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terça-feira, 4 de março de 2014

SEGURANÇA

O prédio onde moro teve um problema de arrombamento. Nada de grave, os meliantes entraram no que chamam aqui no prédio de “casa das máquinas”. Levaram algumas ferramentas, lâmpadas etc. Fora o fato de ter vagabundos andando pelo prédio, nada sério.

A atitude do síndico – desses ditos profissionais – é que me causou espécie. Disse pra todo mundo trancar a porta e o portão de entrada do prédio em qualquer dia e horário. E completou: “A segurança do prédio depende apenas de nós mesmos”.

Ora, será que ele é inocente, burro ou não sabe escrever? Se a segurança dependesse somente de quem mora no prédio não precisaríamos fechar porta nenhuma.

BREGA CHIQUE

O argentino Roberto Livi iniciou sua carreira no Brasil em 1964, no período final da Jovem Guarda, tendo sucesso com dois discos e vários singles, entre eles Teresa (versão de Juvenal Fernandes para o original de Sergio Endrigo), que vendeu uma cifra respeitável (para 1967) de 11.000 exemplares em um mês.

Como produtor, trabalhou com os The Fevers, Augusto José e outros artistas da Odeon. Foi o responsável pelo lançamento de Sidney Magal e foi o compositor e produtor de "Sou Rebelde", um grande sucesso de Lilian. Após a década de 80, Livi foi trabalhar em Miami, onde se tornou um compositor ativo para artistas como Julio Iglesias e produtor de vários álbuns.


Tereza, quando te dei aquela
Rosa bem vermelha
Me lembro do teu rostinho que ficou da mesma cor
Tereza, eu pude então de tar um beijo comovido
Me lembro dos teus olhinhos me falando de amor
Tereza, eu ja nem sei se tu me queres, será talvez
que não te atreves a me entregar o teu amor
Agora tereza, ja não entendo mesmo nada,
quase nada, não quero ficar pensando 
tanto assim em te perder
tereza eu quero tanto que me fales como
antes me lembro que tinha medo de perder o meu amor
Tereza, eu ja nem sei se tu me queres - BIS
Sera talvez que não te atreves a me entregar seu coração

FRASE DO DIA

"Eu quero dinheiro apenas para ser rico."
John Lennon

segunda-feira, 3 de março de 2014

SERVIÇO


As rádios estão pródigas em dar os serviços que funcionarão ou não durante o Carnaval. Frisam, em especial, que os bancos não funcionarão na segunda e nem na terça-feira.

Essa informação pode ser muito útil. Pra quem está chegando de Marte. Todo ano é a mesma coisa. Só falta alguém me dizer que foi surpreendido ao chegar ao banco e ver as portas fechadas.

CONTO ERÓTICO

O site Interfilmes apresenta da seguinte maneira a sinopse de Her, filme que concorreu em algumas categorias do Oscar 2014:

Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer "Samantha", uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.

Lembrei de um conto de Luis Fernando Veríssimo, do seu livro “Ed Mort e outras histórias”, de 1985.

         Conto Erótico
- Às suas ordens.

- Que-quem é?

- Às suas ordens.

- Acho que apertei o botão errado. Ainda não me acostumei com o painel deste novo sistema. Como é que eu faço para conseguir uma linha direta?

- Linha direta: Comprima o botão vermelho no canto direito inferior do painel. Aguarde. Se não der sinal de linha, comprima o marrom, depois o vermelho novamente. Repita a operação até conseguir a linha. Obrigado, senhorita... De nada. Desligo.

- Escute!

- Às suas ordens.

- Olhe. Por favor, não pense que eu estou sendo indiscreto, mas é que eu não reconheci a sua voz. Você é nova no escritório? Alô?

- Às suas ordens.

- Eu só queria esta informação...

- Informação: Comprima o "zero" no painel. Aguarde. Quando ouvir o sinal eletrônico, declare a informação desejada. Fale pausadamente.

- Não, não. Eu só queria saber... Em primeiro lugar, o que é que você está fazendo aqui esta hora? Todo mundo já foi pra casa. Já sei, é seu primeiro dia, você ainda está desambientada. Mas não precisa exagerar. Ninguém me disse que iam contratar uma nova telefonista. Aliás, me disseram que com este novo sistema, não precisava telefonista. Você não me responde?

- Às suas ordens.

- Só me diga seu nome. Olhe, não sei o que lhe disseram a meu respeito, mas eu não sou um patrão duro, não. Só fico até esta hora no escritório porque, francamente, este é o lugar onde me sinto melhor. Minha mulher nem fala mais comigo. Me sinto muito melhor aqui, na minha mesa, na minha poltrona giratória, as minhas coisas, agora este novo telefone... Entendeu? Não sei porque estou contando isso pra você. Ah é pra você não ter medo de conversar comigo. Sou absolutamente inofensivo. As funcionárias deste escritório, pra mim, fazem parte da mobília, entende? Jamais faltei com respeito com nenhuma delas. Aliás, jamais faltei com respeito com mulher nenhuma viu? Você não tem nada pra me dizer?

- Não há mensagens.

- O quê?

- Às suas ordens.

- Mas eu sou um animal. Você é uma gravação! Agora entendi. E eu aqui falando sozinho... Mas sabe que você tem uma voz linda?

- Às suas ordens.

- Quero fazer amor com você. Agora. Aqui. Em cima da mesa. Com a sua cabeça atirada pra trás, por cima do calendário eletrônico. Com o jogo de canetas de acrílico espetando as suas costas. E você rindo, selvagemente, de prazer e de dor. Depois rolaremos pelo carpete como dois loucos. Como duas feras. Derrubaremos a mesa do café.

- Café: comprima o botão rosa.

- Ahn. Diz de novo. Comprima o botão rosa. Diz. Café.

- Café: comprima o botão rosa.

- Quero passar o resto da minha vida ouvindo a sua voz e comprimindo o seu botão rosa. Nunca mais preciso sair do escritório. Só nós dois. Quero fazer tudo com você. Tudo! Você deixa?

- Às suas ordens.

CLÁSSICOS PARA A VIDA ETERNA

EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA - 1972 - SÉRGIO SAMPAIO

Sérgio Moraes Sampaio (Cachoeiro de Itapemirim, 13 de abril de 1947 — Rio de Janeiro, 15 de maio de 1994) foi um cantor e compositor brasileiro. Suas composições variam por vários estilos musicais, indo do samba e choro, ao rock'n roll, blues e balada. Morreu prematuramente de pancreatite em 1994.

Seu maior sucesso foi Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, de 1972, que lhe rendeu vários prêmios e foi sucesso de execução e vandas.



Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

FRASE DO DIA

"Conheci toda espécie de homem, de um guerrilheiro latino-americano a um sheik saudita." 
Candice Bergen

DAS MADRUGADAS

Os últimos acontecimentos sociais não influenciaram muito e nem diretamente na minha vida. Mas eu não sou parâmetro pra nada.

Ouvi muitos relatos de pessoas que padeceram com a última greve dos ônibus na MuiLeal. E parece que até agora ninguém apresentou um número aproximado do prejuízo causado pela paralisação dos coletivos. O que me fez lembrar das Aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor.

 A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito para motor

domingo, 2 de março de 2014

CURTA NO TOA - ELETROTORPE


ELETROTORPE
Sinopse: Numa noite, universos aparentemente desconexos se cruzam. Uma estrada e uma rave são início e fim de uma inusitada jornada das vidas de quatro personagens que são obrigados a confrontarem seus valores em uma viagem entorpecente, ao som de música eletrônica.

Gênero: Ficção
Subgênero: Drama, Suspense
Diretor: Nalu Béco, Yuri Amaral
Elenco: João Rodrigues, Mayana Moura, Rita Pisano, Thiago Real
Duração: 14 min
Ano: 2008
Formato: Beta
País: Brasil
Local de Produção: SP
Cor: Colorido

LUIGGI PERGUNTA


Será que algum dia vai ser possível ouvir uma referência a Elis Regina sem que se ouça a sua alcunha “pimentinha”?

DO FUNDO DO BAÚ

José Flores de Jesus, o Zé Keti, nasceu no Rio de Janeiro em 1921 e faleceu no Rio em 1999.

Começou a atuar na década de 1940, na ala dos compositores da escola de samba Portela. Em 1955, sua carreira começou a deslanchar quando seu samba "A voz do morro", gravada por Jorge Goulart e com arranjo de Radamés Gnattali, fez enorme sucesso na trilha do filme "Rio 40 graus", de Nelson Pereira dos Santos. 

Em 1964, participou do espetáculo "Opinião", ao lado de João do Vale e Nara Leão, que o levou ao concerto que tornou conhecidas algumas de suas composições, como "Opinião" e "Diz que Fui por Aí" (esta em parceria com Hortêncio Rocha). No ano seguinte, lançou "Acender as velas", considerada uma de suas melhores composições.


Com Hildebrando Matos, compôs, em 1967, a marcha-rancho "Máscara Negra", outro grande sucesso, gravada por ele mesmo e também por Dalva de Oliveira, foi a música vencedora do carnaval, tirando o 1º lugar no 1º Concurso de Músicas para o Carnaval, criado naquele ano pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som e fazendo grande sucesso nacional.

LEITURA DE DOMINGO

      Herman Hesse
Um só bom e verdadeiro leitor é muito mais do que milhares de leitores superficiais. Assim também são tão pouco importantes os empreendimentos, as vitórias, as realizações de um ditador, de um ladrão, etc., pois todos só se contam pela quantidade e só graças a ela se fizeram.

Cada livro que lemos agita sempre nossa bússola interior. Cada autor nos mostra como o mundo pode ser enfocado sob outros pontos de vista diversos. Aos poucos, vai cessando a oscilação, e a agulha volta a indicar a antiga direção que as tendências de nosso próprio ser lhe davam. Assim acontece sempre comigo, quando faço uma pausa em minhas leituras. 

Podemos ler muito, e um solitário amigo da leitura respeita os livros e o que eles dizem, do mesmo modo como um homem educado respeita os outros homens. Fico às vezes admirado de quanto proveito as leituras nos trazem. Mas, depois, é preciso de novo deixar tudo de lado e, por algum tempo, caminhar pelas florestas, sentir o ar e as flores, as nuvens e o vento e reencontrar aquele tranqüilo ponto, a partir do qual o mundo se nos abre em sua unidade.

Quem no mundo imortal dos livros se sente, por assim dizer, em casa estabelece uma nova relação não só com o conteúdo, mas até com os próprios livros em si mesmos. Hoje em dia, somos obrigados não só a ler livros, mas também a comprá-los. Como velho amigo dos livros e dono de uma não pequena biblioteca, posso assegurar, por experiência própria, que comprar livros não serve apenas para sustentar os livreiros e autores: a posse de livros (não somente a sua leitura) proporciona alegrias especiais e tem até sua moral própria. 

Pode, por exemplo, ser uma verdadeira alegria e um fascinante esporte ficarmos mais astutos, espertos, tenazes, sem quase gastar dinheiro, servindo-nos das edições mais populares e baratas ou de catálogos sempre renovados. Não obstante todas as dificuldades, podemos até fundar uma pequena livraria. 

Já aos que têm maiores posses, é-lhes dado sorver de uma alegria mais refinada, quando procuram a melhor e a mais bela edição de um livro predileto, quando colecionam livros antigos e raros, e quando mandam fazer para seus livros uma encadernação bem cuidada e elegante. Desde a mais minuciosa economia dos vinténs até ao mais alto luxo, abrem-se aqui belos caminhos, todos repletos de alegria.

(do livro "Par ler e guardar", de Hermann Hesse, p. 99/100) 

FRASE DO DIA

"Casar é trocar a admiração de vários homens pela crítica de um só."
Audrey Hepburn

DAS MADRUGADAS

Mais rock na madrugada. Mais The Ventures. Tequila!

sábado, 1 de março de 2014

ARRANJO EM CINZA E PRETO

O quadro “Arranjo em Cinza e Preto nº 1”, também é conhecido como “Mãe de Whistler”, do artista James McNeil Whistler, tornou-se popular como uma imagem arquetípica de uma matriarca sóbria, mas sincera.
 
 

Séria e pensativa, a mulher idosa está sentada numa pose rígida e formal, com as mãos segurando um lenço de renda branca. Seu cabelo grisalho e liso, assim como suas roupas escuras, são simples e puritanas.

A imagem passa uma forte impressão de austeridade, enfatizada pelo esquema de cores opacas e pelas horizontais e verticais fortes de elementos como as molduras, a cortina longa e o rodapé alto. Mas apesar de toda a severidade da pintura, há nela uma sensação de humanidade frágil, mas digna.

O retrato da mãe de Whistler foi exposto pela primeira vez na Academia Real, em Londres, no ano de 1872. Inicialmente sofreu rejeição, mas acabou sendo apreciado por influência de William Boxall, diretor da Nacional Gallery e amigo do pintor.

4 detalhes de Arranjo em Cinza e Preto nº 1 se destacam:

1. Perfil:

 O artista retratou a mãe em perfil total. A pose foi muito usada por artistas do renascimento e se manteve popular em diversos tipos de arte. Ela define o tom de rigor formal da imagem.

2. Cadeira:

 É o único objeto na pintura que se desvia ligeiramente da rigidez angular. Embora Whistler preferisse pintar pessoas em pé, uma doença e a idade tornavam a posição incômoda para a modelo, que adotou a pose sentada.

3. Mãos e lenço:

 Além da cabeça, a parte mais detalhada da pintura é a área que mostra as mãos da senhora segurando o lenço. O acessório era usado para que as mãos da modelo parecessem naturalmente ocupadas.

4. Banquinho para os pés:

O banquinho fornece à imagem um tom doméstico, que suaviza um pouco a gravidade geral da composição. Raios X da pintura mostram que originalmente o apoio para pés era mais alto.
 
Ficha Técnica - Arranjo em Cinza e Preto nº 1:
 
Autor: James McNeill Whistler
Onde ver: Musée D'Orsay, Paris, França
Ano: 1871
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 144,3cm x 162,5cm
Movimento: Tonalismo
Com Universia Brasil
 
 

CENAS DO VERÃO

Sujeito chega com a mulher e a sogra num bar na beira da praia disposto a tomar um suco. Pede uma sugestão ao garçom, que aconselha o suco de melancia com hortelã. Três, então.

Passam-se 20 minutos e nada. Perto de meia hora de espera, aparece o garçom, que coloca dois sucos na mesa e pede desculpas à família, pois teve que dar o terceiro suco para um outro cliente que esperava há mais tempo. A família se entreolha, sem entender a "lógica", mas como já haviam esperado todo aquele tempo, dizem ao garçom que irão esperar o terceiro.

Mais dez minutos e aparece o rapaz com um suco só de melancia. "Cadê a hortelã?" O gajo coça a cabeça, pensa na solução e pede que eles consumam o suco como está que ele providenciará o correto.

Mais 15 minutos e o infante volta com o suco pedido. Só de melancia...

CARNAVAL

Polícia Rodoviária informa: melhor horário pra partir de POA para o litoral é no sábado, no final de tarde.

Polícia Rodoviária informa: melhor horário pra voltar do litoral é no domingo pela manhã.

Bacana. Camarada chega lá, dá oi, enfrenta uma fila com a turma no mercado ou pra jantar, dorme amontoado com os parentes, dá tchau e volta. Beleza de Carnaval.

COVER DO SÁBADO

Quase fui lhe procurar é uma composição de Getúlio Côrtes gravada por Roberto Carlos no disco "O Inimitável", de 1968.


Em 1995, Luiz Melodia incluiu a canção no disco "14 Quilates".

FRASE DO DIA

"Se há um segredo para o sucesso é segredo até para mim.”
Luis Fernando Verissimo

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MUITO JUSTO


Sobre a aprovação do projeto que proíbe o uso de máscaras em manifestações na Muileal, pergunta um leitor:

Também será proibido aos nobres elementos da valorosa Brigada Militar retirar a identificação que DEVE estar SEMPRE visível no peito, no uniforme de cada um?