Linha do Horizonte, de Paraná e Paulo Sérgio Valle, foi gravada pelo grupo Azymuth e lançada no disco "Águia Não Come Mosca", de 1977. A música fez enorme sucesso e entrou na trilha sonora da novela Locomotivas, da Rede Globo.
Em 1999, Guilherme Arantes regravou a canção em seu 25º disco, que leva o nome do cantor/compositor/tecladista.
sábado, 21 de novembro de 2015
BAR NO FOLIES-BERGÈRE
De diversas maneiras, Bar no Folies-Bergère, do pintor impressionista francês Edouard Manet, reúne tanto a complexidade das preocupações visuais do artista quanto o tema central da burguesia, recorrente nas telas de diversos artistas impressionistas.
Na obra Manet apresenta um desafio adicional nas complexas interações visuais entre a garçonete e os reflexos no espelho atrás dela. O balcão de mármore acomoda objetos de um café-concerto e, no espelho, a clientela do bar se revela em busca de diversão. A ovem não chega a chamar a atenção do observador, com a sua pose entediada, pensativa ou resignada, como se também estivesse sendo exposta, possivelmente disponível para os clientes.
O enigma da obra encontra-se no ângulo de reflexo no espelho em relação à suposta posição do espectador e à aparente ausência do homem diante do balcão, que aparece refletido à direita da tela.
A jovem ocupa uma posiçã central na obra, mas existem outros detalhes que captam a atenção do espectador. Com as mãos apoiadas no balcão a moça cria uma pirâmide que reúne os itens expostos. Garrafas, frutas e rosas harmonizam com o rosto, o vestido e o cabelo dela, confirmando a associação feita por Manet.
Atrás da garçonete, o espelho reflete uma cena confusa. O balcão horizontal encontra correspondência no reflexo a meia distância. Existe certa nebulosidade no espelho para distinguir o reflexo da realidade. A imagem de um homem à direita, no alto, parece sem sentido e tanto a presença dele como as costas da garçonete parecem fora da realidade.
Três detalhes de Um Bar no Folies-Bergère se destacam:
1. Garçonete:
A jovem retratada na tela é Suzon. A jovem não era modelo e de fato trabalhava no Folies-Bergère. Algumas propagandas do bar mostravam clientes flertando com as atendentes, dando a entender que elas também estavam à venda.
2.Mundo burguês:
Manet fez questão de incorporar ao trabalho a superficialidade da busca pelo prazer, típica do mundo burguês. Ao mesmo tempo, o pintor questionava o papel da pintura, da garçonete, do espectador e dele mesmo.
3. Elementos no espelho:
A composição dos elementos no espelho fazem com que o espectador se esforce para entender a cena. Quem aprecia a tela precisa se questionar se está no lugar do cliente ou em algum lugar à parte, simplesmente observando a interação.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
MÚSICA NA SEXTA
Ivan Conti, o Mamão (bateria), Alex Malheiros (baixo) e José Roberto Bertrami (teclados), conheceram-se no início dos anos 70. Em pouco tempo formariam o grupo Azymuth.
Os músicos inauguraram o Canecão tocando em grupos diferentes e formaram uma banda chamada Grupo Seleção. Tocaram em várias casas noturnas no Rio de Janeiro sua mistura de jazz, samba, funk e rock e passaram a participar de gravações em estúdios com diversos cantores e orquestras. Entretanto, eles não estavam satisfeitos em simplesmente sentar, jogar poker e ensaiar. A recém-formada banda estava disposta a continuar a fazer shows ao vivo e a gravar suas músicas, sempre que possível.
O nome Azymuth foi herdado de uma composição de Marcos e Paulo S. Vale da trilha sonora do filme O Fabuloso Fittipaldi.
Em 1974, "Pela Cidade" entra na trilha sonora da novela O Espigão, com crédito para Bertrami e Conjunto Azymuth. O álbum próprio veio em 1975, com "Linha do Horizonte", o primeiro sucesso. O sucesso se repete em 1976 com "Melô da Cuíca", que vem a ser também trilha sonora de uma novela da Rede Globo (Pecado Capital).
Em 1977, o LP Águia Não Come Mosca, traz outra música conhecida e novamente tema de novela: "Voo Sobre o Horizonte" (As Locomotivas).
Linha do Horizonte foi regravada várias vezes, inclusive por artistas como Guilherme Arantes e Luiz Melodia, mas nenhuma com o destaque da gravação original.
Fonte: http://www.azymuth.net/
Os músicos inauguraram o Canecão tocando em grupos diferentes e formaram uma banda chamada Grupo Seleção. Tocaram em várias casas noturnas no Rio de Janeiro sua mistura de jazz, samba, funk e rock e passaram a participar de gravações em estúdios com diversos cantores e orquestras. Entretanto, eles não estavam satisfeitos em simplesmente sentar, jogar poker e ensaiar. A recém-formada banda estava disposta a continuar a fazer shows ao vivo e a gravar suas músicas, sempre que possível.
O nome Azymuth foi herdado de uma composição de Marcos e Paulo S. Vale da trilha sonora do filme O Fabuloso Fittipaldi.
Em 1974, "Pela Cidade" entra na trilha sonora da novela O Espigão, com crédito para Bertrami e Conjunto Azymuth. O álbum próprio veio em 1975, com "Linha do Horizonte", o primeiro sucesso. O sucesso se repete em 1976 com "Melô da Cuíca", que vem a ser também trilha sonora de uma novela da Rede Globo (Pecado Capital).
Em 1977, o LP Águia Não Come Mosca, traz outra música conhecida e novamente tema de novela: "Voo Sobre o Horizonte" (As Locomotivas).
Linha do Horizonte foi regravada várias vezes, inclusive por artistas como Guilherme Arantes e Luiz Melodia, mas nenhuma com o destaque da gravação original.
LINHA DO HORIZONTE
Paraná / Paulo Sérgio Valle
É eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar.
Eu quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar.
Eu quero encontrar a rosa dos ventos e me guiar.
Eu quero virar pássaro de prata e só voar.
É aqui onde estou essa é minha estrada por onde eu vou.
E quando eu cansar na linha do horizonte eu vou pousar.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
ÁLBUM DA QUINTA
TUTU - 1986 - MILES DAVIS
Tutu foi lançado em 1986 pela Warner Bros Records. O nome do álbum é uma homenagem ao Arcebispo Desmond Tutu, o primeiro negro arcebispo anglicano da Cidade do Cabo, África do Sul. A faixa "Full Nelson" refere-se a Nelson Mandela. Miles Davis recebeu o prêmio de Melhor Performance Instrumental Solo de Jazz no Grammy Award, em 1987, por sua atuação em Tutu.
Originalmente planejado como uma colaboração com Prince, Davis acabou trabalhando com o baixista e multi-instrumentista Marcus Miller. Miller escreveu e arranjou todas as músicas, exceto "Tomaas" (co-escrito por Davis), "Backyard Ritual" (do tecladista George Duke) e "Perfect Way" (do grupo pop Scritti Politti). A música do disco é fortemente inspirada no R&B e no funk, com uso pesado de sintetizadores, sequenciadores e drum machines.
Tutu foi produzido por Tommy LiPuma e Marcus Miller, com exceção de "Backyard Ritual", que foi co-produzido por Duke e LiPuma.
Side 1
1. Tutu – 5:15
2. Tomaas – 5:38 (Davis, Marcus Miller)
3. Portia – 6:18
4. Splatch – 4:46
Side 2
1. Backyard Ritual – 4:49 (George Duke)
2. Perfect Way – 4:35 (David Gamson, Green Gartside)
3. Don't Lose Your Mind – 5:49
4. Full Nelson – 5:06
Miles Davis - trumpet
Marcus Miller - bass guitars, guitar, synthesizers, drum machine programming, bass clarinet, soprano sax, other instruments
Jason Miles - synthesizer programming
Paulinho da Costa - percussion on "Tutu", "Portia", "Splatch", Backyard Ritual"
Adam Holzman - synthesizer solo on "Splatch"
Steve Reid - additional percussion on "Splatch"
George Duke - all except percussion, bass guitar, and trumpet on "Backyard Ritual"
Omar Hakim - drums and percussion on "Tomaas"
Bernard Wright - additional synthesizers on "Tomaas" and "Don't Lose Your Mind"
Michał Urbaniak - electric violin on "Don't Lose Your Mind"
Jabali Billy Hart - drums, bongos
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O MUNDO MONGO II
Com o título 'Temos hamburgueria sem frescura em Porto Alegre', o site do Correio do Povo traz uma matéria que diz que o hambúrguer 'nuuunca' esteve tão em alta como agora, com a abertura do The Chefs, no bairro Moinhos de Vento.
Não sei quem é a criatura que escreveu a matéria e nem a que tipo de público se dirige... Mas hamburgueria sem frescura, com esse nome, no Moinhos de Vento? Conforme se avança no texto, o crápula vai aumentando o nível de insultos à inteligência do leitor:
"Mas antes que você pense “ai lá vem mais uma história de burger gourmet blablablá zzzzzz”, calma. Os irmãos Gabriel e Rodrigo Zambon querem, justamente, fugir desse rótulo, já que suas receitas priorizam qualidade, mas sem frescura.
O espaço oferece sete variedades de hambúrgueres, além das opções veggie e de pão sem glúten e sem lactose. Os ingredientes, de primeira: a carne é proveniente de raças bovinas Angus e Hereford e moída diariamente na casa, o pão é artesanal, inspirado no brioche e preparado diariamente, e o queijo colonial vem direto da serra serra gaúcha."
Fico imaginando o que seria frescura prum um animal desses...
Não sei quem é a criatura que escreveu a matéria e nem a que tipo de público se dirige... Mas hamburgueria sem frescura, com esse nome, no Moinhos de Vento? Conforme se avança no texto, o crápula vai aumentando o nível de insultos à inteligência do leitor:
"Mas antes que você pense “ai lá vem mais uma história de burger gourmet blablablá zzzzzz”, calma. Os irmãos Gabriel e Rodrigo Zambon querem, justamente, fugir desse rótulo, já que suas receitas priorizam qualidade, mas sem frescura.
O espaço oferece sete variedades de hambúrgueres, além das opções veggie e de pão sem glúten e sem lactose. Os ingredientes, de primeira: a carne é proveniente de raças bovinas Angus e Hereford e moída diariamente na casa, o pão é artesanal, inspirado no brioche e preparado diariamente, e o queijo colonial vem direto da serra serra gaúcha."
Fico imaginando o que seria frescura prum um animal desses...
O MUNDO MONGO
Semana passada bombou nas redes sociais um post de uma imbecil dizendo que "amamentar é coisa de pobre".
A retardada, entre outras coisas, fala em "pobre fazendo pobrice", "pobraiada", "penca de filhos" e outras baboseiras. Certamente, é uma daquelas pessoas que não se conformam em ver todo o 'tipo' de gente andando de avião, por exemplo.
Lá pelas tantas, ela lasca: "Eu nunca amamentei meu filho e ele é lindo e saudável! O NAN hj em dia é completamente igual ao leite materno em questão de nutrição! Hoje em dia não tem mais necessidade de amamentar dessa maneira! O mundo ta evoluindo gente!"
Espero que o filho dela, além de lindo e saudável, consiga desenvolver um intelecto bem superior ao da mãe e seja um tipo melhor de pessoa.
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E pra não dizer que não falei de flores, que necessidade tem a outra abostada de amamentar enquanto pedala?
Vou te contar... Eu envelheço, eu envelheço...
CRIATURAS QUE O MUNDO ESQUECEU
Sérgio Sá iniciou a carreira cantando baladas de rock em inglês, no início da década de 1970. Nessa época, adotava o nome artístico de Paul Brian e lançou, em 1973, três compactos pela Top Tape. Logo depois, assumiria os teclados do grupo de rock paulistano Joelho de Porco, permanecendo nele até 1976.
Como compositor teve músicas gravadas por vários intérpretes, entre os quais Roberto Carlos, Fábio Jr., Simone e Chitãozinho & Xororó. Cego de nascença, construiu uma carreira como músico, intérprete, compositor e arranjador, e já tocou com Gilberto Gil, Stevie Wonder e Hermeto Paschoal, entre outros.
Como compositor teve músicas gravadas por vários intérpretes, entre os quais Roberto Carlos, Fábio Jr., Simone e Chitãozinho & Xororó. Cego de nascença, construiu uma carreira como músico, intérprete, compositor e arranjador, e já tocou com Gilberto Gil, Stevie Wonder e Hermeto Paschoal, entre outros.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
DE TV
Uma notícia no site UOL dá conta de que Jô Soares constrangeu a vlogueira Julia Tolezano, do canal "Jout Jout Prazer" (YouTube), durante uma entrevista realizada na última sexta-feira (13/11).
O texto da matéria diz que o apresentador parecia não saber que sua entrevistada produz conteúdo de cunho feminista e acabou deixando-a pouco à vontade ao fazer comentários sexistas.
Bueno, não é novidade para ninguém que os famosos talk shows servem apenas para que os convidados sirvam de escada para as piadas, muitas vezes de gosto duvidoso, dos entrevistadores, que são as "verdadeiras" estrelas.
De Johnny Carson, que ficou 30 anos no ar, a Conan O'Brien, passando por Jay Leno e David Lettermann, sempre foi assim. O que ainda me surpreende (sou um inocente, eu sei) é o completo desconhecimento que eles por vezes demonstram em relação a alguns de seus entrevistados. Não sei se é falha da produção ou soberba do entrevistador. Ou os dois.
O texto da matéria diz que o apresentador parecia não saber que sua entrevistada produz conteúdo de cunho feminista e acabou deixando-a pouco à vontade ao fazer comentários sexistas.
Bueno, não é novidade para ninguém que os famosos talk shows servem apenas para que os convidados sirvam de escada para as piadas, muitas vezes de gosto duvidoso, dos entrevistadores, que são as "verdadeiras" estrelas.
De Johnny Carson, que ficou 30 anos no ar, a Conan O'Brien, passando por Jay Leno e David Lettermann, sempre foi assim. O que ainda me surpreende (sou um inocente, eu sei) é o completo desconhecimento que eles por vezes demonstram em relação a alguns de seus entrevistados. Não sei se é falha da produção ou soberba do entrevistador. Ou os dois.
POLITICAMENTE CORRETO
Outro dia, li uma notícia sobre uma troca de desaforos no Facebook (o foro da moda) entre o dono de uma lanchonete de São Paulo e uma cliente.
O motivo foi uma postagem da cliente criticando a decoração de 'conteúdo machista' do estabelecimento (clique na imagem ao lado).
Os termos utilizados na rede foram de 'sapatão' e 'putinha de quinta' a 'otário' e 'traficantezinho de quinta'. O mundo está ficando muito chato...
O motivo foi uma postagem da cliente criticando a decoração de 'conteúdo machista' do estabelecimento (clique na imagem ao lado).
Os termos utilizados na rede foram de 'sapatão' e 'putinha de quinta' a 'otário' e 'traficantezinho de quinta'. O mundo está ficando muito chato...
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