guerra do Reino Unido e da Alemanha (Steiner – Das Eiserne Kreuz), produzido em 1977 e dirigido por Sam Peckinpah.


Baseado no livro Das geduldige Fleisch, de Willi Heinrich, o filme focaliza a Segunda Guerra Mundial sob o ponto de vista dos combatentes alemães após a batalha de Stalingrado e desmistifica a ideia de crueldade insana atribuída a eles.


Um grupo de soldados alemães luta para sobreviver aos ataques soviéticos no front da Segunda Guerra Mundial. Eles retornam à base para encontrar o novo comandante, um tradicional oficial prussiano que busca apenas uma coisa: a Cruz de Ferro, para manter a honra de sua família.


O filme mostra também o conflito entre o sargento Steiner e o coronel Brandt, que descobrem que seus instintos de guerra são maiores que os instintos de sobrevivência.


James Coburn .... sargento Steiner
Maximilian Schell .... capitão Stransky
James Mason .... coronel Brandt
David Warner .... capitão Kiesel
Senta Berger .... Eva
Klaus Löwitsch .... oficial Krüger
Veronique Vendell .... Marga
Roger Fritz
Vadim Glowna
Fred Stillkrauth
Burkhardt Driest
Dieter Schidor
Michael Nowka

wikipedia

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

CURTA NO TOA - SETE VIDAS


Sete Vidas

Sinopse: A história gira em torno de sete pessoas que acreditam ser donas de um gato, um mesmo gato. São sete solitários, e, certamente por seu isolamento social, cada um deles impõe ao felino suas frustrações, expectativas e manias. Por conta disso, dão-lhe nomes e tratamentos diversos. O gato é, na verdade, um escritor reencarnado, que narra, ele mesmo, sua nova condição. E, ao falar das vantagens de variar de dono, acaba por contar também um pouco do cotidiano de cada um deles: as verdadeiras "sete vidas" do título. Sua narrativa obriga também o bichano a tomar uma importante e difícil decisão: escolher a quem ele pertence afinal.

Gênero: Ficção 
Subgênero: Comédia 
Diretor: Marcelo Spomberg, Zé Mucinho 
Elenco: Ariel Moshe, Christiane Tricerri, Etty Fraser, Luisa Mell, Mairun Seva, Marcelo Mansfield, O gato Tutti, Prof. Jayro, Selton Mello 
Duração: 19 min Ano: 2007 Formato: 35mm 
País: Brasil Local de Produção: SP 
Cor: Colorido 

LEITURA DE DOMINGO

Do Diário de Um Homem de Letras

            João Ubaldo Ribeiro
Que frase de Proust me ocorreu, enquanto distraidamente fazia a barba? Nenhuma, muito menos um verso de Mallarmé (preciso decorar um urgentemente, sou amigo do poeta Geraldo Carneiro e passo muita vergonha com a erudição dele). Mas aproveito que ainda não amanheceu e taco um verso – ou dois, não me lembro bem – de Byron, que decorei na remota juventude, para impressionar as moças (não impressionei, mas, quem sabe, agora talvez impressione as velhas). “Twixt night and morn, upon the horizon’s verge, Life hovers like a star.” “Entre a noite e a manhã, sobre a orla(1) do horizonte, a Vida paira como uma estrela.” Não sei bem a que isso se aplica no momento, mesmo porque, apesar de estar tudo escuro aqui no terraço, não há nenhuma estrela à vista. Mas não fica bem para um homem de letras começar um trecho de diário sem lembrar uma frase ou verso ilustre, a reputação requer um constante burnir. Necessário achar imediatamente meus dicionários de citações, para me lembrar repentinamente de pérolas literárias e poder manter este diário. Quem pensa que a vida do homem de letras é mole está muito enganado.

Esperar clarear, para andar no calçadão. Quando me recomendou arejar o juízo andando no calçadão, meu combativo analista me disse: “Você vai fazer uma coisa que vai mudar a sua vida.” Como todo mundo, principalmente escritor, quer mudar de vida, topei. De fato mudei, agora fico bestando, esperando clarear para andar no calçadão. E ando no calçadão, é óbvio, onde sou regularmente humilhado pelo capenguinha. Pensar em alguma observação inteligente para fazer a respeito disso.

Andando no calçadão. Continuo não gostando, mas creio que já posso considerar-me um veterano. Ou pelo menos não sou mais um iniciante, já tenho conhecidos e já fico de olho para a hora em que duas moças, esplêndidas como potrancas, passam em corridinha leve, com os coroas a cochichar “ai, meu tempo”. E a moça de bicicleta e short meio saiote ao vento, ai meu tempo. O capenguinha, desta vez, passou na direção oposta, não houve humilhação, mas o tempo provaria que eu devia ter prestado mais atenção a seu olhar malquerente. O pessoal do programa saúde continua nos quiosques, rebatendo a noite com uma cervejinha e uns cigarrinhos. Cogito em, desta vez, encurtar a jornada, mas manda o brio que prossiga até a lata de lixo do Arpoador (haverá nisso algo de metafórico?) que marca a metade de meu percurso e, além de tudo, ia tomar um esbregue do analista. Recebo uma beijoca de uma senhora encanecida, que se confessa minha fã. Emocionado, fecho os olhos e penso que foi a moça do saiote. Agradeço penhoradamente e sigo em frente glorioso. O senhor que corre com a cara de quem acaba de perder cem mil reais no bingo me cumprimenta, o cidadão que caminha como quem está fazendo cocoricocó também. E o capenguinha, com toda a certeza só para me chatear, passa por mim. Deu a volta apenas pelo gostinho de me ultrapassar, o miserável. Mas retorno sem maiores incidentes. Ao atravessar a avenida para tornar à casa, topo com Zé Rubem Fonseca, barbado e embuçado, que finge que não me vê. Deve ter ingressado na carreira de crítico literário. Ou então deve ter acatado um conselho do analista dele. Deixo-o em paz. Mais tarde telefono e digo a ele que meu computador é maior que o dele. Isso mata o bicho.

Ler jornais. Seqüestro, estupro, bala perdida, o vírus Ebola vem aí qualquer hora dessas, tudo faz mal, morreu mais um sujeito de minha idade. Destaque para o futebol japonês, que, aliás, também aparece destacado na TV. Claro que eles serão campeões do mundo assim que entrarem numa Copa. Elementar: vão poder substituir o time inteiro o tempo todo sem ninguém notar, vai ser uma canseira geral no Ocidente. Ao diabo com os jornais, chega de assombração, vamos trabalhar, que a vida é breve.

Primeiro o expediente. Dois fax ( faxes ? Pensando bem, esqueçam que perguntei, chega de gozação com a minha condição de acadêmico). Dois esse negócio que chega pelo fio do telefone, ambos do Ministério da Cultura e ambos endereçados a João Ubaldo Ribeiro Filho. Respondo ou não respondo, já que não sou João Ubaldo Ribeiro Filho (e, aliás, prefiro João Ubaldo de Oliveira, já estou mais acostumado)? Opto por não responder, não quero assumir falsa identidade. Além disso, essa coisa de João Ubaldo Ribeiro Filho pode não cair bem com minha mulher. Fax à cesta. Que mais? Diversos convites para trabalhar de graça, como sempre. Convites à cesta. Originais que querem que eu leia. Não leio, mas não tenho coragem de atirá-los à cesta e ponho-os na pilha piramidal que já me entope o gabinete e já me rendeu ameaças de divórcio. Cartas a responder. Respondo depois.

Trabalhando em mais uma obra-prima. Quanto mais escrevo, mais difícil fica. Talvez deva dar outra andada no calçadão, antes de pegar nisso. Não, não, nada de correr da presa, ao trabalho. Além disso, como tomar um uísque escondido no Diagonal, no fim da manhã, sem muita culpa? Não, senhor, escrever. Que coisa mais besta, esta, o sujeito sentado aqui, escrevendo uma porção de histórias que nunca aconteceram, sobre gente que nunca existiu. Um amigo meu, quando me queixei, me disse que não fui eu quem inventou isso, que, desde que o homem aprendeu a escrever, escreve histórias. Ou até antes de escrever, como no caso de Homero. Portanto, não tem nada de ficar questionando, tem é de sentar aqui em frente ao monitor e mandar ver. Mando ver, saem umas mixariazinhas desconsoladas. Amanhã eu conserto, ou então depois de amanhã. Mas ninguém pode dizer que não trabalhei, Deus é testemunha. Uísque no Diagonal.

Uísque no Diagonal, na companhia de Rosa Magnólia, Zé Fuzileiro, Carlinhos Judeu, Paulinho Cachoeira, Toninho Plutônio, Tião Cheiroso, Rubem Magistrado, Geraldinho CD e outros renomados membros de minha patota. A vida é bela. Papo de alto nível, hoje versando sobre comida baiana. Saio intelectualmente renovado.

A tarde passa fugaz, abate-se o atro véu da noite sobre meu terraço. (Podia dizer que essa frase é de alguém, mas tem leitor chato que vai pesquisar e depois me escreve espinafrações.) Vou procurar os dicionários de citações. Não, não vou, amanhã eu procuro. Em lugar disso, um passatempo intelectual, digno de um homem de letras. E assim, diante do computador, clico o mouse no ícone  Games e inicio uma desafiante paciência de baralho. Aquela mais difícil, que requer raciocínio, é claro.

(1) Espero a gratidão dos leitores, por não haver utilizado a palavra “fímbria”.

FRASE DO DIA

"A vida é dura. Os homens não gostarão de você se você não for bonita, e as mulheres não gostarão de você se você for." 
(Aghata Christie)

sábado, 9 de janeiro de 2016

COVER DO SÁBADO

Blue Moon é uma famosa canção da dupla Richard Rodgers e Lorenz Hart, de 1934.

Rodgers & Hart foram contratados pela Metro-Goldwyn-Mayer em maio de 1933. Blue Moon foi originalmente composta para um filme com Jean Harlow, mas acabou não sendo aproveitada. Hart modificou a letra original e a canção foi incluída no filme Manhattan Melodrama, estrelado por Clark Gable, William Powell e Myrna Loy.

Depois que o filme foi lançado pela MGM, Jack Robbins, chefe da editora do estúdio, decidiu que a melodia era adequado para a liberação comercial, mas precisava de uma letra mais românticas e um título melhor. Hart relutou em escrever mais uma letra, mas foi persuadido. O resultado foi "lua azul / você me viu sozinho / sem um sonho no meu coração / sem um amor meu". Há um outro trecho que vem antes do início normal da música. Tanto Eric Clapton quanto Rod Stewart usaram o trrecho em suas versões mais recentes da canção. A canção ainda figurou em outros sete filmes da Metro.

Bleu Moon foi gravada por inúmeros artistas, entre eles, Mel Tormé, que fez enorme sucesso, atingindo as primeiras posições da Bilboard em 1949. A versão do grupo The Mercels, de 1961, vendeu mais de um milhão de cópias e ganhou um disco de ouro. Frank Sinatra, Elvis Presley e Billy Ekstine também fizeram sucesso com suas versões.


Em 1983, César Camargo Mariano fez um instrumental da música e a incluiu no disco "A todas as amizades". A gravação de Mariano contou com Abe Laboriel (baixo), Alex Acuña (bateria), Bill Reichenbach (trombone), Debbie McClendon (vocal), Ernie Watts (sax tenor), Jeff Leib (vocal), Jerry Hey (flugelhorn), Larry G. Hall (trompete), Larry Williams (sax alto) e Paulinho da Costa (percussão). 

A versão ficou famosa no Brasil nos anos 80 como tema de abertura do programa Comando da Madrugada, do jornalista Goulart de Andrade, na Rede Bandeirantes.


com wikipedia

AS MENINAS

As Meninas é uma pintura de 1656 por Diego Velázquez, o principal artista do Século de Ouro Espanhol. Ela está atualmente no Museu do Prado em Madrid. A composição enigmática e complexa da obra levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas. Por essas complexidades, As Meninas é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental.


A pintura mostra um grande aposento no Real Alcázar de Madrid durante o reinado do rei Filipe IV da Espanha, mostrando várias figuras da corte espanhola contemporânea representadas, de acordo com alguns analistas, em um momento específico como se em uma fotografia. Algumas olham para fora do quadro em direção ao observador, enquanto outras interagem entre si. A jovem infanta Margarida Teresa está cercada por um séquito de damas de companhia, chaperone, guarda-costa, dois anões e um cachorro. Pouco atrás deles está o próprio Velázquez, que se representa trabalhando em uma grande tela. O artista olha para longe, além do espaço pictórico onde o observador da pintura estaria.  Ao fundo está um espelho que reflete o rei Filipe e a rainha Maria Ana. Eles parecem estar colocados fora do espaço da pintura em uma posição similar à do observador, apesar de alguns acadêmicos especularem que suas imagens são o reflexo da pintura em que Velázquez é mostrado trabalhando.

As Meninas foi reconhecida como uma das pinturas mais importantes na história da arte ocidental. O pintor barroco Luca Giordano afirmou que ela representa a "teologia da pintura", com o presidente da Academia Real Inglesa sir Thomas Lawrence descrevendo a obra em 1827 para David Wilkie como "a verdadeira filosofia da arte". Mais recentemente, foi descrita como a "realização suprema de Velázquez, uma demonstração bem consciente e calculada sobre o que uma pintura pode alcançar".

Mais informações em Wikipédia

FRASE DO DIA

"A natureza lhe deu o rosto que você tem aos vinte anos. Cabe a você merecer o que terá aos cinquenta."
(Coco Chanel)

DAS MADRUGADAS

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Dermeval Miranda Maciel, Roberto Ribeiro, nasceu em Julho de 1940 em Campos dos Goytacazes e morreu no Rio de Janeiro em 1996.

Não vem de uma família e músicos. Foi jogador de futebol profissional sob alcunha de “Pneu”. E foi buscando um grande clube que se mudou para o Rio de Janeiro, chegando a treinar no Fluminense.

Desistiu do futebol e foi trabalhar com música. A partir de 1972, lançou uma série de três compactos com Elza Soares, e depois o que seria seu primeiro LP: "Elza Soares e Roberto Ribeiro - Sangue, Suor e Raça".

Em 1979, lançou, pela gravadora Odeon, o LP "Coisas da Vida". Entre as mais tocadas deste disco estavam "Vazio" (Nélson Rufino), conhecida na época como "Está faltando alguma coisa em mim", e "Partilha" (Romildo e Sérgio Fonseca).

PARTILHA
Romildo e Sérgio Fonseca

Já que não existe mais aquele amor tão profundo
o melhor que a gente faz e dividir nosso mundo

Você fica com a vitrola e com os quadros da parede
que eu fico com a viola o meu samba e minha sede
Você fica com a gaiola e com o passarinho verde
que em qualquer brinco de argola eu penduro minha rede

Você fica com as crianças e com toda essa mobília
que eu so quero as esperanças que não cabem na partilha
Você leva as alianças que eu farei da minha ilha
com a poeira das lembranças o meu álbum de família

E pra não dizer depois quando a febre for mais alta
Que esse amor não deu pra dois mais vontade e o que não falta
O destino e que compôs esse drama de ribalta
No seu rosto pó de arroz no meu peito a cruz de malta

FRASE DO DIA

"Eu gostaria de viver como um pobre, mas com muito dinheiro."
Pablo Picasso

DAS MADRUGADAS

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

NÃO HÁ NADA TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR

PLANEJAMENTO

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, mandou retirar de seu gabinete o quadro "Alegoria da Morte de Estácio de Sá", do pintor Antônio Parreiras. Segundo o ele, a descoberta de que a pintura dava azar foi feita por Jorge Ben Jor, durante uma visita à sede do governo:

"Ele chegou aqui, deu três batidinhas na moldura e disse: 'Está muito carregado, tira'”. Bastou ele (o quadro) sair e começou a entrar dinheiro".

Aqui na Mui Leal, ouvi um repórter esportivo dizer que o Internacional aposta muito em sua participação na Florida Cup porque dois times do eixo Rio-São Paulo foram campeões brasileiros no ano em que participaram da competição.

Brasil, meu Brasil brasileiro...

ÁLBUM DA QUINTA

SARACURA - 1982 - SARACURA

Fundado em 1978, em Porto Alegre, o Musical Saracura (ou simplesmente Saracura) foi a mais popular banda gaúcha na virada da década 70/80 e um dos pioneiros do rock gaúcho, criando uma mistura de música regional com pop, seguindo a trilha aberta pelos Almôndegas, dos irmãos Kleiton e Kledir Ramil.

Formado por Nico Nicolaiewsky (teclado e voz), Sílvio Marques (guitarra), Flávio “Chaminé” (baixo e voz) e Fernando Pezão (bateria), o grupo gravou apenas um disco homônimo, em 1982. Dentre seus principais sucessos estão “Xote da Amizade”, “Flor”, “Nada Mais” e “Marcou Bobeira”.


Apesar de sua curta carreira, o trabalho do Saracura é considerado como de grande influência na construção do pop rock gaúcho e é frequentemente citado como referência musical por reconhecidos músicos do Rio Grande do Sul, como Humberto Gessinger, Frank Jorge, Arthur de Faria e Leandro Maia, dentre outros.


Tida como a primeira banda a fazer turnês com estrutura profissional, o grupo também inovou reunindo representantes de destaque da música gaúcha. Mário Barbará, Kledir Ramil e Cláudio Levitan são alguns que podem ser associados ao grupo.


Lado A
1. Xote da Amizade (Mário Barbará)
2. Tango da Mãe (Cláudio Levitan)
3. Bolero Lero (Mário Barbará )
4. Xote do Jaguarão (Kledir Ramil)

Lado B
1. Marcou Bobeira (Cláudio Levitan)
2. Toda Moça (Sílvio Marques e Orlando Nascimento)
3. Flor (Nico Nicolaiewsky)
4. Nada Mais (Cláudio Levitan)


Nico Nicolaiewsky - voz, acordeon e piano
Sílvio Marques - voz e violões
Chaminé - baixo
Fernando Pezão - bateria

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FRASE DO DIA

“Dinheiro não desacata ninguém”.
Boca de Ouro

DAS MADRUGADAS

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

NÃO HÁ NADA TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR

CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU

José Rodrigues da Silva (Santos, 1944) e Décio Scarpelli (Santos, 1942 - São Paulo 1994) conheceram-se em Santos, em 1956, e no final da década de 1950 formaram "Os Boas Pintas", apresentando-se em rádios e boates. 

Nos anos 60, convidados para participar dos programas de televisão de Hugo Santana, adotaram os cognomes de Deny e Dino, e na época gravaram o primeiro compacto, para a Odeon, em 1966, com a música "Coruja" (da dupla), que obteve grande sucesso. Participantes do programa Jovem Guarda, da TV Record, em São Paulo, lançaram várias composições, como “Eu não me importo”, “Lição de moral”, “O estranho homem do disco voador”, incluídas todas no LP Coruja, que vendeu mais de dois milhões de cópias, um feito inacreditável para a época.



A dupla gravou mais de 30 compactos e 10 LPs e participou de muitos programas de televisão da década de 1960. Após a morte de Dino, em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, Elliot de Souza Reis, que desde 1996 manteve o cognome Dino, e gravou o CD Essencial (selo Acervo, 1995), com regravações de antigos sucessos ao lado de músicas novas.


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GRANDES FRASES DE GRANDES FILMES

“The Force will be with you… always.”

(Que a Força esteja com você... sempre.)
Han Solon (Harrison Ford) - Star Wars (Guerra nas Estrelas) - 1977

FRASE DO DIA

"Quer aparecer, enfia um peixe na bunda e diz que é sereia."
Anônimo

DAS MADRUGADAS

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BREGA CHIQUE

José Olindo da Trindade, o José Leão,  nasceu em Lajes, no Rio Grande do Norte, em 14 de julho de 1947. Aos cinco anos, mudou-se com a família para o Niterói, no Rio de Janeiro, onde iniciou a carreira se apresentando no Clube do Guri, na TV Tupi. 

O menino prodígio fez muito sucesso com "Flor Mamãe", "Ele é Engraxate" e outras, mas sua carreira declinou à medida em que se tornou adulto, afastando-se definitivamente do 
meio musical.


Andei por todos os jardins
Procurando uma flor pra te ofertar
Em lugar algum eu encontrei
A flor perfeita pra te dar

Ninguém sabia onde estava
Essa flor mimosa perfeição
Ela se chama flor mamãe
E só nasce no jardim do coração

Enfeita, nossos sonhos
Perfuma, nossa ilusão
Flor divina, que eu suponho
Faz milagres em oração

Nesse dia, de carinho
Quero sentir lá no peito
Inebriando minha alma
Flor mamãe, amor perfeito

FRASE DO DIA

DAS MADRUGADAS

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

FOI DADA A LARGADA

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

FURTHER UP ON THE ROAD* (1976) THE BAND & ERIC CLAPTON

Sérgio Luiz Gallina

Filme obrigatório para qualquer ser humano: "O Último Concerto de Rock". Ou, no original, "The Last Waltz".


Further on up the road someone's gonna hurt you like you hurt me
Further on up the road someone's gonna hurt you like you hurt me
Further on up the road, baby, just you wait and see
----
You gotta reap just what you sow, that old saying is true
You gotta reap just what you sow, that old saying is true
Just like you mistreat someone, someone's gonna mistreat you
----
You been laughing, pretty baby, someday you're gonna be crying
You been laughing, pretty baby, some sad day you're gonna be crying
Further on up the road you'll find out I wasn't lying
----
Further on up the road someone's gonna hurt you like you hurt me
Further on up the road someone's gonna hurt you like you hurt me
Further on up the road, baby, just you wait and see
----
You been laughing, pretty baby, someday you're gonna be crying
You have been laughing, pretty baby, but someday you will be crying
Further on up the road you'll find out I wasn't lying
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*Don Robey and Joe Veasey aka Joe Medwick


FRASE DO DIA

"Um erro em bronze é um erro eterno."
Mário Quintana

DAS MADRUGADAS

domingo, 3 de janeiro de 2016

GALERIA DE NOTÁVEIS - JOHN CASSAVETES

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

CURTA NO TOA - CHEIROSA


Cheirosa

Sinopse: Um péssimo dia, um encontro, outra possibilidade. 

Gênero: Ficção 
Subgênero: Comédia 
Diretor: Carlos Segundo 
Elenco: Umberto Tavares, Valéria Gianechini 
Duração: 5 min Ano: 2009 Formato: Beta 
País: Brasil Local de Produção: MG 
Cor: Colorido

LEITURA DE DOMINGO

Como é mesmo o nome?

              Marina Colasanti
Levou o manequim de madeira à festa porque não tinha companhia e não queria ir sozinho.

Gravata bordeaux, seda. Camisa pregueada, cambraia. Terno riscado, lã. Tudo do bom. Suas melhores roupas na madeira bem talhada, bem lixada, bem pintada, melhor corpo. Só as meias um pouco grossas, o que porém se denunciaria apenas se o manequim cruzasse as pernas. Para o nariz firmemente obstruído, um lenço no bolsinho.

No relógio de ouro do pulso torneado, a festa já tinha começado há algum tempo.

Sorridentes, os donos da casa se declararam encantados por ter ele trazido um amigo.

— Os amigos dos nossos amigos são nossos amigos — disseram saboreando a generosidade da sua atitude. E o apresentaram a outros convidados, amigos e amigos de nossos amigos. Todos exibiram os dentes em amável sorriso.

Recebeu o copo de uísque, sua senha. E foi colocado no canto esquerdo da sala, entre a porta e a cômoda inglesa, onde mais se harmonizaria com a decoração.

A meia hilaridade pintada com tinta esmalte e reforçada com verniz náutico exortava outras hilaridades a se manterem constantes, embora nenhuma alcançasse idêntico brilho. Abriam-se os transitórios vizinhos em amenidades que o compreensivo calar-se do outro logo transformava em confidências. Enfim alguém que sabia ouvir. Relatos sibilavam por entre gengivas à mostra e se perdiam em quase espuma na comissura dos lábios. Cabeças aproximavam-se, cúmplices. Apertavam-se as pálpebras no dardejado do olhar. O ruge, o seio, o ventre, a veia expandida palpitavam. O gelo no uísque fazia-se água.

A própria dona da casa ocupou-se dele na refrega de gentilezas. Trocou-lhe o copo ainda cheio e suado por outro de puras pedras e âmbar. Atirou-se à conversa sem preocupações de tema, cuidando apenas de mantê-lo entretido. Do que logo se arrependeu, naufragando na ironia do sorriso que lhe era oferecido de perfil. A necessidade de assunto mais profundo levou-a à única notícia lida nos últimos meses. E nela avançou estimulada pelo silêncio do outro, logo úmida de felicidade frente a alguém que finalmente não a interrompia. No mais frondoso do relato o marido, entre convivas, a exigiu com um sinal. Afastou-se prometendo voltar.

O brilho de uma calvície abandonou o centro da sala e coruscou a seu lado, derramando-lhe sobre o ombro confissões impudicas, relato de farta atividade extraconjugal. Sem obter comentários, sequer um aceno, o senhor louvou intimamente a discrição, achando-a, porém, algo excessiva entre homens. Homens menos excessivos aguardavam em outros cantos da sala a repetição de suas histórias.

Não acendeu o cigarro de uma dama e esta ofendeu-se, já não havia cavalheiros como antigamente. Não acendeu o cigarro de outra dama e esta encantou-se, sabia bem o que se esconde atrás de certo cavalheirismo de antigamente. Os cinzeiros acolheram os cigarros sem uso.

Um cavalheiro sentiu-se agredido pelo seu desprezo. Um outro pela sua superioridade. Um doutor enalteceu-lhe a modéstia. Um senhor acusou-lhe a empáfia. E o jovem que o segurou pelo braço surpreendeu-se com sua rígida força viril.

Nenhum suor na testa. Nenhum tremor na mão. Sequer uma ponta de tédio. Imperturbável, o manequim de madeira varava a festa em que os outros aos poucos se descompunham.

Já não eram como tinham chegado. As mechas escapavam, amoleciam os colarinhos, secreções escorriam nas peles pegajosas. Só os sorrisos se mantinham, agora descorados.

No relógio torneado do pulso rijo a festa estava em tempo de acabar.

As mulheres recolhiam as bolsas com discrição. Os amigos, os amigos dos amigos, os novos amigos dos velhos amigos deslizavam porta afora.

Mais tarde, a dona da casa, tirando a maquilagem na paz final do banheiro, dedos no pote de creme, comentava a festa com o marido.

— Gostei — concluiu alastrando preto e vermelho no rosto em nova máscara —, gostei mesmo daquele convidado, aquele atencioso, de terno riscado, aquele, como é mesmo o nome?

DO FUNDO DO BAÚ

S.W.A.T. foi um seriado dos anos 70 do gênero policial. A série traz a história dos agentes da SWAT lutando contra criminosos na Califórnia. A série foi criada por Aaron Spelling e Leonard Goldberg.


A série enfocava o trabalho de uma unidade de elite da polícia da Califórnia, a Special Weapons And Tatics (Equipe de Armas e Táticas Especiais), encarregada de lidar com situações de alto risco, como assaltos com reféns, criminosos fortemente armados em locais abrigados, desativação de artefatos explosivos, psicopatas, ladrões de jóias, sequestros ou confrontos armados com gangues, por exemplo. Esse grupo seleto, altamente treinado e bem disciplinado, era formado por policiais voluntários especialmente equipados e treinados para reduzir o risco associado a uma situação de emergência.


Liderada pelo tenente Dan Harrelson (mais conhecido como Hondo) e pelo sargento David Kay (o Deacon), a equipe ainda contava com outros policiais altamente treinados, incluindo: T.J. McCabe, o calmo atirador de elite do grupo; Dominic Luca, o namorador ídolo das adolescentes; e James Street, um símbolo de responsabilidade.

Os policiais da SWAT eram integrados à equipe com experiência militar no Vietnã e depois de uma rigorosa bateria de testes físicos, além de uma avaliação minuciosa da vida de cada policial, assim, a equipe era constituída de homens com bons antecedentes e bom caráter.

Toda vez que a SWAT era chamada, os cinco integrantes colocavam rapidamente seu uniforme, passando a usar uma vestimenta que incluía armas pesadas, bombas de gás, cordas e metralhadoras. 


Steve Forrest - tenente Dan "Hondo" Harrelson
Rod Perry - sargento David "Deacon" Kay
Robert Urich - oficial Jim Street
Mark Shera - oficial Dominic Luca
James Coleman - oficial T.J. McCabe
Ellen Weston - Betty Harrelson (Esposa de Hondo)
Judson Pratt

A música tema, composta por Barry De Vorzon e interpretada pela banda Rhythm, virou um clássico.

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FRASE DO DIA

"Me internei muitas vezes por causa da bebida. Mas no bar. Chegava de manhã e só saía no outro dia."
Bartô Galeno

DAS MADRUGADAS

sábado, 2 de janeiro de 2016

CORREIO DO CORVO

Natalie Cole
(06/02/1950 - 31/12/2015)

COVER DO SÁBADO

Rock and Roll Music é uma canção de 1957, escrita e gravada pelo ícone do rock'n roll Chuck Berry. É uma das composições mais populares e duradouras de Berry. No outono de 1957, a canção alcançou a posição número 6 na Billboard da revista R & B Singles Chart e número 8 no Hot 100 chart.

A canção foi gravada por muitos artistas conhecidos, incluindo Bill Haley & His Comets , The Beach Boys , REO Speedwagon , Mental As Anything , Humble Pie e Manic Street Preachers.


Os Beatles executaram a música em muitos de seus primeiros shows em Hamburgo. No final de 1964, exaustos ao final de uma turnê e com falta de material original, eles decidiram gravar vários de seus antigos favoritos de rock e rhythm and blues para preencher o LP Beatles For Sale A gravação deles de Rock and Roll Music tornou-se tão conhecida quanto a original.

O vocal principal foi gravado por John Lennon . Em contraste com a interpretação uniforme em de Berry, Lennon canta alto e de forma mais dinâmica. Nos EUA, a música foi lançada no LP '65 Beatles .

A versão foi lançada como single em alguns países, e liderou as paradas na Noruega, Holanda (duas vezes) e Austrália.

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NOTÍVAGOS

Edward Hopper começou a pintar Notívagos imediatamente após o ataque a Pearl Harbor, num domingo (7 de dezembro de 1941). Após o evento, houve um sentimento generalizado de tristeza por todo o país, um sentimento que é retratado na pintura. A rua está vazia fora do restaurante e no interior nenhuma das três pessoas no balcão está aparentemente olhando ou conversando com os outros, todos estão perdidos nos seus próprios pensamentos.


O trabalhador do restaurante, olhando por cima do seu trabalho, parece estar a olhar para fora da janela, para trás dos clientes. O canto do restaurante é de vidro curvado ligado em ambos os lados. O clima será quente, com base nas roupas usadas pelos clientes. Não há sobretudos em evidência e a blusa da mulher é de manga curta. Do outro lado da rua são o que parecem ser janelas abertas numa segunda loja. A luz do restaurante abunda pela rua fora apanhando até uma das janelas do outro lado da rua. Este retrato da vida urbana moderna, como o vazio ou a solidão é um tema comum em todo o trabalho de Hopper. É nitidamente delineada pelo facto de que o homem de costas para nós parece mais solitário por causa do casal sentado ao lado dele. Se olharmos com mais atenção, fica evidente que não há maneira de sair da zona do bar, como as três paredes formam um triângulo que cria uma espécie de armadilha que encurrala os clientes. É também notável que o bar não tem porta visível para o exterior, o que ilustra a ideia de confinamento e aprisionamento. Na altura da sua produção, as luzes fluorescentes tinham acabado de ser desenvolvidas, talvez por isso a luz que está a contribuir para o jantar está lançando um brilho estranho sobre o mundo exterior, quase breu preto. Um anúncio para os cigarros "Phillies" é destaque em cima do restaurante.

Gail Levin, biógrafo de Hopper, especula que o quadro pode ter sido inspirado na pintura "O Café à Noite na Place Lamartine" de Vincent Van Gogh,4 que esteve em exposição em Nova Iorque durante Janeiro de 1942.

Autor Edward Hopper
Data 19421
Técnica óleo sobre tela
Dimensões 84.1 cm × 152.4 cm
Localização Art Institute of Chicago, Chicago (Illinois).

Com Wikipedia

FRASE DO DIA

"O importante é o principal, o resto é secundário."
Neném Prancha

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

MÚSICA NA SEXTA

Alcione Dias Nazareth nasceu em São Luís, Maranhão, em 1947.


Alcione não deve o nome à filha de Éolo, filho de Heleno, que era casada com Ceix, filho de Lúcifer, e sim a um romance espírita. Também é conhecida como Marrom.

Em 1968, mudou-se para o Rio de Janeiro e foi trabalhar em uma loja de discos.

Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa "A Grande Chance", de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa "Sendas do Sucesso"

Em 1978, lançou o LP "Alerta Geral", nome do programa de música popular brasileira da Rede Globo, dirigido por Augusto César Vannucci e escrito por Ricardo Cravo Albin, que foi comandado por ela durante dois anos. Desse disco, várias composições fizeram sucesso, entre elas "Sufoco" (Chico da Silva e Antônio José).

Muitas bandas de rock, rock pesado, planejam há tempos uma versão dessa bela canção.

Sufoco
Chico da Silva e Antônio José
Não sei se vou aturar
 Esses seus abusos
 Não sei se vou suportar
 Os seus absurdos
 Você vai embora
 Por aí afora
 Distribuindo sonhos
 Os carinhos
 Que você me prometeu...
 Você me desama
 E depois reclama
 Quando os seus desejos
 Já bem cansados
 Desagradam os meus...
Não posso mais alimentar
 A esse amor tão louco
 Que sufoco!
 Eu sei que tenho
 Mil razões
 Até para deixar
 De lhe amar
 Não, mas eu não quero
 Agir assim, meu louco amor
 Eu tenho mil razões
 Para lhe perdoar

FRASE DO DIA

"Não importa se você tem um pinto grande. O importante é ter cara de quem tem pinto grande."
Paulo César Pereio